GRANDES ENTREVISTAS

por

Formato de Carlos Leite Ribeiro

 

ENTREVISTADA

NANCY CASTRO COBO

 

 

 

 

 

Aeroporto Galeão- RJ

 

 

 

 

O avião já partira de Lisboa com muito atraso, e quando chegámos ao Aeroporto Internacional do Galeão (António Carlos Jovim) já o sol estava alto. Durante a viagem e antes de adormecer, li uns apontamentos que sempre me acompanham quando vou fazer uma entrevista.
“A bela Cidade Maravilhosa de São Sebastião do Rio de Janeiro, está dividida em 6 zonas: Zona Sul, Zona Norte, Zona Oeste, Centro, Ilhas e Favelas); 33 regiões administrativas; e 160 bairros e sub-bairros.

bairros

 

Recordei a praia de Copacaba, onde ia entrevistar a Nancy Cobo:” Copacabana: Praia que se localiza na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, onde temos como frequentadores uma grande diversidade de pessoas do Brasil e do mundo inteiro. Na sua orla existe um belíssimo calçadão, feito por calceteiros portugueses, com quiosques que servem diversas variedades de petiscos e bebidas. A parte da areia da praia é bem larga.

 

praia de Copacaba

calçadão

 

Nas areias douradas desta praia são feitos diversos eventos esportivos e musicais, pratica-se fut-volei, vólei de praia, futebol de areia e muitos outros desportos apropriados ao local. À beira-mar também  se podem encontrar diversos restaurantes, hotéis, e o Hotel mais charmoso do Rio, o Copacabana Palace. É uma praia iluminada à noite e por isso pode-se frequentá-la até tarde. Lá acontece o maior evento do Réveillon da cidade, onde tem a mais bela queima de fogos, talvez do mundo. O seu mar azulado é apropriado para banho, mas também é ótimo para prática da pesca”.
Fui vencido pelo sono e só acordei depois do avião ter aterrado e a hospedeira me ter acordado. Depois de passar pela alfândega e já na saída do aeroporto, ouvi uma voz atrás de mim, que me dizia:
Nancy – Estava a ver que você tinha desistido de me vir entrevistar. Sou a Nancy Cobo!
Voltei-me e vi, em vez de uma “veínha” que esperava encontrar, encontrei uma bela e ainda jovem senhora, dona de um lindo sorriso. Sorri e respondi-lhe ao cumprimento.
Já no carro, a minha entrevistada perguntou-me:
Nancy – Carlos, antes de irmos até ao Forte de Copacabana, quer ir a algum local?
Carlos – Se não se importa, gosto de ir tomar o café à Confeitaria Colombo, que fica no Centro da rua.
Nancy – Sei onde fica, porque até sou um pouco gulosa!
Pelo caminho, lancei-lhe a primeira pergunta:
Carlos - De que mais você se orgulha?
Nancy - De ser eu mesma em toda a minha essência
Carlos - Uma imagem do passado que não quer esquecer no futuro?
Nancy - Minha infância com minha mãe e minha irmã. Ver minha Vó numa cadeira de balanço, de cabelos brancos que nem neve, com um sorriso nos lábios e nos olhos um brilho que irradiava a felicidade.
Entretanto, chegámos à Confeitaria Colombo, onde tranquilamente tomámos o café. Não sei quem comeu mais bolos, só posso dizer que tive uma parceira à minha altura.

 

Confeitaria Colombo


Saímos e apanhámos o Aterro do Flamengo até ao Túnel Novo e em seguida pela Avenida Atlântica até ao final (Posto 6), onde fica o Forte de Copacabana. Este Forte foi inaugurado em 28 de Setembro de 1914. Classificado como de 1ª Classe pelo Aviso nº 1.761 de 29 de Setembro de 1914, foi considerado, na época, a mais moderna praça de guerra da América do Sul e um marco para a engenharia militar de seu tempo. O seu primeiro comandante, nomeado em 1912, ainda durante a construção, foi o Major Antônio Carlos Brasil.

 

Forte de Copacabana

 

Após a inauguração do forte, em 1919 foi adquirido à Mitra o terreno adjacente, e demolida a igrejinha que remontava à primeira metade do século XVIII, para dar lugar ao Quartel de Paz, concluído em Outubro de 1920. O Portão de Armas da Praça Coronel Eugênio Franco, assim como a entrada da Praça de Armas, foram projecto de Wolmer da Silveira.
Depois de estacionar o carro num parque, dirigimo-nos até ao banco ao Lado da Estátua de Carlos Drummond de Andrade, que, quando completou o seu 80º aniversário, foram realizadas exposições comemorativas na Biblioteca Nacional e na Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Os principais jornais do Brasil publicam suplementos comemorando a data. Recebeu o título de Doutor honoris causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A cidade do Rio de Janeiro festeja a data com cartazes de afecto ao poeta, e expõe obras suas como, "A lição do amigo - Cartas de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade", com notas do destinatário; "Carmina drummondiana", poemas de Drummond traduzidos ao latim por Silva Bélkior, etc.

http://www.caestamosnos.org/Pesquisas_Carlos_Leite_Ribeiro/Carlos_Drummond_de_Andrade.html
 

Copacabana


E foi neste cenário, junto à areia com lindo panorama sobre a soberba Baía de Guanabara, que começámos propriamente dito, a nossa entrevista.
Carlos - A Nancy fale-nos um pouco desta sua belíssima cidade – de acordo?
Nancy – Como o Carlos sabe, a Cidade do Rio de Janeiro, possui Praias lindas, um povo feliz , festeiro, acolhedor, mas um pouco descrente da Política atual. Possui vários Museus, belas casas Noturnas com boa Musica, Teatro Municipal onde várias óperas e Shows são apresentados. Em São Cristóvão, além da Feira Nordestina Uma Grande Homenagem ao Povo Nordestino , tem a Quinta da Boa Vista que já foi a residência da Família Imperial , hoje Museu com toda a História da época do Império .
Carlos - Como vai de amores?
Nancy – Feliz. Minhas netas são meu maior tesouro, a minha Família o porto Seguro. Escutar sempre o amigo, o irmão enfim quem no momento precisar de uma palavra amiga, e falar verdadeiramente o que sinto e penso. Sei que isso as vezes me traz problemas, terminam amizades, mas a vida é isso um vai e vem de emoções.
Carlos - Seu maior defeito?
Nancy - Falar o que penso, ser franca em todos os sentidos, nunca me deixar levar por ninguém e sempre ouvir os dois lados de qualquer história, para dai tirar as conclusões, aprendi tarde demais a agir assim.
Carlos - Sua melhor qualidade?
Nancy - Honestidade, valorizar sempre o amigo falando o que for preciso mesmo não sendo o que o outro quer ouvir, conjugar sempre o verbo amar, e respeitar .
Carlos - Seus passatempos preferidos?
Nancy - Escrever brincar com As Netas(o), ler, bater papo, dançar, e cantar.
Carlos - E quando você era criança?
Nancy - Gostava de Nadar, Cantar. Nadei até os meus 15 anos Pelo Clube de Regatas Vasco da Gama, onde com muitos pontos ajudei ao Clube nos Campeonatos de Natação. Em 1969 fui a 1a. Miss Piscina do Clube São Cristóvão Imperial, Clube que muito frequentei, para pular carnaval, dançar, enfim, Vivi momentos inesquecíveis . Depois de casada e já com filhos Voltei a Treinar no Clube São Cristóvão Imperial e Vasco da gama para competir na Categoria Master, sempre defendendo o Meu clube do coração Vasco da Gama.

 

Clube de Regatas Vasco da Gama


Carlos - E hoje como se autodefine?
Nancy - Sou honesta pois aprendi muito com minha Mãe que nos ensinava a Base de Ditados, e por isso passo as vezes como grossa, sou muito mal compreendida por quem ouve os ditados , mas sempre e sempre estarei vivendo e falando dos Grandes Ditados populares, pois estão presentes em nosso dia a dia.
Entretanto, tinham chegado ao local vários ônibus com dezenas de turistas que pretendiam fotografar o banco de Carlos Drummond de Andrade. Gentilmente, nos afastámos e fomos até ao Forte de Copacabana, e junto à varanda recomeçámos a entrevista.
 

Hotel Copacabana Palace

Estátua de Carlos Drummond de Andrade


Carlos - Nancy, qual o cúmulo da beleza, e, e da fealdade?
Nancy - Beleza se olhar no espelho e dizer existe alguém mais bela do que eu (risos). Fealdade, não existe pessoa feia, todo o ser humano é lindo por dentro, por fora nada diz não é importante, existe sim pessoas Monstruosas que só fazem e desejam mal aos outros por meio de fofocas, por meio de mensagens denegrindo a imagem de alguém. Fealdade para mim é isso .
Carlos - O dia começa bem se?
Nancy - Acordo olho para o Céu e falo: Obrigada Meu Deus por mais um dia.
Carlos - Que vício gostaria de não ter?
Nancy - O de falar o que penso.
Carlos - As piadas às louras são injustas?
Nancy - Não, pois servem para todas as mulheres , claro somente no sentido das Brincadeiras.
Carlos - Que influência tem em si a queda da folha e a chegada do frio?
Nancy - Nenhuma, mais uma mudança passageira.
Carlos - O arrependimento mata?
Nancy - Sim, quando deixo de fazer o que é preciso pois me preocupo em não magoar ninguém, mas saio sempre magoada.
Carlos - Qual foi o maior desafio que aceitou até hoje?
Nancy - Ser eu mesma, falando sempre o que penso ainda é um desafio, porque as vezes falo alguma coisa que sou mal compreendida, mas jamais falo para ofender ou magoar alguém.
Sei que quando falo o que penso e não bate com o que querem ouvir , nesse momento passo a ser eu o
pior ser humano, esse é para mim ainda o meu maior desafio  , mas continuarei sempre a ser eu mesma.
Carlos - Qual a personagem que mais admira?
Nancy - Amélia, Uma Mulher de Verdade . O meu Papel na Vida Não sei como ainda estou aqui com Garra, coragem e de cabeça erguida depois de tudo que já passei ...
Carlos - Que livro anda a ler?
Nancy - “Morreram e voltaram para Contar” - Gerson Simões Monteiro
Carlos - Autores e livros preferidos?
Nancy - “Zibia Gaspareto”, “Paulo Coelho”; “Violetas na Janela” , “Ninguém é de Ninguém”.
Carlos - Vamos falar de sua obra literária?
Nancy - Tenho alguns livros Editados como “Falando de Amor” 1ª edição, “Antologia Falando de Amor”, “Falando de Amor” 2ª edição, “Meditações do dia a dia”, e em breve “A vida como Ela É”. Vários E.books , Antologia Arquitetura Literária 1ª Ed.,
www.recantodasletras.com.br/autores/nancycobo
livros para venda
www.clubedeautores.com.br/books/search?utf8=%E2%9C%93&what=Nancy+Cobo&sort=&commit=BUSCA
Carlos - Os filmes comerciais que mais gostou?
Nancy - “Ghost”, “Titanic”, “Os Filhos de Francisco”, “A vida de Chico Xavier”.
Carlos - Música e autores preferidos?
Nancy - MPB, Roberto Carlos, Beatles, Djavan, Byafra e todas que falam de amor, porque quem tem no coração o amor, tem tudo na vida, tem a paz que se precisa para viver, Tem sempre no rosto um lindo sorriso para alegrar a vida de quem está a teu lado e precisa de ajuda, e de uma palavra amiga.
Carlos - A cultura será uma botija de oxigénio?
Nancy - Sim , a Educação embora caótica no Brasil, é a porta aberta para a Cultura de um Povo
Carlos - Qual a característica que mais aprecia em si?
Nancy - Falar o que penso, ser simpática, amar a Vida e a Deus acima de qualquer coisa
Carlos - E nos outros?
Nancy - A sinceridade, a cumplicidade.
Tinha chegado a hora do almoço. Fomos almoçar a uma lanchonete que ficava em frente à varanda onde estávamos. Logo na entrada, disse à minha entrevistada que quando do 2º Encontro do Portal CEN, ali no Forte de Copacabana, o Henrique queixou-se que foi caro e que ficou com fome. Descontraidamente, a Nancy limitou-se a responder: “É que ele dever ser muito comilão!”.
Encomendámos umas massas e um vinho que disse que era muito bom (mas prefiro o vinho português). E foi ali que terminámos a entrevista.
Carlos - Acredita em fantasmas ou em “almas do outro mundo”?
Nancy – NÂO
Carlos - Acredita em histórias fantásticas?
Nancy - Sim todas as histórias são fantásticas e sempre tiramos dela um aprendizado.
Carlos - O Imaginário será um sonho da realidade?
Nancy – Sim, com toda a certeza
Carlos - Acredita na
reencarnação?
Nancy – Sim, pois estamos aqui de passagem o espírito nunca morre, mas o corpo que reveste o espírito sim, esse morre, e até resgatarmos e corrigirmos os erros cometidos em outras vidas, ainda retornaremos muitas vezes,  para aprender
 e melhoramos como Ser humano .
Carlos - O que é para você o termo Esoterismo?
Nancy - Uma doutrina que ajuda a acreditar em alguma coisa e ensinar a passar pelos tropeços que a vida impõe.
Carlos - Deus existe?
Nancy - Sim dentro de cada um de nós, no ar que respiramos, no som da voz e do silêncio
Carlos - Que género de filme daria sua vida?
Nancy - Filme de ação, pois a cada dia tem uma pedra no caminho que tenho que retirar para seguir em frente e dessa pedra construir um castelo de esperança para que o dia de amanha seja sempre melhor do que o hoje foi.



E assim, falámos de:
 

Nancy Castro Cobo
Nascida a 12 de Fevereiro de 1954
Situação profissional: Aposentada



 

O Que Quero
Nancy Cobo


Quero um mundo de paz
de amor,
de solidariedade,
de igualdade,
de verdades,
sem fome,
sem pobreza.
sem descriminação.

E o que se vê
Desamor,
descriminação total,
desumanidade,
miséria,
pedintes nas ruas,
catástrofes,
Mentiras,
Roubos,
Assassinatos,
Desigualdades,

O que falta para se poder viver em paz?
O amor no coração de cada ser humano.
Se cada um de nós fizermos um pouco;
de doação,
de se estender a mão,
cuidarmos melhor da Natureza,
da nossa floresta,
do nosso meio ambiente,
com certeza teremos um mundo melhor,
pois o resto vem do amor da esperança e da fé,
que fortalece o coração do ser humano
renovando cada dia que renasce e
fazendo nascer à tão sonhada paz
que tanto precisa o mundo.

Vamos nos unir para melhorar o mundo em que vivemos
e poder deixar para nossos filhos e netos
um mundo sem misérias sem doenças, sem desumanidade.
Mas cheio de amor.
Só depende de cada ser humano plantar a semente da paz.

Nancy Cobo


 

Entrevista no formato de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

LIVRO de VISITAS
 

para Índice Geral