FLAGRANTES DO II

 

 ENCONTRO

 

 

 

Carlos Leite Ribeiro

 

 

Flagrantes vistos de forma alegre ...
Trabalho dos repórteres Car & Henri

 

Momentos antes de começar a serem tocados os Hinos Nacionais de Portugal e do Brasil, a Vilma segredou ao Carlos:
 
-         Imagine que está no 1º Encontro em Fortaleza e o Coral das Luzes da Coelce vai cantar os Hinos de Portugal e do Brasil.
 
Nesse momento, o Carlos e o Henrique começaram a afinar suas gargantas para em plenos pulmões cantarem A Portuguesa; mas o primeiro hino a ser tocado foi o do País anfitrião – o Brasil. Quando chegou a vez do Hino Português, este, na sua qualidade de visitante, julgou-se com direito a ser tocado quatro vezes seguidas, e, não foi tocado pela 5ª vez,porque a Santa Rosa Elaine, qual pomba mensageira, foi avisar o militar encarregue da sonorização que, para aquele dia, bastava ter sido tocado quatro vezes seguidas.

Luiz Poeta em perigo ...
 
-         Eu, mato aquele cara que nem se recorda que faz hoje anos que começamos a namorar – palavras da Senhora Denise.
 
O Carlos, vendo-a tão decidida a cumprir a sua palavra e, condoído pela sorte (vida) do Luiz Poeta, subiu ao palco onde este estava a actuar, pedindo-lhe que tocasse uma musiquinha bem romântica. Depois pediu à Denise para subir ao palco onde se abraçou ao marido. Foi lindo ver os eternos namorados (já com três magníficos rebentos) abraçados ternamente, sabe-se lá com que pensamentos íntimos ?
O certo é que o Carlos, nesse dia, salvou a vida a seu amigo Luiz ...

Desde bem cedo que a Vânia, pela sua simpatia, educação e fino trato, positivamente começou a dar nas vistas, o que mereceu o seguinte comentário do Carlos para o Henrique:
 
-         Esta mulher, com aquela energia toda, até parece a nosso heroína Brites de Almeida – a Padeira de Aljubarrota que matou 7 castelhanos com a pá de seu forno !
 
O Henrique completou:
 
-         Se tivéssemos que votar um Prémio Laranja, a Vânia seria uma séria candidata !*

Por graça, a Schylei, a Marisa e a Ilka, foram apelidadas de As três damas da Tijuca. A sua simpatia sempre foi contagiante e actuante. Sem esquecer a querida e calma Terezinha e o sorriso maravilhoso da Lígia, senhora de fina educação.
*
Como estavam na entrega (mental) dos prêmios – laranja, resolveram atribuir alguns a homens. O Carlos começou por indicar a Dr. Caminha que logo o seu amigo Henrique quis saber quem era. O Carlos descreveu-o assim:
 
-         É um gajo (cara) muito alto, que para tirar um livro da última prateleira de uma biblioteca, basta por-se em bicos de pés !
 
Por sua vez, o Henrique, indicou a Reynaldo, bom poeta e também homem do batuque. O Carlos lembrou-se de o ouvir falar numa tal rosca (do instrumento musical).  Reynaldo nem imagina o que na gíria em Portugal o que significa rosca... A pedido do Henrique, damos umas simples dicas da tal gíria ... que acontece na juventude dos homens, quando, em pensamento, se lembram de umas “gatinhas” ...*

O Carlos, lamentou várias vezes não estar presente o seu querido bebezinho e amigo Nicolas; mas enfim, talvez não gostasse de lá encontrar a cara de alguém ...
Ampliando e comentando o facto, o Carlos, também lamentou ter acontecido coisas estranhas à Literatura, PELAS TAIS CARAS, SENDO AS MAIS VISADAS (AS CARAS) do Carlos, da Iara, da Maria Nascimento, etc. Estes amigos, combinaram que, no próximo Encontro, todos devem de levar no rosto uma máscara ou mascarilha, para assim evitarem olhares “destrocidos” ...
Ai minha Santa Caspa ...*

Em determinada altura, entrou no Auditório uma senhora que nos pareceu a RIV. Mas foi rebate falso, pois a gripe impediu a nossa amiga de estar presente. Na mente do Carlos, passou logo parte de uma conversa que tinha ouvido na sala de entrada para o Auditório, entre dois amigos não identificados :
 
-         (...) a figura bíblica que mais admiro é David. Repare que ele até cobiçou a mulher alheia, tal como acontece nos dias de hoje (...)
 
Os repórteres não fazem comentários a esta conversa (parcial)

Ataque Vampírico ...
No segundo dia, assim que chegou ao Auditório do Forte de Copacabana, o Henrique logo procurou a Carlos. Estava preocupado com um pesadelo que tinha tido nessa noite.
 
-         Carlos, esta noite tive um pesadelo terrível – começou a Henrique – imagina só que sonhei que tinha sido atacado por uma enorme vampira que, com sua boca e dentes afiados, sujou meu fato (terno) e meu rosto de sangue, que mais parecia baton. Quanto mais fugia da vampira ela mais me perseguia, gritando que eu era o único homem que fugia dela a sete pés. Imagina só, valente como eu sou, ter-me de bater heroicamente em retirada perante aquele ataque sanguinário, cruel e perigoso de uma vampira daquelas. Era muita vampira para um homem só ...
 
Acontece cada situação estranha na vida de um homem, que só visto, pois contado, ningém acredita !

 

FORMATAÇÃO: IARA MELO