SEBO LITERÁRIO

autor
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Ana Isabel Rosa
Açores
Ilhas Formosas
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Ilhas erguidas no mar Onde o olhar quer avistar Belas paisagens espirituosas Onde voam muitas gaivotas Remotas diminutas e harmoniosas São todas estas ilhotas Que acarretam na recordação A vida ancorada sem ilusão Num porto conquistado Pela água impregnada Que encanta o sonho Do tamanho do mundo Rochedos estendidos Banhados por este mar Com margens guarnecidas Pela beleza presa no olhar Nuvens espessas abatem Na vontade de sentir o nevoeiro Surgindo fumarolas de êxito Guardadas por lagoas perfeitas Formadas por torrentes Surgem caldeiras ardentes Que embalam estes ilhéus valentes Que são um fascino clemente Estas ilhas são uma bênção São pedaços de Portugal Que guia na imaginação O quanto este lugar é especial Ser ilhéu é desenvolver e traçar Uma meta de objetivos a concretizar Mergulhados nas águas do remanso Deste grande oceano Ana Isabel Rosa |

Saudade
| A
lembrança de ti Traz na memória uma evidência Que a tua partida ficou na consciência Deixando o vazio que a mente sente Ao pensar em ti e na falta que fazes As histórias que expressavas como ninguém Largou este vazio, que à alma não convém Ficam as experiências adquiridas Com uma pessoa que foi tão querida A magia da vida faz com que continues a ser Alguém tão marcante e que continua dentro do meu ser Onde moras num lugar de relevação Que só pode ser no meu coração Lembrando e recordando alguém tão proeminente Que marcou uma estação de acontecimentos contentes O teu saber e perícia, que ajudaram a reforçar O conhecimento e audácia que tento abraçar Ana Isabel Rosa |

Solidão
| A solidão
reprime a vida Arrasta a mente a recordar o envelhecido Lembra o quanto se conviveu Para agora permanecer na penumbra dos sentidos A solidão recorda a existência que ainda acontecerá Sem a companhia de alguém É ter na consciência que a vida é feita de momentos Que depois de desperdiçados não ficam para ninguém A solidão celebra o isolamento Onde os sentimentos estão adormecidos Faz querer com que o tempo volte atrás Para proporcionar algo perdido A solidão é uma desilusão sofrida Que fica assente na exatidão É uma mensagem transmitida Que fica gravada no coração A solidão elimina o pensamento de fantasia De sentir a vontade mais declarada Em experimentar a alegria E ter expectativa acalentada Ana Isabel Rosa |

Poesia Dispersa
| Numa folha em
branco, oculta-se uma poesia… Que palavras se guardam, nestas entrelinhas de desengano? Serão reflexões, dissabores ou serão desilusões?! Talvez confissões, largadas nesta folha em branco Perdida entre desamores e enganos… Acompanhadas pela alma que nesta folha derrama Palavras secretas que se apoderam do pensamento Palavras aprisionadas num labirinto de sentimentos Palavras amontoadas que apregoam discordância Palavras silenciadas que se resguardam na consciência Palavras, estas, que desaparecem nesta poesia dispersa… Presas às amarras do desconhecido Que consegue derramar toda a verdade sentida! Ana Isabel Rosa |

O Primor do conhecimento
| No apuro do
conhecimento Fica a certeza em abranger A abundância do saber Que reside dentro de cada ser Que quer e acredita na união Que todo o saber precisa de aditamento Trazido pela aquisição Da convicção que reside interiormente Que se determina diariamente Na obtenção de ter a segurança No saber em solidificar A exatidão com confiança Ana Isabel Rosa |

Bem-aventurança
| Com um
desmedido prazer Conduzindo a emoção Que insiste em sobreviver Da chama da estimação O presente, dito o futuro Na alma de quem acredita Que a fortuna… Reside na felicidade que se cria Na mente dos que admitem Perante uma certeza total A vida é um bem E não uma existência fatal Elevando as emoções Com a certeza perfeita Que acarretam sensações Que deixam a alma satisfeita Sensações de consolação Felicidade constantemente Permanece uma convicção Que perdure diariamente A melhor ventura É saber investir na realidade É a maior fortuna Pois esta é a verdade Ana Isabel Rosa |

O Observar da Razão
Quando somos humilhados, por instantes temos a perceção do vivido! Que servirá para expor, os diferentes acontecimentos sofridos. Mas a vontade supera, na luta em testemunhar Que na mente estes momentos serão para abandonar! Desprezando a intransigência, que assimila-se atualmente Para dar espaço à perfeição do pensamento, que esquece esta vulgaridade. Tudo isto conduz na mente, um único pensamento! Somos muito mais, do que alguém um dia considerou. Somos a promessa, somos a fantasia, Somos a realidade, somos a ousadia Mantendo a nossa firmeza na resolução real Existente no íntimo como algo excecional Que deve ser experimentada, acalentada Para termos a certeza de que é autenticada! É olhar, e observar a razão, Que depois de concluída, merece a nossa reflexão! Retrato de uma Amiga Imaginativa e bem-humorada Realista e com ponderação Intuitiva e bem-aventurada Vive com o coração Fantástica e com energia Aguenta com a amargura Sabe lidar com as fantasias Que lhe arremessem sem ternura Vive ao lado da imprudência Com a intenção de lhe atingir Guarda na sua consciência Experiência e prática para agir Sabe viver na estabilidade Onde é fundamental compreender Que para qualquer realidade É preciso saber empreender Com a verdade evidente Amarra a vida ao conhecimento Vive na jovialidade frequente De possuir todo o alento De alma desprendida É uma verdadeira fortaleza Ama a vida com euforia Transportando alegria e firmeza Ana Isabel Rosa |

Amizade
| A vida realça
de várias formas Que a melhor dádiva existente É a amizade que nos acalenta E que mora no nosso presente A amizade verdadeira Surge com a confiança Germina como as flores E aprecia-se a sua fragrância Na alegria de saber Se esta amizade durará É preciso saber ceder E uma certeza ficará Para durar uma existência Em amizade com alguém O respeito e a ciência É o melhor que convém Os amigos atuam na nossa vida Como anjos de proteção Com a abertura de espírito Percetível no coração São como janelas de coragem Mostradas pelo amanhecer Transportando a aragem Para este sentimento se manter Ana Isabel Rosa |

A Força da Liberdade
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Com força de pregar ao vento A liberdade vivida é imensa Traz na mente a lembrança Que a atitude expressa pela opinião É como a força de uma criança Lufada de ar fresco renovado Com a certeza de alcançar O verdadeiro sentimento confortado A exatidão em sentir, esta liberdade É como se aumentassem as asas de um anjo Em sinal de calorosa intensidade Com sentimentos evidentes Numa vida recente acariciada Exaltando a alegria presente Que fortifica a individualidade Atuando nesta liberdade De forma harmonizada Que atira de repente com toda a firmeza Permitindo a essa liberdade Trazer à lembrança a alegria e a certeza Ana Isabel Rosa |

Ignorância
| Ignorante é
aquele que leva a vida Sem saber o que é a harmonia Exerce a hesitação Sem um pingo de reflexão Não dá valor ao que tem Acreditando na importância do que lhe convém Vive em excesso a vida alheia Até que a alma se sinta cheia Conjetura sobre a vida Mas vive numa áurea confundida Ampara a vingança Com confiança Não abranda perante um engano Porque é um ser tacanho Gosta de viver nesta desigualdade Em que se julga dono da verdade Subsiste num mundo desprovido Onde a ignorância não é esquecida Será sempre um arrogante E nunca deixará de ser ignorante Ana Isabel Rosa |


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