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Esperava-se
ansiosamente que
a evolução
humana fosse um
misto de ações
judiciosas,
operantes,
medianeiras,
luzidias e sem
paradoxos
renitentes. O
posicionamento
perante a
sociedade seria
uma imensidão de
atos saneadores
testificados por
rutilâncias
divinas em que o
amor e o
respeito ao
próximo fosse o
ponto forte.
Parece que o
homem
desaprendeu e
assimilou
comportamentos
psicopatológicos
aliados ao
psiquismo
emoldurado pelo
egoísmo, pela
inveja, pela
materialidade e
pela falta de
amor total para
com o próximo.
Estamos num
teatro de
operações onde a
locupletação
domina a ética,
e a vontade
intrínseca da
maioria das
autoridades
políticas tem
como viés o ato
de angariar tudo
que estiver a
sua disposição e
ao esplendor da
coroa de louros.
As ações que vão
da láurea, da
lauréola, do
galardão, do
prêmio até ao
preito e a
homenagem, mesmo
que essas ações
não correspondam
a sua
personalidade.
Os políticos
insensatos, por
questões miúdas,
transformam a
Carta Magna em
reduto de
discórdias
intermináveis,
ignorando a
significação
maior da
edificação das
leis que regem a
nação. O grande
Celso Martins já
afirmava que “se
nossa vida
parece um mar
revolto e
bravio, saibamos
com trabalho e
prece vencer
qualquer
desafio”! A cada
dia que passa o
homem assume a
materialidade
perniciosa em
detrimento dos
bons costumes e
das ações
sociais
prometidas em
campanhas
políticas.
Citamos aqui
nessa matéria o
caso de Paulo
Otávio o
político que
usou a fortuna
pessoal de R$ 1
bilhão para
construir sua
carreira
política, que
agora pode ser
destruída por
investigações do
Ministério
Público.
“Afirma que está
pagando pelo
erro DEM
(Democratas),
que preferiu
apoiar o Arruda
para o governo
de 2006”. Arruda
é um
inconsequente
desabafou em
conversa
reservada.
Filiou-se ao PRN
a conselho do
amigo Fernando
Collor de Melo.
Seus problemas
começaram a
surgir na gestão
do amigo. Na
Justiça Federal
tramitam contra
Paulo Otávio,
ações impetradas
pelo Ministério
Público
acusando-o de
desviar R$ 27
milhões na
construção do
Brasília
Shopping. Outras
falcatruas são
denunciadas
entre o grupo de
Paulo Otávio e a
Funcef, o fundo
de pensão da
Caixa Econômica.
Está listado na
“Operação
Uruguai”, um
empréstimo
fictício de US$
5 milhões com o
qual o
ex-presidente
Collor diz ter
gasto na reforma
da casa da
Dinda. Separado
de Márcia, a
filha do
almirante,
casando com a
neta de
Juscelino
Kubitschek, Ana
Christina, com
quem tem dois
filhos, essa
união serviu
para aumentar a
sua fortuna.
Vejam como são
as artimanhas de
políticos
sagazes: Na
declaração de
2006, listou R4
320 milhões em
bens, oito anos
antes,
apresentou
declaração de R$
100 milhões.
Diante de tanta
riqueza jamais
conseguiu o
perfil de homem
público que
credenciasse a
governar a
cidade criada
pelo bisavô de
seus filhos.
Dilma e Serra
entram na onda
do ilusionismo
do carnaval e
pouco revelam
sobre planos de
governo, criaram
apenas alegorias
eleitorais. Quem
seria capaz de
afirmar qual a
estrela do
Partido dos
Trabalhadores
(PT)? A revista
“Isto É” afirma
que há 30 anos,
Gramsci fazia a
cabeça do
partido que hoje
vive vazio
intelectual e só
pensa nas urnas.
“Estamos muito
voltados para o
exercício do
poder. Eu sinto
falta de
elaboração
teórica” afirma
Rui Falcão líder
do PT na
assembleia de
São Paulo.
Antonio Gramsci
um dos
fundadores do
Partido
Comunista
italiano
(1831-1937) foi
uma das
principais
referências do
pensamento de
esquerda do
século XX.
Defendia que a
tomada do poder
fosse precedida
por mudanças de
mentalidade.
Suas reflexões e
análises estão
reunidas na obra
“Cadernos do
Cárcere”.
Direita, volver.
Mais um que quer
aparecer na
política
nacional.
Legalista Mário
de Oliveira diz
querer governar
sob o “império
da lei”. Vejam
as propostas do
pretenso
candidato a
presidência da
República: Ele é
a favor da pena
de morte da
prisão perpétua,
promete rever o
– Bolsa –
Família, é
contra a
Universidade
pública gratuita
e quer seu voto
para ser o
próximo
presidente da
república. Em um
e-mail público,
o delegado
aposentado
Carlos Alberto
Augusto,
popularmente
conhecido na
época da
ditadura militar
como “carteira
Preta” pede
apoio à
candidatura de
Oliveira.
Planos do
pretenso
candidato:
Redução da
maioridade
penal, fim da
reforma agrária,
ampliação da
idade mínima
para
aposentadoria,
ensino superior
pago ou
prestação de
serviços ao
Estado pelo
tempo do curso
frequentado, fim
da política de
cotas, fim do –
Bolsa-Família
para quem não se
alistar em
frentes de
trabalho,
reforma
trabalhista, sem
redução da
jornada de
trabalho.
Implantação da
Pena de Morte.
Fim das
campanhas
publicitárias do
governo, exceto
as educativas e
de saúde.
Revisão de todos
incentivos
fiscais e
tributários.
Participação
partidária das
mulheres nos
ministérios.
Extinção dos
ministérios das
Cidades e da
Reforma Agrária.
Vocês votariam
nele? Fonte:
revista “Isto É”
nº2102/ano 34 de
24 /02/2010.
Temos a dizer
que mais vale
sofrer que gerar
o sofrimento, de
vez que todos
quantos padecem
arremessados à
vala da provação
pela crueldade
dos políticos,
encontram em si
mesmos os
necessários
recursos de
reconforto e de
reajuste, ao
mesmo tempo em
que os
empreiteiros do
mal suportarão
as lesões
mentais que
impõem a si
mesmos, nos
conflitos da
consciência. E
político tem
consciência My
God? Quando se
fala em pena de
morte é
necessário que
se conheça as
diferenças entre
as leis humanas
e o que diz a
espiritualidade,
sobre este
terrível
“remédio
social”,
recordando que a
semente da
violência gera
mais violência.
A medicina tem
compromissos
indissociáveis
com a
preservação da
vida humana.
Qualquer
sociedade que
pretende ser
moderna e
desenvolvida
deve perseguir o
objetivo de
recuperação
social do homem
e nunca o seu
extermínio.
Nesse item
importantíssimo
para humanidade
hoje os governos
pecam pela
omissão. Existem
presos em
condições
subumanas
espremidos em
xadrezes de
delegacias de
polícias. Esses
presos deveriam
estar
trabalhando para
pagarem suas
penas com
serviços
voltados para a
sociedade que
eles não se
adaptaram como
seres humanos
leais e bons. O
pior é que os
governos não se
preocupam com
este problema e
suas ações são
acanhadas e que
nenhum resultado
traz para a
ressocialização
do presidiário.
A pena capital
em face de um
erro judiciário
promoverá de
modo
irrecuperável a
perda de vidas
inocentes,
principalmente
negros e brancos
de baixa
condição social.
A pena de morte
não se mostrou
eficaz para
diminuir a
criminalidade
nos países que a
adotaram e a
tendência
mundial é a sua
abolição.
O homem
necessita de
emprego,
trabalho digno
para se manter
ocupado e longe
dos vícios. Se
isso acontecesse
à violência com
certeza
diminuiria. Como
diria o grande
Celso Martins, a
criminalidade
crescente no
Brasil tem
raízes profundas
no acirramento
da crise social,
política,
econômica e
moral e somente
será contida com
a implantação de
políticas que
eliminem as
desigualdades e
injustiças
sociais, que
promovam a
educação, a
saúde, o pleno
emprego, a
distribuição de
renda, o acesso
e posse da
terra, e que
eliminem a fome
e a miséria que
já têm condenado
à morte milhões
de brasileiros.
Pense nisso!
Antônio Paiva
Rodrigues* |