SEBO LITERÁRIO

 

Antonio Paiva Rodrigues

 

Poesia

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A PRAIA

Antônio Paiva Rodrigues


Na praia das Fontes num belo dia me inspirei edifiquei um castelo de sonhos, sonhos reais de Príncipes e Reis.
Imaginei com ternura e doçura, na altura do monumento real, mas só fantasia. Descomunal, naquelas redondezas não havia, só pedra, casebres e maresia.
Como por encanto em poucos momentos disse: Majestade; está pronto venha olhar.
É lindo! Suas paredes pareciam enormes colunas de alvenaria, mas, no entanto, para espanto era só areia.
Areia da praia, onde eu estava a sonhar acordado, coitado não percebia que as ondas ferrenhas poderiam tudo desmanchar.
Circundei o castelo e joguei um pozinho amarelo, para torná-lo mais belo encantador de sereias.

Que em noites de lua cheia com seu canto bonito, meio esquisito poderia surgir a qualquer hora em qualquer lugar.
Olhei as estrelas brilhantes parecendo diamantes a brilhar, e a piscar. Cantarolei cantigas de Príncipes, Duques e Reis; esperei com o olhar espantado, esbugalhado numa luzinha que piscava em alto mar e cada vez mais a se aproximar,
Um vento forte começava a soprar e rajadas de areia a jogar, as ondas se agitaram, agigantaram-se e o meu castelo coitado, ficou de papo pro ar.
Meu sonho que era só alegria, de repente virou tristonho mais que de repente, tudo desmoronou.
Transformei-me num precoce infeliz, pois a obra dos sonhos era singela salpicada de amarelo, mas esqueci de que areia com vento não podem combinar.
Foi uma sina, porém pequenina que tocou meu coração, passei as mãos na cabeça, ouvi uma voz: não enlouqueça! Você é um amor.
A vida é assim! Pensamos que somos fortes, nada nos destruirá vem o destino e a morte, que por ironia ou falta de sorte, nos dizimar.

Antônio Paiva Rodrigues

 

A VIDA

Antônio Paiva Rodrigues


Na minha infância, no alvorecer de meus pensamentos.
A vida sublima, destina, direciona, questiona e me faz pensar:
Será que serei feliz? O destino traz incertezas e desalentos.
No meu ciclo de infantilidade, o tempo me oferece desatinar.
Desatinos de destinação melancólica, bucólica, e trivial.
Penso duas vezes, tentando compreender a situação anormal.

É como a roupa que balança ao soprar do vento, do vendaval.
No casulo do mundo marginal, que nos leva a certeza divinal.
A vida sublime par uns, sofrida para outros, marca o destino,
bom, cruel, não depende de nós, mas do Pai Celestial.
A acomodação maltrata, desvanece, tornando o matutino
triste ou alegre, sombrio ou claro, simples ou magistral.

Prefiro vidinha tranquila, sem preocupações e superstições.
Aos lauréis da fama e da glória, que transformam e aniquilam.
Pobres humanos, sem scripts, num mundo cheio de lamentações.
Reflexão é destinação passada ao coração que floresce e burila.

Antônio Paiva Rodrigues

 

AMIZADE COLORIDA

Antônio Paiva Rodrigues


Amáveis, cativantes, profundas e bem-vindas. Fazem transbordar os corações em autoestima; homens nobres escolhem-nas por sendas divinas, no écran das alegrias que a vida nos destina.
Busca-se na Terra a harmonia e a reforma íntima, perfeitos e imperfeitos os homens não desatinam; salutares céleres de amizades burilam e brilham alvejantes, brilhantes, são sinais que balizam.
Geniais, colossais, formosuras de vidas indefinidas. De harmonias do mundo material, as dinastias celinas.

O homem transforma-se em torrões de brasas anilinas; renasce amizade, o amor ferrenho geração de clima inebriante de muque de mulheres ímpares sublima.
O homem sofre ousa e luta pela amizade sadia. A amizade delineia o caminho o destino da alegria.
O amor dilacerante gera energia, transforma em usina, de frutos do amor dulcificantes formadores de vida.
Do ato, do fato, da união dos corpos, corações que luziam. Arrefecendo o clima de união no cunho que a amizade unia.
Dois corpos ofegantes, sufocante de amor que fenecem a vida.
Dois seres que da amizade ao amor carnal os fizeram felizes e uniram-se num só corpo espumante e abarrotado de extasia.

Antonio Paiva Rodrigues

 

AMIZADE

Antônio Paiva Rodrigues


Agradeço Senhor, cada afeição querida que proporcionasse à minha vida, deslumbrado fiquei; contente coração enaltecido faça brilhar no mundo a felicidade plena, que faz salpicar pingos de amor.
Faze brilhar, no orbe, a estrela-guia que desafia a iniquidade humana que nos deixa embevecido de ódio, chorei.
Destemor, na ânsia de vê-las reluzentes entendê-las, enternecido, embevecido, transformado em serenidade e perfume de flor.
Doce templo de carinho onde as aves fazem ninhos são tesouros sublimes que tudo nos reserva.
Eis indelével, pelo aconchego suave, jamais entrave e sim irreverente pelos poemas de melodia que nos irradia;
Nas horas de alegria, dá-me temperança defende-me do orgulho, e do entulho que apodrece que tu não mereces.
Não me deixe sozinho no meio do caminho lá no jardim dos vencidos, legião de penitentes, voluntários não sejam franquias.
Dos fugitivos da luz que os esclarece e transforma o panorama deslumbrado num território sombrio e de lágrimas penosas.
Iluminai o cérebro dos descrentes, estendei vossas asas luminosas ardorosas para vivermos em paz; com sinceridade, amizade, ternura dando não aos corações e as provações mais rudes e amargosas, tu que nos deste no tempo o condutor dos nossos destinos matem o ensino fazendo entendê-los com zelo e saber capaz.

De esperança em esperança deixamos de ser crianças saindo dos pés no chão refrescando a mente o inconsciente; mas que de repente fremimos e num esforço inconstante transformamo-nos em beligerantes da nossa própria altivez.
Sonhado, abraçado, de repente sérico potencializo minhas forças com caridade transformando a amizade em algo consciente. Só depende da gente, não pode haver disparate, pois nunca se sabe quem bate, nem quem apanha com amizade se ganha eternamente.

Antonio Paiva Rodrigues

 

 

AMOR AMBIENTE

Antônio Paiva Rodrigues


Numa brisa suave, fria, silenciosa, convidei-a ao orvalho da noite para se refrescar; aproveitando os espaços atenuantes que na sua mansuetude vinha me aconchegar. Brilhavam, tremulavam os corações e as emoções no solo verdejante e refrescante, procurei-lhe acariciar.
Abraços, beijos e desejos, com apertos e gemidos, delírios veio escamotear; penso no motel, no bordel, seguro seu anel e nas carícias começo a lhe amar. Seu nome a balbuciar, cantarolar, conversar histórias de arrepiar.
Os cabelos, os pelos dos poros, imploram um zurzido ao teu sentar; amealhar, abraçar contra os seios e minhas histórias afagar e recitar. Versos e reversos, do lado de lá, e do lado de cá, penso e repenso no amor que nos faz sonhar;
Deitados, abraçados, agarrados na relva verde e ofegante de um jardim belo e salutar. Não vá, fique, se estique, grite, aumente a pressão até o coração amainar.
Sonolento, me encho contento-me com o pensamento e os perfumes do lugar; doces, delicados, saborosos e eficazes que refazem e fazem a boca salivar; a voz se levanta você se espanta rouco de gritar, digo: quero te amar.
O teu nome começo ditar, a soletrar, e as carícias jamais esqueço um espesso abraço a te afagar; de desejos, anseios, emoções, e de brilhos nos olhos, as lágrimas te molham e regam as flores do teu pomar.
De frutos, anseios e desejos, regados e carregados cheios de cachos e manjar; para no final me ofuscar no teu corpo, escondendo meu rosto para me acariciar e dizer-te podes me amar.

Antônio Paiva Rodrigues

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