SEBO LITERÁRIO

 

Antonio Paiva Rodrigues

 

Poesia

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AMOR DESNORTEADO

Antônio Paiva Rodrigues


Desnorteado, procurou o mar
A volúpia de suas ondas
Levava o homem a amar!
Permeava sem delongas
O vozeirão do mar a soar
O ser a cata de conchas redondas
Águas frias seus pés a lavar
Gritar forte e embrutecido.
Sem dores a sentir,
Porém, o sentido,
Era correr e auferir.
O abraço de uma donzela
Com afagos de porvir
Brilhava como aquarela
Corpo ofegante a colorir
Mente a admirar a bela
Desejando gargalhar e sorrir
Fruto das carícias ofegantes
Dos abraços delirantes
Dos gemidos dulcificantes
De dois eternos amantes
Num clima de amor espumante
Ao som das ondas relutantes
Ouviam os gemidos recalcitrantes
De êxtases emocionantes,
Ao gozo descomunal e estafante.
O amor explode vertendo perfumes
De amores soltos no ar refrescante
De energias encantadoras que enseja
Ao coração, batidas benfazejas.
Doces com mel com cerejas.
As flores que caem do céu eternizam
Os escaninhos, os frutos do amor brilham.
Os corpos inebriados se eternizam.

Antônio Paiva Rodrigues

 

AMOR PERFEITO

Antônio Paiva Rodrigues


Despir-te-ei com meus pensamentos inteligentes. Com a boca te beijarei caprichosamente e ardentemente.
Teu corpo por inteiro será meu celeiro, meu aconchego, minha energia fluente.
Irei torná-lo sensível, inebriante, fagueiro e ironicamente invadirei teu íntimo inteiramente.
Teu espírito, tua alma, dominará meus sentimentos e os deixarão efevercentes.
Teu sabor alucinante, estonteante fará pensar no saborear de um faminto à procura de alimento, de um néctar nutriente e refrescante.
Banharei com flores aromatizantes teus cabelos esvoaçantes, será meu manto, meu refúgio eternamente.
Classificar nosso amor será extremamente difícil, mas não inexoravelmente.
Sensações sentidas de noite e de dia me encherão a mente vazia, conhecerás de per si a razão verdadeira de nosso amor.
Cheio de luzes, brilhantes diamantizados, na riqueza do amor que sinto por ti testando a fortaleza do meu coração, na adrenalina que o faz palpitar profundamente.
Do amor, da doçura, do prazer irás a teu universo, não de fantasias, mas de realidade enxergarás, terás a certeza de que o amor quando vem acompanhado de sentimento profundo, destrói as fantasias e faz brotar, o encantamento.

Antônio Paiva Rodrigues

 

AMOR SE RECICLA

Antônio Paiva Rodrigues


Amor se recicla na vida.
No ínterim das paixões,
Com vínculos e senões;
Com extasia de emoções.
No começo gera sensações
No decorrer do tempo raízes,
Viés dos eternos felizes,
Adorna o coração dos insensíveis
Cruel charrua da afetividade insana
Eugênico da vida humana,
Emanada dos rebuços talentos
Amesquinham os duros momentos,
Tartamudeiam nos percursos lentos,
Renascendo na adrenalina das palpitações,
Dos que amam equivocados e sedentos.
Embora sejam de multifárias pervagações
Lucilente a brilhar em tom ardente
Sofre ao som do retumbar sanguíneo,
Dos amores extasiados de feições,
Das sensações de um beijo caliente,
Transformando o corpo normal em quente
Pulsando acelerado um pobre coração.
É o amor cintilante e brilhante.
Que verte dentro de nós errantes
Quando amamos sem preconceitos,
Sugando a afetividade exitosa,
De quem ama se entrega e goza...
Na bela cena de uma vida esplendorosa.
Corações apaixonados, repletos de amores,
Alegrias, na operância do corpo em sedução;
Vem dilatar veias, escoar néctares em profusão.
Do amor carnal transformando em embrião.
Do amor exitoso de carícias e de paixão.

Antônio Paiva Rodrigues

 

AMPARO

Antônio Paiva Rodrigues


Neste mundo injusto cruel onde os homens se engalfinham pelos lauréis da fama que se engalana, tornando-os brutos e injustos, cruéis e infiéis.
De repente, divisarão sombras, que esbatidas, no espaço onde teus soluços são regaços.
Onde a dúvida invade, tornando a calamidade pretensão dos esquecidos e decorações de aço.
O fracasso é desilusão para os gananciosos, abre aquele portão que mais esperas? Transformas seus lauréis em fraternidade e caridade não esqueça o irmão que Deus te regenera; a Justiça Divina os fez retornar ao mundo dos sensatos deixaste de ser ingrato, agora sois pacato, nas lutas das expiações o caminho mais curto de sua redenção e o perdão dos ingratos.

Dar um prato de alimento, entre gestos escarninhos enobrece o caminho numa toalha de espinhos.
Dolorosos se tornarão acariciantes diante de uma atitude exemplar, não queira maltratar os escaninhos; da alma de um infeliz, faça-o feliz ouça o grito de seus filhos, irmãos queridos amem-vos, não tropeçai na escuridão que a luz brilhará acima dos dias que hão de vir, regenerai.

Que a bênção vem do Pai esqueça o mundo que atormenta odeia e violenta; seja do amor.
Não cause dor e tristeza, leve alegria e presteza aos carentes do dia a dia ofereça carinho e afeto seja doutor.
Cure as doenças geradas pela fome e a miséria, homem que vive com pouco nunca espera Deus em vão, será saudável de coração, irmão dos irmãos, que o contemplarão com alegria, não mergulhará na fossa será embevecido pela gratidão.

Antônio Paiva Rodrigues

 

ATITUDES!

Antônio Paiva Rodrigues


Não condenes... Ame! Não critiques... Aconselhe! Não guardes rancor... Perdoe! Não julgues... Para não serdes julgado! Ame e serás amado.
A caridade reverbera felicidade, a fé sem amor nada valerá; sigamos a paz ela está em falta, ausente nos corações dos humanos sem deidade, corrija, aprimore, eduque, persiga sempre o bem que um dia encontrarás.
Mantenha o coração palpitante, exultante, enxarque-o de fé, de amor e caridade, essa trindade forte e restauradora, enobrece a vida e exultam benefícios ante a providência divina. Irmão jamais esqueça seus semelhantes, eles são seu semblante perante o espelho da vida e da natureza.

Que beleza é a vida que O Pai Maior nos deu, mas os egoístas desumanos, insanos tiram-na por qualquer vintém; são vítimas do mal que aniquila que embrutece, e do amor esquecem, são maldades.
Padecem entre quatro paredes, aprisionados, desprezados da sociedade que lhes fizeram vítimas, São carcomidas, sem esperanças, rebeldes, inimigos da fé e do amor, amigos do terror extasiado.
Frutos da imprevidência humana sem coração, sem educação tarefeira, sem bondades, talvez seja asneira, besteira falar, mas o povo precisa se educar for mais além;
Na paz, no amor, na convivência diária, afinal somos irmãos em igualdades, de condições, sem senões, de sangue, ou de coração conforme o Mestre veio exultar.
Pelos ensinamentos divinos, pelo amor, pela caridade, fraternidade, o ódio e a inveja vieram lhe crucificar!

Antônio Paiva Rodrigues

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