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SEBO LITERÁRIO
VERSO E PROSA
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Virtual
Academia
Ariovaldo
Cavarzan
Onde
estão
os
patronos,
os
fardões,
as
comendas,
os
tomos,
os
galardões?
Onde,
os
deuses
do
Parnaso,
na
frialdade
das
memórias
digitais?
Escancaro
janelas
de
Lobatos,
Lorcas,
Marques,
Saramagos,
Pessoas
e
Amados,
intentando
exorcisar
enredos
guardados
em
Jecas
Tatus,
Narizinhos
arrebitados
e em
Cravos
e
Canelas.
Onde
se
foram
esconder
as
Musas
em
flor,
fulcro
e
alma
do
meu
viver
arrebatado,
deixando-me
apenas
por
legado,
cicatrizes
de
amor
e
dor?
Aquieto-me,
nu
de
alegorias,
recoberto
tão
só
de
adereços
de
minhas
próprias
fantasias.
Sensitivo,
enfeito-me
de
sonhos,
de
abortadas
quimeras,
penitente
de
fé e
emoções,
feito
ajuntado
de
restos
de
ilusões.
Meu
estro
é
nutrido
de
idéias
sopradas,
intuições
que
dão
asas
a
sonhos,
imprimindo
carinhos
em
teclas
frias,
feito
retalhos
de
vida,
espalhados
e
outra
vez
agregados,
em
pulsares
ainda
alentados
do
meu
coração.
17/09/2011
Ariovaldo
Cavarzan |
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Exaltação
à
Lua...
Ariovaldo
Cavarzan
Oh!
Prateada
Dama,
dona
de
eternal
claridade,
és
fonte
de
infinda
bondade,
ansiada
paz
do
amor
que
se
inflama.
És
luminescente
bonança,
és
espargir
de
esperança,
sopro
encantado
a
suscitar
arrepios,
em
simbiose
de
corações
arredios.
Teu
magnético
manto,
faz
enredar-se
em
encanto,
bocas,
laços
e
abraços,
carentes
ou
lassos,
em
ritos
de
desvario
e
paixão.
Tua
clarificada
presença,
faz
pulsar
o
firmamento,
feito
miríade
de
pirilampos,
em
saudades
de
amores
vãos.
Teu
argênteo
luar,
é
brilho
em
onda
de
mar,
a
envolver
por
instantes,
anseios
e
sonhos
de
amantes.
És
vaticínio,
indigência,
quimera,
vontade,
acalentada
ilusão,
saciedade,
desejo,
és
melíflua
e
mitigada
saudade,
em
esperas
de
bocas
e
beijos.
Celebras
o
balé
inefável
da
compulsão
que
flutua,
a
levitar,
feliz
e
infindável,
ao
sopro
da
brisa
fresca,
ascendendo
em
asas
de
anjos
e em
carinho
de
estrelas,
ao
encontro
da
paz,
em
teu
regaço.
20/07/2011
Ariovaldo
Cavarzan |
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Gotas
de
tempo
Ariovaldo
Cavarzan
Esvai-se
o
tempo
em
gotejos,
em
vidraças
de
emoção,
fazendo
escorrer
desejos,
feito
chuva
que
molha
canteiros
de
coração.
Vão
se
juntando
os
respingos,
até
desabar
em
união,
feito
lembranças
passadas,
desaguadas
em
evolução.
Tempo
passado
são
trilhas,
demarcando
saudade
e
dor,
feito
borrifos
deixados
em
vidraças
sem
luz,
nem
cor.
Vida
que
resta
é
tempo
que
espera,
pingos
brotados
em
nascentes
de
fé,
a
gotejar
em
vidraças
de
novas
quimeras,
até
desabar
em
chuvas
de
vida,
do
jeito
mesmo
que
é.
Campinas,
24/10/2011
Ariovaldo
Cavarzan |
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Minhas
Mãos
Ariovaldo
Cavarzan
Minhas
mãos,
pousam
na
sinergia
do
teu
corpo,
quais
serenas
naves
espaciais
a
desafiar
a
gravidade,
a
flutuar,
com
a
sensibilidade,
de
um
vôo
rasante,
intocado,
exploratório,
desenhando
com
cuidado
a
geografia
de
montes,
montanhas
e
colinas,
planícies,
desfiladeiros,
grutas,
cavernas,
matas
e
florestas,
vales
e
depressões.
A
cada
movimento,
a
cada
suave
impulso,
minhas
mãos
entrevêem
o
arrepio
que
percorre
a
superfície
do
teu
corpo,
por
conta
da
magnética
e
imperceptível
distância
que
impede
o
atrito
e,
por
enquanto,
o
aconchego.
Minhas
mãos
querem
apenas
passear
de
leve
e,
com
suavidade,
explorar,
seduzir,
acarinhar,
aconchegar,
conquistar,
vibrar.
Querem
prolongar
a
insanidade
do
derradeiro
contato,
até
o
instante
maior,
quando,
exaustos,
formos
afinal
abduzidos
pela
força
intergaláctica
e
inexorável
chamada
Amor.
Quando
nada
mais
nos
restar,
senão
apenas
a
irremediável
fusão
de
nossos
corpos
num
só
corpo,
numa
só
avalanche
de
emoções,
desencadeada
toda
vez
que,
na
sinergia
do
teu
corpo
celestial,
quais
serenas
naves
espaciais,
pousarem
minhas
mãos.
09/01/2008
Ariovaldo
Cavarzan |
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Noites
de
Nós
Ariovaldo
Cavarzan
Um
luar
benfazejo,
um
céu
de
estrelas,
um
olhar,
um
desejo,
uma
ânsia
de
amar.
Um
coração
vibrante,
um
abraço,
uma
emoção,
uma
pressa,
desaguando
no
beijo,
na
ansiedade,
na
compulsão.
Juras
de
amor
eterno,
procuras
que
a
dor
plantou,
amarras
que
o
tempo
emperra,
vidas
jungidas
de
quem
muito
amou.
Noites
enluaradas
e de
céu
estrelado,
em
que
nos
tornamos
apenas
nós!
Ariovaldo
Cavarzan |
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|


Para
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