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SEBO LITERÁRIO
VERSO E PROSA
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De
Mães
e
Aquarelas
Ariovaldo
Cavarzan
Terno
é o
balé
de
trinchas
e
pincéis,
fazendo
restar
tons
vibrantes
e
pastéis,
em
telas
de
amor
e de
candura,
imitando
afetos
temperados
em
doçura.
Está
composto
um
ritual
de
encantamento.
Vultos
diáfanos
e
luminescentes
deslizam
em
cortejo,
levitando
por
sôbre
perfumados
canteiros.
Fragrâncias
se
espalham
no
ar e
tudo
ao
derredor
se
encanta,
envolto
em
emanações
que
a
saudade
espanta.
Coloridas
partículas
flutuam,
num
balé
de
delicadezas,
coreografado
ao
sopro
da
brisa,
fazendo
acalmar
incertezas.
Aquarelas
representam
filhos
amados,
na
intensidade
do
amor
de
Mães.
Brilhos
são
preces
colhidas,
em
jardins
de
corações,
depositadas
em
texturas
de
emoções.
Vermelho
representa
amor
intenso;
azul,
a
paz
do
Céu
reproduzida;
verde,
em
tons
fortes
ou
esmaecidos,
imita
afetos,
vividos
e
esquecidos,
sinalizando
limiares
de
esperanças,
em
afiados
cinzéis
nutridas,
e
depois
em
frinchas
esvaídas.
Matizes
amarelos,
mais
claros,
ou
mais
belos,
simbolizam
amados
filhos
especiais,
que,
embora
jamais
esquecidos,
ternos
abraços
não
alcançam
mais.
Difícil
escolher
dentre
elas,
aquelas
que
se
tenham
por
mais
belas.
Matizes
policrômicos
sugerem
flores,
num
festival
de
saudades
e
amores,
transformando
virtuais
pinturas,
em
carinhos
de
afetos
e
canduras.
Há
serenidade
em
mais
um
alvorecer,
e é
domingo,
o
segundo,
em
Maio,
em
que
tudo
está
a
acontecer.
Há
festa
nos
corações
daquelas,
que
o
doce
mister
das
Mães
sustém.
Há
alegria
no
plano
das
que
se
foram,
e
das
que
ficaram
também.
Campinas,
13/04/2011
Ariovaldo
Cavarzan |
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Encantado
Luar
Ariovaldo
Cavarzan
Encantadas
noites
nossas,
De
calma,
de
desvario
E de
vontade
de
preencher
Da
alma
o
vazio.
Tresloucadas
noites
nossas,
De
sonhos,
de
desejos,
E de
apaixonados
beijos.
Transgressoras
noites
nossas,
De
lua
emprestando
O
seu
iluminado
manto,
De
carinho
e de
paixão,
Envolvendo
em
acalanto,
Nosso
feliz
coração.
Sonhadoras
noites
nossas,
De
colos
macios,
De
envolventes
braços,
De
arrepios,
E de
paixões
saciadas,
Em
loucuras
de
abraços.
Alucinadas
noites
nossas,
De
palpitantes
paixões,
De
apressadas
carícias,
De
intermináveis
vontades,
De
impensáveis
razões
E de
mitigadas
saudades.
Incontroláveis
noites
nossas,
De
furtivos
sussuros
E de
sinceras
juras,
De
eterno
amar.
Adoradas
noites
nossas,
De
silêncio,
lá
fora,
E de
batuque
dentro
em
nós,
De
sufocadas
lembranças,
De
valorizados
momentos,
De
aflorados
carinhos,
De
entrega
sem
saudade
E
sem
jeito
de
chorar.
Enluaradas
noites
nossas,
À
espera
do
amanhecer,
E
antes
que
a
lua
Faça
derramar
O
mel
do
seu
luar,
De
bem
vinda
felicidade,
Em
mitigados
desejos
De
sempre
e
sempre
sonhar.
Inesquecíveis
noites
nossas,
Calmas
e
encantadas,
Enlevadas
em
felicidade
e
emoções,
Enquanto
o
amanhã
não
vem,
De
mansinho,
Para
nos
fazer
despertar
Do
sonho
e do
carinho,
Desmanchando
a
simbiose
de
momentos,
Que
resumem
nossas
almas
E
nosso
amor,
No
uno
pulsar
De
nossos
corações.
12/09/08
Ariovaldo
Cavarzan |
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Esperança
Ariovaldo
Cavarzan
Há
brilho
de
esperança,
represado
em
meu
olhar,
cintilando
luzes
retidas
de
mais
um
passado
Natal,
feito
faíscas
de
augúrios
de
felicidade
e
bonança,
para
o
Novo
Ano
que
irá
começar.
Há
trilhas
novas
a
palmilhar,
em
planícies
e
depressões,
em
desfiladeiros,
colinas,
encostas,
em
calmarias
e
temporais,
prenunciando
sina
nova
a
vivenciar.
Hei
de
seguir
sempre
atento,
feito
bom
e
aplicado
aprendiz,
sem
inspirar
desalento,
a
quem
a
mim
sempre
quis,
em
meus
garimpos
de
ensejos
de
amar
e de
ser
feliz.
Quando
a
luz
em
meus
olhos,
enfim,
se
apagar,
restarão
relembranças,
de
amizades,
quereres,
afetos,
amores,
prazeres,
faiscando
fulgores,
saudades,
em
retinas
guardadas
de
um
acalentado
viver,
feito
bruxuleio
de
velas
por
fim
descansadas,
de
tantos
passados
Natais
e
reacesos
Novos
Anos,
do
meu
eterno
sonhar.
30/12/2011
Ariovaldo
Cavarzan |
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A
Mulher
Ariovaldo
Cavarzan
É um
ser
a um
só
tempo
substantivo
e
plural,
carnal
e
espiritual,
verdadeiro
e
irreal,
egoísta
e
generoso,
capaz
de
dar
a
vida
e
retirá-la,
quando
faz
morrer
de
paixão
ou
de
dor
o
coração
de
um
homem...
Ariovaldo
Cavarzan |
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Como
te
amo...
Ariovaldo
Cavarzan
Quisera
poder
desvendar
do
coração
os
segredos,
no
tênue
espaço
que
se
insinua
entre
o
amor
e a
razão,
entre
a
saudade
e a
solidão.
Quisera
ver
ali
vicejar,
sem
medos,
as
flores
do
meu
sentir
e
afinal
em
teu
ser,
conseguir
fazer
percorrer
o
arrepio
gostoso
que
se
irradia
do
etéreo
instante
do
amar...
18/08/2008
Ariovaldo
Cavarzan |
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Para
pág. 7 |
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