

MITOLOGIA
GREGA
(Deuses, Guerreiros e Lendas)
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

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ARES |
Deus grego da guerra, equivalente ao deus Marte dos
Romanos. Originário de Trácia, é representado como um
guerreiro em armas. Filho de Zeus e de Hera, opõe-se
especialmente a Atenas, cuja inteligência triunfa sobre
a sua força guerreira. Ares era completamente obcecado
pela luta. Deleitava-se a percorrer com a sua quadriga
os campos de batalha, coberto com uma armadura de bronze
e munido com uma enorme lança, espalhando o terror.
Habitualmente era acompanhado por Éris, a Discórdia, e
pelas sombras Kéros, sequiosas de sangue fresco. Todo o
Olimpo se afastava dele e o seu próprio pai não lhe
escondia a sua antipatia. Curiosamente, o seu maior
inimigo, como ele filha de Zeus, era Atena, deusa da
razão, com quem entrava frequentemente em conflito. Ela
dominava-o e atormentava-o facilmente, pois a violência
de Ares era tão primária nas suas manifestações, tão
pouco subtil, que o colocava assiduamente em situações
humilhantes. Recordemos, a propósito, a sua captura
pelos dois gigantes Aloídas, que o prenderam durante
treze meses num vaso de bronze, até que Hermes o veio
libertar. Mas a pior de todas as suas humilhações
foi-lhe infligida por Hefesto.
Hefesto era casado com Afrodite, que o traiu exatamente
com o deus da guerra. Ora, para evitar que o sol, ao
despertar, revelasse o seu segredo, Ares colocou como
sentinela o seu favorito Alectrião. Mas, certa manhã,
este adormeceu, e então Hélio descobriu o casal e avisou
Hefesto. Furioso, o deus do fogo e da metalurgia lançou
sobre os amantes uma rede invisível, a fim de os
aprisionar. Depois convocou todas as divindades do
Olimpo, para que elas assistissem ao despertar dos
culpados e ao seu embaraço. Mais tarde, Ares, por
vingança, transformou o seu favorito num galo que, a
partir desse dia, vigiaria e anunciaria, pontualmente, o
nascer do sol. Afrodite foi, sem dúvida, o seu grande e
único amor entre as imortais, a ponto de Ares se
comportar como um amante possessivo e ciumento,
desembaraçando-se ardilosamente dos seus rivais, como
Adónis, a quem ele inspirou a paixão pela aventura,
conduzindo-o assim à morte. Desta união ilícita nasceram
diversas crianças (destacamos, entre outras, a Harmonia
e o malicioso Eros, mas também o povo guerreiro das
Amazonas, descendente de Ares, é apresentado, por vezes,
como nascido de Afrodite). Apesar disto, Ares contraiu
outras uniões, mas a sua posteridade não conheceu uma
sorte invejável. Os filhos nascidos destes amores são,
todos eles, apresentados como seres sem grande
importância, seres violentos e salteadores.
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ARES |
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ATENA |
Deusa grega da Sabedoria, das Ciências e das Artes.
Filha de Zeus, saída completamente armada do cérebro
deste, personifica por isso a vivacidade da inteligência
criadora. Tendo como emblema a coruja, Atena preside a
todas as manifestações do génio humano. É também uma
deusa guerreira representada de pé, com capacete, uma
couraça, a égide, e armada com uma lança. Deusa
eternamente jovem, ela é a virgem em honra de quem foi
erigido o Pártenon de Atenas, cidade cujos habitantes,
ela, com o nome de Atena Pallas, protege à sombra da sua
estátua, ou Palládion. Atena era principalmente a deusa
das cidades gregas, da indústria e das artes, e mais
tarde, tornou-se a deusa da sabedoria. Era também deusa
da guerra. Atena foi forte defensora dos gregos na
Guerra de Tróia. Depois da queda de Tróia, entretanto,
os gregos não conseguiram respeitar a santidade de um
templo de Atena em que a profetisa Cassandra procurou
abrigo. Como castigo, tempestades enviadas pelo deus do
mar, Posídon, a pedido de Atena, destruiram a maioria dos
navios gregos que retornavam de Tróia. Atena era também
uma patrona das artes agrícolas e do artesanato
feminino, especialmente a arte de tecer e fiar.
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Athena
e Zeus |
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AQUILES
chacinando Hector
-Peter
Paul Rubens- |
Herói
grego da guerra de Tróia, personagem central da Ilíada.
Filho do rei Peleu e da deusa Tétis, foi o guerreiro
mais temível dos troianos, mas retirou-se para a sua
tenda quando Agamémnon lhe arrebatou Briseida, uma jovem
que ele obtivera como parte dos despojos. Dominado por
uma violenta cólera, volta a pegar nas armas para vingar
o seu amigo Pátrocolo, que partira para combater em seu
lugar e fora morto por Heitor. Este último cai sob os
golpes de Aquiles, que, por sua vez, morrerá ferido no
calcanhar – único ponto vulnerável do seu corpo – por
uma flecha lançada por Páris e guiada por Apolo. Ao
nascer, a mãe o mergulhou no Estige, o rio infernal,
para torná-lo invulnerável. Mas a água não lhe chegou ao
calcanhar, pelo qual ela o segurava, e que assim se
tornou seu ponto fraco - o proverbial "calcanhar de
Aquiles". Segundo uma das lendas, Tétis fez Aquiles ser
criado como menina na corte de Licomedes, na ilha de
Ciros, para mantê-lo a salvo de uma profecia que o
condenava a morrer jovem no campo de batalha. Ulisses,
sabedor de que só com sua ajuda venceria a guerra de
Tróia, recorreu a um ardil para identificá-lo entre as
moças. Aquiles, resoluto, marchou com os gregos sobre
Tróia. No décimo ano de luta, capturou a jovem Briseida,
que lhe foi tomada por Agamémnon, chefe supremo dos
gregos. Ofendido, Aquiles retirou-se da guerra. Mas
persuadiram-no a ceder ao seu amigo Pátroclo a armadura
que usava. Pátroclo foi morto por Heitor, filho do rei
de Tróia, Príamo. Sedento de vingança, Aquiles
reconciliou-se com Agamémnon.
De armadura nova, retornou à luta, matou Heitor e
arrastou o seu cadáver em torno da sepultura de Pátroclo.
Pouco depois, Páris, irmão de Heitor, lançou contra
Aquiles uma flecha envenenada; dirigida por Apolo,
atingiu-lhe o calcanhar e matou-o. As proezas de Aquiles
e muitos temas correlatos foram desenvolvidos na Ilíada,
de Homero, que relata a guerra de Tróia. O cadáver de
Aquiles, segundo a versão mais comum, foi enterrado no
Helesponto junto ao de Pátroclo.
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AQUILES |
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ARTEMISA |
Deusa grega da Natureza e
da Caça. Filha de Zeus e de Leto, irmã mais velha de
Apolo, armada com um arco e flechas forjadas por Hefesto,
faz-se acompanhar pelos cães que Pã lhe deu e vive nas
montanhas ou nos bosques. Inviolável e inviolada,
exprime a sua cólera contra as virgens que cedem ao amor
e apoia as que o rejeitam, fazendo delas suas
sacerdotisas. Ártemisa é a mais pura e casta das deusas
e, como tal, foi ao longo dos tempos uma fonte
inesgotável da inspiração dos artistas. Zeus, seu pai,
presenteou-a com arco e flechas de prata, além de uma
lira do mesmo material (seu irmão Apolo ganhou os mesmos
presentes, só que de ouro). Todos eram obra de Hefesto,
o Deus do fogo e das forjas, que era um dos muitos
filhos de Zeus, portanto, também irmão de Ártemisa. Zeus
também lhe deu uma corte de Ninfas, e fê-la rainha dos
bosques. Como a luz prateada da lua, percorre todos os
recantos dos prados, montes e vales, sendo representada
como uma infatigável caçadora. Tinha por costume
banhar-se nas águas das fontes cristalinas; numa das
vezes, tendo sido surpreendida pelo caçador Acteon que,
ocasionalmente, para ali se dirigiu para saciar a sede,
transformou-o em veado e fê-lo vítima da voracidade da
própria matilha.
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ARTEMISA |
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Livro de Visitas
 
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