
MITOLOGIA
GREGA
(Deuses, Guerreiros e Lendas)
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

Pág. 4
de 9 Pág.

|
 |
|
BELEROFONTE
-Giovanni Battista Tiepolo- |
Herói mitológico grego.
Matou as quimeras e venceu as Amazonas, montando Pégaso,
o cavalo alado. Belerofonte era um jovem forte e
corajoso, e possuía o desejo de realizar um feito
grandioso: domar o cavalo alado Pegasus. Após diversas
tentativas infrutíferas, ele procurou Polyeidus para
ajuda. Seguindo as instruções de Polyeidus, ele passou a
noite em um altar dedicado a Atenas. Lá, ele teve um
sonho no qual a deusa lhe entregava um arreio dourado.
Ele acordou e encontrou o arreio do seu sonho em suas
mãos. Então, sacrificou tanto a Atena quanto a Poseidon.
Feito isso, ele dirigiu-se ao local onde Pegasus pastava
e foi capaz de montar o cavalo sem nenhuma dificuldade.
Triunfante em seu sucesso, foi até à presença do rei
Pittheus e recebeu a permissão para desposar sua filha
Aethra. Contudo, pouco antes do
casamento, acidentalmente, matou um homem, possivelmente
um dos seus irmãos, e foi banido. Ele foi até o Rei
Proetus para ser purificado do seu crime, o que foi
feito. Porém, enquanto estava na casa de Proetus, a
esposa do rei, Stheneboea, tentou seduzi-lo. Como um
homem honrado, Belerofonte rejeitou os seus avanços, mas
a enfurecida Stheneboea acusou-o falsamente de tentar
seduzi-la. Tremendamente irritado, Proetus
desejava livrar-se de Belerofonte sem precisar acusá-lo
publicamente. Estava preocupado também, em não ferir um
hóspede da sua casa, pois isso seria uma ofensa aos
deuses. Então, ele enviou Belerofonte para entregar uma
mensagem ao pai de sua esposa, o Rei Iobates. Chegando
sobre o Pegasus, Belerofonte foi calorosamente recebido
e aceite na casa do Rei Iobates como hóspede. Iobates
reiterou o selo e leu a carta, tomando conhecimento das
acusações de Stheneboea contra Belerofonte. Porém ele
estava, agora, com o mesmo dilema com relação ao seu
hóspede, que estava Proteus. A solução que encontrou foi
pedir que Belerofonte realizasse uma série de actos
heróicos, porém, altamente perigosos. Mas, a coragem de
Belerofonte, sua habilidade como arqueiro, e tendo
Pegasus como montaria, fizeram com que tivesse sucesso
em todas as tarefas. Além disso, sua origem, seus
sacrifícios e seus actos de honra, fizeram-no conquistar
a simpatia dos deuses. Sua primeira tarefa era matar a
terrível Quimera. Sendo vitorioso, ele foi mandado
conquistar os Solymi, uma tribo vizinha, de quem Iobates
era inimigo há longa data. Quando ele os derrotou,
recebeu a ordem de lutar contra as Amazonas. Novamente,
o herói foi o vencedor. Desesperado, o Rei armou uma
armadilha contra Belerofonte utilizando toda a sua
armada, que foi morta até ao último homem. Nesse
instante, Iobates teve a sabedoria de perceber que algo
estava errado. Concluiu que os deuses deviam estar
favorecendo o herói, e que tal graça não seria concedida
a alguém que desonrasse a hospitalidade de um anfitrião.
Iobates se redimiu entregando a Belerofonte metade do
seu reino, incluindo as melhores plantações e sua filha
Philonoe em casamento. Parecia que Belerofonte viveria
uma vida feliz após toda essa luta. Seus feitos
gloriosos eram cantados em todos os lugares da Grécia. E
contraiu um feliz casamento. Philonoe deu à luz dois
filhos, Isander and Hippolochus, e duas filhas,
Laodameia e Deidameia. Como rei, era amado e louvado por
seus súbditos. Tudo isso não parecia ser suficiente para
Belerofonte. Em sua arrogância, decidiu que poderia voar
com Pegasus ao Monte Olimpo e visitar os deuses. Zeus,
rapidamente, pôs um fim à sua viagem, enviando uma vespa
para picar Pegasus e derrubar Belerofonte. Ele
sobreviveu à queda, mas estava aleijado. E passou o
resto de sua vida vagando pela terra, sem que ninguém o
ajudasse, devido à sua ofensa aos deuses. Morreu
solitário, sem ninguém para compartilhar seu destino.
|
 |
|
Belerofonte
montando Pegasus e matando a Quimera |
|

|
 |
|
CADMO |
Herói
lendário, que terá sido um dos divulgadores da
civilização entre os Gregos. Tendo participado na
procura da sua irmã Europa, raptada por Zeus, foi retido
em Delfos pelo oráculo, que lhe ordenou que seguisse uma
vaca marcada com o sinal da Lua e construísse uma cidade
onde ela parasse. Foi assim que Cadmo fundou na Beócia a
Cadmeia, primeira fortaleza de Tebas. Quando Europa
desapareceu, o rei Agenor ordenou aos filhos, Cadmo,
Fénix e Cílix, que saíssem à sua procura e que não
voltassem à sua presença sem ela. Durante a longa busca,
os irmãos de Europa fundaram diversas cidades e acabaram
se instalando definitivamente em outras regiões. Fênix
se estabeleceu na Fenícia; Cílix, na Cilícia; e Cadmo, o
mais velho, na Grécia. Cadmo viajou acompanhado da mãe,
Teléfassa, e dirigiu-se inicialmente para a Trácia (ou
Samotrácia), onde viveu algum tempo. Pouco depois da
morte da mãe, aconselhado pelo oráculo de Delfos, parou
de procurar Europa e fundou a Cadméia, a acrópole
fortificada da futura cidade de Tebas. Segundo a
tradição, o oráculo havia mandado Cadmo escolher o local
seguindo uma vaca até que ela caísse de cansaço. Ao
encontrar uma vaca com um sinal diferente,
Cadmo seguiu-a até à Beócia e, no local onde ela parou,
fundou a cidade. Para obter água de uma fonte próxima,
teve de matar à pedrada um dragão, tido por filho de
Ares; logo depois, a conselho de Atena, semeou os dentes
do dragão morto. Dos dentes nasceram diversos
guerreiros, totalmente armados e de aspecto ameaçador.
Instado por Atena, Cadmo lançou, sem ser visto, uma
pedra sobre eles. A pedra desencadeou uma violenta
disputa e, no fim da luta, restaram apenas cinco
guerreiros vivos, os espartos (i.e., "os semeados").
Eles auxiliaram Cadmo na fundação da cidade e eram
considerados ancestrais das famílias nobres de Tebas.
Devido à morte do dragão, Cadmo foi condenado pelos
deuses a servir Ares durante 8 anos. No fim do período,
Zeus concedeu-lhe a mão de Harmonia, filha de Ares e de
Afrodite. Os deuses imortais comparecerem em peso ao
casamento, as musas cantaram durante os festejos, e a
noiva recebeu dois presentes fabulosos: um maravilhoso
vestido, tecido pelas Cárites, e um belíssimo colar de
ouro, feito por Hefesto. Cadmo tornou-se rei de Tebas e
seu reinado foi longo, tranquilo e próspero; consta que
ele civilizou a Beócia e ensinou aos gregos o uso da
escrita. Teve vários filhos: Autónoe, Ino, Agave, Sêmele
e Polidoro. Já idoso, Cadmo entregou o trono de Tebas a
Penteu, filho de Agave e Équion (um dos espartos), e
retirou-se com Harmonia para a Ilíria, onde se tornou
rei e teve outro filho, Ilírio. Viveu ainda algum tempo
e, no final da vida, foi transformado pelos deuses em
serpente, juntamente com Harmonia.
|
 |
|
CADMO
Dois
seguidores de Cadmo devorados pelo dragão na
fonte de Ares
-1588-
Cornelis
Cornelisz van Haarlem |
|

|
 |
|
CRONOS
Reia
entregando seus filhos a Cronos |
Deus da
primeira geração do panteão helénico, a dos Titãs. Filho
de Urano e de Geia, castrou o seu próprio pai e tomou o
poder no lugar dele. Da sua união com Reia, teve
numerosos filhos, que ele devorava. Só um escapou a esta
sorte, Zeus, que destronou Cronos e o lançou para o
Tártaro, obrigando-o a devolver à luz os deuses que
tinha devorado: Héstia, Deméter, Hera, Hades e Posídon.
Quando a mãe de todos finalmente se cansou de Urano,
urdiu um plano para libertar os filhos e, ao mesmo
tempo, se livrar do incómodo vigor do marido. Criou em
suas entranhas o ferro mais resistente, fez com ele uma
afiada foice e pediu ajuda aos filhos. Somente Crono, o
mais novo, de "pensamentos tortuosos", que odiava o pai
e não o temia, concordou em ajudá-la. Armado da foice,
Crono se escondeu e à noite, quando Urano recobriu Gaia,
decepou com um só golpe os genitais do pai e lançou-os
no mar. Libertou, a seguir, todos os irmãos presos no
interior da terra. Urano continuou a cobrir Gaia
diariamente, mas sem tocá-la: privado da capacidade
geradora, "aposentou-se" e não procriou novamente. O
esperma que caiu dos genitais cortados produziu, ao
atingir o mar, a espuma de onde saiu a deusa Afrodite.
Já o sangue de sua ferida, ao cair sobre a terra, gerou
as ninfas melíades, as Erínias e, posteriormente, os
gigantes.
Após a destituição e "aposentadoria" de Urano, Cronos
passou a residir no céu e tornou-se o novo "rei" dos
deuses. Conforme as versões mais tardias da lenda, seu
reinado foi uma verdadeira Idade de Ouro.
|
 |
|
Cronos
cortando os testiculos a Urano.. caidos no
mar, nasceu Afrodite |
|

|
 |
|
DEMÉTER |
Deusa
grega da terra cultivada - ao contrário de Geia,
divindade da Terra concebida como entidade cosmogónica.
Quando Hades raptou a sua filha Perséfone (Coré),
Deméter, lavada em lágrimas, percorreu o mundo à sua
procura, até que Zeus ordenou ao deus dos Infernos que
restituísse a filha a sua mãe durante seis meses por
ano. Deméter, constantemente assediada por Posídon que a
desejava, disfarçou-se em égua, a fim de iludir o seu
pretendente. Foi inútil tentativa, pois, Posídon,
descobrindo tudo, disfarçou-se em cavalo, logrando assim
o seu intento de unir-se a Deméter. Dessa indesejável
união nasceu Aríon, cavalo com a capacidade da fala e da
predição do futuro, e uma filha cujo nome poucos
conheceram. Indignada com a atitude de Posídon, Deméter
retirou-se do Olimpo. A terra tornou-se a partir daí
estéril e estabeleceu-se um período de fome absoluta.
Por causa desse incidente recebeu muitos cognomes, entre
eles a de “Negra” por haver se vestido de luto e de
“Erínia” por causa da ira que se abateu sobre ela. Foi
somente após banhar-se no rio Ládon, cuja característica
era a de fazer apagar mágoas e ressentimentos, que
Deméter, purificada, voltou ao Olimpo. Do seu romance de
trágico desfecho com Iásion, Deméter teve um filho
chamado Pluto, que, posteriormente, tornou-se a
personificação da riqueza e da abundância. Iásion morreu
atingido por um raio fulminante enviado pelo enciumado
Zeus ao surpreender juntos os dois amantes. Da sua união
com Zeus nasceu Core que, estando certo dia a colher
flores no campo, foi subitamente raptada por Hades e
levada às profundezas. Amargurada com o desaparecimento
da filha, Deméter vagou pelo mundo inteiro à sua
procura. Hélio, o deus Sol que tudo vê, foi quem lhe
revelou o seu paradeiro. Revoltada com Hades e também
com Zeus que permitira o sequestro, retirou-se do Olimpo
e metamorfoseada em velha, dirigiu-se a Eléusis, cidade
da Ática. Lá chegando, interpelada pelas filhas do rei
Céleo a respeito de sua identidade, mentiu, dizendo ser
Doso, vítima de piratas que a haviam sequestrado de
Creta, cidade onde residia. Convidada a cuidar do
recém-nascido Demofonte, filho de Metanira, a esposa do
rei, aceitou a incumbência. Deméter decidiu tornar o
rebento imortal, e, para tanto, alimentava-o com
ambrosia e com o néctar dos deuses, esfregando-o todas
as noites com o fogo da imortalidade. Aconteceu, porém,
que certa feita, Deméter foi surpreendida pela rainha em
seus rituais mágicos. Esta, ao se deparar com a imagem
de seu filho exposto às chamas, lançou um grito
desesperado. Irada com tamanha ignorância e
incompreensão, a deusa interrompeu o ritual, condenando
Demofonte a prosseguir como simples mortal, e surgiu em
todo seu esplendor, denunciando a sua verdadeira origem.
Ordenou que se erguesse um templo em sua homenagem no
qual ela pudesse ensinar aos homens seus ritos secretos.
Uma vez construído seu santuário, retirou-se do Olimpo,
e ali se refugiou para chorar a saudade que sentia de
sua amada filha. Amaldiçoou a terra lançando sobre ela
uma implacável seca e impedindo que ali nascesse
qualquer tipo de vegetação. Inutilmente, tentando
convencê-la a mudar de atitude, Zeus viu-se forçado a
interceder junto a Hades para que devolvesse Coré a sua
mãe. O soberano dos infernos consentiu, mas, antes de
deixar partir a sua amada, fez com que ela comesse um
bago de romã. Prendeu-a com isso, para sempre, aos
Infernos, uma vez que, quem ali se alimentasse, ficaria
eternamente condenado a retornar. Quando mãe e filha se
reencontraram, a terra novamente se cobriu de verde e a
abundância voltou a reinar.
|
 |
|
Deméter |
|

Livro de Visitas
 
|
|
|