
MITOLOGIA
GREGA
(Deuses, Guerreiros e Lendas)
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

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DIONISIO |
Deus grego da Vegetação
mais concretamente da Vinha e do Vinho, bem como da
Geração. Os ritos dionisíacos continham procissões
animadas por coros que, a cantar e a dançar, executavam
em honra do deus um hino chamado "ditirambo". Os
participantes eram então dominados pela exaltação
mística. Nas festas chamadas "dionisíacas" havia
concursos de representações teatrais que contribuíram
muito para o desenvolvimento da tragédia e da arte
lírica na Grécia. Dionísio é o símbolo da afirmação, do
riso e da dança, em oposição à metafísica, à religião e
à moral niilistas. Às mulheres que o seguiam como
loucas, bêbadas e desvairadas, se dava o nome de
bacantes. É considerado também o deus protetor do
teatro. Em sua honra faziam-se ditirambos na Grécia
Antiga e festas dionisíacas. Segundo o mito, Dionísio
ordenou a seus súbditos que lhe trouxessem uma bebida
que o alegrasse e lhe envolvesse todos os sentidos.
Trouxeram-lhe néctares diversos, mas Dionísio não se
sentiu satisfeito até que ofereceram o vinho. O deus
encheu-se de encanto ao ver a bebida, suas cores,
nuances, e a forma como brilhava ao Sol, ao mesmo
tempo que sentia o aroma frutado que exalava dos jarros
à sua frente. Quando a bebida tocou seus lábios, sentiu
a maciez do corpo do vinho e percebeu seu sabor único,
suave e embriagador. De tão alegre, Dionísio fez com que
todos os presentes brindassem com suas taças, e o som do
brinde pôde ser ouvido por todos os campos daquela
região. A partir daí, Dionísio passou a abençoar e a
proteger todo aquele que produzisse bebida tão divinal,
sendo adorado como deus do vinho e da alegria.
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DIONISO |
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ÉDIPO
E
A ESFINGE
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Ingres - |
Herói
de mitologia grega, filho de Laio, rei de Tebas e de
Jocasta. Um oráculo dissera àquele que o seu filho o
mataria e casaria com sua mulher. Édipo, que por
precaução fora afastado desde seu nascimento, recebeu um
dia do oráculo de Delfos o conselho de fugir para evitar
a maldição de que Laio já fora informado. No caminho
teve uma querela com um viajante e matou-o – era o seu
pai. Depois, dirigiu-se a Tebas, na altura aterrada pela
Esfinge que devorava os que passavam e eram incapazes de
resolver os seus enigmas. Édipo, tendo sabido
responder-lhe, matou o monstro. Os Tebanos tomaram-no
então por rei e deram-lhe em casamento Jocasta. Segundo
Sófocles, quando Édipo se apercebeu de que estava na
situação incestuosa prevista pelo oráculo, trespassou
os próprios olhos. Acompanhado por sua filha Antígona,
errou de terra em terra, até se fixar em Colona, onde
morreu.
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ÉDIPO
e
ANTÍGONA |
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Lenda
de ÉDIPO |
Édipo, cujo nome significa "o de pés inchados", era
filho dos reis de Tebas, Laio e Jocasta (a quem Homero
chamou Epicasta). O oráculo do deus Apolo em Delfos
profetizou que, quando chegasse à idade adulta, ele
mataria o pai e se casaria com a mãe. Laio, horrorizado,
ordenou que o filho fosse abandonado no bosque, com os
tornozelos amarrados por uma corda. Um pastor encontrou
a criança ainda com vida e levou-a a Corinto, onde foi
adoptada pelo rei Políbio. Já adolescente, Édipo ouviu
também a profecia do oráculo e, acreditando-se filho de
Políbio, fugiu de Corinto para escapar ao destino. No
caminho, encontrou um ancião acompanhado de vários
servos. Desentendeu-se com o viajante e matou-o, sem
saber que era seu verdadeiro pai, Laio. Ao chegar a
Tebas, Édipo encontrou a cidade desolada. Uma esfinge às
portas da cidade propunha aos homens um enigma e
devorava os que não conseguiam decifrá-lo. A rainha
viúva, Jocasta, prometera casar-se com quem libertasse a
cidade desse monstro. Édipo decifrou o enigma e casou-se
com sua mãe, consumando a profecia. Desse matrimónio
nasceram quatro filhos: Etéocles, Polinice, Antígona e
Ismene. Passado o tempo, uma peste assolou Tebas e o
oráculo afirmou que só vingando-se a morte de Laio a
peste cessaria. As investigações que se seguiram e as
revelações do adivinho Tirésias demonstraram a Édipo e
Jocasta a tragédia de que eram protagonistas. A rainha
matou-se e Édipo vazou os próprios olhos e abandonou
Tebas, deixando seu cunhado Creonte como regente.
Acolhido em Colona, perto de Atenas, graças à
hospitalidade do rei Teseu, Édipo morreu misteriosamente
num bosque sagrado e converteu-se em herói protector da
Ática. A maldição de Édipo transmitiu-se a seus filhos,
que tiveram igualmente destino trágico.
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Lenda
de ÉDIPO |
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GAIA
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Tal
como Caos, Gaia parece possuir uma natureza forte, pois
gera sozinha, Urano, Pontos e as Montanhas. Hesíodo
sugere que ela tenha gerado Urano com o desejo de se
unir a alguém semelhante a si mesma em natureza. Isso
porque Gaia personifica a base onde se sustentam todas
as coisas, e Urano é então o abrigo dos deuses
"bem-aventurados". Com Urano, Gaia gerou os 12 Titãs
após os Ciclopes e os Hecatônquiros (Gigantes de Cem
Mãos). Sendo Urano capaz de prever o futuro, temeu o
poder de filhos tão grandes e poderosos e encerrou-os
novamente no útero de Gaia. Ela, que gemia com dores
atrozes sem poder parir, chamou seus filhos Titãs e
pediu auxílio para libertar os irmãos e se vingar do
pai. Somente Cronos aceitou. Gaia, então, tirou do peito
o aço e fez a foice dentada. Colocou-a na mão de Cronos
e os escondeu, para que, quando viesse Urano, durante a
noite, não percebesse sua presença. Ao descer, Urano,
para se unir mais uma vez com a esposa, foi surpreendido
por Cronos, que atacou-o e castrou-o, separando assim o
Céu e a Terra. Cronos lançou os testículos de Urano ao
mar, mas algumas gotas caíram sobre a terra,
fecundando-a. Do sangue de Urano derramado sobre Gaia,
nasceram os Gigantes, as Eríneas e as Melíades. Após a
queda de Urano, Cronos subiu ao trono do mundo e
libertou os irmãos. Mas vendo o quanto eram poderosos,
também os temia e aprisionou-os mais uma vez. Gaia,
revoltada com o acto de tirania e intolerância do filho,
tramou uma nova vingança. Quando Cronos se casou com
Réia e passou a reger todo o universo, Urano lhe
anunciou que um de seus filhos o destronaria. Ele então
passou a devorar cada recém nascido por conselhos do
pai. Mas Gaia ajudou Réia a salvar o filho que viria a
ser Zeus. Réia, então, em vez de entregar o filho para
Cronos devorar, entregou-lhe uma pedra, e escondeu o
filho em uma caverna. Já adulto, Zeus declarou guerra ao
pai e aos demais Titãs com a ajuda de Gaia. E durante 10
anos nenhum dos lados chegava ao triunfo. Gaia foi até
Zeus e prometeu que ele venceria e se tornaria rei do
universo se descesse ao Tártaro e libertasse os 3
Ciclopes e os 3 Hecatônquiros. Ouvindo os conselhos de
Gaia, Zeus venceu Cronos, com a ajuda dos filhos
libertos da Terra, e tornou-se o novo soberano do
Universo. Todavia, Zeus realizou um acordo com os
Hecatônquiros para que estes vigiassem os Titãs no fundo
do Tártaro. Gaia, pela terceira vez se revoltou e lançou
mão de todas as suas armas para destronar Zeus. Num
primeiro momento, ela pariu os incontáveis Andróginos,
seres com quatro pernas e quatro braços que se ligavam
por meio da coluna terminado em duas cabeças, além de
possuirem os órgãos genitais femininos e masculinos. Os
Andróginos surgiam do chão em todos os quadrantes e
escalavam o Olimpo com a intenção de destruir Zeus, mas,
por conselhos de Témis, ele e os demais deuses deveriam
acertar os Andróginos na coluna, de modo a dividi-los
exatamente ao meio. Assim feito, Zeus venceu. Em uma
outra oportunidade, Gaia produziu uma planta que ao ser
comida poderia dar imortalidade aos Gigantes; todavia, a
planta necessitava de luz para crescer. Mas, ao saber
disto, Zeus ordenou que Hélios, Selene, Éros e as
Estrelas não subissem ao céu, e escondido nos véus de
Nix, ele encontrou a planta e a destruiu. Mesmo assim,
Gaia incitou os Gigantes a colocarem as montanhas umas
sobre as outras, na intenção de subirem ao
céu e invadirem o Olimpo. Mas Zeus e os outros deuses
venceram novamente. Enfim, Gaia cedeu e acordou com Zeus
que jamais voltaria a tramar contra o seu governo. Dessa
forma, ela foi recebida como uma deusa Olímpica.
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Gaia
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Livro de Visitas
 
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