MITOLOGIA GREGA
(Deuses, Guerreiros e Lendas)

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

Pág. 6 de 9 Pág.

GUERRA de TRÓIA


Guerra lendária que conserva a recordação das expedições dos Aqueus às costas da Ásia Menor, no século XIII antes de Cristo. Foi narrada, sob forma poética, na Ilíada de Homero. Ficou célebre a estratégia do Cavalo de Tróia. Um gigantesco cavalo feito de madeira que os Gregos teriam abandonado em frente de Tróia. Os Troianos introduziram-no na sua cidade, e com ele os guerreiros gregos que estavam escondidos lá dentro. Este estratagema permitiu que os Gregos se apoderassem da cidade.


 

LACOONTE

 

LENDA DE TRÓIA

HECTOR LEVADO PARA TRÓIA


A guerra de Tróia começou quando Páris, o jovem filho de Príamo, rei de Tróia, raptou Helena, mulher de Menelau, rei de Esparta. Helena era a mulher mais bela do Mundo, e filha de Zeus. Muitos reis gregos e os seus melhores guerreiros fizeram uma aliança e seguiram com os seus exércitos para vencer Tróia e levar Helena. E assim começou a guerra.
A história desta campanha em massa é bastante complicada. Até os deuses tomaram partido, alguns ajudando os Gregos, outros os Troianos. Mas foram os nomes dos grandes chefes que chegaram até nós nas lendas e na literatura da Grécia antiga. 0 Comandante dos exércitos gregos era o poderoso Agamémnon, rei de Micenas, irmão de Menelau, marido de Helena. Individualmente, o maior guerreiro dos Gregos foi Aquiles. Entre os que reuniram os seus próprios exércitos para resgatar Helena e a honra grega, encontravam-se Diomedes, cujos soldados eram homens de Argos e de Tirinto, e Ajax, comandante dos Lócrios. Pátroclo, amigo de Aquiles, e o esperto Ulisses, que se juntaram mais tarde à guerra, também desempenham papel importante na história. Os Troianos eram governados por Príamo, rei de Tróia, mas, como ele era demasiado velho para combater, o exército de defesa ficou sob o comando do filho mais velho, Heitor. Um ramo mais novo da família era representado por Eneias, filho de Afrodite. Durante a guerra, a mais importante destes, foi Pentesileia, rainha das Amazonas, Sarpédon e Glauco, chefes dos Lícios, e Reso, da Trácia do Norte. Tróia ficava situada num pequeno planalto do país da Frigia, na Ásia Menor, do outro lado do mar Egeu, em frente à Grécia. Estendia-se na sua frente uma vasta planície, e à distância podiam ver-se as águas estreitas do Helesponto. Aquiles era o maior dos guerreiros gregos. A mãe era a nereida Tétis e quis torná-lo imortal como ela e invulnerável. Para isso, fez uma longa viagem com o filho até ao Mundo Inferior e mergulhou-o nas águas mansas do Estige, segurando-o pelo calcanhar, e assim o calcanhar ficou seco e continuou vulnerável. Depois, foi ao monte Pélion e entregou-o aos cuidados do centauro Quíron, que tinha treinado tantos heróis do passado. Quando Tétis ouviu contar que Helena tinha sido levada para Tróia, ficou muito preocupada e foi logo ao monte Pélion. Mas a notícia já lá tinha chegado, e encontrou Aquiles a preparar-se para partir. Lançou-lhe um feitiço, vestido com trajes de mulher, e navegou com ele até à ilha de Squiro, apresentando-o ao rei Licomedes como sua filha. E deixou-o aos cuidados do rei. Entretanto, os reis e príncipes gregos juntavam-se em Áulis com os seus exércitos. Enquanto os exércitos se iam juntando, os navios que os deviam conduzir a Tróia navegavam desde as ilhas e das cidades costeiras para o continente grego.
Ulisses, de Ítaca, hesitava em se juntar à expedição, porque se tinha casado apenas havia um ano e não queria deixar a mulher e o filho. Por fim, tudo ficou pronto em Áulis. Os soldados entraram para os navios, e desfraldaram-se as velas brancas. Lentamente, a armada saiu da baía e navegou sobre o vasto mar Egeu a caminho de Tróia. Ao princípio, a expedição parecia condenada à derrota. Levantou-se vento e grandes tempestades sacudiram os navios, que ficaram em péssimo estado com as velas rasgadas ou perdidas, os mastros quebrados. Os remadores estavam exaustos e muitos dos víveres tinham-se estragado com a água do mar. Era evidente que a expedição não podia seguir naquelas condições, e não houve outro remédio senão voltar à Grécia para consertar os navios. Havia outra razão para voltar atrás. Durante a tempestade, Agamémnon lembrara-se de que o adivinho Calcas lhe dissera que Tróia não cairia enquanto Aquiles não estivesse entre os guerreiros gregos. Quando o exército chegou a Áulis são e salvo, Agamémnon mandou procurar Aquiles. Por fim, correu a notícia de que ele estava em Squiro, a viver como uma rapariga no palácio de Licomedes.
Por um estratagema de Ulisses, conseguiram encontrar Aquiles, que despiu de boa vontade os trajes de mulher, e começou a reunir o seu exército. Assim que o exército de Aquiles ficou reunido e partiram todos da Tessália, a armada grega saiu novamente do porto. E desta vez a viagem foi calma. Assim que chegaram à praia, as tripulações saltaram para a água baixa sob uma chuva de setas, lanças e pedras. Depois, os Troianos recolheram-se às muralhas da cidade, e dali ficaram a ver os exércitos gregos estabelecer o seu acampamento, desembarcar as provisões, os cavalos e os carros de guerra. Fora travada a primeira batalha da guerra e a vitória coubera a Agamémnon. Mas, com uma batalha não se vence uma guerra. Para evitar sangue, Menelau mandou um emissário ao rei Príamo, desafiando Páris para combater com ele até à morte, em combate singular. Se Menelau ganhasse, Helena voltaria para ele. Se perdesse, morreria honrosamente, e Páris ganharia Helena num combate justo. Fosse como fosse, os exércitos gregos voltariam à pátria e Tróia ficaria em paz. Páris aceitou o desafio. E combateram os dois encarniçadamente junto às portas da cidade. Por fim, uma enorme estocada feriu Páris na coxa, fazendo-o cair no chão. Antes que Menelau tivesse tempo de dar o golpe final, os soldados troianos saíram da cidade, rodearam Páris e levaram-no são e salvo. As grandes portas fecharam-se atrás deles e Menelau voltou furioso para o acampamento grego. Embora a própria Tróia recusasse render-se, os Gregos devastavam muitas vezes as regiões e cidades vizinhas leais à capital troiana. Assim como arranjar alimentos para o seu exército, os Gregos queriam cortar todos os fornecimentos de. água e comida para a própria Tróia. Se as forças troianas pudessem ser completamente isoladas e passassem bastante fome, depressa ficariam demasiado fracas para combater. Depois viria a rendição. Os soldados gregos tentaram por todos os meios guardar as saídas da cidade, mas as tropas de assalto troianas ainda conseguiam chegar às linhas inimigas durante a noite, ajudadas, é claro, pelo bom conhecimento da região. Um dia, Aquiles conduzia uma expedição para roubar gado, através do rio Escamandro, no sítio onde ele corre no vale do monte Ida, a certa distância de Tróia. Dirigia-se com os seus homens para a cidade de Lirnesso, a oeste. Passavam a vau as águas baixas do rio, avançando cautelosamente, para o caso de espias da cidade os perseguirem. E Lirnesso foi arrasada, e com o saque de guerra trazido por Aquiles e os seus soldados, vinham duas raparigas cuja beleza rivalizava com a da própria Afrodite: Criseis e Briseis. Agamémnon, como chefe de todos os exércitos, tinha direito à primeira divisão dos saques, e escolheu Criseis sem hesitar.
Pouco tempo depois disto, espalhou-se pelo acampamento uma estranha doença. Tornava-se pior de dia para dia, até que os homens já estavam tão fracos que não podiam combater e morreram muitos nas suas tendas. Agamémnon chamou um adivinho e pediu-lhe conselho.
- Grande rei - disse o velho - tens na tua tenda uma rapariga que fizeste tua escrava. É uma sacerdotisa de Apolo. Na sua fúria, ele mandou esta peste ao teu acampamento.
- Como podemos remediar o mal? - Perguntou Agamémnon.
0 Adivinho disse-lhe que devia mandar Criseis imediatamente para o seu templo com presentes e sacrifícios feitos ao deus. Agamémnon não teve outro remédio senão obedecer, e ordenou imediatamente a Aquiles que lhe desse a outra rapariga, Briseis. Aquiles recusou-se, mas, quando Agamémnon o nomeou seu comandante, foi obrigado a obedecer. E voltou furioso à sua tenda, jurando que nem ele nem nenhum dos seus homens tomaria mais parte na guerra enquanto Agamémnon não lhe devolvesse Briseis e lhe pedisse desculpa. A notícia desta desavença chegou imediatamente a Tróia. Os soldados de Príamo tomaram coragem. Novos aliados tinham chegado recentemente para os ajudar e, todos juntos, fariam um ataque-surpresa às linhas gregas, empurrando-as para o mar e para lá das muralhas de madeira que tinham construído ao longo da praia. O último homem a abandonar as barricadas foi Ajax, comandante dos Lócrios. Deixou muitos mortos atrás de si, mas, embora fosse ele o herói do dia, os Gregos tinham sofrido uma cruel derrota. Pátrocles, o melhor amigo de Aquiles, tentou persuadi-lo a não ficar fechado na tenda como uma criança amuada.
- Não saio daqui enquanto Agamémnon não vier ter comigo e me pedir desculpa - respondeu Aquiles.
- Muito bem - disse Pátrocles. - Então, vou levar a tua armadura e usá-la no campo de batalha, para os Troianos julgarem que voltastes a ter juízo.
Pegou no capacete de Aquiles, no escudo, na espada e na lança, e saiu da tenda, furioso. No dia seguinte, os Gregos voltaram todos às barricadas, e os Troianos viram com receio a figura imponente de Aquiles à frente dos soldados. Voltaram imediatamente para dentro das muralhas da cidade e, embora o seu chefe Heitor os mandasse ficar a pé firme, os Gregos rechaçaram impiedosamente o seu ataque. Quando chegou às portas da cidade, Heitor, sozinho, barrou-lhe a passagem. Mas, nessa altura, Pátrocles perdera o capacete de Aquiles e já não podia continuar a esconder a sua verdadeira identidade. Cansado de tão violenta batalha, não podia medir-se com Heitor. Depois de apenas alguns toques de espada, o valente amigo de Aquiles caía morto. A toda a velocidade, um mensageiro grego correu à tenda de Aquiles para o avisar. Quando ouviu o que tinha acontecido, o grande guerreiro pôs-se de pé e saiu da tenda. E, na manhã seguinte, os Troianos saíram novamente e deu-se outra grande batalha. A morte de Pátrocles enchera Aquiles de um ódio invencível contra todos os Troianos, ódio maior ainda por saber que fora ele o principal causador da morte de Pátrocles. Perante o ataque de Aquiles e dos seus homens, os Troianos recuaram, e mais uma vez combateram em volta das muralhas da cidade. Começava a parecer que desta vez os Gregos acabariam por vencer, mas as portas da cidade fecharam-se, uma a uma, sobre os soldados troianos que batiam em retirada. Apenas a porta principal ficou aberta, defendida até ao fim por Heitor. Como de costume, Heitor conduzira os Troianos com enorme coragem durante todo o dia, mas, desta vez, nem ele mesmo conseguiu evitar a derrota. Aquiles viu-o do seu carro e atirou a lança com toda a força. 0 golpe teria feito derrubar as próprias muralhas de Tróia, e Heitor caiu com uma enorme ferida no pescoço.
- Assim morrerão todos os cães! - gritou Aquiles, saltando para o chão e avançando de espada erguida para o homem caído. Mas Heitor já estava morto quando ele chegou. Ainda no seu acesso de raiva, Aquiles amarrou os pés de Heitor com uma corda e prendeu-o às traseiras do carro, arrastando três vezes o maior dos filhos de Príamo, em volta das muralhas de Tróia.
Tal procedimento para com um inimigo vencido, chocou até mesmo os amigos de Aquiles, e trouxe novos receios ao exército grego.
- Deixem-no como pasto dos abutres - disse ele com secura. - Amanhã, veremos apenas os seus ossos.
Quando nasceu o Sol, o rei Príamo olhou do alto das muralhas e viu o corpo do filho ainda na planície. Disfarçou-se e conseguiu chegar até ao acampamento grego sem ninguém desconfiar. Quando entrou na tenda de Aquiles, revelou quem era e entregou-se à vontade do chefe grego.
- Deixa-me levar Heitor comigo para a cidade a fim de podermos dar-lhe um funeral próprio e seguir em paz até ao Eliseu.
- Podes levar o teu filho - disse ele - mas tens que me dar o peso dele em ouro.
Príamo concordou e fizeram-se tréguas durante aquele dia. Foi trazida de Tróia uma enorme balança e colocada junto da muralha. Os Gregos puseram o corpo de Heitor num dos pratos da balança enquanto os Troianos punham no outro montes de ouro vindo das caves de Tróia. Mas, a cidade empobrecera devido à prolongada guerra e o ouro trazido não chegava para equilibrar a balança. A irmã de Heitor, Polixena, quando viu o pai afastar-se de Aquiles, tirou imediatamente do pescoço um pesado colar de ouro e atirou-o para a balança. Com mais este peso, o prato desceu e ficou equilibrado com o outro. Nas semanas que se seguiram, Aquiles descobriu que se apaixonara por Polixena e mandou dizer a Príamo que, se pudesse ter Polixena como esposa, a guerra terminaria.
0 rei troiano ficou radiante. Todavia,  Paris temia que, se a guerra acabasse, fosse forçado a devolver Helena ao marido. E quando Aquiles se aproximou da cidade, em termos de paz, lançou-lhe uma seta envenenada. A seta atingiu Aquiles no calcanhar, justamente no sítio por onde Tétis o segurara tantos anos antes para o mergulhar no rio Estige. E naquele dia a batalha foi mais renhida do que nunca, e continuou ainda mais violenta todos os dias, parecendo que não teria fim. Então, uma manhã, os Troianos olharam através da planície e verificaram com espanto que os invasores tinham desaparecido. Não se via nada, a não ser os restos dos acampamentos. Em frente da porta principal da cidade, sobre uma plataforma com rodas mal talhadas, estava um gigantesco cavalo de madeira. E, num dos flancos, os Troianos descobriram uma inscrição que dedicava o cavalo à deusa Atena e pedia o regresso calmo dos exércitos gregos à pátria. Cautelosamente, os Troianos inspecionaram o cavalo, mas acabaram por acreditar que não passava de uma oferenda à deusa Atena, e resolveram levá-lo para dentro da cidade, onde poderia ficar como recordação da sua inesperada vitória sobre os Gregos. Amarraram fortes cordas na base do cavalo e levaram-no pelas ruas até uma vasta praça junto do palácio. Chegou a noite e fez-se uma festa em Tróia. Dançou-se e cantou-se em volta do cavalo de madeira, e passava muito da meia-noite quando o último noctívago adormeceu. Junto das portas da cidade, os guardas dormiam também, cheios de vinho. Quando, por fim, tudo sossegou, uma porta disfarçada na barriga do enorme cavalo abriu-se sem ruído. Cinquenta dos guerreiros gregos mais audazes saltaram para o chão. Alguns deles correram imediatamente para as portas, outros, dirigiram-se ao palácio real. O plano do esperto Ulisses tinha resultado tal e qual como ele previra. Enquanto os Troianos prestavam honras ao cavalo, a armada grega tinha-se escondido na enseada de uma ilha próxima. E, assim que anoiteceu, os Gregos voltaram com todas as cautelas, e quando os soldados que estavam dentro da cidade tinham morto os guardas adormecidos, o exército juntou-se na planície. Com o inimigo no interior da cidade, os Troianos estavam perdidos; apanhados de surpresa, foi a sua última batalha. Antes de amanhecer, a cidade caíra nas mãos dos Gregos, muitos dos maiores guerreiros foram mortos e as mulheres e filhos levados como escravos.
Quanto a Helena, causadora dos dez anos de guerra e da morte de tantos heróis, voltou mais uma vez para a Grécia, para junto do marido.

 

GUERRA DE TRÓIA

 

HADES

ORPHEU RETIRA EURIDICE DE HADES

-PETER PAUL RUBENS-


Deus dos Infernos, na mitologia grega. Filho de Cronos e de Réia, irmão de Zeus e Posídon, era um deus de poucas palavras e seu nome inspirava tanto medo que as pessoas procuravam não pronunciá-lo. Era descrito como austero e impiedoso, insensível a preces ou sacrifícios, intimidativo e distante. Invocava-se Hades, geralmente, por meio de eufemismos, tais como, Clímeno (o Ilustre) ou Eubuleu (o que dá bons conselhos). Seu nome significa, em grego, o Invisível, e era geralmente representado com o elmo mágico que lhe dava essa habilidade, que ele ganhou dos ciclopes quando participou da titanomaquia contra os titãs. No fim da luta contra os titãs, vencidos os adversários, Zeus, Posídon e Hades partilharam entre si o universo. Zeus ficou com o céu e a terra, Posídon ficou com os mares, e Hades tornou-se o deus do inferno e das riquezas.
 

HADES

 

 HEFESTOS


Deus do fogo, entre os Gregos. Era coxo e considerado o ferreiro divino e patrono dos artífices. Tinha a sua forja debaixo do vulcão Etna e era assistido por ciclopes. Ironicamente, deram-lhe a infiel Afrodite como esposa. Hefestos fez uma rede invisível e apanhou-a em flagrante delito. Hefesto foi responsável, entre outras obras, pela égide, escudo usado por Zeus na sua batalha contra os titãs. Construiu para si um magnífico e brilhante palácio de bronze, equipado com muitos servos mecânicos. De suas forjas saiu Pandora, primeira mulher mortal. Casou-se com Afrodite, porém ela lhe foi infiel, tendo vários amantes, dentre eles, deuses e mortais. O seu principal rival era Ares, deus da guerra. Outra versão do mito conta que Afrodite o amava realmente, e suas traições refletiam as outras faces do amor, (ela lhe queria causar ciúmes, ou tinha desejos passageiros), e uma terceira, ainda, fala que ele divorciou-se de Afrodite e casou-se com as Cárites (ou a Cárite). Atenas, cidade que dava valor ao artesanato, estimava-o.
 

 HEFESTOS

 

HELENA (de Tróia)


Foi Homero que, narrando um episódio da Guerra de Tróia, chamou a atenção para a lenda, cujo personagem principal é Helena, princesa grega, famosa pela sua beleza. Ela era filha de Leda e irmã de Castor e Pólux. Esposa de Menelau, foi raptada por Páris, o que originou a expedição dos gregos contra Tróia. O rapto de Helena, que a mitologia grega descrevia como a mais bela das mulheres, desencadeou a lendária guerra de Tróia. Personagem da Ilíada e da Odisseia, Helena era filha de Zeus e da mortal Leda, esta esposa de Tíndaro, rei de Esparta. Ainda menina, Helena foi raptada por Teseu, depois libertada e levada de volta para Esparta por seus irmãos Castor e Pólux (os Dioscuri). Para evitar uma disputa entre os muitos pretendentes, Tíndaro fez com que todos jurassem respeitar a escolha da filha. Ela se casou com Menelau, rei de Esparta, irmão mais novo de Agamémnon, que se casara com uma irmã de Helena, Clitemnestra. Helena, contudo, abandonou o marido para fugir com Páris, filho de Príamo, rei de Tróia. Os chefes gregos, solidários com Menelau, organizaram uma expedição punitiva contra Tróia que originou uma guerra de dez anos de duração. Após a morte de Páris em combate, Helena casou-se com seu cunhado Deífobo, a quem atraiçoou quando da queda de Tróia, entregando-o a Menelau, que retomou-a por esposa. Juntos voltaram a Esparta, onde viveram até a morte. Foram enterrados em Terapne, na Lacónia.
 

 HELENA (de Tróia)

Livro de Visitas