MITOLOGIA GREGA
(Deuses, Guerreiros e Lendas)

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

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ZEUS E HERA


Deusa grega do Casamento que simbolizava a grandeza da Maternidade. Filha de Cronos e de Reia, casou com o seu irmão Zeus, e esta união tornou-se, apesar das infidelidades e desavenças, o modelo dos casamentos humanos. Hera foi também deusa da Fecundidade e da Vegetação. Retratada como ciumenta e agressiva, odiava e perseguia as amantes de Zeus e os filhos de tais relacionamentos, tanto que tentou matar Hércules quando este era apenas um bebé. O único filho de Zeus que ela não odiava, antes gostava, era Hermes e sua mãe Maia, porque ficou surpresa com a sua inteligência. Possuía sete templos na Grécia. Mostrava apenas seus olhos aos mortais e usava uma pena do seu pássaro para marcar os locais que protegia. Hércules destruiu seus sete templos e, antes de terminar sua vida mortal, aprisionou-a em um jarro de barro que entregou a Zeus. Depois disso, ele foi aceite como deus do Olimpo. Hera era muito vaidosa, e sempre quis ser mais bonita do que Afrodite, sua maior inimiga. Irmã e esposa de Zeus, a mais excelsa das deusas, é representada na Ilíada como orgulhosa, obstinada, ciumenta e agressiva. Odiava sobretudo Héracles, que procurou diversas vezes matar. Na guerra de Tróia, por ódio dos troianos, devido ao julgamento de Páris, ajudou os gregos.

 

 HERA

 

HÉRACLES


Herói grego, personificação da Força. É geralmente considerado como filho de Zeus e de Alcmena, mulher de Anfitrião. Ainda na berço, sufocou duas serpentes que Hera lá colocara para o devorar. Foi Héracles o mais célebre dos heróis da mitologia, símbolo do homem em luta contra as forças da natureza. Desde que nasceu teve de vencer as perseguições de Hera. Quando homem, sobressaiu-se pela sua enorme força. A sua primeira façanha deu-se quando se dirigiu a Beócia, cidade próxima de Tebas, e perseguiu e matou, apenas com as mãos, um enorme leão que devorava os rebanhos de Anfitrião e de Téspio. A caçada durou cinquenta dias consecutivos, durante os quais, Héracles foi hóspede de Téspio, que aproveitou para unir cada uma das suas cinquenta filhas com ele, de maneira a criar uma aguerrida descendência, conhecida pelos Tespíadas, que se espalharam até a Sardenha. Por livrar a cidade de Tebas de um tributo que tinha de pagar à de Orcómeno, o rei da primeira, Creonte (filho de Meneceu), casou-o com a sua filha mais velha, Mégara. Num acesso de loucura provocado por Hera, Héracles matou os filhos tidos com Mégara. Após recuperar a sanidade, Héracles foi a Delfos consultar um oráculo sobre o meio de se redimir desse crime e poder continuar com uma vida normal. O oráculo ordenou-lhe que servisse, durante doze anos, o seu primo Euristeu, rei de Micenas e de Tirinto. Pondo-se Héracles ao seu serviço, o rei, simpatizante de Hera, que não cessava de perseguir os filhos adulterinos de Zeus, impôs-lhe, com a oculta intenção de o eliminar, doze perigosíssimos trabalhos, dos quais o herói saiu vitorioso.
01 - Matar o leão de Nemeia;
02 - Matar a hidra de Lema;
03 - Capturar a corça de Cerineia;
04 - Trazer vivo o javali de Erimanto;
05 - Abater os pássaros antropófagos do lago Estínfalo;
06 - Limpar as cavalariças do rei Augias;
07 - Capturar o touro cretense de Minos;
08 - Matar Diomedes;
09 - Apoderar-se do cinto da amazona Hipólita;
10 - Matar Gérion;
11 - Colher as maçãs de ouro das Hespérides;
12 - Acorrentar o cão Cérbero.
Héracles participou também na expedição dos Argonautas, matou o centauro Nesso e sustentou o céu sobre os seus ombros para aliviar Atlas. Encarnando, com tudo isto, um ideal de virilidade e de tenacidade, recebeu a imortalidade que os deuses concedem aos heróis.

 

12 TRABALHOS DE HÉRACLES

 

HERMES


Deus grego que vigia os caminhos e os que os percorrem: Viajantes, arautos, mercadores e até salteadores. Protetor do comércio e da atividade urbana, é venerado também como divindade psicopompa, na qualidade de condutor das almas do Inferno, e como inventor de todas as ciências, em especial da escrita e da magia. Foi neste sentido que os Gregos o identificaram, na época helenística, com Toth, o deus lunar do Egipto, e lhe atribuíram o qualificativo de "Trismegisto", ou seja, três vezes supremo, bem como a antologia intitulada "Corpus Hermeticum". Era um dos 12 deuses do Olimpo. Filho de Zeus e de Maia, nasceu na Arcádia, revelando logo extraordinária inteligência. Conseguiu livrar-se das fraldas e foi à Tessália, onde roubou parte do rebanho guardado por seu irmão Apolo, escondendo o gado em uma caverna. A seguir, voltou para o berço, como se nada tivesse acontecido. Quando Apolo descobriu o roubo, conduziu Hermes diante de Zeus, que o obrigou a devolver os animais. Apolo, no entanto, encantou-se com o som da lira que Hermes inventara e ofereceu em troca o gado e o caduceu. Mais tarde, Hermes inventou a seringue (flauta de Pã), em troca da qual Apolo lhe concedeu o dom da adivinhação. Foi famoso também por ser o único filho que Zeus tivera que não era filho de Hera, que ela gostou, pois ficou impressionada pela sua inteligência. Divindade muito antiga, Hermes era invocado, a princípio, como deus dos pastores e protetor dos rebanhos, dos cavalos e animais selvagens; mais tarde tornou-se deus dos viajantes, e em sua homenagem foram erguidas estátuas à beira das estradas (hermas). Posteriormente, Hermes tornou-se deus do comércio e até dos ladrões; para proteger compradores e vendedores, inventou a balança. Hermes era quem guiava as almas dos heróis ou pessoas importantes até ao rio Estige, lugar que ligava o reino dos vivos com o reino dos mortos. Também considerado deus da eloquência e patrono dos desportistas, é representado como um jovem de belo rosto, normalmente nu, vestido com túnica curta. Na cabeça tem um capacete com asas, calça sandálias aladas e traz na mão seu principal símbolo, o caduceu. Pã foi fruto dos amores de Hermes com a ninfa Dríope. Ela não foi a única mortal nem a única deusa honrada pelos seus favores. Teve ainda como amantes: Acacalis, filha de Minos; Herse, filha de Cécrope; Eupolémia; Antianira, mãe de Equion; Afrodite, a deusa do amor, com quem teve Hermafrodito; a ninfa Lara, náiade de Almon; e finalmente sua irmã, a deusa Perséfone, a quem pediu em casamento para Deméter, mãe da moça, que recusou o pedido. Mas foi Hermes quem tentou resgatar Perséfone do reino dos mortos quando ela foi sequestrada por Hades.
 

 HERMES

 

HÉSTIA


Deusa grega do Lar. Filha de Cronos e de Reia, virgem a quem se apresentava a esposa e os recém-nascido, era venerada no pritaneu, edifício que, em cada cidade, se mantinha iluminado em sua honra e representava o centro da vida pública. Embora não apareça com frequência nas histórias mitológicas, era admirada por todos os deuses. Era a personificação da moradia estável, onde as pessoas se reuniam para orar e oferecer sacrifícios aos deuses. Era adorada como protetora das cidades, das famílias e das colónias. Sua chama sagrada brilhava continuamente nos lares e templos. Todas as cidades possuíam o fogo de Héstia, colocado no palácio onde se reuniam as tribos. Esse fogo deveria ser conseguido diretamente do sol.
Quando os gregos fundavam cidades fora da Grécia, levavam parte do fogo da lareira como símbolo da ligação com a terra materna e com ele acendiam a lareira onde seria o núcleo político da nova cidade. Sempre fixa e imutável, Héstia simbolizava a perenidade da civilização. Em Delfos, era conservada a chama perpétua com a qual se acendia a héstiade noutros altares. Cada peregrino que chegava a uma cidade, primeiro, fazia um sacrifício a Héstia. Seu culto era muito simples: na família, era presidido pelo pai ou pela mãe; nas cidades, pelas maiores autoridades políticas
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 HÉSTIA

 

 
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