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Dias
depois,
Sandra
Cristina,
acompanhada
pelo
casal
Richter,
partia
de avião
rumo a
Nova
Iorque.
Quando o
carro
particular
do casal
parou,
defronte
a um
enorme
arranha-céus
onde
moravam,
o Dr.
ajudou
Sandra a
descer
do
automóvel,
e a
rapariga,
também
amparada
a sua
mulher,
caminhou
devagarzinho
até ao
ascensor.
Estava
radiante
de
felicidade.
Chegados
ao
último
andar, o
ascensor
parou.
Um
mordomo
veio-os
receber
e
cumprimentou-os
respeitosamente.
A
senhora
Jodie
Richter,
perguntou-lhe
então:
Jodie -
Antony,
anteontem
recebeu
um
telegrama
meu?
Mordomo
- Recebi
sim,
minha
senhora!
Jodie -
Então,
está
tudo
conforme
as
indicações
que lhe
dei?
Mordomo
- Segui
todas as
suas
indicações,
minha
senhora.
Jodie -
Muito
bem...
Sandra
Cristina,
venha
agora
ver a
cidade
de Nova
Iorque,
do alto
de um
centésimo
quinto
andar.
Devagarzinho,
com mil
precauções
e
carinhosamente,
a mulher
do Dr.
Roger
Richter
levou
Sandra
até a
uma
grande
janela
que se
abria
sobre o
coração
da
cidade.
O
espectáculo
que daí
se
avistava,
era
simplesmente
maravilhoso!
O Dr.
Roger
Richter,
veio
reunir-se
a ela e
a sua
mulher.
Dr.
Roger -
O que se
avista
daqui é
de facto
esmagador!
Mas vim
aqui
convidá-las
a
passarem
à
biblioteca.
Venha,
Sandra
Cristina,
que nós
a
ajudaremos.
Jodie -
Eu vou à
frente
abrir a
porta, e
a Sandra
vai
entrar
sozinha,
sem
estar
amparada
a nós.
Serão os
primeiros
passos
que
dará,
sem
coxear,
valeu?
Sandra -
Vamos lá
a ver se
conseguirei…
A porta
abriu-se
e a
rapariga
viu-se
num dos
topos de
uma
grande
sala,
confortável
e
forrada
com
estantes
cheias
de
livros.
Não
estava
ninguém
na
biblioteca,
apenas,
na
grande
parede
do
fundo,
estava
uma
tela...
Ao ver a
tela,
Sandra
Cristina
caminhou
sozinha
para a
frente,
com o
corpo
direito
e sem
coxear,
com o
olhar
brilhante
e fixo
naquele
quadro,
como se
estivesse
sonhando.
Era ela
a
retratada,
era ela
que
estava
ali,
numa
técnica
de
pintura
como
nunca
vira, e
em que
cada
traço
lhe
falava
de um
amor que
ela não
soubera
compreender
a
tempo...
Sim, ela
tinha
razão
quando
argumentou
com os
pais,
que o
quadro
recebido
do Luís
Carlos
não
poderia
ser o
original.
O seu
coração
não a
enganara!
E foram
os seus
olhos
brilhantes
que
fizeram
a
pergunta
que os
seus
lábios
não se
atreveram
a
formular.
Então,
conscientemente,
e pela
primeira
vez na
sua
vida, o
Dr.
Roger
Richter
faltou à
sua
palavra,
e
explicou
a Sandra
como é
que
aquele
precioso
quadro,
que o
autor
nunca
quisera
vender
por
preço
algum,
se
encontrava
ali em
sua
casa, na
sua
biblioteca.
Sandra
Cristina
teve uma
inevitável
crise de
choro e
logo
quis
saber
onde se
encontrava
Luís
Carlos.
Jodie: -
Isso
também
nós
queríamos
saber,
Sandra.
Até
porque o
meu
marido
tem de
fazer
contas
com ele,
pois
todas as
despesas
extras
da
operação
deviam
ser
pagas
por ele.
Ora,
para
isso
mandou-nos
um
cheque
com uma
importância
muito
superior
àquela
que
despendemos,
mesmo
contando
com esta
sua
viagem a
Nova
Iorque.
E o meu
marido,
quer-lhe
devolver-lhe
o
excedente.
Sandra:
- Mas
então
têm o
endereço
dele de
Paris?
Jodie: -
Também
não
temos
esse
endereço,
e só
sabemos
que ele
partiu
da
capital
francesa,
sem
deixar
rasto.
Sandra
Cristina
ficou
pensativa,
mordendo
os
lábios.
Foi o
Dr.
Roger
Richter
quem lhe
indicou
o que
ela
devia de
fazer:
Dr.
Roger -
Para
mim, não
pode
haver
quaisquer
dúvidas
sobre o
que vai
acontecer.
Mais
dia,
menos
dia,
Luís
Carlos
vai
querer
saber o
resultado
da
operação,
e então
terá de
comunicar
comigo
para
poder
saber o
que
aconteceu,
ou,
então,
vai
aparecer
em São
Pedro de
Moel,
visto
que
daqui a
dois
meses,
fará
dois
anos que
vocês
ali se
conheceram,
não é
verdade?
Sandra -
É
verdade.
Estou a
ver que
o Sr.
Doutor
sabe
tudo a
nosso
respeito.
Mas que
posso eu
fazer?
Dr.
Roger -
Por
enquanto,
minha
boa
amiga,
ainda
está sob
a alçada
do
clínico
que está
a vigiar
a sua
convalescença.
Sandra -
E ainda
terei
que
ficar
por cá
muito
tempo?
Jodie -
Daqui a
dois
meses e
meio ou
três,
regressará
a
Portugal
e a São
Pedro de
Moel,
novinha
em folha
e capaz
de amar
sem
qualquer
complexo
o mais
generoso
e
bondoso
coração
de homem
que
palpita
sobre a
terra,
ou seja,
o Luís
Carlos!
E vai
ver que
ele
aparecer-lhe-á,
disso
não
tenha a
menor
dúvida,
minha
amiga!
Sandra -
Se me
pudesse
garantir
isso...
Dr.
Roger -
O que
minha
mulher
lhe
disse é
rigorosamente
verdade,
pois
nada
sabemos
de Luís
Carlos.
Mas
quase
podemos
garantir-lhe
o
seguinte:
cuide de
si, pois
com
certeza
que ele
a
procurará...
e a
encontrará!
Sandra -
Se eu
tivesse
a
certeza...
Jodie -
Quase
lhe
posso
dar a
minha
palavra
de honra
que ele
a
procurará!
Sandra -
A sua
palavra
de
honra?!
...
Então,
deve
saber
mais
algumas
coisas,
além do
que me
disse...
Dr.
Roger -
Pode
crer que
nem eu
nem
minha
mulher
sabemos
mais
nada, a
não ser
que o
amor dos
homens
honrados,
é a
maior
força
que os
impele
neste
mundo!
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