SEBO LITERÁRIO

     

Joaquim Marques

 

 
POESIA
Pág. 9 de 12 Pág.
 

 

OLHANDO O MAR
© Joaquim Marques


Manhã cedo
sentado num rochedo.
Absorto em meus pensamentos
olho o mar!

Alheio a tudo quanto me rodeia
sou interceptado apenas, pela
batida das ondas brancas de espuma
que, numa cadência suave
vêm beijar meus pés!

De levante
o Sol, desponta na sua aurora
com todo o esplendor
dando às águas do mar
outra cor!...

É na profundeza dessas águas
que meus pensamentos imergem
à procura, nem sei de quê?...

Quiçá, de conchinhas fechadas
que têm no interior guardadas
lindas histórias de amor
De sereias encantadas...

Ao emergir, meus sentidos
olham o infinito e condoídos
vogam na tona das águas...

E a brisa traz-me aos ouvidos
em sons, ternos... doloridos...
A expressão das suas mágoas

© Joaquim Marques

 

 

 

PEREGRINO ERRANTE
© Joaquim Marques


Como peregrino errante desconheço
Donde vim, pra onde vou, o que faço aqui.
Sobre caminhos de sáfara, tropeço
Sem me aperceber sequer, porque caí…

Levanto, sigo meu caminho incerto…
Sem saber na verdade o contingente
Que hei de dar à vida que por certo
De mim, exige que seja mais prudente…

Mas alguma missão, tenho que cumprir
Por isso ando neste mundo errante…
Onde obstáculos, surgem a todo instante.

Persuadido de que um dia saberei
O motivo dos tantos tombos que dei
Prossigo meu caminho, certo ou errante…

© Joaquim Marques

 

 

 

PRIMAVERA
JARDIM DE FLORES
©Joaquim Marques


Em cada Primavera eu renasço
A cada Verão, digo que estou...
Ao Outono declaro meu cansaço
E ao Inverno digo -- eu me vou!... --

As quatro estações do ano eu saúdo
Pois todas elas são lindas pra viver;
Mas ao vivenciá-las, não me iludo...
Nem esqueço que um dia hei de morrer.

Todavia adoro a Primavera!
Gosto de ver o desabrolhar das flores
Ouvir pássaros cantar hinos d'amor...

Nova Primavera vai acontecer
Canteiros floridos exalam odores
E mais uma vez, volto a renascer!...

© Joaquim Marques

 

 

 

PUDESSE EU!
© Joaquim Marques

 

Ó mar imenso,alteroso e brando!
Pudesse eu ir às tuas profundezas
E deixar lá todas as minhas tristezas!...
Eu o faria, ó mar! Mas como?...E quando?...

Te murmuro ó mar! Que contigo partilharia
Meus sonhos!...Todos os meus segredos...
Ilusões, ousadias e até meus medos!...
Em teu leito, jamais alguém os saberia!

Tuas águas salgadas ó mar! Seriam
O envoltório de uma concha marinha
Que, servindo de cofre, os guardaria.

Aí, ficariam adormecidos eternamente
Entre algas e corais!... Pudesse eu,
Faria de ti, ó mar!... Meu confidente!...

© Joaquim Marques

 

Livro de Visitas

            

Para pág. 10