SEBO LITERÁRIO

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VOANDO COM A POESIA
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Pedi um dia à poesia
Joaquim_Marques |
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A CASA QUE FOI MEU BERÇO
| Ó velhinha casa onde nasci! Há quanto tempo eu te não via! Hoje, resolvi visitar-te Para acalmar a nostalgia que sinto em meu peito Ao lembrar de ti. Saudades tenho Do tempo em que foste meu abrigo! Dos dias bons... E até dos menos bons que aí vivi. Até à hora em que tive De me separar de ti, foste meu berço... Esquecer-te, não consigo! Entre saudade e alegria Sinto agora imensa tristeza!... Ao ver-te nessa decrepitude agonizante coberta de heras e silvados Em breve irás desmoronar... Tenho certeza! De tantas horas felizes que passei sob teu teto seria ingratidão te olvidar! Voltar-te-ei a ver, casa velhinha... Eu te prometo! Joaquim_Marques |
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A LEVEZA DO SILÊNCIO
| Quão leve és - silêncio - quando acalmas O sibilar do vento que fustiga montes… Permites ouvirmos murmúrio nas fontes Aplaudes o belo não batendo palmas! És via Divina nos templos sagrados Onde tantos recorrem pra falar com Deus Pedindo p’los ímpios e por erros seus P’los entes queridos e por seus finados! Dás voz às estrelas que sem fazer ruído Cintilam nas noites e falam pra lua... Silêncio és eco dos vales e prados! Com tua leveza dás paz e acalmas Corações aflitos, assaz conturbados… Sem peso, transmites consolo às almas! Joaquim_Marques |
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A PAZ DOS POETAS
| Sua poesia sempre se revolve Através de todos os tempos... Tremulará ao vento sem parar; Flutuará nas ondas do mar; Será eco nas noites silenciosas Prateadas p'lo luar... Mas... A paz dos poetas só chegará Quando eles, eternamente... Já não estiverem cá... Joaquim_Marques |
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A VÓS, PROFESSORES!
| Professor, mestre-escola, artista, lente; Docentes, que levam a luz a tanta gente. Tal “faróis” que iluminam os escolhos… Eles são luzeiros de milhares de olhos. Longe vai o tempo em que eram tratados Com grande estima, bem considerados; Os tempos mudaram e, tão nobre missão É hoje cumprida, em contradição… Valores morais se foram perdendo… A sociedade está corrompida… Há tanto estudante, sem rumo de vida. Que saudades eu tenho Senhor!... Da minha escola e do meu professor Dos tempos áureos, de Paz e Amor!
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ANDORINHAS
| Primavera! Estação que eu adorava! Com ela, chegavam as andorinhas. No beiral da casa onde eu morava, De lama, construíam suas casinhas! Forradas a feno. Era o seu ninho! Onde à noite, dormiam quentinhas. Com seus filhotes, onde amor e carinho Era constante, naquelas avesinhas! Um redondinho buraco, era janela Onde cabecitas negras, espreitavam. Eu, criança, as olhava espantado... Para poder matar saudades minhas... Espero sempre as novas Primaveras Que me trazem de volta as andorinhas! Joaquim_Marques |
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ARRITMIAS
| Sossega meu coração, não desesperes. Bate certinho e sem arritmias; Talvez um dia tenhas o que preferes... E passes a bater sem anomalias! Acalma-te! Não ponhas ansioso... Este corpo já cansado, onde habitas; Porque tudo se torna mais harmonioso Quando dentro dele, certinho, tu palpitas! Coração que tantas vezes palpitaste Junto a outros corações em ritmo forte E neles, tantas emoções impregnaste!... Lento ou forte vai batendo coração! Porque enquanto bateres, em mim há vida E esta, é da morte, a negação! Joaquim_Marques |
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BAILARINA DESTA VIDA
| Tenho um jardim, onde rosas Somente quis plantar Para ver as mariposas Rodopiando vaidosas Pra júbilo do meu olhar! Aquele bailar constante Me faz relembrar o passado Onde em cima dum tablado Eu via certa menina... Que, no seu rodopiar fagueiro Sobre o pesinho bem ligeiro Aspirava ser bailarina! Romântica... Sonhadora... Ela apenas queria dançar! Mas, sobre tablados Seus sonhos, nunca realizou Porque a dança da vida Não deixou... E... Outra dança lhe ensinou!... Essa menina, que queria ser Bailarina... Hoje, dança na roda da vida Sonhos... Que esta lhe doou!... Nesses sonhos, tão bem dança... Que, não perdeu a esperança De um sonho realizar! Com subtileza e aprumo Tomou na vida novo rumo... E não mais irá parar Enquanto não encontrar O par... Dos seus sonhos... Para com ele dançar! Joaquim_Marques |
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BRIGAR? NÃO!
| Quando me sinto ofendido Ou molestado sem razão... Afasto-me e me silencio Não respondo ao desafio Briguento, de outro irmão! Há tanta gente vivendo A molestar outro alguém... São seres de alma pequena... E, brigar não vale a pena O melhor é o desdém! Há quem chame de cobardes Aos que procedem assim... Esses são os vis audazes... Que nunca serão capazes De ter princípio nem fim! Fazem da intriga profissão... Mas a esses... Digo... Não! Joaquim_Marques |
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CARAVELA À DERIVA
| Vem
caravela, não vaciles sobre as ondas De oceanos por ti nunca navegados... Se tua carga são erros, não os escondas. Em porto seguro serão descarregados. Atreve-te, sem desviares tua rota! Sulca todos os mares, iça tuas velas; Assim, poderás juntar-te a outra frota Porque este é o país das caravelas... Aqui receberás treino necessário Para navegares oceanos profundos; A combater o mais temido corsário E a dares novos mundos ao mundo. Mesmo em noites de céu tenebroso E carregado de nuvens pardacentas, Teu timoneiro é valente e fogoso... Ele dobrará o cabo das tormentas. Onde não reza história dos vencidos Mas sim, a dos que com perseverança Lhe mudaram o nome, convencidos Ser ali, o Cabo da Boa Esperança... Que, depois de dobrado, caravela, Já com teus marinheiros, sem temores Irás desaguar na lagoa mais bela... A paradisíaca "Ilha dos Amores"... Conta a lenda que lá desembarcaram Briosos navegadores que, com pudor, De formosas ninfas, desfrutaram... As mais lindas histórias de amor!... Joaquim_Marques |
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CIO DA TERRA
| Força energética em atividade Plena, capaz de levar a efeito Quaisquer obras, sem problemas Sejam elas grandes ou pequenas Desde que tratada com respeito. Cio da Terra!... Viço que depende Do tratamento dado pelo homem. Ele pode ser a exuberância Divinal Que tudo nos oferece, mas no final Da vida, suas moléculas consomem... Joaquim_Marques |
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