SEBO LITERÁRIO

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COMPARTILHAR SAUDADE
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Minha poesia terá mais encanto... Quando fores capaz de ler nas entrelinhas Quantas saudades sinto, em meu canto... Quando teu pranto é de saudades minhas. Em cada crepúsculo há um arrebol A noite cai silente, brilham as estrelas Quando te não vejo ao cair do Sol Procuro-te no infinito... Entre elas... Meus versos podem até, ser tristonhos Mas eles são requebros de madrigais Das fantasias que vejo em meus sonhos. Na brisa que sopra, sobre o mar imenso Me chegam suspiros dos teus tristes ais Envoltos em rosas dum perfume intenso.
Joaquim_Marques |
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CONSOLAÇÃO
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Momentos há que na vida Tudo parece desabar Mas por vezes nos escombros Sem qualquer peso nos ombros Tudo está no seu lugar... A vida tem certas coisas Que sempre nos atormentam E em qualquer das Estações Sejam Invernos ou Verões As pessoas se lamentam... De tudo que não é nada E muitas vezes sem razão Os ventos são tempestades As chuvas calamidades Sol demais... Um calorão! Tal como aguarelas A vida tem suas cores Pode ser monocromia Ser sonho ser fantasia Em formas multicolores! Joaquim_Marques |
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CONTEMPLAÇÃO
| Oh! Natureza! Quanta beleza me mostras!... Beleza essa que, em todo seu esplendor Sinto dentro de mim. Quanto me confortas! Porque tudo em ti é obra do Criador. Ao contemplarem-te, meus olhos te beijam; Numa ficção quimérica, te desnudam... Ao verem terra, céu e mar, só almejam, Que tua beleza, jamais os iludam... Na essência das coisas, há belos instantes; Lagos tranqüilos, nenúfares coloridos, Flores nos jardins e árvores gigantes... As cores do arco íris num tom celestial!... Por tudo que só tu nos podes dar, Natureza... Meus olhos te contemplarão até final. Joaquim_Marques |
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CONTINUIDADE DA VIDA
| Quero hoje viver mais do que ontem!... Ontem, foi passado... Hoje é presente! Quero que um amanhã omnipotente Me faça sorrir... E tristezas não voltem! Em verdes campinas, no esplendor do sol Desfrutar eu quero, toda essa beleza... Degustar dos frutos sua madureza Ver findar os dias com seu arrebol ! Cantam passarinhos e no seu chilrar Anunciam que o dia está a findar... Toque das trindades se ouve ao longe! O dia de ontem pertence ao passado... Hoje, ao pensar em ti, eu apenas quero Ver chegar a noite contigo meu lado! Joaquim_Marques |
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CONTRASTE DE IMAGENS
| Jesus sei que está próxima a data do teu
nascimento. ÉS, O Aniversariante! É dia de festa! É Natal na Terra, porque renasces Todos os anos para alegria de todos nós. Sempre me ensinaram desde criança, Que vieste ao mundo para conviver com os homens, Por eles sofrer e por eles morrer, pregado numa cruz. Tu foste o enviado de Deus, meu Jesus, para redimir Nossos pecados... Para seres a nossa salvação! Sempre que chega o Natal Tanta gente fala do bem, mas passa o ano a praticar o mal. Eu já nem sei que dizer-te Senhor, Porque afinal, Outros poetas já disseram tanta coisa... Sobre Ti Jesus, Que eu fiquei esvaziado, do vazio Que existe dentro de mim, neste Natal... No mundo conturbado em que vivemos, O que fizeram os homens, Senhor, Para Te merecerem? Simplesmente... Nada! Perdoa-me e ajuda-me a fazer o contraste Dessas duas imagens que nesta mensagem postei. Vê meu Jesus, o que os homens fizeram À tua candura... Transformando-a nessa carinha de amargura! Olha, nesses olhinhos, fontes de água pura, Donde rolam lágrimas de ternura... Que, talvez, sirvam para molhar a boca Da imensa secura! Não Te peço nada para mim Senhor, Além de Saúde e Paz! Mas, neste contraste de imagens com Que comecei esta mensagem Queria pedir a Tua ajuda, Meu Jesus, Para que no dia do Teu aniversário Limpasses, com o pano que te serviu De sudário, As lágrimas que rolam como Pérolas vindas dum sacrário, Pelos rostos de tantas crianças Que, nascidas à tua semelhança, São o corolário Duma cruz... Joaquim_Marques |
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D E S T I N O
(acróstico)
| D estino todos nós temos E sperança sempre existe S igno é algo que lemos T er alegria ou ser triste I mporta encarar a vida N em que esta nos agrida O lha-a de frente e resiste Joaquim_Marques |
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DO MITO À REALIDADE
| Além do infinito, na lonjura do mar Pressinto almas sonhando quimeras... Jardins floridos enfeitando primaveras Sobre areias quentes em noites de luar. Há pétalas que vogam nas ondas serenas De rosas nascidas junto dos canaviais... Local, onde algum dia voltarão jamais. Perfume e saudade deixaram, apenas! Gaivotas, em vôos rasantes, as beijam Pensando serem peixes, seu alimento. Logradas, voltam à praia em desalento E piam, até encontrar o que almejam... As saudades ficam pra eternidade Nas ondas do mar afogam seu pranto... Pr'além do infinito calam seu canto Almas que sonham alto, a realidade!... Joaquim_Marques |
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ERROS DA VIDA
| Caminho agora sobre terra ressequida Que a chuva a seu tempo não regou. Piso folhas secas que no chão caídas Foram vestes d'arvores agora despidas Pelo vento impetuoso que as levou ! A vereda que sigo é orla dum rio Que segue seu curso buscando seu rumo. Num murmúrio triste a caminho do mar Suas águas límpidas parecem chorar... Quando na cascata caem sem aprumo. Sombras de choupos esguios desnudados No espelho das águas parecem vultos. Num rodopio macabro vão arrastando E pras profundezas do rio vão levando Tudo que na tona sejam ciscos polutos. Olho pra trás! Vejo a extensão do rio! E nas cascatas vejo o desaprumo Das águas que em suas bifurcações Se ramificam seguindo novas direções Mas todas vão dar ao mar que é seu rumo! Revejo as pegadas por mim deixadas No pó da terra não foram apagadas. Nelas, vi os desvios que fazer não quis O que podia ter feito e que não fiz... Tentarei corrigir em futuras jornadas! Joaquim_Marques |
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ESTRANHEZA
| Esta estranheza q'eu julgava estranha Que me conduzia para limites sem fim Do realismo, era irônica façanha… Pois estranho, era eu estranhar de mim. Hoje, nada de estranho me apavora O que é nímio, fica no meu peito E a estranheza em que cri outrora Passou a ser do real, causa efeito… É nessa realidade, que hoje creio!... E do intrínseco profundo do meu seio Expulso tudo, a que não estou afeito. Por mais estranho que algo me pareça Evito que a estranheza aconteça… E deixo-a adormecer dentro do peito Joaquim_Marques |
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HAVERÁ PERDA?
| Tanta vez somos levados à partida Por caminhos difíceis de desbravar... Mas, por nossa opção, ou coisas da vida Continuamos de maneira decidida Até nossos desejos alcançar... A plenitude nos enche de grandeza Como brisa suave nos acaricia... Seguimos então em frente, sem lembrar Que um dia, ao pretendermos regressar Encontramos a casa mais vazia... Medito então, na nossa mediocridade Quando algo ou alguém perdemos... E chego à conclusão: - Haverá perda? - De algo ou alguém que a gente nega E que sempre tivemos em extremos?... Joaquim_Marques |
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INFINDA SAUDADE
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Surges no fim do dia com o arrebol! Vejo, num clarão, teu vulto alado... Teu manto flutua na fulgência do sol Como brisa suave, pousas a meu lado! Envolta num véu cor de açucena... Esparges o perfume dessa pura flor! Cai dos teus olhos uma lágrima amena Que foi no passado fragrância de amor! Chilreiam os pássaros, o dia se vai! Num tom rosicler teu vulto se esfuma. Fico só, na penumbra, a noite já cai! Chegas do Além, sempre ao fim da tarde! Numa brisa amena me deixas teu beijo... Que é pranto duma eterna saudade! Joaquim_Marques |
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