Clamores Silentes
Crença
Renasce na mente
Do bom pensador
Genial capitante
Do centro
Do todo
A fé.
Em nossa mente
Crença latente
No ser que é verbo
E o mundo gerou
Não se mostrou
Aos olhos carnais
Fez tudo perfeito
E inspirou-nos a fé!
Projetos alternativos
Após muitos encontros nos bairros e até mesmo no centro para
reflexões, estudos e orações na busca de alternativas, de
ações transformadoras, chegaram, como uma luz, a indicar
novos horizontes os “Projetos Alternativos Comunitários”
idealizados e elaborados por Dom José Ivo Lourscheiter,
bispo Diocesano de Santa Maria que depois de ter lido o
livro “Pobreza, a riqueza dos Pobres”, descobriu uma fonte
muito rica que poderia ser aplicada na solução dos problemas
das famílias de baixa renda. Começamos logo a estudar a sua
aplicação em nossa comunidade. Nasceu, então, a idéia de
criar uma fabriqueta de calçados por um grupo da Vila Nova,
então distrito de São Sepé, com a participação de 10
famílias da comunidade. A idéia se concretizou e a pequena
fábrica começou a funcionar, produzindo muitos pares de
calçados. Logo em seguida, tive a idéia de fundar uma
Panificadora no bairro Kurtz. Após dois anos de preparação,
o sonho foi realizado e mais 10 famílias se beneficiaram do
projeto como autônomas e com isso, todo o bairro e arredores
pôde usufruir dos benefícios desta panificadora que teve
como objetivo oferecer um alimento sadio, sem produtos
químicos, e mais barato. O nome dado a obra foi escolhido
por mim e aprovado pelas demais componentes dessa Associação
Comunitária Panificadora Aliança. (ACOPA). E assim foram se
sucedendo outros trabalhos dos quais participei como
funcionária municipal e Coordenadora da Ação Social
Paroquial. Sempre cultivei, a idéia, de que o trabalho
constitui uma dimensão fundamental na existência humana.. E
isso está confirmado nas pr imeiras páginas do livro do
Gênesis. A análise desses textos torna-nos cônscios dessa
verdade. Documentos pontifícios explicitam, com clareza,
sobre a dimensão fundamental que o trabalho exerce sobre a
vida humana, considerando todo o patrimônio das múltiplas
ciências centralizadas nele: a antropologia, a
paleontologia, a história, a sociologia, a psicologia e
outras. Voltando ao que me propus nesta síntese sobre as
tarefas que exerço, posso afirmar que sempre trabalhei com
gosto e carinho, procurando, na medida do possível, manter
um bom relacionamento não só com as colegas, mas com as
pessoas em geral, especialmente com as que chegam até nós em
busca de ajuda. Confesso que, por vezes, foi difícil manter
a cordialidade especialmente quando alguém se mostra injusto
ou com atitudes de desrespeito, o que raramente acontece.
Sempre procurei fazer do meu trabalho uma oração de louvor e
gratidão ao Senhor da vida s em procurar alhures uma razão
de viver. Pois aprendera que mesmo no pequeno espaço em que
vivemos, no cotidiano, nas nossas limitações, é sempre
possível participar na construção de um mundo melhor para
todos, a começar pelas pequenas coisas. Sem prerrogativas,
ocupando uma pequena sala para encontros e diálogos com
respeito a pastoral que coordeno, ali atendemos diversas
pessoas diariamente e de todas as classes sociais.
Adquiríamos, com isso, muitos conhecimentos. Falo aqui no
plural porque sempre contei com companheiras voluntárias com
as quais compartilhamos alegrias e tristezas e juntas
encontrando forças para não desanimar.
Parusia
De que valem os elogios
Ou tantas medalhas
Se as batalhas
São por vãs cobiças
Ou poder qualquer.
Se só valem ações
Para o bem comum
Que se eternizam numa parusia?
E se descortina
As razões da vida
Só em ver que o sol
Aquece bons e maus
E a chuva cai
Sem discriminar...
As flores se abrem
Em salmos de alegria
Tecem os rochedos
As alegorias
Onde a visão humana
Nunca chegaria!
E mais ainda
Que lição nos dáOs lírios dos montes,
Um coral de anuros,
O Irapurú nas matas,
A pérola nas conchas,
A dança das cascatas?
É tudo um hino
De sabor eterno
Que nos convida
A estas liturgias
Num “Tantum Ergo”
De louvor e paz!
Chegar à plenitude, a partir da terra. Para tanto é preciso
encontrar o sentido verdadeiro da vida, de tudo o que ela
nos oferece e do que estamos aptos a fazer aqui neste plano
para participar deste paraíso: Parusia.
A união faz a força
O trabalho da Ação Social que, desde 1980, está sob minha
coordenação, não pára de buscar meios, por mais simples que
sejam, de libertação do povo oprimido. Criada a Vila do
Matadouro, conforme citamos em página anterior, procuramos
formar um grupinho de oração e de trabalhos comunitários
naquela vila. O objetivo era evangelização através do estudo
da Bíblia, rezar unidas, fazer trabalhos artesanais que
seriam vendidos e o lucro partilhado com as componentes do
referido grupo. Para os artesanatos, utilizávamos o pouco
material disponível. Com ele, se faziam tapetes, colchas de
retalhos, almofadas, flores de papel, sabão caseiro e
outros. Este grupo se reunia uma vez por semana numa salinha
da escolinha junto à vila. Por algum tempo, aí trabalhamos,
rezamos e fizemos a celebração da partilha. Um belo dia,
dentro das reflexões que fazíamos, surgiu o comentário de
que as pessoas se sentiam humilhadas quando tinham que dar o
seu endereço e dizer que moravam na Vila do Matadouro (Este
nome foi dado porque ali existia um abatedouro de gado).
Então, sugeri ao grupo que mudasse o nome da vila. Diante de
algum cepticismo por parte de quase todos, atrevi-me a
garantir-lhes que isso era possível e que o povo tinha
forças suficientes para isso. Era só querer e ir em frente!
Na ocasião, foram sugeridos vários nomes e entre estes o
sugerido por mim foi o escolhido por unanimidade: Cristo
Rei. Porém, muitos não acreditavam que pegasse esse nome.
Lembro-me de que os aconselhei a dizer a cada um que lhes
perg untasse onde morava, responder-lhes: na Vila Cristo
Rei. E muitas vezes fiz-lhes refletir sobre uma lógica muito
adequada: “Uma varinha só podemos quebrar. Duas varinhas
também se quebram com facilidade, porém um feixe de varas
ninguém pode quebrar !” E assim foi feito e, dentro de três
meses mais ou menos, quando estávamos em trabalhos na dita
salinha com o radinho ligado, ouvimos que o então Prefeito
de São Sepé, Sr. João Luiz Vargas, falou na Vila Cristo Rei
. Aplaudimos com unanimidade, tínhamos a vitória! E assim
ficou provado que o povo unido, na verdade, tem forças e a
fé remove montanhas! Pouco tempo depois, a Escolinha foi
desativada e com isso perdemos a sala onde costumávamos nos
reunir. Foi então que me surgiu a idéia de solicitar do Sr.
Prefeito a construção de uma peça que serviria de espaço
para nossos enco ntros e que esta poderia ser de pau-a-pique
e coberta de palhas. Fiz o pedido, mas antes que isso fosse
realizado tive outra idéia que foi a de solicitar a ajuda da
Igreja através da Cáritas Regional Sul 3 e do Banco da
Esperança, para criarmos uma casa maior que servisse para
diversos trabalhos, inclusive cozinha alternativa e
lavanderia. Foi um desafio que deu certo! Elaborei o projeto
do pedido, apesar de todo o cepticismo do então pároco Pe.
Hernesto Bottom, o qual achava impossível tal ajuda, uma vez
que o plano da Cáritas e do Banco da Esperança era para
reformas e não construção. Mesmo com algumas contestações,
elaborei projeto, solicitei e ganhei a planta do Eng. Sepé
Pacheco. Recebemos, então a verba da Cáritas e parte dela
através da Ação Social Diocesana Banco da Esperança. Outras
ajudas vieram da nossa comunidade. A Casa Comunitária, como
a chamamos, foi inaugurada pelo bispo D.José Ivo Louscheite
r acompanhado do então pároco Pe. Erasmo Dall’Asta e hoje
funciona nela uma creche e um grupo da Ação Social
Paroquial. (Cf doc. Filme).
VIVIR LA VIDA
L a vida tiene sus encantos
Y sus agruras...
Es un mixto de riso y pranto,
Son los desafíos
Que nos hacen balanzar,
Y a pisar entre miedos y coraje...
Es un viaje...
Sin saber el destino.
Por veces lloramos...
En otras sonrimos.
En ella, sin embargo,es preciso
Seguir adelante
Y tragar sus licores,
Suportar los dolores
Que ella nos regala
¡ Sin discriminar!
Esta poesia eu dedico à professora e aos colegas de
espanhol: Bárbara,Luciane,Alan,Terezinha,Geovana, Gessi e
Gilberto.
Razões
Pra que serviu, meu Deus,
Me haverdes dado olhos,
Senão percebo as coisas que criastes:
A beleza do mar,
O raio do luar
O sol intenso,
O pobre que passa,
Senão o ajudar
Com amor imenso?
Pra que serviu ,meu Deus,
Me haverdes dado mãos,
Mãos para louvar
As coisas que criastes.
Mãos para acenar
À aqueles que partem
E semear na terra vazia
A doce alegria
Dos pobres irmãos
A fome saciar?
Pensamentos diferentes
Talvez por não serem os pensamentos de Deus iguais aos
pensamentos dos homens, o Mestre Jesus ensinava através de
parábolas, para melhor se fazer compreender. A parábola do
“joio e do trigo” nasceu num momento de contraposição entre
Jesus, os Fariseus e os Doutores da Lei. Conforme o
pensamento farisaico, os pecadores, as prostitutas e o povo
mais humilde não haveria de subsistir perante Deus. (Jo
7:49). Mas os pensamentos de Deus não são como os
pensamentos dos homens. Muito menos como são os pensamentos
dos fariseus. A resposta de Jesus está na parábola do “joio
e do trigo”. Quando a plantação começou a crescer, o joio
crescia junto. Os empregados alertaram o d ono e queriam
arrancar o joio. O patrão, porém, não permite. Prefere
esperar até a colheita. Então sim, os ceifadores poderão
separar o joio e jogá-lo ao fogo enquanto o trigo será
recolhido ao celeiro. A colheita aqui representa o “final
dos tempos”, o juízo final, quando haverá separação entre
bons e maus. No entanto,enquanto não chega o dia do juízo,
Deus quer ter toda a paciência e tolerância. Primeiro para
dar oportunidade para os maus se converterem; segundo para
que não aconteça que se arrancando o joio se arranque também
o trigo, isto é: Deus sabe que os homens não têm condições
de julgar com justiça. A conclusão que podemos tirar dessa
parábola é que aproveitemos o tempo que a bondade de Deus
nos concede neste plano, procurando ser melhores cada dia,
sem jamais julgar quem é joio e quem é trigo, pois isso
pertence somente a Deus.
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