
|
|
|
MARIA JOÃO BRITO DE SOUSA |
|
|

SEBO LITERÁRIO
ARTE E POESIA
Página 2 de
7 páginas

A Tecedeira de Barcas

|
(DES)ARMADOS
MARIA JOÃO
BRITO DE
SOUSA
|
Armados
da certeza
que não
morre,
Seremos
sempre os
filhos da
verdade
E, sobre
esta
injustiça
que nos
cobre,
Semearemos
cravos de
vontade!
Armados,
desarmados…
como seja
Próprio ao
desenrolar
deste
momento,
Anularemos
jugo,
insulto,
inveja,
Daqueles que
nos roubaram
o sustento!
Cairão sob
as armas que
não temos
Quantos
acreditarem
que os
tememos
E uns tantos
que se
vendem ao
poder
Porque
amanhã
decerto
venceremos
E (des)armados
vamos porque
cremos
Que quem de
amor se
armou, tem
de vencer!
Maria João
Brito de
Sousa -
14.02.2012
In PEQUENAS
UTOPIAS
Corpos
Editora -
2012 |
|
|

|
(IN)EQUAÇÃO
Maria João
Brito de
Sousa
|
Sou a
soma de
todos os
momentos
Que passaram
por mim sem
me matar
Elevada à
vontade de
lutar
Do mais
rudimentar
dos
elementos…
Recuso a
submissão
aos tais
lamentos
Que são, da
Poesia, o
mais vulgar
E faço a
divisão do
que sobrar
Pelas
parcelas
nuas de
argumentos…
Triângulo
imperfeito,
insubmissão,
Explosão
duma palavra
aleatória
Em átomos
que arranco
ao que é
comum,
Serei sempre
a aberrante
(in)equação
Da
aritmética
vã,
contraditória,
Em que o
poema e eu
somos só um…
Maria João
Brito de
Sousa –
Abril 2010 |
|
|

|
A DÚVIDA
METÓDICA
Maria João
Brito de
Sousa
|
E se,
depois,
houver um
não-sei-quê
Por dentro
dessa vaga
imaculada?
E se, em
lugar de
haver, não
houver nada
E tudo não
passar do
que alguém
vê?
E se, em
cada ilusão,
outra ilusão
Vier
somando, até
ao infinito,
Aquilo que
tomamos por
já escrito
E a que não
quereremos
dizer não?
E se as
certezas só
forem
certezas
Porque
quisemos
crer que são
assim?
E se afinal
não for…
como será?
Se sorrindo
se enfrentam
as tristezas
E chorando
se colhe o
alecrim,
Onde é que
questionar
nos levará?
Maria João
Brito de
Sousa –
Novembro
2009 |
|
|

|
A FORTALEZA
Maria João
Brito de
Sousa
|
Cobriram-me
de pétalas
de rosa
E deram-me o
plural das
transparências;
Inexpugnável
fui, nas
aparências,
Qual
“persona non
grata”, mas
famosa,
Apenas por
escrever
poema e
prosa
E por não
ter temido
as
divergências…
Mas
calam-se-me
as mãos e,
toda
ausências,
Já seiva
alguma faz
de mim
viçosa…
Do que de
mim guardei,
pouco mais
dou;
Devolvo-vos
a rosa,
enquanto vou
Subindo a
fortaleza
inacabada
Que também
passará,
como passou
A força que
a subida me
roubou
Mas que aqui
permanece
bem
guardada…
Maria João
Brito de
Sousa –
05.01.2010 –
18.45h
In PEQUENAS
UTOPIAS –
Corpos
Editora 2012 |
|
|

|
A GESTAÇÃO
DO POEMA
Maria João
Brito de
Sousa
|
Onde o
poema me
ferve, o
verso é
brando;
Suavemente
desliza em
rota certa
Tal qual
fora
encontrada a
porta aberta
Da prisão
que ao
tolhê-lo o
foi calando
Ninguém lhe
tente impor
voz de
comando
Pois só a
ele lhe
coube estar
alerta
Se partiu,
decidido, à
descoberta
D`uma hora
em que
ninguém diz
como ou
quando
Suavemente
partiu… mas
foi ficando
E só sei que
o criei
porque é
criando
Que sinto
que viver
valeu a pena
E que
acredito,
não
acreditando,
Poder ir
muito além
do que,
sonhando,
Se alcança
na voragem
de um poema…
Maria João
Brito de
Sousa –
09.07.2012 –
18.48h |
|
|

|
A ILHA
Maria João
Brito de
Sousa
|
Onde o poema
me ferve, o
verso é
brando;
Suavemente
desliza em
rota certa
Tal qual
fora
encontrada a
porta aberta
Da prisão
que ao
tolhê-lo o
foi calando
Ninguém lhe
tente impor
voz de
comando
Pois só a
ele lhe
coube estar
alerta
Se partiu,
decidido, à
descoberta
D`uma hora
em que
ninguém diz
como ou
quando
Suavemente
partiu… mas
foi ficando
E só sei que
o criei
porque é
criando
Que sinto
que viver
valeu a pena
E que
acredito,
não
acreditando,
Poder ir
muito além
do que,
sonhando,
Se alcança
na voragem
de um poema…
Maria João
Brito de
Sousa –
09.07.2012 –
18.48h |
|
|

|
ALGUM DE
VOCÊS ME
PEDIU UM
SONETO?
Maria João
Brito de
Sousa
|
Onde o
poema me
ferve, o
verso é
brando;
Suavemente
desliza em
rota certa
Tal qual
fora
encontrada a
porta aberta
Da prisão
que ao
tolhê-lo o
foi calando
Ninguém lhe
tente impor
voz de
comando
Pois só a
ele lhe
coube estar
alerta
Se partiu,
decidido, à
descoberta
D`uma hora
em que
ninguém diz
como ou
quando
Suavemente
partiu… mas
foi ficando
E só sei que
o criei
porque é
criando
Que sinto
que viver
valeu a pena
E que
acredito,
não
acreditando,
Poder ir
muito além
do que,
sonhando,
Se alcança
na voragem
de um poema…
Maria João
Brito de
Sousa –
09.07.2012 –
18.48h |
|
|

|
|