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SEBO LITERÁRIO

Poesias
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Com
Gosto
de
Pecado
Marcos
Milhazes***
Intrépidas
parreiras
adormecidas
Reluzidas
cheirosas
amparam,
gotas
silenciosas
suspensas
Jazidas
de
desejos
indecentes
Tornaste-me
Com
sua
uva
rosada
ou
cor
de
fogo
Expondo-se
a
mim
em
forma
de
desejo
tinto
Cor
da
virgindade
perdida
Extinta,
porém
lembrada
jamais
esquecida
Das
belas
folhas
e
flores
delicadas,
Naquela
época
Preencheste-me
com
seu
toque
Formosa
e
fogosa,
quente
Tal
uma
metamorfose
de
um
bom
vinho
Ficaste
e
ébrio
deixaste-me...
Como
no
buquê
mágico
de
noivas
na
luxúria
levaste-me
Cuja
a
pureza
perdida
não
contida
doaste-me
destemida
Guardo
em
minha
adega,
nossa
adega
de
sonhos
e
segredos
antigos
nunca
revelados,
lacrados
em
nosso
fiel
barril
de
carvalho.
A
espera
da
volta
de
ternos
tempos
passados
Bebermos
na
época
certa
Degustados
ao
sabor
de
pecado...
Marcos
Milhazes***
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Dra
Anjo
Marcos
Milhazes***
Quando
escrevia
uma
carta,
adormeci
Sonhei
que
vi
um
anjo
cair
do
céu
Toda
vestida
de
branco
com
jeito
de
doutora
Parecia
meio
zangada
e
falava
com
dedo
em
riste
Fiquem
sabendo:
Sou
especialista
em
quem
fica
triste
Sou
doutora
em
curar
mágoas
Sei
dos
remédios
da
cura
do
mal
de
amor
Enfim,
sei
tudo
de
dor
Curo
a
paixão
com
compaixão
Curo
olhos
de
choro
com
uma
certa
emoção
Acerto
corações
atrasados
Adianto
coisas
de
amor
Mas,
de
repente
parou
e
olhou-me
e
disse
baixinho
E
você
menina
em
sua
fala
escrita,
sejas
atrevida
Escrevas
suas
palavras
umas
sobre
as
outras
Deixe-as
ficarem
suadas
e
penetrantes
Vocês
já
são
dois
amantes!
Vá,
sejas
ousada
escrevas
na
madrugada
Deixe
sua
carta
ficar
molhada
E
que
a
lua
fique
danada
ou
enciumada
Quiçá
ela
fique
triste
e
chore
em
forma
de
orvalho
E
traga
pra
ti
um
coração
com
jeito
de
agasalho
Mas,
deixará
toda
a
umidade
da
noite
no
seu
amor...
Marcos
Milhazes*** |
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Flor
que
não
se
cheira
Marcos
Milhazes***
Quantos
sonhos
morrem
muito
antes
de
nascerem
Quantas
estrelas
caem
do
céu,
antes
de
brilhar
Quantas
vezes
Andei
sem
minhas
pernas
Procurando
uma
intenção
pura
Quantas
vezes
minha
imaginação
Imaginou
que
o
amor
existe
Quantas
vezes
Vi
esse
amor
nascer
igual
à
força
das
marés
Chegando
em
grandes
ondas
e
sumindo
na
vazante
Quantas
vezes
Deixei
de
amar
falso
Para
aguardar
aquele
sentimento
Com
cheirinho
de
jasmim
Apostei
em
mim
Nunca
troco
cheiro
de
verdade
Por
cheirinho
de
vaidade
Sempre
procuro
amar
de
verdade
E de
resto
não
querendo
contar
com
arresto
E se
tudo
não
der
certo
Viro
até
aquela
flor
Marcos
Milhazes***
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Fui...
Marcos
Milhazes***
Saindo
de
fino
atino
imaginar
sua
leve
presença
antes
da
primeira
dança
E
eu,
sem
instrumento
ou
argumento
Sigo
como
os
ventos
Uma
ave
predadora
e
sem
asas
Saio
em
sua
caça
Que
pena!!!
Será
que
existem
asas
amenas???
Nas
andança
na
vida
Nos
segredos
dos
ventos
Seguindo
sem
metros
e
tentando
o
imensurável
Que
coisa!
Ouso
até
imaginar
Será
que
sou
ou
somos
ar?
Lento,
brando,
vindo
lá
do
alto
dos
montes
Com
tanto
que
sejas
como
antes
Beleza
e
leveza
Como
os
ventos
do
Norte
Quiça!
A
mente
imaginou
feitiço
ou
bruxaria
Ou
seria
tudo
isso
simplesmente
Só
magia!!!
Marcos
Milhazes***
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Jardins
Marcos
Milhazes***
Em
meio
à
poeira
da
vida
Vesti-me
com
luzes
da
noite
Mesa
servida
Quiça
de
pensamentos
perfumados
Interpretar-me,
eu!
Como
artista
em
plena
prosa
da
apresentação
Sigo
imaginação
plena
A
mão
que
toca,
hora
de
pensar
em
plantar
Quimera,
o
cheiro
de
terra
Seguir
jardineiro
universal
Adubar
meu
jardim
cheio
de
festa
Talvez
até
possa!
Alquimia
de
minha
anatomia
em
aromas
naturais
Fragrância
macia
depois
de
uma
noite
Desabrochá-la
com
jeito
de
uma
rosa
Enfim,
poder
colhê-la...
Marcos
Milhazes*** |
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Para
pág. 11 |
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