SEBO LITERÁRIO

     

 

Naida Terra

 

 
 

 
 
 
POESIA
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UMA VALSA... UMA POESIA
Naidaterra


E nasceu a valsa não se sabe
como, sabe-se que a poesia
foi quem a abraçou...
Desde então nada ficou vago,
solitário ou triste, foi esquecida
a amargura e a vida ganhou
caminhos de flores, no horizonte
moram os sonhos e a exuberância,
é a aurora... sempre jovem...
E trouxe a valsa o som do amor
que o artista modelou e o poeta
na areia branca escreveu
os mais lindos versos que falam
dos amores dos tempos idos...
E no infinito rodopiam os amantes
impulsionados por uma força fantástica,
a emoção de sentir o amor...
E domina a felicidade que acaricia
a alma, sedenta de poesia
que jamais acabará, sedenta para
valsar nas rimas do poeta
que sabe amar a vida entre as vidas,
aguçando os sentidos com
deliciosos perfumes...
Uma valsa... uma poesia,
um culto ao amor, um ritual
de amor... do meu amor...

Naidaterra
Abril/2010

 
 

NADA RESTOU...
Naidaterra


Um amor tão lindo desapareceu
nas sombras frias da vida...
Um coração que amou ternamente,
hoje é um poeta amargurado tentando
sair deste vazio dolorido...
Não morre o amor, adormece num
canto do peito desiludido, perdido
nas lembranças e nos versos que fazia...
O coração é pequeno, mas Deus o fez
infinitamente espaçoso e grandioso,
há de encontrar um outro coração mais
sincero e que não lhe cause dor...
O amor é um doce sentimento que deve
ser regado com lealdade, zombar e
atraiçoar um amor delicado é muito
angustiante, ele não morre, só se
esconde da imensa tristeza...
E o que resta do que foi um dia
um sentimento maravilhoso,
um vazio... desilusão...

Naidaterra
Abril/2010

 
 

LUAR
Naidaterra


A lua sorrateira aparece,
vestida de brilhos, entontece...
O oceano apaixonado, estremece
e o rio do outro lado, a enaltece...
Luar que nunca fenece,
permanece, resplandece e aquece...

Naidaterra
Abril/2010

 

POR CAUSA DE UM AMOR ...
Naidaterra



Por causa de um amor,
sou rosa triste sem cor...
Num vaso cristalino esquecida,
sem esperança de ser acolhida...

O amor é sentimento delicado,
terno e suavemente adocicado
de puríssimo mel, dourado...
É doce doado, nunca implorado!

Em vão, para onde devo fugir?
Cruel é a dor do abandono,
açoite abstrato a ferir
meu pobre coração, sem dono...

As rosas e eu, mesmo destino...
Consoladas com o tilintar do sino,
cada toque um passo, um belo hino
de amor para não perdermos, o tino...

Naidaterra
Abril/2010

 

 

AO LUAR...
Naidaterra


Como são lindas as noites brancas,
estrelas pratiadas e o luar
que nos acaricia com seu banhar...

O ar é fresco e o mar a nos acompanhar
ondulando, imitando o escorregar
das nossas mãos sedentas a bailar...

E cantam as gaivotas a beira-mar,
aproximando-se de nós com ternura
para contemplar o nosso amar...

Agradece a lua com seu suspirar
amiga e confidente a testemunhar,
o amor que nasceu para brilhar...

Naidaterra
Junho/2010

 
 

QUERO VOCÊ !
Naidaterra


Ter a tua porção de amor escondido...
Traga-me as tuas fantasias e,
para sempre as farei indeletáveis.
Quero penetrar teus olhos, luz azulada que me arrasta
por um caminho excitante e sem volta...
Tenho febre! Quero tua boca sugando meu mel,
profetizando os momentos só nossos e,
o abrigo que só nós dois sabemos.
Traga-me teu corpo ofegante e sem pejo,
preciso saciar minha fome deslizando no teu corpo,
embriagar-me com teu cheiro devasso, algo alucinante...
Quero sentir teu amor me penetrando,
caminhando dentro de mim e ficar em você feito tatuagem...
Te faço homem na nudez do meu corpo e no meu peito,
terá o repouso embalado no ir e vir da minha respiração...
Vamos viajar juntos com nossas almas amantes cheias de poesias,
versos que falam do nosso amor, doce martírio de um justo pecado...


Naidaterra
julho/2010

 
 

DOCE MELODIA
Naidaterra


Cada nota é um carinho
para minha alma que
desperta e de saudade chora
não estar em seu lugar
de origem

O som se propaga e alcança
as mais elevadas esferas
e as almas afins se reencontram
e permanecem juntas enquanto
a majestosa melodia se faz presente

São as almas que tocam,
dançam, cantam, pintam,
modelam com genialidade
dando vida às formas esculpidas
e os poetas, com maestria
encantam com seus escritos

Ah! mel, bálsamo, pureza que
minha alma desfruta ao
som divino deste violino
cada nota uma emoção sublime

Quem dera eu pudesse
eternizar este momento
de prazer e reencontros

Viver ao som desta melodia
como encantamento que
não se quebra

Ah! doce reconhecer da
minha alma que se deleita
ao som deste violino e,
descança o meu corpo
ainda tão denso.


Naidaterra
julho/2010

 
 

TRISTE VISÃO
Naidaterra


Na tênue névoa da noite, labaredas...
Caminhei em sua direção, coração na mão...
Altas chamas rubras se retorciam com
com o movimento do vento.
Em campo aberto, sofria minha cerejeira que
crepitava, gemia e chorava uma chuva vermelha.
VI medo e dor em seus galhos...
Senti medo e dor em meu coração...
Velei troncos negros, sem vida...
Chorei, éramos tão pequeninas.
Sonhei partir primeiro, depois voltar,
E te reencontrar no mesmo lugar e você me
fazer lembrar...

Naidaterra
JULHO/2010

 

Livro de Visitas

    

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