|
SEBO LITERÁRIO

POESIA
Pág. 3 de 14
Pág.

|
VEM
MEU
POETA...
Naidaterra
Vem
meu
poeta
me
aquecer,
sinto
frio
e
nada
me
acalenta...
Há
fogo
na
lareira
e
bebo
o
nosso
vinho
de
amoras,
saboreio
as
pétalas
das
rosas
brancas
com
mel
das
laranjeiras
e
mesmo
assim,
ainda
sinto
frio...
Vem
meu
poeta
me
aquecer
com
teus
versos
que
falam
dos
meus
olhos,
do
cheiro
da
minha
pele
e
declama
com
tua
voz
cristalina
feito
tinidos
das
taças
de
cristais,
o
nosso
mais
lindo
poema...
Ele
fala
de
uma
brisa
quente
que
nos
impele
para
o
além
das
fantasias...
As
velas
vermelhas
já
estão
acesas
e
exalam
o
suave
perfume
do
sândalo
que
tanto
nos
fascina
e
embriaga...
Só
falta
você
meu
poeta,
Vem
me
aquecer...
Naidaterra
11/2006 |
|
|

|
UM
MOMENTO
SÓ
PARA
VOCÊ
Naidaterra
Reservar
alguns
momentos
só
para
você
é
tão
necessário
quanto
é o
sono
profundo,
aquele
que
repousa
o
corpo...
Comungar
com
a
natureza
em
silêncio,
assistir
ao
pôr-do-sol,
ouvir
o
ruído
do
oceano,
o
som
da
folha
que
baila
no
ar
antes
de
tocar
o
chão,
água
que
bate
nos
cristais
e o
real
perfume
das
flores...
No
êxtase
do
silêncio
procurar
desfrutar
a
verdadeira
pulsação
da
vida,
o
sol
que
brilha,
as
estrelas
que
piscam,
a
chuva
que
cai
e a
neve
que
está
sempre
presente
no
seu
tempo...
É a
natureza
agindo...
Estar
em
contato
com
ela
nos
proporciona
felicidade,
e o
que
é
bom
brota
dentro
de
você,
a
alegria
se
expande
e
você
se
torna
uma
pessoa
doadora
do
amor
puro,
sem
o
mínimo
esforço
você
vai
contagiando
todos
ao
seu
redor...
Naidaterra
Nov/2006 |
|
|

|
NÃO
ESTRANHE...
Naidaterra
Não
estranhe
se
um
dia
de
repente
não
ler
mais
meus
versos
ou
se
ler,
neles
não
mais
se
achar...
Se o
mel
da
minha
voz
não
te
enebriar
e
não
lhe
parecer
mais
doce...
Se
minhas
mãos
recolhidas
e
fechadas
não
mais
te
tocarem...
Não
estranhe
se
meu
olhar
deixar
de
ser
teu
luzeiro
e
meu
corpo
teu
oásis...
Não
estranhe
se
não
conseguir
encontrar-me
nos
mesmos
lugares
e
sentir
uma
desdenhosa
frieza,
tristeza...
Se
não
ver-me
abrindo
a
janela
e
dela,
eufórica
abrir
a
porta...
Se
deparar
com
pérolas
rubras
rolarem
pelo
meu
rosto...
Não
estranhe!
É só
o
fim
de
uma
história,
lei
inexorável
da
utopia...
Melancolia...
Naidaterra
nov/2006 |
|
|
|
OUVIR
A
TUA
VOZ...
Naidaterra
Ouvir
a
tua
voz
novamente
só
me
convenceu
da
existência
das
minhas
vozes,
dos
meus
eus
através
de
incalculáveis
miríades
de
milênios...
Minha
alma
despertou,
reconheceu
os
ecos
e
me
fez
sentir
nua
e
você,
todinho
em
mim...
Não
consegui
evitar
a
emoção
e
deixei-me
levar
por
uma
sensação
que
aqueceu
meu
corpo,
e
num
instante
embalada
na
melodia
da
tua
voz,
desejei
transcender,
estar
com
você,
estar
em
você,
sentir
o
cheiro
lascivo
do
teu
tesão
e me
entregar...
Esquecer
e
tão
só
viver
com
intensidade
este
desejo
louco
de
amar
você.
Mais
que
tua
voz
invadindo
todo
meu
ser,
quero
mergulhar
no
teu
olhar,
sentir
teu
corpo
laçar
o
meu
e me
fazer
tua...
Quero
meu
mundo
delimitado
nos
teus
braços,
me
perder
em
você
e
permanecer
até
que
o
tempo
decida
o
que
fazer...
Naidaterra
Nov/2006 |
|
|

|
ESSA
DOR
TEM
QUE
MORRER
Naidaterra
Olho-te
e
vejo
uma
árvore
frágil
que
o
sol
abandonou,
fugiu
a
chuva...
Tuas
folhas
estão
secando
e os
pássaros
abandonaram
teus
galhos,
não
fazem
ninhos,
não
cantam
mais...
Dor
que
te
domina,
uma
sentinela
que
te
perfura
noite
e
dia...
Entre
tremores
e
gemidos
ainda
me
olhas
com
ternura
tentando
disfarçar
a
tua
dor
querendo
acalmar
a
minha
por
vê-la
sofrer...
As
noites
e os
dias
são
longos
e
não
há
pausas,
triste
esse
viver...
Essa
dor
tem
que
morrer,
dor
que
não
mata
só
maltrata
matando
as
ilusões,
minando
forças...
Não
há
mais
o
que
sonhar
se a
dor
não
passar...
não
morrer...
Naidaterra
Nov/2006 |
|
|

|
VENHA
AO
MEU
ENCONTRO
Naidaterra
Venha
ao
meu
encontro
antes
que
a
natureza
leve
a
primavera...
Com
ela
partirei
e
não
mais
terei
teus
beijos
ardentes
nem
a
luz
dos
olhos
teus
envolvendo
os
meus...
Traga
a
nossa
melhor
poesia
e a
sussurre
dentro
da
minha
boca,
quero
sentir
teus
versos
encantando
a
minh’
alma
para
recordar
depois...
Venha
e me
laça
nos
teus
braços,
vamos
dar
vida
as
nossas
fantasias,
esquecer
a
realidade
e ir
ao
imponderável...
Depois
das
juras
de
amor
eterno,
vou-me
embora
com
a
primavera
em
passos
lentos
em
tapete
de
pétalas
carregando
as
recordações
de
um
grande
amor...
Naidaterra
Nov/2006 |
|
|

|
MEU
AMOR
Naidaterra
Choram
os
meus
olhos
por
não
tê-lo
ao
meu
lado...
A
distância
entre
nós
é um
tormento
que
me
açoita
e a
lua
não
repousa
dos
meus
constante
ais...
Venceu
o
destino,
um
pêndulo
sem
tréguas
que
a
cada
segundo
insiste
em
dizer-me,
não!
Não
posso
beijar-te
a
boca
meu
amor,
beijo-te
a
alma
com
todo
meu
ardor...
Obriga-me
ao
silêncio
o
destino
calando-me
a
boca,
mas
não
pode
calar
meu
coração
ou
impedir
que
eu
seja
a
sua
eterna
musa
inspiradora...
Não
poderá
alterar
o
meu
sentir
e
nem
apagar
o
brilho
do
meu
olhar,
teu
facho
de
sol...
Um
desatino
o
destino,
fez
de
mim
um
ser
e
não
ser,
estou
aqui
agora,
dupla
e
sozinha
de
estar
longe
e
tão
perto
de
você
meu
amor...
Naidaterra
dez/2006 |
|
|

|
TOCA-ME
Naidaterra
Serei
tua
lira...
Toca-me
com
teus
dedos
e os
sons
dos
meus
gemidos
serão
ouvidos
muito
além...
O
universo
se
curvará
em
silêncio
para
dançar
no
compasso
dos
meus
ais...
Além
de
tudo
quanto
houver
tempo,
o
meu
prazer
será
ouvido
e
eternizado
na
memória
do
infinito.
Tuas
mãos
explorando
meu
corpo
e
teu
olhar
observando
meu
semblante
vislumbrando,
saboreando
o
amor
acontecer...
Fico
suspensa
no
ar
envolvida
pelo
teu
calor...
Meu
corpo
é
tua
lira,
tira-me
sons
e
farei
chorar
os
violinos
de
tanta
emoção...
Naidaterra
dez/2006 |
|
|
Livro de Visitas
 
Para
pág. 4 |
|
|