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SEBO LITERÁRIO

POESIA
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FALAM
AS
MÃOS
Naidaterra
Tão
sublime
quanto
um
olhar
é o
toque
das
mãos
que
com
suavidade
toca
e
acalenta...
As
mãos,
são
como
asas
de
andorinhas
que
infinitamente
doam
proteção
e
calor...
Indicam,
sugerem,
alimentam
e
falam
aos
surdos
com
exatidão...
As
mãos,
plantam,
colhem
e
tudo
sentem
refletindo
em
gestos
este
sentir...
As
mãos,
são
lanternas
e
ferramentas
que
alimentadas
e
inspiradas
pelos
anjos
socorrem
e
cavam
fendas
em
pontes
criadas
por
sonhos
esquecidos
para
que
não
haja
endurecimento,
evitando
assim,
as
grandes
quedas...
Falam
as
mãos,
quando
frias,
trêmulas
e
suadas...
Quando
se
fecham
e
agridem...
Quando
recuam
e se
escondem...
Falam
as
mãos,
quando
já
cansadas,
só
lhes
restam,
a
súplica...
Naidaterra
dez/2006 |
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O
VENTO
Naidaterra
O
vento
espalha
no
ar o
teu
cheiro...
Me
enebria...
Sopra
uma
brisa
norma
que
acarinha
minha
pele...
Me
aquece...
Entoa
uma
melodia
que
fala
de
amor...
Me
fascina...
Mas
não
pode
decifrar
o
que
oculto
e
absorvo...
Não
compreende
o
motivo
de
não
vivermos
o
nosso
amor...
E me
incita
espalhando
no
ar o
teu
cheiro...
Me
excita...
Naidaterra
dez/2006 |
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AUSÊNCIA
Naidaterra
Esta
saudade
entre
nós
se
estende
feito
o
rio
que
corre
para
o
mar
se
perdendo
em
sua
água
salgada...
Límpida
e
cristalina,
eu
vejo
a
tua
imagem
navegar
lentamente
pelas
águas,
indo
sem
pressa
de
chegar
ao
destino...
Uma
visão
que
retrata
a
tristeza,
talvez,
seja
o
reflexo
da
minha
dor
essa
sua
expressão
triste...
São
nossas
almas
transformadas
em
saudades...
Naidaterra
Dez/2006 |
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RECOMEÇAR
Naidaterra
O
sentir
de
ontém
tosteado
pelo
sol
escaldante,
agora
é
poeira
soprada
ao
vento...
Soltaram-se
as
amarras
como
soltam
os
azulejos
envelhecidos
pelo
tempo
no
momento
certo,
um
prenúncio
de
mudança,
um
recomeço
e
uma
nova
etapa
promovendo
ao
coração
a
doce
sensação
de
uma
nova
conquista...
Posso
sentir
no
meu
sorriso
a
serenidade,
uma
nova
vida
me
aguarda...
As
marcas
que
ficaram
serão
somente
lembranças,
algumas
doloridas,
outras
bálsamos
e
eternas...
Olhando
para
o
firmamento
e
sentindo
o
esplendor
do
dia,
nasceu
uma
uma
alegria
que
há
muito
não
sentia,
uma
visão
ampla
a
minha
frente,
uma
paisagem
linda
que
meu
olhar
alcançou,
não
há
névoas
e a
nitidez
das
cores
e
das
formas
me
convidam
a
seguir
em
frente
e
ousar...
Findar
uma
história
e
recomeçar
outra,
linda
e
maravilhosa...
Naidaterra
dez/2006 |
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BEIJA-ME
POETA
Naidaterra
Beija-me
poeta
e
encanta-me
com
tua
nobre
ventura
e
responda-me
com
teus
beijos
o
que
contam
e
cantam
as
estrelas
em
torno
do
luar
embaladas
pela
melodia
do
ir e
vir
das
ondas
do
mar...
Beija-me
com
ardor
percorrendo
os
meus
sentidos
e
faça-me
sentir
a
emoção
sem
razão...
Tua
boca
é
minha
fantasia
louca,
beija-me
poeta
e
dá-me
asas
para
saciar-me
no
teu
infinito...
Naidaterra
Dez/2006 |
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TÃO
LONGE
DE
MIM...
Naidaterra
Cálidas
tardes,
verão
ardente
e as
noites
frias
passam
por
mim
indiferentes
ao
meu
sentir
que
renasce
de
um
amor
perdido
na
distância...
Tão
longe
de
mim
está
o
meu
amor,
não
tenho
os
beijos
dele,
que
são
meus
e
ele
não
pode
ter
os
meus,
que
são
só
dele...
Não
há
descanso
para
os
meus
olhos
que
atravessam
fronteiras
em
busca
do
brilho
dos
olhos
do
meu
amor...
Bem
longe,
na
imensidão
está
o
meu
bem
querer,
cruel
essa
distância
que
nos
separa,
dois
corações
que
só
desejam
amar
e
amar...
Naidaterra
Dez/2006 |
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NA
PRAIA
Naidaterra
Na
praia
deserta
e
silenciosa,
o
mar
se
mostra
calmo
e a
lua
clara
deixa
a
noite
branca...
Que
delícia
o ar
da
noite!
Doce
saudade...
Numa
cadência
trêmula
e
vagarosa
do
ir e
vir
das
ondas,
fico
melancólica...
Ouço
um
ruído
arrastado,
tímido
e
triste...
É o
sopro
do
vento
da
noite
a
beijar-me,
Saudoso...
Naidaterra
Jan/2007 |
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DOCES
RECORDAÇÕES
Naidaterra
Fechar
os
olhos
e
sentir
a
suave
brisa
que
de
mansinho
toca
o
meu
corpo...
Deixar
fluir,
buscar
os
momentos
vividos
no
passado,
e
sonhar...
A
aurora,
o
sol...
a
vida...
As
tardes
de
amor,
a
emoção
de
sentir
tuas
mãos
suaves,
meigas
e
incansáveis...
Noites
de
melodia,
céu
bordado
de
estrelas
e
nós
dois
a
beira
mar,
nos
beijando
sem
cansar...
As
ondas
acariciando
a
areia
e a
lua
beijando
o
mar...
A
magia
está
no
ar,
no
olhar...
É só
amar...
Naidaterra
Jan/2007 |
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Livro de Visitas
 
Para
pág. 5 |
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