SEBO LITERÁRIO

     

 

Naida Terra

 

 
 

John William Waterhouse

 

 
 
 
POESIA
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LUAR NA MATA
Naidaterra


Uma fina brisa agita a mata, a lua cheia de amor ilumina
a vida no campo onde a relva levemente se movimenta...
Sinto meu amor se aproximar e juntos contemplamos a magia
do luar esparramando uma doce sensação de paz...
O que sinto é o que me acomoda no teu corpo que
toma o meu com ternura na maciez de um tapete verde...
Mergulhada neste campo sem paredes tudo se amplia,
o luar se inclina, exige silêncio e suspira, quer ouvir o que
sussurram nossas bocas...
Ah lua, te aquiete e só sinta,
o que fazemos de nós é o que nos fica e jamais se
esquece...

Naidaterra
jan/2007

 

 

INEVITÁVEL
Naidaterra


Não se pode evitar que a tristeza
se achegue quando a vida nos
afasta de quem amamos...
Insensata é a vida que nos faz
borboletas frágeis, leves demais para
enfrentar a força dos ventos...
Seja lá qual for o motivo da desilusão,
o coração congela, explode espalhando
os pedacinhos em transparentes ares...
Doidejam as flores presas ao chão
desejando apenas um pedacinho deste
coração para tentar aquecê-lo...
Carente e desfalecido não rejeita o
calor oferecido, talvez com o tempo
ele possa vir a amar e viver um novo
amor, carinhoso e encantador...
Mas inevitavelmente, não irá apagar
o grande amor vivido no passado...
O amor verdadeiro é assim, eterno,
inesquecível, vivo e sempre presente,
mesmo que ausente...
O amor verdadeiro, supera, perdoa,
abre mão, não cobra, espera e não desiste...
É feito a onda do mar, do luar...
Simplesmente, eterno...

Naidaterra
Jan/2007

 
 

 

A DISTÂNCIA
Naidaterra


O que nos separa não está em nós,
simplesmente, está entre nós...
Nada pode apagar ou mudar
o que há entre nós...
A distância, separa os corpos,
jamais as almas...

Naidaterra
Jan/2007

 
 

 

CHORA A POESIA
Naidaterra


Não chores poesia...
Insensíveis os corações de alguns...
Nada sabem sobre a essência
e o seu real valor...
Ignoram que o poeta, ao terminá-la
deu-lhe vida, uma alma missionária
que nos envolvem com a consciência
do mundo de alguma forma, só sentem
e percebem mesmo, as almas
apaixonadas pela vida, filhos da
mesma árvore, frutos de amor...
Venha de onde vier, aqui me tens
desnuda por dentro a espera das
tuas imagens, quimeras, memórias,
ideais e infinitas loucuras...
Não me importa a tua linguagem,
basta que me faça nascer e
renascer em tuas ondas...
Aqui me tens poesia...
Sou teu amor e desamor, teus
desejos e tuas renúncias...
Não somos tempo ou contratempo,
somos vontade e amor...

Naidaterra
Jan/2007

 
 

 

VEM COMIGO
Naidaterra


A minha poesia sou eu em vários tempos...
Sou momentos...
Poeira branca e vermelha, chuva quente em noites frias...
Tempestade de verão, a saudade no outono...
Vem comigo poetar, entra na minha poesia e seremos
ventos colhedores de estrelas, navegador, caçador e caça...
Tudo em mim é desejo, minha própria emoção...
Sou luz, um lampejo, sou sílabas, sedução...
Vem comigo e te despe, mostra-me o
teu poetar e vamos virar o mundo pelo avesso...

Naidaterra
Jan/2007

 
 

 

DOR CAMBALEANTE
Naidaterra


Todas as noites quando certa hora
se aproxima, decido não ir, acabar
de uma vez com esta dor cambaleante...
Entre o tempo e o espaço da palavra e
do pensamento, já me encontro no
exato local, estonteante...
Reminiscência de um passado mal passado,
tento descarregar quase o peso do mundo,
não quero mais sentir esta dor cambaleante...
Posso ouvir o canto do silêncio, um eco sufocado
que me desnorteia, me assusta e eu digo para
mim mesma que não vou chorar...
Mas entre o tempo e o espaço do meu querer,
os meus olhos já estão brilhando...
Marejando.

Naidaterra
Fev/2007

 
 

 

ENQUANTO  O  MAR..
Naidaterra


Enquanto o mar beija a areia,
eu sonho com os beijos teus...
Meu pensamento feito uma teia
vai tecendo os carinhos meus...
Enquanto o mar suspira pela lua,
eu desejo ser sereia...
Mergulhar no teu ser nua, ser tua
e te encantar com a poesia
do canto das baleias...
Enquanto o mar docemente
com pérolas veste a lua,
eu te espero eternamente
com duas esmeraldas,
no meu olhar ,
são tuas...

Naidaterra
Sampa-Fev/2007

 
 

 

UMA MULHER SENSUAL...
Naidaterra


Trás no olhar fixação, olha de frente...
Na pele, um cheiro só dela, permanente...
No andar, um gesto delicado e insinuante...
Amor, amar é assim que ela sente...
Seu beijo é uma marca delirante,
comprime e assume seu desejo, quente...
Invade com classe e sutilmente
a vida do seu amante...
Revela-se determinada e ousadamente
expõe seus desejos, alucinadamente...
Deixa marcas eternas, temperatura quente...
Uma mulher sensual não é diferente
e nem vulgar, ela é, simplesmente...
Sentidos aguçados, coração pulsante...
Ela é emoção, é contagiante, é exuberante
e te faz sentir aquela dorzinha denunciante,
que se ajeita, perfeitamente...


Naidaterra
Março/2007

 
 

Livro de Visitas

    

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