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SEBO LITERÁRIO

POESIA
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LUAR
NA
MATA
Naidaterra
Uma
fina
brisa
agita
a
mata,
a
lua
cheia
de
amor
ilumina
a
vida
no
campo
onde
a
relva
levemente
se
movimenta...
Sinto
meu
amor
se
aproximar
e
juntos
contemplamos
a
magia
do
luar
esparramando
uma
doce
sensação
de
paz...
O
que
sinto
é o
que
me
acomoda
no
teu
corpo
que
toma
o
meu
com
ternura
na
maciez
de
um
tapete
verde...
Mergulhada
neste
campo
sem
paredes
tudo
se
amplia,
o
luar
se
inclina,
exige
silêncio
e
suspira,
quer
ouvir
o
que
sussurram
nossas
bocas...
Ah
lua,
te
aquiete
e só
sinta,
o
que
fazemos
de
nós
é o
que
nos
fica
e
jamais
se
esquece...
Naidaterra
jan/2007 |
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INEVITÁVEL
Naidaterra
Não
se
pode
evitar
que
a
tristeza
se
achegue
quando
a
vida
nos
afasta
de
quem
amamos...
Insensata
é a
vida
que
nos
faz
borboletas
frágeis,
leves
demais
para
enfrentar
a
força
dos
ventos...
Seja
lá
qual
for
o
motivo
da
desilusão,
o
coração
congela,
explode
espalhando
os
pedacinhos
em
transparentes
ares...
Doidejam
as
flores
presas
ao
chão
desejando
apenas
um
pedacinho
deste
coração
para
tentar
aquecê-lo...
Carente
e
desfalecido
não
rejeita
o
calor
oferecido,
talvez
com
o
tempo
ele
possa
vir
a
amar
e
viver
um
novo
amor,
carinhoso
e
encantador...
Mas
inevitavelmente,
não
irá
apagar
o
grande
amor
vivido
no
passado...
O
amor
verdadeiro
é
assim,
eterno,
inesquecível,
vivo
e
sempre
presente,
mesmo
que
ausente...
O
amor
verdadeiro,
supera,
perdoa,
abre
mão,
não
cobra,
espera
e
não
desiste...
É
feito
a
onda
do
mar,
do
luar...
Simplesmente,
eterno...
Naidaterra
Jan/2007 |
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A
DISTÂNCIA
Naidaterra
O
que
nos
separa
não
está
em
nós,
simplesmente,
está
entre
nós...
Nada
pode
apagar
ou
mudar
o
que
há
entre
nós...
A
distância,
separa
os
corpos,
jamais
as
almas...
Naidaterra
Jan/2007 |
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CHORA
A
POESIA
Naidaterra
Não
chores
poesia...
Insensíveis
os
corações
de
alguns...
Nada
sabem
sobre
a
essência
e o
seu
real
valor...
Ignoram
que
o
poeta,
ao
terminá-la
deu-lhe
vida,
uma
alma
missionária
que
nos
envolvem
com
a
consciência
do
mundo
de
alguma
forma,
só
sentem
e
percebem
mesmo,
as
almas
apaixonadas
pela
vida,
filhos
da
mesma
árvore,
frutos
de
amor...
Venha
de
onde
vier,
aqui
me
tens
desnuda
por
dentro
a
espera
das
tuas
imagens,
quimeras,
memórias,
ideais
e
infinitas
loucuras...
Não
me
importa
a
tua
linguagem,
basta
que
me
faça
nascer
e
renascer
em
tuas
ondas...
Aqui
me
tens
poesia...
Sou
teu
amor
e
desamor,
teus
desejos
e
tuas
renúncias...
Não
somos
tempo
ou
contratempo,
somos
vontade
e
amor...
Naidaterra
Jan/2007 |
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VEM
COMIGO
Naidaterra
A
minha
poesia
sou
eu
em
vários
tempos...
Sou
momentos...
Poeira
branca
e
vermelha,
chuva
quente
em
noites
frias...
Tempestade
de
verão,
a
saudade
no
outono...
Vem
comigo
poetar,
entra
na
minha
poesia
e
seremos
ventos
colhedores
de
estrelas,
navegador,
caçador
e
caça...
Tudo
em
mim
é
desejo,
minha
própria
emoção...
Sou
luz,
um
lampejo,
sou
sílabas,
sedução...
Vem
comigo
e te
despe,
mostra-me
o
teu
poetar
e
vamos
virar
o
mundo
pelo
avesso...
Naidaterra
Jan/2007 |
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DOR
CAMBALEANTE
Naidaterra
Todas
as
noites
quando
certa
hora
se
aproxima,
decido
não
ir,
acabar
de
uma
vez
com
esta
dor
cambaleante...
Entre
o
tempo
e o
espaço
da
palavra
e
do
pensamento,
já
me
encontro
no
exato
local,
estonteante...
Reminiscência
de
um
passado
mal
passado,
tento
descarregar
quase
o
peso
do
mundo,
não
quero
mais
sentir
esta
dor
cambaleante...
Posso
ouvir
o
canto
do
silêncio,
um
eco
sufocado
que
me
desnorteia,
me
assusta
e eu
digo
para
mim
mesma
que
não
vou
chorar...
Mas
entre
o
tempo
e o
espaço
do
meu
querer,
os
meus
olhos
já
estão
brilhando...
Marejando.
Naidaterra
Fev/2007 |
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ENQUANTO O MAR..
Naidaterra
Enquanto
o
mar
beija
a
areia,
eu
sonho
com
os
beijos
teus...
Meu
pensamento
feito
uma
teia
vai
tecendo
os
carinhos
meus...
Enquanto
o
mar
suspira
pela
lua,
eu
desejo
ser
sereia...
Mergulhar
no
teu
ser
nua,
ser
tua
e te
encantar
com
a
poesia
do
canto
das
baleias...
Enquanto
o
mar
docemente
com
pérolas
veste
a
lua,
eu
te
espero
eternamente
com
duas
esmeraldas,
no
meu
olhar
,
são
tuas...
Naidaterra
Sampa-Fev/2007 |
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UMA
MULHER
SENSUAL...
Naidaterra
Trás
no
olhar
fixação,
olha
de
frente...
Na
pele,
um
cheiro
só
dela,
permanente...
No
andar,
um
gesto
delicado
e
insinuante...
Amor,
amar
é
assim
que
ela
sente...
Seu
beijo
é
uma
marca
delirante,
comprime
e
assume
seu
desejo,
quente...
Invade
com
classe
e
sutilmente
a
vida
do
seu
amante...
Revela-se
determinada
e
ousadamente
expõe
seus
desejos,
alucinadamente...
Deixa
marcas
eternas,
temperatura
quente...
Uma
mulher
sensual
não
é
diferente
e
nem
vulgar,
ela
é,
simplesmente...
Sentidos
aguçados,
coração
pulsante...
Ela
é
emoção,
é
contagiante,
é
exuberante
e te
faz
sentir
aquela
dorzinha
denunciante,
que
se
ajeita,
perfeitamente...
Naidaterra
Março/2007
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Para
pág. 6
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