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SEBO LITERÁRIO

POESIA
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FIM
DO
ESPETÁCULO
Naidaterra
O
teatro
está
lotado
de
um
vazio
gelado,
no
palco
só
nós
dois...
Há
tempos
contracenamos
o
mesmo
ato
cheios
de
desejos
dentro
de
um
tempo
marcado
que
não
tarda
em
fechar
o
véu
que
nos
separa...
Nada
sabemos,
somente
trocamos
momentos
dementes
que
é
tudo
num
instante
e
nada
até
o
próximo
ato...
Inexiste
o
percurso
de
se
estar
entre
amantes
até
que
a
fome
de
contracenar
se
abrasa...
Vem
carente
e
quente,
cheio
de
paixão,
mas
deixa
o
amor
na
curva
de
outra
mente...
O
que
não
o
impede
de
inflamar,
seduzir
e
enganar
outros
corações...
Acabou
o
espetáculo!
Fim...
Naidaterra
Set/2007 |
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NOSSO
AMOR
Naidaterra
Não
oculta
uma
só
palavra,
nem
uma
só
vibração...
Somos
canções,
caminhos
de
flores
e
folhas,
a
poesia
dos
amantes,
a
luz
que
abre
horizontes...
Imagem
pura
de
cores
que
se
ascendem
ao
fulgor
do
Sol,
vento
tranquilo
vagando
despreocupado...
Corcel
alado
dos
nossos
sonhos,
mil
voltas
no
infinito,
nossos
corpos,
uma
viagem
sem
volta
driblando
com
maestria
a
razão,
que
se
une
ao
coração...
Musicalidade
enlaçando
estrelas
na
imensidão,
um
mistério
indecifrável,
só é
sentido,
não
há
explicação,
só
existe...
Quero
viver
nosso
amor
saboreando
cada
pedacinho
dos
nossos
sentimentos,
caminhar
através
do
tempo
e
quem
sabe,
morrer
de
encantamento...
Sampa
Naidaterra
Set/2007 |
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Como
Flor
Naidaterra
De
mansinho
insinuei-me
como
quem
quer
ser
molhada...
Meu
corpo
cheio
de
noite
e o
teu
perdido
de
amor...
Ai,
um
rumor
de
bocas,
mãos
loucas,
sabor
de
paixão...
Doce
mel
escorregadio
cintilava
o
meu
corpo...
Orvalhada,
fui-me
abrindo
em
flor...
Naidaterra
Jan/2008 |
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MENINA
TRISTE
Naidaterra
Havia
tanto
querer,
tanto
amor
em
seu
coração
que
podia
bailar
com
leveza
no
ar,
voar
e
ser
vagalume
brincando
de
acender
e
apagar
em
noites
brancas
provocando
estrelas...
Destas
paragens,
a
dona
era
a
poesia,
versos
feitos
de
luz
e
ventos...
Uma
flor
que
pouco
durou,
por
culpa
da
mentira,
nasceu
o
desamor...
Suas
pétalas,
as
águas
salgadas
levaram,
o
pássaro
se
calou
e
acabou...
Silenciou
a
menina
triste...
Naidaterra
Fev/2008
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TARDE
QUENTE
Naidaterra
As
ondas
do
mar,
a
areia
morna
e
as
gaivotas
enfeitando
o
céu
aberto,
imitam
graciosamente
o
vaivém
das
ondas...
Um
convite
para
relembrar
os
bons
momentos
de
amor
outrora
vividos...
Tudo
é
tão
belo
que
me
perco
na
imensidão
do
oceano
como
se
fosse
uma
vasta
planície,
esmeralda
lapidada...
Meu
pensamento
voa
e me
leva
até
você,
é
uma
tarde
quente
de
céu
sem
nuvens.
Mirou
meus
olhos
com
desejo,
beijou-me
com
paixão,
aconchegou-me
forte
nos
teus
braços
e
flutuei
na
doçura
dos
teus
abraços...
Quanto
esplendor
de
luz
havia
no
teu
olhar,
quanto
amor
vivemos
num
minuto
de
um
tempo
eterno,
quantas
juras
e
promessas...
Teus
olhos
são
estrelas
que
brilham
no
firmamento,
tua
fala
cariciosa
eu
ouço
quando
passa
o
vento
brando
e a
tua
imagem
é
imortal,
uma
tela
que
toma
toda
a
minha
mente...
Naidaterra
Março/2008 |
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CORAÇÃO,
DOÁ-SE
Naidaterra
Não
vou
te
iludir,
enganar...
É um
bom
coração,
mas
está
muito
ferido,
tolice
a
minha
querer
ficar
com
ele,
não
me
ouve!
É um
apaixonado,
cheio
de
ternura,
fala
docemente,
mas
tem
um
defeito,
ama
desesperadamente...
E
neste
meu
momento
de
solidão
sinto
desmesurado
perigo,
posso
perder
a
razão
e
ouvi-lo...
Ah,
não
posso
não!
Tão
bem
conheço
meu
coração,
não
vai
me
deixar
voltar
a
velha
estrada,
tenho
saudade
de
mim
mesma...
Tenho
receio
de
temer
a
minha
própria
poesia,
enlouqueceu
meu
coração
de
amor...
Escuto
vozes
ermas,
mas
não
entendo
a
linguagem,
sofro
o
horror
de
estar
perdida
no
espaço,
perdi
o
meio
da
vida...
Delicadamente
me
desprenderei
de
você,
quem
sabe
um
novo
coração,
um
pensador
que
ignore
meu
poetar
e
não
se
envolva,
não
se
apaixone...
Coração,
doá-se.
Naidaterra
Março/2008 |
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SUA
POESIA,
POETA
Naidaterra
Sua
poesia,
querido,
fala
de
amores
idos
como
flores
que
o
tempo
não
seca...
Sabe
como
erguer
no
silêncio,
um
templo
de
amor
onde
canta
teus
sonhos
dourados
e
verseja
à
beleza
do
mundo
e à
beleza
da
vida...
Assim
vive
meu
poeta
querido
entre
as
paisagens
serenas
todas
molhadas
com
seus
doces
beijos...
Numa
fusão
de
cores
e
linhas,
surge
o
perfume
e o
som,
meu
êxtase
e
meu
encanto...
Contigo
aprendi
a
cantar
o
amor,
sonhar
com
caminhos
longos
sem
ter
medo
de
me
apaixonar
quando
o
coração
perde
a
razão...
Poeta
querido,
nunca
deixe
de
poetar,
és o
meu
luzeiro.
Naidaterra
Março/2008 |
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BEM
ALÉM
DE
TUDO
Naidaterra
De
tudo
o
que
possa
imaginar,
ainda
te
amo...
Não
há
um
só
momento
que
os
meus
pensamentos
não
cruzam
com
os
teus,
sabemos
e
sentimos.
Bem
além
de
tudo,
nosso
amor
permanecerá
para
sempre
e o
reencontro
dos
nossos
olhos,
corpos
e
nossos
corações,
falarão
por
nós
dois...
Como
sempre
foi...
Naidaterra
Julho/2008 |
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Livro de Visitas
 
Para
pág. 9 |
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