SEBO LITERÁRIO

autor

 

 

ODENIR FERRO

 

 

 
 

VEIO POÉTICO


Vôo com as mãos, escrevendo,
Beijo com os lábios comovendo
Os movimentos plenos, deliciosos,
Habitados nos pensamentos gerados
Na articulação da veia cabalística e bela
Que vai projetando na luz de muitas frases
Que vão ganhando força na cor da vida real,
Habitando o Universo ora inconsciente latente,
Ora desperto e consciente do Amor que gera o Tudo!
Voam das minhas mãos, palavras virgens e vivas!...
Que aos poucos caem no solo, fincando o seu chão,
Atando-se umas nas outras, fortificando meus ideais
Moldando-se na interação motora dessa viva métrica
Que vai dando forma nas minhas imagens cênicas
Extraídas dos sulcos doídos ou puramente doidos,
Da arte que circula nos sangrados sagrados amores
Enraizados nas mais profundas entranhas da carne
Onde atua o coração plangente no veio poético!

 

 

 

AMAR É BÍBLICO


Com toda a grandeza que possa haver no ato inspiracional e que cultivo sempre dentro do meu coração, sinto que para se escrever algo, imortalizando uma cena, uma acontecimento, descrevendo um fato real ou fictício, além dos estados alterados da alma, seja no sentido expansivo ou voltado para nós mesmos, olhando pro próprio umbigo no estado introspectivo ou reflexivo, é preciso acima de todas as coisas que há. Atuante nas diversas naturezas que compõem o nosso planeta: - Amar! Amar! Amar!
Amar é Bíblico, é ensinamento Divino. Amar ao próximo como a ti mesmo!
Penso em quanta filosofia contém dentro desse mandamento. Quanto sentido há dentro dessas palavras, quanto envolvimento, quanta interação cognitiva que vem dos tempos primevos até os dias de hoje, navegando e carregando de dramas a História da Humanidade, numa linha de ação que forma uma raiz imensa fincada no solo fértil da Vida, onde a regra imposta pela Sabedoria das existências são as vivências que sobrevivem dentro dessa divinal regra que é Amar!
Penso ainda, diante das dificuldades que atravessamos nos dias atuais:
A quantas andam o nosso estado espiritual, emocional ou físico, diante dessa crença fortíssima e tão surpreendentemente abstrata que é Amar?
Amar a nós mesmos! Quão difícil é!...
Amar ao próximo, então!... Quanto mais difícil isso se apresenta diante das nossas conflitantes emoções que vivem turbilhonadas nos incessantes redemoinhos das rodas vivas da Vida, que faz com que vivamos cada vez mais voltados para a automação, numa desenfreada busca de perfeição visual e estética, dentro duma sociedade voraz aos apelos cada vez mais imediatistas e consumistas - (não que isso não seja saudável, apenas devemos dosar nossa gama competitiva, penso eu) - creio que devemos olhar nosso próximo, nosso irmão, não como um potencial adversário ante as dificuldades e batalhas e conquistas e derrotas sociais, mas acima de qualquer coisa, como um possível potencial pleno de amizade.
Devemos alar-nos na luta da recomposição do bem-estar e da saúde do nosso amado Planeta Terra, integrando-nos, interagindo-nos amigavelmente e não exercitando somente o nosso potencial competitivo e ambicioso, apenas objetivando as guerras sejam elas nossas próprias guerras e conflitos do nosso interior, seja uma briga com alguém, ou seja, mesmo com as horripilantes guerras convulsivas e destruidoras de valores inenarráveis...
Ser um líder, ser um guerreiro, não significa travar batalhas contra o nosso próximo, mas sim travar incansáveis batalhas na luta do nosso bem estar social coletivo, gerando assim uma sociedade voltada para a verdadeira razão consumista que atua em nossa modernidade, e que é a busca de bens duradouros extraídos de forma consciente dos atributos que a força geradora da natureza se dispõe incansavelmente nos abastecer, nos doar, satisfazendo dessa forma nossos insaciáveis caprichos e ardentes desejos. Sempre nos oferecendo tudo tão amorosamente.
Devemos nos cuidar e acima de tudo cuidar do que é nosso, olhando com amor tudo o que nos cerca, nos envolve dentro desse magnífico Planeta Terra!
E antes de qualquer coisa, olharmos pra dentro de nós mesmos e para o nosso próximo e criarmos vínculos, laços afetivos de longa duração e altamente resistente às intempéries e vicitudes do cotidiano trivial comum do viver, recriando as regras e os padrões de comportamento sempre, ininterruptamente, voltando-nos aos atos da camaradagem de doarnos com mais plenitude humanística, tanto para com o nosso próximo, que é nosso irmão, assim como para o nosso tão querido, embora tão castigado, Planeta Terra! Onde vivemos, onde centramos o nosso único habitat natural que conhecemos e que herdamos das gerações passadas e devemos preservá-lo para as gerações futuras...
Assim como o mandamento Bíblico atravessou o tempo e sobreviveu até aqui, embora tenha havido muitos e muitos ódios e monstruosidades desumanas dentro desse percurso de séculos, milênios, onde se desencadearam muitas guerras, o Amor Maior predominou acima de tudo, imperou e resistiu até os nossos dias atuais e creio eu, continuará navegando pelos tempos que advirão!
Mas esse Grande Amor que por nós venceu, fortaleceu-se, mantendo o equilíbrio e a ordem natural da existência da Vida no Planeta, deixou-nos vários legados de responsabilidades, obrigações e sérios compromissos, desde os primórdios dos dias de outrora, até os nossos moderníssimos e conflitantes dias atuais, que seguimos navegantes pelo Universo afora, dentro dessa Nave chamada Planeta Terra, carregada de ainda, muitos indecifráveis enigmas e mistérios e tão cheia de riquezas naturais!
O conforto encheu-nos de medos e muitos anseios, pois passamos a ter medo do nosso próximo, deixando de olhá-lo com os olhos espirituais, aqueles mais profundos e amistosos que sai de dentro do âmago da nossa alma!
Do que vale ganharmos o mundo, se não estivermos criando a nosso favor e ou nosso próximo, os valores plenos da alma geradora da Paz da nossa própria e coletiva consciência?
De que valem ganharmos os valores conquistados de maneiras sempre tão guerreiras, enfrentando as competitivas adversidades do dia-a-dia, se podemos perdê-lo a qualquer momento?
Descobri que um dos dons mais preciosos que temos e o dom de vivermos!
Através dele é que geramos todos os nossos atos dentro do existirmos para a vida, desde o de respirarmos até o de conquistarmos tantos valores para a nossa plenitude física e de alma.
Andar de bicicleta, pedalando, pedalando... Cada vez mais rápido, olhando dos lados, celebrando a vida à nossa volta, acontecendo como se a víssemos através de uma óptica cinematográfica, deixando a liberdade invadir-nos o corpo, até o coração transbordar-se de sentimentos, os mais diversos possíveis, sem deixar-nos esmorecer ou abater-nos diante das inseguranças e dos medos que o cotidiano desafiadoramente, de forma ora comum, ora requintada, nos oferece para que o desafiemos como se estivéssemos expondo a nossa vida num gládio cheio de competições onde a regra é vencer, vencer, vencer sempre! Pois assim estaremos dia-a-dia, hora à hora, minuto a minuto, garantindo a nossa sobrevivência dentro do trivial básico dos tão comuns dias da nossa existência tão simples, diante desse gigante que é a tecnologia que vive açoitando a nossa alma com os chicotes da desenfreada busca consumista e imediatistas e intensa de apelativos desejos pelo poder de querer ter.
É muito bom Ter! É ótimo querer! Belo possuir e competir de forma saudável. Mas é preciso Ser! É preciso Amar acima de tudo a nós mesmo e incondicionalmente, o nosso próximo, como se fosse a nós mesmos. Como se fôssemos irmãos, unos numa só carne de nós mesmos, formando o Corpo Divinal da Existência, regido por um único Verbo! O Verbo Amar!
Só assim poderemos ir novamente reconstruindo o Mundo, ambientando-O aos anseios impostos pela modernidade cada vez mais imediatistas diante os fascinantes recursos criados pelo alto padrão regido por mentes humanas privilegiadas, e que a tecnologia, dia a dia e a cada vez mais, se dispõe a nos oferecer para gerar o nosso conforto imediato!

 

 

 

ÁGUA, AR, TERRA E FOGO!
(Os Elementais da Natureza)


Reflexos do sol brilham inúmeras estrelinhas
Esparramadas nas ondas desse agitado mar
Antes da onda vir quebrar-se nestas areias...
Percebo aqueles pesponteados diamantes,
Saídos dos raiados luminosos do sol,
Ao incidirem-se no verde esmeraldino
Da oliva desse mar permeando o fio
Da linha do horizonte anil do céu!
Meus pensamentos percorrem o além de mim
Meus distanciamentos correm o além do mar
Buscando imaginar quantas vidas flutuam
Nas profundezas oceânicas desse mar
Dividindo um Continente do Outro!
Eu fico aqui a olhar, amar, pensar...
Admirando essa vasta imensidão
Que vem banhar os meus pés...
Relembro e reflito parado aqui,
nas origens da vida vinda do mar!
Eu sinto o meu coração a pulsar, amar,
Eu sinto meus pés fincados no chão,
E percebo o gélido ar, vir assoprar
A grata liberdade no meu rosto!
Eu imagino então, a Terra toda rodando!
Fechando os olhos, querendo relembrar
A beleza do fogo na lareira, a queimar!
Nessa força viva inspirando-nos Amar!

 

 

 

PALAVRAS EM AÇÃO


Tecer frases, elaborar palavras, construir diálogos!
Tecer palavras, elaborar frases, construir romances, extraindo a beleza da poesia residente no interior do belo focado para as nuances expostas em todas as ópticas, à espera que alguém a note, a evidencie pra si mesmo ou para os outros, para que se possa então assim, registrar o conteúdo da sua beleza, imortalizando em palavras a objetiva realidade ou subjetiva sinceridade dos nossos sentimentos.
Nesses momentos procuro expressar todo o meu súbito amor focado no efêmero da essência onde os preâmbulos focados são uma significativa beleza que atua em todos os movimentos que busco captar com minha alma, da natureza da vida, transformando em Arte Pura, valorizando o subjetivo focado dentro do meu ego interior.
Procuro racionalizar a beleza, sentindo-a dentro de mim, sem tocá-la, apenas absorvendo-a, através da luz da sensibilidade que atua dentro do meu eu, para mais tarde traduzi-la, expressando meus sentimentos, através da construção das minhas palavras em ação!
Ao dar o título para este livro, tentei expressar meu sentimento em relação a algo que eu não vi com meus olhos carnais, mas que muitas e muitas vezes, parei para pensar, refletir e criar, ou melhor, recriar, a verdadeira realidade que o Planeta Terra faz, gravitando na Via Láctea, entre bilhões e bilhões de estrelas - então Caminho Pelas Estrelas, soou-me romântico e doce e eternamente poético, ao mesmo tempo em que majestoso, sensual, enigmático, fazendo gerar desafios na imaginação das pessoas.
Muito embora eu não possa observar as minúcias elegantes e indescritíveis dessa façanha fascinante e bela, com o meu simples olhar, posso eu pressentir, imaginar, formar uma série de opiniões e de idéias, dentro do meu imaginário ideário, a partir dos meus sentimentos e emoções subjetivas, no tocante a tudo que se diz respeito à harmonia da gravitação dos planetas e estrelas em torno do Sol, dentro da Via Láctea.
Sentimentos e emoções subjetivas essas, que me compõem por dentro, dando sensibilidade e vazão aos meus objetivos literários, a partir de dentro do meu interior. Recrio então assim, dentro do meu ser emotivo, um grau de visão espiritual, que me possibilita ver no além de mim, o Caminho que todos nós fazemos juntamente com o Planeta Terra, através das estrelas. Posso também imaginar, até sentir em mim, a esplendorosa força que gera todos esses inexplicáveis movimentos, pois sinto que tenho os pés fincados no chão e a alma do meu coração vivendo a buscar respostas nas mais longínquas estrelas!
Sempre estamos caminhando, pra algo ou alguém, em busca de algo ou de alguma coisa. Sempre estamos buscando e rebuscando e dentro dessas contínuas buscas, precisamos ou automaticamente vamos, caminhando, caminhando...
Caminhar em busca de algo ou a procura de alguém, ou para alcançar ou reencontrar-se com algo ou alguém!...
Sinto que a vida é feita de vários caminhos e muitos deles são puramente emocionais e abstratos, mas que preenchem os círculos e os ciclos da nossa jornada como errantes, dentro desse belo mundo poético que se chama Planeta Terra.
Tecemos palavras, buscando dentro delas, os movimentos do amor que nos impulsiona-nos motiva ou nos desmotiva, até mesmo, vezes por outras, a caminharmos dentro desse mundo onde temos o nosso próprio mundo social e individual.
Nós dividimos e nos preenchemos entre o nosso mundo interior e o exterior. Criamos e recriamos, fazemos e desfazemos os laços objetivos que nos motiva a amar, quando nos espalhamos, nos comparamos, nos equiparamos com o nosso próximo.
Escrever, me faz muito bem! Assim como falar, sentir, tocar... Ameniza o meu sofrer, pois faz com que eu me sinta produtivo, útil, dentro da vida que me separa e me aproxima de tantas outras vidas que habitam ao redor de mim. Gosto muito de poder levar a minha mensagem pelos ventos alquímicos da esperança e da glamorosa beleza residente nesse ato de sublime amor, sem nem mesmo saber pra quem; muito embora
tenha dentro de mim a plena consciência de que é um ser humano semelhante a mim, cheio de inúmeras dúvidas, cheio de muitos sentimentos e razões que o motiva ou o desmotiva a viver dentro desse mundo que chamamos de Terra, quem provavelmente lerá esses meus escritos...
Somos viajantes de nós mesmos!
Somos navegantes nesse oceano repleto das vidas, onde depositamos as vivências do nosso cotidiano comum, nas mãos sapientíssimas e poderosas do nosso Criador!
E vamos assim, caminhando dentro desses incógnitos espaços das linhas tracejadas pelo nosso viver, amar e morrer, - Renascer, Amar e Reviver, num eterno ciclo pleno de Luz sem fim!

 

 

 

CAMINHOS


Oh! Como seria tão bom, se nos atos do Verbo Amar,
Apenas pudessem ser conjugados a beleza dos versos
Onde a Regente Beleza Universal, imperasse
Enfim, na ardente chama duma riqueza
Que exalasse os perfumes das flores,
Quando os ventos sobrassem a Paz!
Oh! Como seria assim a vida, uma Construção
Feita de realidades imediatas e lúcidas
Dentro do perpétuo estado do onírico
Vivenciado nesses belos preâmbulos
Residentes entre o Amor e a Paz,
Numa afável realidade sem fim!
Levaria o meu coração pressentido
E elevaria meus olhos ao meu redor,
Procurando achar em torno de mim
Um Caminho onde poderia ir buscar
O teor da essência dessa pura beleza
E atuaria nos Caminhos infinitos da Luz!

 

 

 

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