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SEBO LITERÁRIO
autor

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AMORES DA VIDA EM PRETO&BRANCO
Na Arte fantasiosa dos iluminados olhos
dos meus sonhos
Despetalei as cores mais vivas da vida
em preto&branco.
Enquanto pude ir revivendo, saindo das
penas e nanquim
O que há numa liberdade caricaturada e
muito bela...
Dos Carnavais daqueles tão romanceados
anos
De 1910, de 1920, 1930, chegando aos
atuais!
Pierrôs, Colombinas, Arlequins,
confetes&serpentinas!
Em branco&preto eu "vi" passistas
fantasiados:
- De melindrosas, de malandros,
morcegos, diabos,
Palhaços, bailarinas, mágicos,
meretrizes, todos eles
Transmutados em foliões, sobre pessoas
tidas com rígidos
Costumes. Em nome da "licença", fazia em
quatro dias:
- O desbunde da liberdade no grito do "liberou-geral"!...
E toda a grã-fina sociedade, numa total
libertinagem
Misturavam-se com a massa cultural
daquele povão!
E massa e mancha, se homogeneizavam no
que fluíam
Da pureza sonora mais cadenciada do
samba maxixado
Requebrando todas as marchinhas nascidas
da primeira
Escola de Samba, enquanto muitos já se
deliravam
Com o éter dos lanças-perfumes,
poetizando o ar!
"- Oh! Abre Alas, que eu quero
passar!..."
Hoje, vibramos com as nossas fantasias,
Tecendo encantos, encontros encantados
Pelas imaginações guardadas nas memórias
Do passado. Enquanto podemos ver, linda,
A mesma lua prateando-se em preto&branco
Como outrora. Como antigos Carnavais
repletos
De vida, de energia, de alegria, de
amores e emoções! |
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ACORDES DESTA NOITE
Eu amo por demais o fugaz navegar a esmo
dos Sons!
Toando as noites, nos açoites vis, em
nós, incrédulos
Nós que amamos sem nos darmos conta
deste Amar!
Por desejarmos simplesmente amando,
desta vida, o Amor!
Gostando de navegarmos pela vida, sempre
a esmo nestes Sons
Que vão gesticulando às Ciências, as
cênicas belezas do bom da Vida!
Gosto de navegar a esmo nas dissonâncias
dos Sons
Das noites, dos dias, vendo as
enluaradas asas do luar
Simultaneamente acontecendo eterna com
brilhantes
Luzes suspensas nos atemporais contos
fantásticos
Que residem nas imparcialidades das
existências!
Flertando os amores, acolhidos pelas
empolgadas
Ressonâncias cheias de acordes desta
imaginação
Indagando aos esplendores, nos meus
pensamentos
Desejosos de buscarem dentro de si, os
intentos dons
Do quanto este meu coração se plange e
replange
Por não saber mais querer somente atuar,
Nesta sôfrega ausência destoada do Tudo
Que não para de me incomodar neste Amor!
Gosto muito deste seu jeito de olhar
Admirando todas as noites enluaradas
Apresentando-nos apaixonáveis Estrelas
Apaixonantes nestes enredos das aladas
Encantadoras resplandecências aluadas,
Dentro dos muitos acordes extraídos das
Noites que nos assombram. Ao
empolgar-nos
Atravessando nos tempos avultantes
convulsivos,
O que tem dentro de sim mesma: - Plenos
poderes!
Para compor as múltiplas sonoridades
fluentes
Em delicadíssimos belíssimos, e
encantadores
Acordes musicais entoados nos tons dos
Sons!
Nas noites romanescas na qual se enredam
as plêiades,
Somos assopros inspiracionais divinais,
nesta ventania
Compondo sonoridades múltiplas, suaves,
flutuantes,
Nos convulsionados desinformados nós dos
ouvidos
Que se anelam nos inconscientes enredos
do viver
Tendo inerente em nós um impulsivo gosto
Neste incansável e cômodo jeito de olhar
Admirando nesta noite enluarada o
encanto
Da força atemporal, iluminando o
mistério...
Creditando prazeres nestes sonhos,
doando
Apaixonáveis ondas refletindo
estrelinhas
Na força atemporal, na força fenomenal,
Imortal, sem igual... Força... Força... |
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SOL, MAR E NOITES DE LUAR!
A fundo vou mirando o meu olhar no azul
do mar
Cheio de raiadas bruxuleantes luzes
intensas!
Que se desprendem entre os brilhos e
fagulhas
Das incandescentes estrelinhas
minúsculas...
Mediante as ininterruptas incidências do
sol
Querendo infiltrar-se com sua flamejante
luz
Nas amplidões mais cristalinas do
alto-mar.
Quando no além-mar a tarde cai no
horizonte!
Onde os azuis esverdeados olivas das
ondinhas
Vibram-se dançarinas, aos raiados
melódicos
Dum horizonte que interminavelmente se
cruza
Com os vaivens de inúmeras cristas de
ondas!
E o sol se incide! Enquanto a pino, se
esvai
Encontro ao fim da tarde que veio
margear-se
Aos enegrecidos tons da linda noite de
luar!
Que sorrateira vem se aproximando a
enfeitar
A fluente magia do oceano em alto-mar!
No cair da tarde onde a bela nua lua
cheia
Luzente, reacende-se só para vir
rebordar,
As místicas trajetórias dos Tempos...
Entre dias de sol, mar e noites de luar! |
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SUBLIMAÇÃO UNIVERSAL
Oh! Como o sublime é tão acalentador
Por dentro de nós por nós, por todos
De fora pra dentro e por fora de nós
Nos nossos inumeráveis apelos, expostos
Dentro dos mais explícitos apaixonáveis,
Geradores destes anseios que somos nós!
Como é difícil nos persuadirmos dos
valores!
Levando pra fora de nós, sentimentos
muitos.
Invasores desta sensibilidade tão
apaixonante
Que percorre as razões, puramente
emocionais,
Manifestas na íntegra dos nossos
corações!
Levando rumo afora os nós das nossas
marcas
Nos nossos Registros de Vida nos
expressivos
Da profundidade, do lírico estado do
amor.
Que nos envolve plenos e por um completo
Ímpeto de forças motivacionais geradoras
No teor transcendental da nossa
vivência!
Impressa a partir da sublimação
Universal
No inspiracional reagente das
existências
No excepcional regente deste excelência! |
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NO CAMINHO DO TEMPO
Amando, vejo distante ir, ao longe, à
exmo,
Meu barquinho de papel. Vejo-o
impulsionado
Nos fluxos dos ventos e refluxos das
marés.
Pelo pulso do alento atinando intenso de
fé
Onde vidas se fazem plenas refeitas
ininterruptas
Entremeando-se entre ciclos do nascer,
do morrer!
Entreabertas para os augúrios deste
Contado Amor,
Perfazendo as imensuráveis lógicas, na
correnteza
Perpetuando na aventurança os
inenarráveis épicos
Dos nossos trajetos no oceano intenso de
energias
Formando as variáveis entrelinhas
existenciais,
Ativadas entre muitos ciclos dos
acontecimentos
Indo a outros. Ininterruptamente nos
realizando
Nos resistentes e vivos sentidos desta
dinâmica
Alucinante caótica ou mágica ao nos
impulsionar
Fracos ou fortes, viandantes no Caminho
do Tempo! |
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ENCANTOS REFLORESCIDOS
Quando sempre, olho para dentro de nós,
Revejo meu eu querendo ir emparelhar-se
Com aqueles encantos. Que reflorescidos,
Possibilitaram depor as esperanças
minhas
Nas amorosas flores deste nosso jardim!
Através dos respingados vidros das
janelas
Sentia, além da chuva, na claridade do
sol,
As exuberâncias daquele tenro
primaveril.
Onde se explodiram em cores vivas, o
amor:
- Com emoções que vibraram o nosso
interior!
Quando tudo, com os nossos encantos
todos,
Atuou uma flor: - A do princípio do meio
ao fim...
E enfim, recomeça a nova força outonal!
Num meio que se situa no flóreo balanço
Deste desflorado avante tempo; neste
único
Encantado estado de ser, entre as belas
flores,
Nuas. Despetalando-se ao compasso destes
ventos
Que vão colorindo as cacofonias
esvoaçantes da Serra!
Com todos os princípios desta geradora
Terra
Renovando-se, generosa, nesta estação
outonal! |
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REFLEXÃO
Quero repensar obstinado o meu
incompreendido
Da Injustiça inquietando-se sem poder
prender
A felicidade escorregando dos carecidos
dedos
Das mãos que requerem emoções, destes
anseios
Cultivando vidas num Mundo. Plenos de
medos...
Deixando-me condoído pelos
ressentimentos
Abrindo-se em feridas vivas, a
desumanidade
Repartindo-se nas muitas sensações
ilógicas.
Impulsionadas apenas pelas forças do
existir!
Nos meus pensamentos atuam algum
persistir
Numa intuitiva ação e reação
transparente,
Transcendendo-me neste meu eu
persistente.
Permitindo-me, que mesmo no meu eu
ausente
Possa até levar-me rumo à frente.
Exaltando
Toda esta explosiva fúria, nestes
condoídos
Amores plangentes! Sem a luz da gente
perpetuando
Desenvoltas Justiças nas realidades tão
aflitivas
Das justas causas, causas injustas,
desconjuntadas
Nos plenos arrestos com desempregos
rolando por aí
Enquanto oro pelo fim destas corrompidas
maldades,
Querendo não sentir desatinos deste
incompreensível! |
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DONS DOS SONS SOANDO MUDO!
Homenagem à Amiga Tuca Miranda
Embargado nas emoções vivendo
Intuindo o seu coração imenso
Eu! Ao pensar estava ainda ontem
Dentro dos milhões dos segundos,
Pressentir-lhe sentindo, querendo...
Com as suas puras emoções, instituir-se
Plausíveis que as multidões a ovacionem
Querendo lhe avultar dentro destes sins!
É você, muito para o Mundo, Especial!
A mesma que está no íntimo de cada um
Tão bem, bem-querer ao se dimensionar
Bem, tão bem querendo até ocultar-se!
Ah! Mas isto você não sabe muito bem!
Você por você sabe demonstrar-se bem
Em você até lá no além ao
recontar-se!...
Nesta vívida Voz! Dentro de si mesma
Intensa neste movido cinema comovido
Envolvido nas belezas mesmas, pois que:
Sofríveis somam-se aos assomos colhidos
No sol a sol e nas noites todas de luar
Em fases de faces cheias ou não, plenas
Enfeitando-nos com os brilhos das
estrelas!
É tão comum não sabermos tudo de amar
Como nós sabemos aos sons evoluirmos
Plenos de dádivas continuando na vida
Dentro das excelências da força ativa!
Embora ironias do destino, amores
ceifam!
Nas sabedorias vindas de Deus, nós
cremos
Que cremos por sabê-Lo. Ciente do
prático
Atuante em nós despertos íntegros
Humanos
Clamando amores partindo, indo, quando
nós
Deprimindo-nos vamos, mesmo nos
repartindo
Indagar querendo, naquilo que
propuséramos
Quando nos recompuséramos dos
devaneios...
Buscando nas resenhas das crenças,
resquícios
Das flores de outrora. Ao vivê-la
seguindo-a!
Então, portanto, muito profundo, no
entanto,
Somente você tão Linda Grande Mulher
Foi quem muito bem soube, deste tudo
Que a nos falar, estamos querendo!
Através do Mundo ao nos Comunicar
No embargue das Vozes atravessando
Todos os dons dos sons soando mudo! |
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ESTE AMOR
Não! Não posso crer que este amor deverá
ser apenas
Um vago restringir-se numa configurada
ação (União!)
Desfigurando-se nos sensitivos encantos
duma viva-voz
Emocional que flui nas dimensões do
Verbo Amar!...
O intencional que se rompe nas
desilusões versejadas
Nas incredulidades que se corrompem nos
desiludidos
Amores que são Mitos num muito mais que
um seduzir!
Dentro do sonho, que é muito mais do que
um existir
Emocionalmente avulto, dentro de algumas
sucessões
Formadas pelos múltiplos sentimentos
configurados
Que nós os denominamos, como sendo as
emoções,
Dentro dos nós de nós, por aonde
discriminamos
De potência sexual, os prazeres,
satisfações,
Desejos insaciáveis, desilusões
corrompidas,
Desencantos reprimidos, frustrações
várias!
Dentro dos vários sentimentos
desfigurados
Que nós não os entendemos e nem queremos
Dentro das nossas mais racionais
emoções!
O amor transcende-se muito mais aquém
No além que se perdura nele mesmo
Em nuanças nuas que se configuram
Transfigurando-se muito mais além,
Que os pensamentos, que sentimos.
De forma tão costumeira e trivial
Nos aleatórios dos impulsos práticos!...
Que são e estão sempre precisos
aderentes
Aos ímpetos impulsivos sociais do nosso
agir!
Até no reagir, com todos os toques,
carícias,
Expressões e muitas explícitas
impressões
Físicas e químicas demais
comportamentais
Elementais ou divinais, sexuais
sensuais,
Racionais das lógicas sempre ilógicas...
Nos emotivos enredos intraduzíveis!
Pois emoções, não! Não se verbalizam...
Agem-se as emoções, falando
inconscientes
Através das razões dos flertivos
corações
Que, tão iguais, vão querendo o que
sentem
Iguais crianças quando vêem aquilo que
querem!
Belíssimos tons irracionais vibraram-nos
Dentro dos mais radicais sentimentos
Enquanto transcendíamos, emotivos
Avulto dentro de nós, ao dizermos,
Intuirmos, agirmos, vivermos:
- O eu te Amo! Eu te Amo! |
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Posfácil do Livro de Poesias
AS RESENHAS DO TEMPO (O Mago de Tudo)
Então, por dentro e por fora de nós, o sublime da felicidade, persiste.
Encantando todos os nossos sonhos de querermos ser a expressividade da força atuante no saber construído através das vincas da vida delineada pelo Tempo, este Mago de Tudo, que vai construindo e reconstruindo tudo, através da organização e desorganização contínua que se faz presente no caos interior de cada um de nós.
Vamos assim, sequiosos de desvendar todos os mistérios da Vida, através dos nossos sonhos de querermos poder ser através da vida, a manifestação da força deste encanto vibracional que se perdura dentro de uma possível felicidade que está agindo dentro do inconsciente mais sublime, que reside adormecido dentro destes nós vindo vivendo após o Eterno Imortal que sabemos residir dentro de cada um de nós!
E para alcançarmos este nosso religar-se com a profundidade da nossa Imortal existência Espiritual, vamos fazendo ininterruptamente a nossa Travessia, que é a Travessia Existencial!
Crendo em Jesus, nas suas sábias palavras, como sendo O Caminho, A Verdade e A vida, que levaremos rumo afora, através dos nós das nossas marcas estampadas nos nossos Registros de Vida, nos expressivos mais sublimes do nosso amor em profundidade, vivendo agente e reagente no lírico estado do Amor, que sempre nos envolverá por completo!
Deus abençoe a nós todos!
Obrigado,
Odenir Ferro
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