
Boca do Inferno
Em se ouvindo falar na Boca do Inferno, não dá para imaginar que
esse lugar de nome tão estranho possa ser um paraíso, onde o
Arquiteto do
Universo mais uma vez, demonstrou seu talento na arte do fazer
com
perfeição a natureza. A insensatez do homem que o batizou com
esse nome
que tanto difere de sua magnânima beleza me causou certa
estranheza. Era
uma praia especial, onde o mar se mostrava ainda mais ousado e
atrevido,
quando atravessava os rochedos, fazendo com que suas águas
tivessem livre
acesso, para além da nossa visão.
Contudo, a cidade de Cascais é um verdadeiro paraíso,
considerado
não só por mim, mas, por quem por ali passa. Segundo ouvi dizer,
aquele
lugar foi denominado por seus habitantes, como um “pequeno
país”.
Cidade de pescadores, onde ao longo dos séculos famílias
ilustres
gostavam de construir seus castelos, para passar períodos de
férias.
Terra escolhida pelos reis exilados, para fixarem suas
residências.
Sendo também preferência dos turistas até os dias de hoje. Nos
finais de
semana, as ruas, praias e avenidas ficam totalmente povoadas.
A Boca do Inferno fica no litoral da cidade de Cascais e lá
existem
grupos de pessoas que se reúnem para fazerem a pesca desportiva,
o que
caracteriza mais uma forma de divertimento para a população e
turistas. Lá
também se pode encontrar feiras artesanais e outros tipos de
atrações. De
acordo com o que me foi relatado, Cascais é habitada desde os
primórdios.
Ao longo dos anos, muitas famílias importantes fizeram de
Cascais uma cidade
cosmopolita, construindo palácios, trabalhando em azulejos e em
outras artes
interessantes. Foi durante este período que Lisboa teve as suas
primeiras iluminações
eléctricas públicas e o seu primeiro telefone. Desde 1930 que,
quer Cascais quer o Monte
Estoril têm mantido a Costa do Estoril como o ex-libris do
turismo em Portugal. Esta
área era conhecida, inicialmente, como a Costa do Sol, mas
actualmente, é conhecida como
Costa do Estoril. Têm sido construídos, ao longo dos anos, novos
edifícios para responder
a cada vez maior procura por parte dos turistas. Ao longo de
todo o ano, Cascais
proporciona, aos turistas, todas as condições de que necessitam,
enquanto que a população
local continua com a sua vida.
A cidade de Cascais fica aproximadamente a uns 20 km do Oeste de
Lisboa. Suas praias de areia fina foram transformadas em
deslumbrante
estância de veraneio. Segundo o Carlos esta é uma das cidades
que registra
maior preferência de turistas, com características típicas da
povoação, como
pude comprovar observando as ruas estreitas, cheias de lojas
modernas,
bares, restaurantes e até discotecas para quem gosta de dançar.

Torre de Bugio
O Forte de São Lourenço do
Bugio, também conhecido como Forte de São
Lourenço da Cabeça Seca ou simplesmente Torre do Bugio,
localiza-se a meio das águas
da foz do rio Tejo, na altura da vila de Oeiras, Freguesia de
Oeiras e São Julião da Barra,
Concelho de Oeiras, Distrito de Lisboa, em Portugal.
Local onde se ergue é um banco de areia formado pelo
assoreamento da foz do rio,
fruto da dinâmica da confluência de suas águas com as do oceano
Atlântico, ao ritmo das
marés. Sendo o único da região com a superfície acima da linha
de marés durante todo o
ano, ficou-lhe a toponímia de cabeço ou cabeça seca. A toponímia
bugio pode ser atribuída,
entre outras versões, ao francês bougie (vela), devido à
semelhança da sua estrutura
circular e da primitiva torre encimada por farol, com uma vela
acesa sobre o seu castiçal.
Fonte pesquisa:
A Torre de Bugio foi o último lugar que visitei em companhia da
Manuela, Carlos e Joana, depois eles me deixaram no hotel, onde
fiquei
relembrando e fazendo anotações, não queria esquecer o que tinha
visto e
escutado durante o passeio. Agradeço a cordial atenção destes
amigos,
durante toda à tarde do dia 12 de dezembro de 2003.

Mistérios
O corpo traduzia
O que a mente tentava esconder.
Sensores ativados
Dava a certeza que acessava
Os bastidores do passado.
Navegar por mares desconhecidos ou
“Nunca Dantes Navegados”
Era enfrentar tempestades emotivas
Despertar o inconsciente
Revelar o que estava ocultado.
A vida não termina
Para quem acredita, confia
E semeia o amor.
Riqueza maior.
Sentimento que nos acompanha
E jamais nos deixa só.

Doce realidade
No segundo dia ainda estava atordoada, e, à noite, quase não
consegui
dormir, devido à mudança de clima e o fuso-horário terem
alterado meu
sistema orgânico. Enfim, tudo que estava me acontecendo, parecia
um filme
que retratava fatos interessantes. Era difícil acreditar que já
conhecia
pessoalmente o Carlos, a Manuela e a Joana. Sabendo que logo
mais, iria
conhecer os outros companheiros escritores, alguns autores do
CEN, que
estavam participando da Antologia “Poiesis Vol. X”, a qual seria
apresentada logo mais, no Palácio Galveias, na presença de
autoridades
locais e internacionais, autores e convidados. Inclusive, para a
referida
solenidade, eu tinha convidado o Dr. Antonio Paes de Andrade, na
época,
Embaixador do Brasil em Portugal e sua esposa, a senhora
Zildinha
Andrade.
O que estava me acontecendo, parecia um sonho, algo irreal. No
entanto, tratava-se de uma doce realidade e lá estava eu,
conhecendo um
país milenar, berço da nossa história e tendo a honra de fazer
parte um uma
obra literária impressa, com a participação de 67 escritores da
Língua
Portuguesa.
Levantei cedo, queria aproveitar bem o sol para sair e conhecer
melhor Lisboa. Do meu quarto, liguei para a recepcionista do
hotel para que
ela me chamasse um táxi. Antes de sua comunicação, desci e fui
até a
recepção, para pedir um mapa e certificar-me quais seriam os
melhores
lugares para uma dama desacompanhada, fazer compras.
Já no táxi, solicitei ao motorista que me levasse a Praça da
Espanha,
onde teria varias opções de transportes que me levariam para
quase todos os
bairros da cidade. Sobre os quais, pretendo descrevê-los mais à
frente.
Pouco tempo, depois de ter saído, avistei o famoso Aqueduto das
Águas Livres de Lisboa, onde detive um pouco das minhas
atenções, não só,
por sua antiga e longa história, enquanto servia de passagem
para as águas
que abasteciam Lisboa, mas também, por sua imponência!
Vale ressaltar que todas as vezes que passei por baixo do
Aqueduto
olhava fixamente para suas colunas e tudo pela simples impressão
de estar
entrando ou saindo por um portal sagrado, em que tinha o poder
de
mentalmente, levar-me ao passado.
Apesar do que aconteceu durante o período de colonização
portuguesa, Portugal não deixou de ser considerado pelo povo
brasileiro de
sua pátria mãe. Considero também de grande relevância, o fato de
que os
portugueses até hoje, continuam investindo em terras
brasileiras. Fiquei
sabendo que em tempos de reinados cerca de 17.000 fidalgos que
acompanhavam a família real ao Brasil, recebiam finanças que
vinham de
Portugal e aqui as investiam, de geração em geração.

Aqueduto das Águas Livres
Depois de conhecer Portugal e alguns portugueses, alimento um
novo sentimento em relação a essa gente e vejo Portugal por um
ângulo
amoroso, passando a sentir por esta gente, um enorme carinho!
Conhecer
sua arquitetura foi como entrarem nossa própria história, como
se estivesse
retrocedendo no tempo e no espaço, para fazer-me presente e
vivenciar
todos os fatos ocorridos naquela época. Portugal é um país rico
em história
e cultivador de sua cultura. Já foi considerado em séculos
passados,
precisamente na época das colonizações, um dos países mais rico
do
mundo. Mas o tempo passou. Hoje em dia, com a unificação da
moeda
única européia (Euro), está enfrentando grandes dificuldades
econômicas, a
exemplo de outras nações.
A construção do Aqueduto das Águas Livres foi construído entre
1731 e 1748, e
é um dos ex-libris de Lisboa. Deve-se a sua iniciativa a Cláudio
Gorgel do Amaral,
procurador da cidade, merecendo, desde o inicio, o apoio do rei
D. João V. A parte
monumental é formada essencialmente por dois imponentes: a
arcada sobre a ribeira de
Alcântara, iniciada em 1739, constituída por 35 arcos”, 14 dos
quais de perfil ogival,
com robustos pregões, e 21 de volta inteira (sobre a qual se
estendia o célebre Passeio dos
Arcos), e os Arcos das Amoreiras, secção terminal, verdadeiro
arco triunfal, edificado
para comemorar a entrada, em 1748, da tão desejada e necessária
água livre em
Lisboa.
É um belo e grandioso monumento.
De sobriedade, sem excesso de ornatos, é simultaneamente solene
e belo. Sobre o
frontão triangular que pousa na aquitrave, um coroamento de
nobres linhas, ergue-se uma
espécie de nicho acoruchado. Nas duas faces do monumento, estão
esculpidas duas Águas
ou Mãe D'água, que se segue ao Arco das Amoreiras, após o ângulo
reto perfeito que o
aqueduto ali desenha, fazendo fundo do Jardim das Amoreiras é
decorada com três belos
painés de azulejos joaninos que pertencem a pertenceram à
profanada Igreja de São
Lourenço de Carnide. Poderosa mole de cantaria, de Configuração
quadrangular, tem
um terraço superior coberto de abóbada de tijolo e um
reservatório com varanda de
parapeito ocupando três lados. Na quarta parede admira-se um
conjunto escultórico cuja
figura principal é um Neptuno. A água jorra da boca de um
golfinho. Segundo a tradição,
era aqui que a rainha Carlota Joaquina, passou muitos momentos
de amor com seus
vários parceiros.
Passei pelo degredado e perigoso bairro do Casal Ventoso (que
mais
parece uma favela de mau aspecto) e, no final da Avenida de
Ceuta, avistei a
grandiosa Ponte 25 de Abril. Experimentei uma forte emoção, ao
passar
por ela, não sei se, por seu valor histórico ou por sua altura e
longa extensão.
Do outro lado do Rio Tejo fica a cidade de Almada, mais um berço
da
história portuguesa. Do alto da ponte 25 de Abril se tem uma
visão
sistêmica da realeza que é o Rio Tejo e suas margens, esse
contexto visual
despertou em mim, uma estranha sensação de infinito. É realmente
fascinante apreciar aquela imensidão aquática, que por obra da
natureza
separa duas cidades e ao mesmo tempo, vê-las interligadas por
uma ponte
arquitetada e construída pela inteligência, pela mão humana. Em
minha
opinião, isso é ação de Deus através de sua criatura. É através
dessa força
que o homem impulsiona e revoluciona o planeta terra, onde
segundo
Lavosier “nada se cria, tudo se transforma”.
Ainda, no autocarro ouvi alguém dizer que, a pessoa que por ali
passa
todos os dias, tem, a cada dia, uma visão panorâmica diferente.
