
Aborto
Sexto dia, em Lisboa, já me
sentia melhor, mais familiarizada.
Passado quase uma semana, não tinha feito, nem a metade do que
me propus a realizar, ainda mais essa idéia de fazer uma
pesquisa sobre o aborto. Para ganhar tempo, levantei mais cedo
do que nos dias anteriores.
Antes de sair, fui ao restaurante, onde conheci o Senhor Paulo
César - conferencista, ele era de São Paulo e estava em Lisboa
para proferir palestras sobre ética. Durante o lanche falamos de
vários assuntos, dando sempre ênfase ao tema ética e a educação
escolar brasileira. Depois segui meu caminho em busca de
informações acerca do tema “aborto”, tendo em vista, ser este o
assunto que mais estava sendo comentado pela população e pelos
meios de comunicações portugueses. Os jornais continuavam
noticiando, sendo que a matéria e a foto, foram publicadas no
dia 17 de dezembro de 2003 – www.publico.pt (Jornal Público)
"Descriminalização do aborto provoca crise no PSD – Partido
Social Democrático.” Na verdade, qualquer que seja o tipo de
mudança, pode despertar comportamento adverso ao esperado,
levando em consideração que as pessoas são livres para
defenderem o que elas acreditam, mesmo que essas crenças, sejam
conflituosas e prejudiciais à algumas pessoas. No caso das
deputadas o posicionamento delas poderia ter sido bastante
danoso, não só dentro do partido político, mas também na vida
pessoal, social e familiar. Talvez até tenha sido, não sei, pois
não busquei informações neste sentido. No entanto, elas optaram
por enfrentar os inúmeros desafios pelas mulheres que não tinham
voz altiva ou lhes faltava coragem. As partidárias que ousaram a
trabalhar e defender o projeto para retirar a interrupção da
gravidez do Código Penal português foram as Deputadas Ana Manso
e Leonor Beleza.
Constatei, através de conversas, notícias de jornais e TV, que a
grande polêmica estava formada e, a cada dia aumentava o número
de adeptos. A partir daí o meu interesse aumentou, precisava
saber mais sobre a opinião
da grande massa popular a respeito do "aborto", quando provocado

intencionalmente. Dentro desse
tema inverti horas e horas do meu tempo abordando pessoas e,
sempre que possível, conduzia as conversas para o objeto de
minha curiosidade. Os comentários que versavam sobre o “aborto”
despertavam-me interesse, em saber mais; então dava um jeito de
me aproximar. Aos poucos fui percebendo que os conflitos, as
dúvidas vinham de lugares e de pessoas de níveis diferenciados.
Em meio a tantos depoimentos, resolvi tomar nota da conversa
informal que tive com o gerente do hotel, onde eu estava
hospedada. Na ocasião, ouvi o que se segue:
Sou um cidadão casado e tenho uma filha de 25 anos e, na minha
opinião, não deveria ser este assunto, tratado por homens, mas
sim, pelas mulheres, pois são elas que deveriam ter todo o
direito de decidirem entre ter ou não ter um filho. Por tanto,
somente as mulheres deveriam votar e decidir quanto a legalidade
ou não do aborto.
Segundo meu entrevistado - Atualmente, tem morrido cerca de 20
mil mulheres, por terem practicado abortos ilegais. Como se vê
isso prova que o fato de ser ilegal, não impede que as mulheres,
sozinhas ou apoiadas por seus companheiros, deixem de practicar
tal acto ilícito. A imprensa divulga que 'Na Cidade do Porto,
sete mulheres estão sendo julgadas por terem practicado aborto,
por isso, respondem, juntamente com elas os esposos, namorados,
médicos e enfermeiros que, de alguma forma participaram desse
acto ilegal. Ele acrescenta que, tudo se dá pelo simples fato de
que, muitas mulheres cruzam os braços e nada fazem para mudar
está situação e continua: - Sabe senhora, na minha opinião essas
mulheres já estão pagando por seus actos, pois quem toma uma
decisão dessa natureza, não deixa de ter sua consciência,
fazendo-lhe cobranças. Só pode ser isso, um grande castigo. Além
de tudo, ainda têm que enfrentar preconceitos por parte da
sociedade em geral. Isso quando não se agrava, chegando a
enfrentarem os bancos dos tribunais de justiça. Na minha opinião
é desnecessário que essas pobres mulheres ainda tenham que
passar por outros tipos de sofrimentos e humilhações. Conforme é
possível de se vê, as notícias estão correndo por todos os
grandes jornais de circulação no país.
Mesmo, com todas as proibições, temos por aqui clinicas que se
dedicam a fazer abortos clandestinos. Estas ganham fortunas...
Somente neste ano, isso, só até onde tomei conhecimento, vinte
mil mulheres foram internadas em hospitais públicos, após, terem
saído dessas clínicas. A verdade é que nestas clinicas, não tem
a higiene necessária para garantir a saúde dessas mulheres e ao
retornarem para suas casas, se deparam com
problemas sérios de infeção, entre outros problemas mais graves
que somente aparecerão, mais tarde!
Em minha opinião, quando se trata de aborto, fala-se de um
assunto delicado, apesar da mulher não o practicar sozinha,
sempre será ela, a carregar, o fardo mais pesado, não importando
sua raça ou condição sócia - cultural. Para finalizarmos nossa
conversa, ele concluiu que: quase sempre é a mulher a responder
por tudo, principalmente nestes casos, a mulher é a maior
vítima!
Logo após o almoço sai pelas ruas em busca de saber mais a
respeito da opinião de populares sobre a legalidade ou não do
“aborto”. As opiniões se dividiam quase que de igual para igual,
onde uns diziam: Essas mulheres e seus cúmplices precisariam
pagar pelo crime de matar um ser indefeso. Enquanto outros
defendiam a tese de que: o corpo pertence a mulher, portanto,
que seja dado a ela o direito de decidir se deseja ou não, ser
mãe.
Para finalizar o trabalho de pesquisa daquele dia, adentrei numa
perfumaria que ficava na entrada de um shopping próximo ao hotel
Ibis.
Em questão de minutos, fui abordada por uma moça “rapariga” que
se apresentou, dizendo ser a vendedora daquela loja.
Gentilmente, perguntou-me de onde eu era e começou a mostrar-me
produtos dos mais variados possíveis. Aproveitei a
espontaneidade da vendedora para conduzir o diálogo para o
assunto do momento “aborto”. Era o que realmente me interessava.
Perguntei qual era a sua opinião. Foi quando percebi que ela
também poderia contribuir com minha pesquisa. Antes de
responder-me fez uma cara de quem não sabia se deveria comentar
o assunto.
Senti um leve tremor na voz de Tânia (era esse o nome da
vendedora), com acentuado sotaque espanhol. – Não se interessa
por esse tipo de assunto? – Insisti.
- Pelo contrário senhora tem mais a ver comigo nesse momento, do
que possa imaginar. Estou embaraçada (grávida) e não sei que
rumo minha vida vai seguir, não quero tomar uma decisão drástica
e fazer como essas mulheres que estão respondendo processos por
terem tirado a vida de seus próprios filhos, também não queria
estar nesta situação. Por outro lado, o bebê não tem culpa da
minha “malsinada” sorte. A verdade é que perdi o leme...
A jovem estava a ponto de explodir em lágrimas, creio que fiz
bem em provocar aquele desabafo, que longe de ser uma solução,
pelo menos representava um alívio momentâneo. Quem sabe tenha
propiciado uma reflexão, uma luz. E eu, tinha motivos de sobra
para acreditar, em ajudas espirituais.
- Quer falar? Continuei receptiva, tentando oferecer um
sentimento materno.
- Sou de Barcelona, tenho um irmão mais novo, ele mora com minha
mãe e o atual marido dela. Praticamente fugi de casa, abandonei
os estudos para preservar minha mãe... e o casamento dela. Sabe,
ela é feliz, parece! È completamente apaixonada por ele, dez
anos mais novo que ela. Um dia, enquanto ela viajava a trabalho,
meu irmão passava fim-de-semana com uns amigos, meu padrasto me
surpreendeu em casa. Trancou a porta e abusou de mim. Nesse
ponto, a jovem respirou fundo, enxugou as lágrimas e continuou o
relato quase com raiva: - O mais complicado é que entre mim e
ele, tenho certeza, minha mãe ficará com o marido. É dependente
dele emocionalmente.
Ouvi com carinho, mas confesso que não sabia o que dizer.
Conselhos, exemplos, tudo isso é uma grande mentira social. Cada
um precisa buscar suas próprias soluções e procurei dar àquela
jovem (deveria ter uns vinte anos) uma espécie de bênção. Ah,
meu Deus e quem era eu, dentro daquele contexto familiar e
social? Uma mera ouvinte e nada mais.
Contudo, uma bênção, como uma mãe faria. Estendi a mão direita
por sobre sua cabeça e nesse momento, quem se surpreendeu fui
eu. Senti como se uma mão extremamente suave fosse colocada em
cima da minha. Meu corpo parecia levitar e tudo em volta ficou
distante, como se no espaço estivessem apenas nossas duas
figuras. Não sei quantos minutos ou segundos durou esse gesto,
nem que palavras foram pronunciadas, lembro-me apenas de uma voz
áspera que nos trouxe à dura realidade. Era a proprietária da
loja. Uma mulher alta, bem vestida, aparentando uns cinqüenta
anos, muito autoritária e também mal-educada.
- O que está acontecendo em minha loja? Quem é a senhora?
- Calma amiga; sou uma cliente. Tentei argumentar.
- Já sei, é a mulher dos anéis, retire-se do meu
estabelecimento.
- Minha senhora, respeite-me (endureci o tom). Sou uma cidadã
brasileira em visita a Lisboa, para participar de um evento
cultural. Tenho referências, estou hospedada no Hotel Ibis. Sou
amiga do Embaixador do Brasil. Quer telefonar? Minha firmeza não
lhe trouxe de volta à razão.
Contudo, eu estava extremamente ofendida e não estava disposta a
ouvir suas insinuações.
- Desculpe senhora, interferiu a vendedora, ela pensava que
fosse...
- Nada justifica essa senhora, interrompi, e encarando-a nos
olhos, acrescentei: eu não sei quem é a mulher dos anéis, mas
com certeza, a senhora não deve ter nenhum. Dizendo isto, tratei
de me retirar, sem, contudo fugir a reflexão do quanto somos
alheios ao sofrimento do nosso semelhante. Vieram-me as
lembranças de infância no interior do Ceará, e vi Ana uma menina
bonita, bem mais desenvolvida que eu, embora com a mesma idade.
Não éramos propriamente amigas, morávamos distante uma da outra
e ela vivia muito ocupada tomando conta dos irmãos menores.
Fora violentada pelo pai aos onze anos, engravidou e adoeceu
gravemente.
Desconheço os detalhes da história de Ana, o pouco que ouvi foi
por acaso.
Sei que ela morreu por causa da gravidez precoce (ou quem sabe,
por ter sido sua alma violentamente destroçada), depois deste
infeliz episódio, toda a família se dispersou. Perguntei por
ela, certa vez à minha mãe e tive uma resposta breve: Ela morreu
por causa do sarampo. Tome seu chazinho de sabugueiro todinho,
sarampo mata. Naquele tempo, embora minha família fosse pobre,
eu não economizava nos sonhos. Via-me no futuro, uma advogada
famosa, tão famosa que viraria juíza, (eu pensava que advogado
viraria juiz só porque era bom) e resolveria todos os casos de
injustiça das pessoas que me procurassem. E, se eu fosse mesmo
uma juíza hoje? Como julgaria o caso da pequena Ana? E o da
mocinha da loja?

De volta ao tema “Aborto”
Passaram-se dois anos, voltei ao tema, para obter informações a cerca das deliberações penais.Enviei correspondência virtual, em atenção do Carlos Leite Ribeiro, para me certificar, se os acusados de praticarem abortos clandestinos, já haviam sido sentenciados e quais seriam as decisões judiciais. Passado alguns dias, recebi a seguinte resposta: Prezada Vilma Matos passo a informar-lhe que houve várias audiências em todo o País, por fim, os acusados tiveram como resultado a condenação, sendo que, no final de todos os tramites, as penas foram suspensas. Vejo que este é um problema que deverá ser encarado e de frente, mas terá de haver legislatura para punir severamente os infratores.
Sobre o Aborto no Brasil - Lei Brasileira
E sobre o tema que movia Portugal naquele momento, o “aborto’,
qual seria minha posição como mulher, como mãe, como juíza? O
aborto
tem tantas facetas quanto a nossa visão nos permite observar:
pessoal,
moral, social, política, ética, religiosa, jurídica e até
econômica, há no Brasil,
um projeto aprovado por unanimidade pela comissão de assuntos
econômicos do senado (em 18 de setembro de 2007) que considera o
nascituro como dependente no Imposto de Renda, lembrando que o
Código Civil de 2002 permite fazer doações, bem com nomear
curador ao
ventre. Conforme artigos:
Art. 542. A doação feita ao nascituro valerá, sendo aceita pelo
seu
representante legal.
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento
com
vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do
nascituro. Lei nº
10.406, de 10 de janeiro de 2002.

Referendo 2007 (Portugal)
Após a justiça portuguesa ter considerado os infratores
culpados, a
luta daqueles que incansavelmente buscava a legalidade do
aborto,
continuou e com mais força, até que, finalmente terminou a
grande
polêmica sobre o debatido tema. Para angústia de quem defendia o
direito a
vida do nascituro e, satisfações daqueles que defendiam o
direito de escolha
da mulher, em trazer ou não uma nova vida ao mundo foi decidida
através
de referendo, no dia 11 de fevereiro de 2007, pelo povo
português, que
escolheu o “sim”, desde então, a mulher portuguesa já pode
interromper a
sua gravidez, sem correr o risco de ser enquadrada pelo Código
Penal de seu
país, art. 142, neste foi acrescentado uma alínea estabelecendo
mais uma
situação em que não é punível o aborto: quando realizado em
estabelecimento de
saúde legalmente reconhecido, por opção da mulher, nas primeiras
dez semanas de
gravidez. Devendo a mulher obedecer a um período de reflexão,
para que
tenha tempo de certificar se deseja mesmo retirar de suas
entranhas, o feto,
ora indesejado. Quanto aos “profissionais” do aborto
clandestino, diante
deste resultado, não se sabe o que irão inventar...
Ao analisar as informações acima, conclui que a justiça do
homem,
nem sempre será considerada justa e também não alcançará a
satisfação de
todas as pessoas que ocupam este planeta. Onde quer que
estejamos a
justiça tende a funcionar da mesma forma satisfatória ou
insatisfatória, tudo
só depende do ponto de vista e do interesse de cada um. Creio
que estas
contradições ocorrem, por causa das adversidades de opiniões, do
egocentrismo exacerbado e outros motivos de cunho pessoal,
social,
religiosa e moral. Em pesquisas realizadas, junto ao público
português, a
respeito do “aborto”, ficou fartamente constatado que: aquilo
que era
considerado justo ou licito para uns, era injusto e ilícito para
outros. Isso
demonstra com clareza, que cada pessoa tem suas peculiaridades,
impossibilitando a elaboração de leis que possam satisfazerem a
necessidade e entendimento de todas as pessoas.
Particularmente, sou da opinião que; enquanto a maioria dos
habitantes da terra priorizar as escalas evolutivas, no sentido
material, sem a
devida preocupação com as conquistas espirituais, os
legisladores
continuarão elaborando leis para amparar interesses da minoria
ou,
particularmente os seus. Contudo, percebo que existe um pequeno
número
de pessoas que, já se voltaram para os ensinamentos de Jesus
Cristo e se
preocupam em colaborar com a transformação deste mundo de provas
e
expiações, para um mundo de paz, fraternidade, amor...
De qualquer forma a “Lei de Causa e Efeito” nos alcançará,
trazendo
maior aprendizagem no que, diz respeito, a compreensão e a
vivência desta
Lei Natural que tudo vê e tudo cobra, seja quem for o infrator.

Debate do aborto ainda é precário no Brasil?
As discussões sobre o aborto ainda causam muita indignação no
Brasil. Segundo uma pesquisa do Instituto Datafolha, 65% dos
brasileiros
são contra mudanças na lei e temem a banalização do ato. Para
eles o
homem não tem direito de tirar a vida de uma criança, mesmo os
médicos
afirmando que nas primeiras dez semanas de gestação o feto não
pode ser
considerado um ser humano.
No entanto, a vontade da maioria não precisaria ser discutida se
os
números não fossem tão alarmantes: a cada minuto, quase dois
abortos
clandestinos são realizados no Brasil.
Essa é uma estimativa baseada nas internações pós-aborto pelo
SUS
(Sistema Único de Saúde) e aponta que cerca de um milhão de
mulheres
interrompem a gravidez por ano no país, enquanto somente dois
mil
mulheres são submetidas à procedimentos legais.
Em Portugal, a discussão sobre o tema virou plebiscito e o
plebiscito
acaba de virar lei de nº 16/2007, entrando em vigor em
15/07/2007. Foi
aprovado pelo presidente português Aníbal Cavaco a lei que
descriminaliza
a interrupção voluntária da gravidez durante as dez primeiras
semanas de
gestação.
Em 2007, foi realizada aqui no Brasil uma enquete para saber a
opinião das leitoras, quanto à realização de um plebiscito sobre
a idéia de
descriminizar ou não o aborto.
O resultado da enquete foi a seguinte: a maioria dos
participantes, ou
seja, 43% não é a favor da votação popular e se consideram
absolutamente
contra o aborto e contra a qualquer tipo de discussão a respeito
deste tema,
por ser o aborto um crime. Ainda tem 9% que são contra, porque
dizem que
o povo não em maturidade para decidir sobre este tema, nem
competência
para decidir um assunto de tamanha relevância. Portanto, tirar
uma vida é
crime. É sabido que em nosso ordenamento jurídico é proibido a
tortura e a
pena de morte. Em segundo lugar vieram os votantes favoráveis ao
plebiscito, no percentual de 35%, estes alegaram ser hora do
povo começar
uma discussão mais voltada para a saúde e menos preocupação com
a
religiosidade. Em terceiro lugar vieram as pessoas que são a
favor da
votação: 13% consideram que o povo tem direito de ajudar na
decisão,
enquanto os 9% restantes, não confiam na maturidade plena dos
brasileiros
para decidir um assunto complexo e delicado como este.
Conclusão da enquete ficou acirrado: 52% das leitoras do Delas
são
contra o plebiscito, enquanto 48% se colocaram a favor da
consulta
popular.
Novo debate
Na semana passada, a discussão sobre a vida humana ganhou um
novo ponto de vista. Na última sexta-feira, 22 especialistas das
áreas de
bioquímica, biomedicina, genética e neurociência foram
convocados para
um debate que visa encontrar respostas para uma pergunta: quando
começa
a vida humana?
Lei da Biossegurança
A discussão serve para embasar os ministros do Supremo Tribunal
Federal a respeito da Lei de Biossegurança. Em vigor desde 2005,
ela
autoriza as pesquisas com células-tronco a partir de embriões
humanos
desde que sejam usados somente aqueles que seriam descartados
pelas
clínicas de fertilização, ou congelados há pelo menos 3 anos.
Até aí, tudo bem, mas em 2005, o procurador-geral da República,
Cláudio Fonteles entrou com uma ação contra as pesquisas com
células-tronco
argumentando que o uso de embriões pode ser considerado
inconstitucional, já que viola o artigo 5º da Constituição, que
dá direito à
vida.
A partir daí, travou-se um novo debate. Por isso, preparamos
outra
enquete para saber o que as leitoras do Delas acham sobre isso.

Juiz
Consciência
Julgador infalível
Implacável!
Das transgressões humanas.
O descanso físico
Pode ser algo difícil de acontecer
Tem gente que toma tranqüilizante
Para adormecer.
Juiz de todas as horas
É o retrato da sabedoria
Retira o véu das mentiras
E sentencia.
