Sebo - Vilma Matos

SEBO LITERÁRIO

autor

 
 
 
 
Maria Vilma Matos Peixoto
"Por mais difícil que seja uma conversa,
a melhor forma de iniciá-la é com um sorriso."

Sara Mel
 
BIOGRAFIA
Nascida em Crateús – Ceará – Brasil, filha de João Marques Barbosa e Maria da Conceição de Matos. Pedagoga, com especialização em Psicopedagogia, Capacitação em Saúde Mental e Acadêmica de Direito.
Editora executiva da revista literária virtual “Fortaleza em Noticia” Vice-Diretora Honorária do Portal CEN (uma ponte literária virtual, entre Brasil e Portugal, paises de língua portuguesa e grupos lusófonos espalhados pelo mundo).
Escritora, poetisa.
Declamadora oficial de eventos literários e sociais.
Idealizadora do Primeiro Encontro de Escritores Luso-Brasileiro de
Letras (Fortaleza - Ce)
Membro da Academia Feminina de Letras do Ceará – AFELCE, cadeira de nº. 34, Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará – ALMECE, cadeira de nº. 22 (representante do Município de Crateús), Academia Virtual Luso-Brasileira de Letras, cadeira de nº. 24, Academia Virtual e Sala dos Poetas e Escritores – AVSPE e Sócia Contribuinte da Associação Cearense de Imprensa - ACI.Publicações
 
 Louvores à Deus pela vida
Dedico este livro à Wanessa Matos Minha única e amada filha


A minha família pelo carinho
Pais:
João Marques Barbosa, Maria da Conceição de Matos (minha eterna guardiã), por terem me ensinado a vivenciar o amor.

Meus irmãos:
Raimundo (em memória), Antônio, Antônia, José (Dedé), Elena, Jesus, Iracema, Maria Jose (Zeinha), Celma e Ana Vládia Pinheiro (irmã de Coração).

À minha cunhada pela comunhão Maria Helena Peixoto

Pelo apoio além mar, agradeço a:
Antônio Paes de Andrade – Embaixador do Brasil em Portugal (a época), Carlos Leite Ribeiro, Manuela e Joana Madeira, Família Brígido

Especial dedicatória
Aos meus amigos da Companhia Energética do Ceará - COELCE com os quais passo a maior parte dos meus dias, em especial aos da Diretoria Jurídica.
Cristián Fierro - Mentor de um novo tempo na Coelce.

Ao médico Afonso Silva de Lima
Na vida, temos passagens de nossas próprias experiências bíblicas; momentos de provas e expiações, mas também encontros com anjos enviados por Deus na hora exata do livramento.
Um dia, um desses iluminados me fez endereço de sua Missão Divina, em forma de cura física e espiritual, lembrando-me o verdadeiro sentido da vida.
Muito obrigada, meu amigo.

A advogada
Silvia Cunha Saraiva Pereira
Os vínculos profissionais são pontes para a amizade, quando a inteligência, a sensibilidade e a justiça são virtudes de quem comanda.
Grata pelo apoio.

Aos irmãos por amizade e afinidade Obrigada pelo incentivo: Arleni Portelada, Ceila Teixeira, Francinete Azevedo, Graça Machado, Henrique Ramos, Jorge Luiz Azevedo, Miriam Castro, Mônica Serra Silveira, Rachel Bankiza, Sônia Nobre de Góis, William Alcântara, Zelito Magalhães

Aos amigos e apoiadores: Newton Freiras, Tarcísio Tavares

Canção pra Vilma


Ou, ou, ou! Vilma Matos
Uma estrela brilhou
Ou, ou, ou! Vilma Matos (bis)
Um sonho realizou
Na odisséia da vida
Surgiu a Vilma, o bem
Com seu jeitinho singelo
Que outra pessoa não tem
Escreve versos bonitos
Faz poesias também
Sua presença irradia
Todo espaço que tem (repete I refrão)
Com suas mãos
E caneta
A história de
Ulissis contou
Hoje é dia de festa
De fé, amor e luz
De gratidão à vitória
Ao nosso Cristo Jesus.
Walmir Romão

Por que “Odisséia?”

Entendi a metáfora do título ao percorrer as linhas do seu relato: o susto pelas descobertas, o choque cultural, o atordoamento aéreo do primeiro vôo e o fuso-horário literalmente em parafuso. Pude imaginar o que você por timidez talvez, não falou: as cólicas provocadas pelo medo.
Emocionei-me com a história quase irreal da freira, uma espécie de performance de anjo da guarda cruzando o caminho de quem acredita em Poder Superior. Odisséia, no sentido que você empregou a palavra, significou o começo e o fim de uma jornada exterior e interior, por destino consumada naquele ponto geográfico tão distante do seu habitat. Quando a torpeza humana lhe atingiu, o mal venceu instantaneamente e você morreu em Lisboa. Ao receber força para encarar com serenidade o golpe de uma cilada, você estava do outro lado, pronta para renascer entre estranhos, despojada de qualquer vinculo afetivo e de interesses materiais. Voltar ao Brasil cheia de novidades, não foi o sentimento mais predominante sobre a sensação de ser nada retornando ao nada. As imagens de sua cidade encheram suas retinas de encanto, por serem frutos de um primeiro olhar; o primeiro carinho recebido na terra do sol desatou em choro convulso, tal qual acontece com todo mundo nos braços da parteira; a sua volta era de muito mais longe. Talvez, você até tenha visto o Ulisses nesse lugar.
Arleni Portelada

Buscando as Raízes

Viajei nos acontecimentos espirituais que deram um tempero ao seu livro, sobre a viagem a Portugal.
Acredito que todos nós buscamos inconscientemente as raízes, mesmo que sejam apenas emocionais. Penso que temos quase sempre o anseio utópico de visitar a pátria mãe. Talvez sejam lembranças do passado que teimam em aflorar; quem sabe busquemos fazer uma regressão sem hipnose a fim de pisar o chão que acreditamos já ter percorrido. Sei lá!
Imagino assim porque também sinto dessa maneira.
Lisboa, Rio Tejo, Algarve, Leiria, Cascais, Alto do Pina, parecem ecos do passado e tudo se refletindo no espelho da imaginação. Por isso viajei como já disse, nos seus escritos e até me emocionei com a criação das formas pensamento.
Foi muito interessante você ter conhecido antes os amigos virtuais do CEN e depois recepcioná-los, em Fortaleza. Foi um belo tratamento dado a todos e uma comprovação da nossa hospitalidade.
Parece que você deveria passar por tudo que passou de apreensão e solidão que marcaram, mas não embaçaram as alegrias e surpresas que você teve oportunidade de saborear.
Gostei da freirinha.
Enfim, a leitura me prendeu e fiquei com vontade de ler mais adiante para saber o restante. Quanto às explicações do Carlos Leite, são bem oportunas, entretanto me deixaram mais ansioso para voltar a sua narrativa de viagem. Muito bom!
Quanto ao malfadado trote, realmente me impressionou a maldade e a irresponsabilidade de uma pessoa que se presta a tal mesquinhez. Não sei, se não correria atrás de identificar quem se prestou à tremenda canalhice.
Talvez você tenha razão, o que importa mesmo é que você recebeu antecipadamente a ajuda espiritual necessária. Dizem que o Espiritismo é “o remédio antes da dor”. O fato demonstra essa verdade. O resto é procurar esquecer e tornar-se sempre, como disse Jesus: “manso como as pombas e sagaz como as serpentes”.
Buscando as Raízes
William Alcântara

Perseverança e simplicidade

Certo dia de meados do mês de dezembro de 2003 chegou Vilma a Lisboa, só, e com duas enormes malas de viagem. Numa cidade que ela não conhecia, e pessoas, conhecia umas três ou quatro virtualmente; foi uma grande aventura. Mas, sua educação, sua simpatia natural e o seu valor literário fizeram dela a figura principal por onde passou, encantando a todos com sua simplicidade. Essa aventura foi habilmente transformada em substanciosa obra, na qual tenho a honra de assinar uma parceria nas pesquisas históricas. É o seu primeiro livro, e é um roteiro por onde Vilma passou e registrou todas as suas sensações em terra lusa. Há um pouco de tudo, informações culturais, fatos curiosos, misticismo e claro, a sua poesia.
Com certeza, nossa vida se torna bem mais rica com ela. Sua poesia não é, por vezes, tão comportada, pois, em vez de ficar presa no papel, gosta de ganhar vida, freqüentemente nos convidando a passeios de grandes reflexões, experiências e sensibilidade.
No que diz respeito à forma, os versos da Vilma Matos são curtos, todos os ritmos são empregados e o recurso à rima dá-se de quando em quando, num processo ao qual talvez se pudesse chamar de “som-puxandosom”, desdobramentos que surgem naturalmente e sem malabarismos.
Parabéns, Vilma Matos. Pessoa como você sempre será bem-vinda a este lado do Atlântico.
Colaborador
Carlos Leite Ribeiro - Natural de Portugal, jornalista, escritor, pesquisador, radialista, idealizador e presidente do site “Cá Estamos Nós”, que agrega escritores de língua portuguesa espalhados pelo mundo. Sócio Honorário da Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará - ALMECE.

Odisséia em Ulisséia

À guisa de prefácio

Tive a oportunidade de conhecer Vilma Matos, em meados de 2003, durante um evento literário realizado na Casa de Juvenal Galeno.
Por aqueles dias, organizava uma programação para lançamento do meu livro de ensaio, “O Romance Cearense”, que se daria proximamente no Centro Cultural Oboé. Então, faltava a declamadora que ilustraria a parte lítero-artística e isso vinha me causando certa inquietação.
Voltemos à Casa de Juvenal Galeno. A distinta platéia que lotava o recinto foi, em determinado momento, surpreendida pelo talento de Vilma Matos que declamou uma peça de sua autoria. Confesso que no decorrer da exibição, considerei superado o problema relacionado com a esperada noitada no Oboé. O sucesso da poetisa na noite cultural do Oboé, se repetiria durante outra exibição a efeito recentemente na Casa do Jornalista, quando mostrou, mais uma vez, o seu talento.
Até então, eu que conhecia apenas a poetisa, a declamadora, agora me deparava com a autora de um livro em prosa, dosado com subsídios em versos, com dias marcados para entrar no prelo. Pediu-me inicialmente para dar uma revisada; depois, o convite para fazer a apresentação. Assim, tive o privilégio de ler em primeira mão os originais de Odisséia em Ulisséia, ou melhor, de acompanhar Vilma na fascinante viagem que fizera a Portugal havia alguns meses.
Surpreendeu-me, sinceramente, na autora a facilidade com que descreve os detalhes da viagem, numa linguagem amena, concisa, com colocações de sentenças, períodos e orações que se sucedem naturalmente numa beleza de estilo simples, em que procura não abusar da sintaxe. Trata-se realmente de um trabalho com grande poder de síntese, porém, que não chega a prejudicar a objetividade com que ela descreve os lugares – centros históricos e turísticos incluindo mosteiros, palácios, castelos e outras construções seculares – que prendem emocionalmente as atenções “não só”.
Pela sua magnânima história, como também pela sua imponência e seus mistérios”, nas palavras da autora, sem os rodeios das metáforas. Nota-se, assim, a preocupação que teve de “retratar” para nós brasileiros, em seus mínimos detalhes, as belezas que viu e que desconhecemos da vida e dos costumes do povo lusitano.
Que mais poderia dizer de “Odisséia em Ulisséia e de sua autora neste espaço que me foi reservado? Que uma seja alavancada pelo poder de persuasão da outra, alçando as duas o mais elevado espaço para maior enriquecimento da nossa literatura.
* Jornalista, professor, historiador, detentor do Prêmio Osmundo Pontes de
Literatura-2002, da Academia Cearense de Letras.
Zelito Magalhães*
* Jornalista, professor, historiador, detentor do Prêmio Osmundo Pontes de Literatura-2002, da Academia Cearense de Letras.

Entre tantas opções de temas para nominar um livro, talvez os relatos de uma viagem, nas páginas quase novelescas de um diário, não seja exatamente a forma literária mais sedutora. Porém o âmago dessa experiência aparentemente turística cultural aconteceu um “bang”. Os rascunhos foram de imediato, promovidos a textos e a conseqüência disso está em suas mãos, intitulada pomposamente de Odisséia em Ulisséia.
A autora

 

 

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