MAGAZINE CEN / Setembro 2012
Tema: "CINEMA"
 
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José Hilton Rosa
Belo Horizonte - MG - Brasil

"Cinema"


Uma luz, uma estrela
Vozes, forças que aparecem
Uma regra, uma história
Caminhos, invertidos e soberanos
Uma pedra, o mar
O homem que grita, chora e fere
O medo, traz o pavor escondido
O amor, retrata o romantismo
Transportando o passado, o futuro, mostrado o presente
O mundo, nos ensina, mas apavora
Acontecendo na noite, no claro e no deserto
O cinema fazendo e ensinando através da história, com os artistas.

José Hilton Rosa

 

"NATO" Azevedo
Ananindeua -  Pará - Brasil

 Sonho Real


Alegre e sorridente em carro alucinante,
mansões, jantares mil... qual Deus, eu me supero.
Piscina, céu anil, a taça transbordante
e em matar inimigos sempre mais me esmero.

Por vezes vil Destino, em fase angustiante,
me faz seu prisioneiro e, então, me desespero...
e eu sem amor, dinheiro, a vagar claudicante,
revezes tão constantes da sorte supero.

Vencer um batalhão e ter reinos almejo
matando a fero e fogo ou, em formoso esquema,
dar pão, casa e saúde ao povo em festa ensejo.

As cenas vão passando e eu, ali, "panema"...
viver tudo o que vejo é o que mais desejo,
prostrado e impotente em mágico cinema.

"NATO" Azevedo
(OBS.: panema quer dizer... espantado,apalermado, estático, bestificado.)

 

Cinema de Vanguarda


Enquanto a ditadura militar aprontava as primeiras "tomadas" do que se transformaria num longo filme de terror, o tal de cinema nacional tomava de assalto as bilheterias de quase todas as salas de exibição.
Perseguindo o enorme sucesso que as extintas "chanchadas" da Atlântida conquistaram, as novas peliculas em cores de meados dos anos 70 primavam por muita correria, a pé ou em carros, alguma sacanagem quase explícita e diálogos quilométricos recheados de palavrões e têrmos cabeludos.
Mas levavam público às salas, gente ávida por extravasar seus medos e uma libido super-reprimida fazendo muita algazarra, xingando uns aos outros e, vez ou outra, vaiando atores e estrelas que brilhavam na parede iluminada.
Florisvaldo era um desses assíduos frequentadores das poeirentas poltronas do Cine Jóia, descolorido prédio do mais modesto dos bairros da zona sul carioca, jovem complexado com seu próprio nome, insatisfeito com o mísero salário que findava antes do dia 15 e com quase tudo o mais na vida.
Sentado na sala escura, a mastigar nervosamente um saco de pipoca da sessão anterior, analisava preocupado seu investimento do momento. Recusara a diversão garantida dos filmes americanos de sacanagem pura, de sexo profundo e escandaloso, apenas para valorizar a produção nacional.
Não gostaria de passar pelo vexame de um domingo anterior quando, ao exigir na gerência seu dinheiro de volta em meio à projeção, quase apanha do "lanterninha" e de uns desocupados que usavam o cinema para dormir ou mesmo transar.
Florisvaldo armara um escarcéu dos diabos na ante-sala, "botara a boca no trombone" protestando em altos brados contra torpe qualidade do filmeco "Asyllo muito loco", um verdadeiro assalto ao bolso do trabalhador, achando que o Cine Jóia tinha a obrigação de prevenir a todos sobre isso. Afinal, êle era "crienti" daquela espelunca...
Sob vaias e assobios do público impaciente alguém ligou o projetor, com atraso como sempre e as imagens de uma típica família classe-média carioca encheram a telona, com a filha boazuda só de calcinha e a quarentona mãe com "rolinhos de bobs" nos fartos cabelos.
A discussão matinal girava em torno da elegante "lulu" de ancestrais franceses, uma "poodle" branquinha que era o xodó de dona Amélia e filha. Contudo Apolinário Neto, seu burocrático pai e o aposentado avô não morriam de amores pela esnobe e afrescalhada cadelinha, chata para comer e inútil como vigia, deitada eternamente em berço esplêndido (a cama da jovem Lúcia) ou no tapete da sala. "Liloca" ignorava olimpicamente todos êles!
Enfim a família estava toda reunida... polemizando na mesa repleta de alimentos e líquidos sobre a última moda do mal-sucedido projeto da "socyalite", a madame "Nenê", matrona dos Apolinários e que decidira "degolar" o rabo de "Liloca", pois essa era a derradeira palavra ("le dernier cri") em moda internacional.
Calças versus saias, os homens contra as mulheres da casa, batendo pé a favor da silenciosa (nem sempre !) cadela, que a tudo assistia sem entender patavina. Venceu o sexo frágil; afinal, dona Anésia era dona e senhora do inocente quadrúpede, que teve seu rabo decepado por outro animal de gestos delicados, voz melíflua e, dizem, alguns galhos na testa... num canil vizinho.
Tristeza quase geral, principalmente da bichinha, qua passava os dias a olhar para trás à procura do apêndice perdido.
Foram-se os anos (no filme) e vovô Apolinário, cavando entre as raízes de seu roseiral favorito, no belo jardim que cultivava, descobre estupefato que o rabinho ali enterrado transformara-se em peludas minhocas falantes, que latiam em francês.
A imprensa brasileira, ávida por bobagens desse tipo, elege a família Apolinário manchete da semana, com as Rádios, as revistas e programas de TV de "gagás", "Gigis" e "Gugus" fazendo extensas entrevistas com os tres heróis e até com a cadelinha. O filme se encerra com o vovô da confusa família num caixão, desencarnado por estafa ("stress", hoje!) das viagens com as extraordinárias minhocas por toda a Europa, o Japão e os EUA.
***
- "Puta que pariu, que merda! É mais uma daquelas bostas do tal cinema novo! Essa não... quero meu dinheiro de volta!", protesta exasperado Florisvaldo, espremendo os braços da poltrona, enquanto forçava com os pés a cadeira da frente. Amassou com raiva o saco com restos de pipoca velha, lançando-o à distância.
Mas não teve tempo para mais nada; começara a segunda parte do suplício, que desgraça pouca é bobagem. Raciocinou que a "grana" do ingresso já estava perdida mesmo, iria suportar o purgante até o final.
Vovô Apolinário chega aos céus, paraíso de filme tupiniquim com portão de papelão pintado e enfeites de cartolina dourada. Dá de cara com São Pedro e lhe apresenta seu currículo de belas obras, de caridades mil, de jejum, penitência e óbulos, de frequência de missas, de novenas e de todo aquele "mise en scene" que faz a festa da Santa Madre Igreja.
O porteiro celestial ignorou o papelório e disse ao anjo Hahassiah que puxasse no computador a ficha do candidato às plagas divinais. O rapaz de asinhas caídas (problemas no elástico da fantasia) apertou botões num enorme guarda-roupa tremeluzente de metal que, gemendo e guinchando, cuspiu uns cartõezinhos perfurados. Noutra máquina semelhante, São Pedro imprimiu o histórico terrestre do avô.
- "Bela ficha, seu Apolinário... jardineiro, funcionário público aposentado, músico, escoteiro na juventude. Hahaiah, veja se tem vaga pro vovô numa dessas categorias aí, em qualquer dos cinco céus!"
- "Ha, ha, ha, mestre... o sr. está sonhando? Nem no 6º céu, o dos padres e bispos -- que quase sempre não passam do purgatório -- tem mais vagas. O céu está completamente lotado!"
- "Hahahel, o que você sugere? O problema também é de vocês, pois são meus ajudantes!"
- "Nada feito, santo Apóstolo! O sétimo céu é dos serafins e querubins, dos potentados e principados. Esta nobre alma terá que aguardar até que surja uma vaga. Afinal, alguns arcanjos já foram expulsos daqui, no principio de tudo. Quem sabe o fato não se repete ?!"
Por fim o anjo Lehahiah teve brilhante idéia. Providenciou uma placa com os dizeres "PORTA DO CÉU - entrada - aguarde na fila" e deu para o vovô Apolinário segurar, dizendo:
- "Vai matando o tempo aí, velhinho, até chegar a sua vez. Afinal, quem não fazia nada lá embaixo não vai cansar aqui... depois, funcionário público sabe melhor que ninguém armar uma fila!"
E o filme foi se desbotando, se apagando, com uns dizeres que ninguém lê sobre as imagens, enquanto o resto da paciência de Florisvaldo desvanecia-se junto com a película. Levantou aos berros, clamando contra aquela "cachorrada" e pedindo o dinheiro de volta.
Nem chegou à metade do corredor... um segurança tipo armário embutido, cuja sombra dava dois dele, botou-o para fora do cinema aos safanões:
- "Sai prá lá, vira-lata ordinário! "Se manda" antes que eu te dê uma porrada. "Tá pensando que cinema é casa de caridade? Some já daqui, seu cachorro!"
Florisvaldo implorou aos céus que o transformassem naquele instante num mastim, doberman ou pastor alemão, para estraçalhar as canelas daquele brutamontes desgraçado.
Cruzou a rua, noite alta já, a cuspir impropérios ao segurança, olhando de soslaio para trás para conferir se o "cavalo vestido" não o perseguia. Quiz o Destino que uma caminhonete, vindo em sentido contrário, jogasse violentamente Florisvaldo contra o macadame rijo e frio, que asfalto era privilégio só de algumas avenidas.
Estrebuchando nos estertores da morte, com o sangue quente tingindo o negro terno de "tergal" ("não amarrota nem perde o vinco") adquirido no crediário da Maré Mansa, Florisvaldo ainda conseguiu ler no "baú" do veículo: "CARROCINHA DA PREFEITURA -- mantenha seu cão na corrente e vacine-o todos os anos".
A família do falecido descobriu tempos depois, através de um amigo médium, que Florisvaldo reencarnara como um robusto e irado "pitbull", de dificil controle até pelos próprios donos.

"NATO" Azevedo

 

 

Odenir Ferro
Rio Claro - São Paulo - Brasil

O Espelho Mágico ( A Sétima Arte)


A glamourosa magia do cinema, assim como tudo o que se diz respeito ao clima - relacionado às exuberâncias cênicas da 7ª Arte - sejam os Filmes, as Estrelas, os Astros, os Set's de Filmagens, Autores, Roteiristas, Fotógrafos, Atores e Atrizes co-adjuvantes, Figurantes, - enfim, todo o Cast, sempre foram algo que impressonaram, atraindo todas as atenções, - no parâmetro das dimensões mundiais, - inclusive.
Nós, os seres humanos, sempre mantivemos a curiosidade sobre a ordem natural de tudo e de todos. É até possível de se afirmar que a Humanidade, dentro do seu contexto total, sempre necessitou de bons ou maus exemplos. Sempre precisou das fantasias, dos brilhos, glamour, e: - Principalmente dos Espelhos! Ou, à quem se espelhar! Com Grandes Espelhos que pudessem nos dar Âncoras de Salvação: - Para os nossos imediatismos, as nossas incredulidades, as nossas indecisões, enfim, todos os nossos conflitos pessoais. Sempre fomos necessitados de amplificarmos os nossos conceitos estéticos artísticos e audio-visuais das belezas ou das feiúras; dimensionando os nossos conflitos ou satisfações íntimas, projetando-os para uma realidade muito mais ampla! E estes movimentos todos, foram gradativamente acontecendo, através da eternização e amplificação das nossas imagens, das nossas falas, dos nossos sons, e de tudo e todos que porventura, estivessem ao nosso redor. Hoje podemos dizer que temos o Mundo em forma virtual!
E devemos todos estes avanços, ao Cinema; que, dentro da sua eterna e expressiva generalidade cultural, têm o codinome de Espelho Mágico (A 7ª Arte)!
Após a sua criação e evolução, o Cinema passou a fazer parte intrínseco do Histórico da Humanidade. Podemos observar a trajetória da História Humana, desde os finais do século retrasado, até os dias atuais - através da concepção óptica captada pela sensibilidade interpretativa dos registros artísticos criados e recriados através da realidade de cada determinado momento - e que se tornaram patenteados, imortalizados, pelas lentes mágicas das famosas câmeras cinematográficas. E que se movimentaram, - e ainda se movimentam, - através de todos os instantâneos mais expressivos dos nossos séculos incrementados por grandiosos avanços culturais e importantes momentos históricos.
No seu início de criação, - muito tímido, - o Cinema originou-se sem sons e em preto&branco! Tudo acontecia em exibição nas salas improvisadas - os Cinematógrafos - a princípio; e depois, com a revolução industrial e com os avanços intermináveis da tecnologia, o mundo mágico - e a cada vez mais virtual, do cinema, - após ter sido estendido lado a lado com o outro mágico mundo da televisão, acabou ancorando, na atualidade, no mundo virtual da internet.
Acredito que tudo, no mundo do cinema, deve ter nascido com a descoberta da fotografia. Através de uma sucessão de imagens fotográficas, originou-se de modo quase casual, as assombrosas e fantásticas descobertas das imagens em movimentos! Imagino, a princípio, o quanto de assombro, de muita sensação de espanto e incredulidade, deve ter criado nas pessoas, ao verem-se impressas, estampadas, imortalizadas, dentro de um retrato fotográfico. E o que podemos imaginar, então, em relação ao cinema?!
Ambos, - fotografia e cinema, além de tudo o mais, em termos de inovações e revoluções das epócas - devem ter causado muitos "frissons" entre as elites, as classes sociais mais abastadas - o que por onde, aliás, tudo o que acontece de novo, - é sempre aprovado ou reprovado por estes meios sociais de níveis mais privilegiados. Para depois, enfim, se estenderem a todos os demais meios e classes sociais.
Desde a época da criação da fotografia, e depois, a quase fabulosa invenção do cinema, isto sem aprofundar nos detalhes históricos que abrangem a Romântica Era do Rádio, os estágios de concepções e evoluções rítmicas das músicas, - além da expansão quase explosiva da televisão, e tudo o mais, - está muito notável que a sociedade atual, nunca esteve tão massificada - em termos de avanços Artísticos e de Comunicações, - quanto aos nossos dias atuais:
- Ou seja, estamos vivendo, revivendo ou vivenciando de formas diferenciadas, as belezas e os glamourosos tempos de outrora! Sejam através das sensações dos toques, dos objetivos, das direções reais dos olhos nos olhos, de tudo aquilo que for prático e acessível, enfim, todas as nossas formas de expressões e manifestações artísticas...
- Pois que agora, os nossos momentos e instantâneos emocionais, se tornam cada vez mais virtuais, sendo que estamos vivenciando-os através deste mais novo e fantástico veículo de comunicação, que está sendo a Internet!

Odenir Ferro

 

 

Amélia Luz
Pirapetinga - MG - Brasil

Crônica
Ainda é Tempo de Bangue-Bangue.


Uma nuvem de poeira, um cavaleiro a galope, o mocinho chegando, o “salloon”, moças sedutoras dançando ou armando conquistas amorosas, o jogo de cartas, o uísque para animar a festa, pistoleiros em bando, o fora-da-lei violentando os justos, o xerife, o comando, as encrencas, o forasteiro, o tiroteio, a pontaria certeira, as brigas, as repetidas confusões.
Lembro-me assim menina, dos filmes de faroeste: Paramount, Fox, Columbia Pictures ou a Metro Goldwin Mayer espalhando emoções sensacionais. Vejo o Cine Santana do Sr. José Jardim exibindo as películas. Bem vestida, a Dona Rosa, sempre sorridente recebia as entradas. Herinete no alto-falante anunciava o filme chamando para a próxima sessão, ao som do prefixo “O Guarani”. Naquele tempo era comum, os meninos saírem em grupo, com o cartaz do filme do dia, anunciando em alta voz, também com o auxílio de um alto-falante feito no latoeiro de folha de lata, em que eles repetidamente, a cada esquina, levavam à boca e somente com a força dos pulmões gritavam, entre outros sucessos de bilheteria:
- Alô, alô, atenção! Não percam hoje, às dezenove horas o sensacional filme “Sete Homens e um Destino”, estrelando YYYul Briiiinner! Assim, de graça, recebiam o ingresso.
Acompanhava a minha turma, mesmo sob protestos. Em euforia nos sentávamos à espera das grandes emoções. Éramos seguidores fiéis dos mocinhos e suas espetaculares aventuras nos seriados famosos. Tínhamos nossas preferências: Tom Mix, Roy Rogers e seu cavalo Trigger , eram os meus escolhidos, heróis inesquecíveis da minha infância. Colecionava todos os seus “gibis”. Comecei a desenvolver o gosto e o hábito pela leitura através das revistinhas de bangue-bangue que prendiam a minha atenção. Viajava na trilha dos mocinhos e bandoleiros que instigavam a minha criatividade e imaginação. Celebrávamos John Wayne, justiceiro consagrado, ao lado de John Ford, Gary Cooper, Yul Brinner e tantos outros mestres que renderam bilheterias afortunadas para Hollywood.
Víamos também Gene Autry, Bufallo Bill e Rocky Lane, corajosos caubóis do tempo das grandes platéias, embriagadas pela saga do Velho Oeste americano. Sem falar no Zorro, com seu cavalo Silver e o aliado companheiro Tonto e no Forte Apache da série As Aventuras de Rin Tin Tin, um cão ensinado que levava muita gente grande aos cinemas. Penso ter aprendido bastante Geografia e História e até literatura pesquisando e localizando nos mapas os estados da América do Norte e seus territórios. Lembro-me dos valores e das imagens dos pioneiros do oeste, projetadas ao mundo com fantasia, movimento, ação, verdades e mentiras, que nasciam umas para as outras.
O bem vencia o mal na figura inigualável do pistoleiro bravio que aparecia como mágica de um momento para o outro e resolvia todas as questões, despertando nossos sentimentos nas conquistas que sempre aconteciam em cenários inesquecíveis. As planícies, o “cannyon”, as Montanhas Rochosas, o Colorado, o Texas, Oklahoma e a famosa Califórnia, Eldorado dos sonhadores. Índios Comanches, Cheyennes, Kyowas ou os imbatíveis Apaches, com suas lutas tribais, guerreando com o homem branco, representado pela força armada americana, na disputa pelas terras cobiçadas, pertencentes às grandes nações indígenas. O ouro enfeitiçador atraía os bandoleiros à caça de riqueza fácil.
Lembro-me dos tratados, dos acordos entre os chefes das grandes nações, do mocinho interferindo ao lado dos oprimidos até que o Cachimbo-da-Paz pudesse fumegar e encerrar a história. Vitórias e derrotas, bandidos e justiceiros lutando pelos seus ideais.
Trago comigo esse mundo de criança em que a violência estava bem distante de nós, presa na fantasia das telas do cinema, com seus tiros de festim, numa grande brincadeira encenada, que venceu décadas de sucessos.
Então, sem alvos, sem vítimas, sem balas perdidas, sem assaltos ou seqüestros comuns nos dias, nos divertíamos muito, de forma pura e criativa. Sem mouse, sem vícios, sem maldade.
Hoje, os mocinhos, as lutas, as conquistas, o colorido sem igual dos filmes de faroeste continuam presentes em nossas vidas. Revivemos, cenas dos tempos das diligências com especial nostalgia. O gênero continua a prender as atenções dos antigos espectadores relembrados em família nos DVDs que resguardam esse passado vivido, trazido na poeira de uma época inesquecível que deixou saudades.

Amélia Luz

Livro de Visitas