  

MAGAZINE CEN / Setembro 2012
Tema: "CINEMA"
Pág. 11 de 12 Págs.

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Wilson
de Jesus
Costa
Rio de
Janeiro
- Brasil |
|
|
Cinema
dolorido
Enquanto
as
pessoas
se
acotovelavam
na sala
de
espera,
o jovem
fora
comprar
pipocas.
Não que
gostasse
de
comê-las
no salão
de
projeção.
As
comeria
ali
mesmo,
em pé,
no salão
cada vez
mais
lotado.
Era um
grão de
pipoca,
e um
pipoca
no chão.
Haja
empurrões,
pisadas
nos pés,
e suor
correndo
pelo
rosto;
mal
podia se
mexer
com o
maldito
saco de
milho
estourado
e ainda
por cima
cheio de
açúcar.
O sacana
só
gostava
de
pipoca
doce. E
foi
ficando
para
trás.
Cada vez
mais
para
trás.
Mas
haveria
a
compensação,
o filme
era
comprido,
diziam
ter mais
de três
horas de
projeção
e,
então,
valia à
pena o
sacrifício,
o
esforço.
As horas
passando
e nada
de o
salão
ser
aberto.
Estava
cansado
aguardando
as três
horas
que se
seguiriam.
O cinema
era
bonito,
moderno
para a
época e
tinha
até
ar-condicionado
ligado e
funcionando.
E nada
do salão
ser
aberto.
Atenção!!!
Gritou
alguém
informando
que a
sessão
demoraria
um
pouco,
pois
tiveram
um
‘pico’
de luz,
mas nada
que o
jovem
sequer
desaprovasse.
E ficou
esperando.
Até o
sacão de
pipocas
acabou!
Suarento.
Entediado.
Pensou
em
desistir,
parecia
desanimar.
Mas
todos
diziam:
o filme
é ótimo.
Cheio de
prêmios.
Vale o
sacrifício.
Estava
assim
pensando
quando a
cigarra
tilintou.
Era a
hora.
Ficara
bem
atrás.
Abriram
as
portas e
aconteceu
um
verdadeiro
‘estouro
da
boiada’.
Quase
caiu.
Conseguiu
entrar.
Todo
pisado.
Amarfanhado.
O salão
estava
repleto.
Só
encontrou
lugar na
primeira
fila.
Finalmente
o filme
ia ser
projetado.
Seriam
mais de
três
horas
olhando
para o
alto.
Via mal.
O filme
realmente
era
ótimo e
obtivera
10 Oscar
em 1939.
Até hoje
pode ser
considerado
atual.
E o
vento
levou
seus
pensamentos
embora o
pescoço
começasse
a doer.
Assim
ficou
até o
famoso
The end.
Saiu
todo
torto do
cinema
porém
feliz.
Quanto
ao
torcicolo
ganho
pensou
igual à
personagem
principal:
“Amanhã
eu penso
nisso.”
O cinema
não
existe
mais;
era o
Metro
Passeio,
depois
Metro
Boavista
agora,
nada.
Época
dos
bondes
que a
juventude
de hoje
nem sabe
como
eram.
Apesar
do
pescoço
dolorido
e torto
correu
para
pegar o
bonde
andando,
modismo
daquele
tempo.
Escorregou.
Bateu
com a
bunda no
chão. E
como
doeu!
Todo
dolorido
repensou;
amanhã
eu penso
nisso...
hoje com
saudades
lembra
do
cinema
dolorido.
Às vezes
pensa
até que
a bunda
ainda
está
doendo.
Mas o
vento
levou...
Wilson
de Jesus
Costa |
|

|
Mercília
Rodrigues
Araçatuba
-
Brasil |
|
|
Cinema
Bons
tempos
da minha
infância
quando
ao
cinema
eu ia ,
assistir
ao
seriado
do Zorro
que
prestava
sempre
socorro
aos
fracos e
desvalidos
.
era
suspense
e
alegria
!
pipoca,
gritos e
palmas .
uma
festa
pra
meninada
.
com o
lanterninha
a
algazarra,
evitada
.
os
tempos
que
foram
idos ,
fomos
com os
filmes
rodando
,
rainhas,
princesas
e
cinderelas
,
príncipe
nos
aguardando
.
o
lanterninha,
ainda a
vigiar
nossos
feitos !
beijos
furtivos
,
risadas
e mãos
dadas
entrelaçadas
.
o
romance
na tela
perfeito
!
Hoje
sobra
saudade
do filme
que nos
ficou
é mesmo
coisa da
vida que
"o vento
levou "!
Mercília
Rodrigues |
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|
Glória
Marreiros
Portimão
-
Portugal |
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|
|
Sou
Cineasta
Sou
cineasta
Nesta
terra
com
memória
Do que
foi a
sua
história
Antes de
eu aqui
chegar.
Já
projetei
e compus
Outros
filmes,
onde a
lei
Desvenda
sonhos
na grei
Dum
néctar
sublime
e puro,
Que
banhará
o
futuro.
Sou
cineasta
E trago
no
coração
Os
pedidos
desta
gente
Que quer
viver,
porque
alcança
O cinema
da
esperança,
Feito de
amor e
magia,
Onde
estou em
sintonia.
Sou
cineasta
No
torrão
onde
nasci
E tantos
anos
vivi
Entre
alfazema
e
jasmim.
O cinema
é meu
jardim
No
paraíso
terrestre
Da minha
terra
silvestre.
Sou
cineasta
Cantando,
agora o
progresso
Do meu
esforço,
e
confesso
Que
fi-lo na
linda
cena
De
melhorar
o cinema
Deste
povo do
meu
peito,
Minha
flor de
amor-perfeito,
Que meu
coração
arrasta
Para a
filmagem
que fica
Nesta
paisagem
bonita
Onde já
sou
cineasta!
Glória
Marreiros |
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|
Virgínia
Momberger
Fulber
Novo
Hamburgo
RS -Brasil |
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|
Ani´ação
A tela
grande
magia
reproduz
Grande
invenção
por um
feixe de
luz
a vida
dá-se em
profusão
No
escuro
como no
sono
Uma
outra
realidade
é
possível
Sonhos
reproduzíveis
Germinam
esperança
e ganho
Em
finais
felizes
o bem
resiste
O herói
em nós
desperta
Zonzos
de
emoção
As
lágrimas
não
contemos
O riso
aflora
no
espectador...
Cinema é
dialógico
Recria
pensamento
Acorda
memórias
Construtor
de
histórias...
Cinema
espelho
da
humanidade
Através
de
imagem
movimento
tempo
Decodifica,
conduz à
luz
o
imaginário
obscurecido...
Virgínia
Momberger
Fulber |
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