MAGAZINE CEN / Setembro 2012
Tema: "CINEMA"
 
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 António Paiva Rodrigues
Fortaleza CE Brasil

O Cinema Em Nossas Vidas


A representação de uma história real, um acontecimento hilário, ficções entre outras situações, podem se transformar num enredo cinematográfico. Minha vida, nossas vidas, poderiam ser exibidas nos imensos e enormes telões espalhados pelo mundo inteiro. Conhecido como a sétima arte o cinema tem encantado muita gente, porém aquele glamour natural foi perdendo seu colorido especial, visto que as grandes e belas casas de cinemas, foram abandonadas e, em função da modernidade transferidas para os shoppings da vida. O cinema fez a sua história, estabeleceu marcos históricos, no campo da arte. O início dessa revolução histórica data de 28 de dezembro de 1895. Nessa data, no Salão Grand Café, em Paris, os Irmãos Lumière apresentaram publicamente produtos dos seus inventos que se nominaria de Cinematógrafo. Uma plateia tímida e pequena estava no écran desse evento artísticio, isto é, pouco mais de 30 pessoas. Na ocasião o filme exibido foi “L’Arrivée d’un Train à La Ciotat. Essas nuanças fazem parte da história do cinema e podem ser encontradas em livros, enciclopédias, jornais e revistas do ramo.
Com o avanço da tecnologia foi possível a projeção de imagens animadas, surgindo o cinema mudo depois da invenção dos jogos óticos. Vários equipamentos foram aparecendo para formar um apetrecho ideal para tornar o cinema em algo especial e extraordinário. O Thaumatrópio, inventado por William Fitton nos idos de 1820 e 1825 foi de grande utilidade, mas não parou por aí, vem o fenacistoscópio que Joseph-Antoine Ferdinand Plateau lançou em 1829. Novas técnicas e novos inventos iriam surgindo com estudos e com o passar do tempo e, em 1834, Will George Horner laça o zootropo, e em 1877 Emily Reynaud inventa o praxinoscópio. Houve uma preocupação geral dos inventores em aperefeiçoar seus eventos e por volta de 1888, Emily Reynaud já projetava imagens no Museu Grévin durante 10 anos.
Segundo consta no manancial histórico do cinema “Os irmãos Lumière enviaram ao mundo, a fim de apresentar pequenos filmes, os primeiros registros como um início do cinema amador. "Sortie de l'usine Lumière à Lyon" (ou "Empregados deixando a Fábrica Lumière") é tido como o primeiro audiovisual exibido na história, sendo dirigido e produzido por Louis Lumière. Do mesmo ano, ainda dos irmãos Lumiére o filme "The Sprinkler Sprinkled", uma pequena comédia. Menos de 6 meses depois, Edison projetaria seu primeiro filme, "Vitascope".(grifo nosso). Podemos afirmar que o cinema teve a fase do nascimento propriamente dita, o cinema mudo e a fase do negócio e do desenvolvimento. A história do cinema é vasta e muitos especialistas contribuiram para essa beleza de espetáculo que podemos assistir até em nossos lares, através de equipamentos especializados, como: televisão( a mais comum), datashow, DVD entre outros. O cinema mudo tem um período longo de 30 anos. Com o surgimento de outros inventos a qualidade do cinema ficou bem mais notável e nos dias de hoje já podemos assistir filmes em 3D, 4D etc. Os nickelodeons eram os pequenos lugares onde se exibiam os filmes e, sua duração era muito cuta no máximo 15 minutos. Segundo nos informe o site wikipedia: “Em 1906, o filme australiano "The Story of the Kelly Gang" tinha 70 minutos sendo lembrado até hoje como o primeiro longa metragem da história do cinema. Depois do filme australiano, a Europa começou a produzir filmes até mais longos: "Queen Elizabeth" (filme francês de 1912), "Quo Vadis?" (filme italiano de 1913) e "Cabiria" (filme italiano de 1914), este último com 123 minutos de duração”.( grifo nosso)
Aqui na cidade onde nós nascemos, Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, estado do Ceará no melhor cinema da cidade, o São Luis da Organização Severiano Ribeiro, só era permitido a entrada de assistentes bem trajados e de paletós e gravatas. Tínhamos o Cine Diogo, O Modesto, O Majestick, O Familiar, Cine Art entre outros. Um aspecto importante e que trouxe muitos risos para a nossa família, foi quando um cunhado de menor idade ao adentrar a sala de espetáculos e ver a imensa dela ficou espantado e num tom de criancisse disse: “Papai que televisor gramde!”. Ninguém suportou, a gargalhada foi geral. Os famosos lanterninhas desapareceram e nos fez falta, pois devido a escuridão eles acendiam as lanternas e nos conduziam aos lugares vazios. Aliás, muito coisa mudou em termos de cinema no meu estado e no Brasil.(grifo nosso). As grandes casas de exibição foram extintas e o boom do momento são os shoppings. Hoje, as escolas possibiltam as crianças um meio de comunicação visual para realização de uma leitura crítica de uma peça cinematográfica, bem como a sinopse dos filmes são exigidos por professores quando o trabalho de campo é assistir um filme e comentá-lo depois.
No nosso tempo de criança, era normal pegarmos uma caixa de sapatos vazia e, com apetrechos artesanais “construirmos uma filmadora” para divertir a gurizada, a rolagem do filme era manual e as cenas feitas através de gravuras colocadas em papel cilíndrico, visto que esse tipo de papel se adaptava bem a brincadeira. “E o vento levou; Casa Blanca; cidadão Kane,Os Dez Mandamentos; Os galdiadores; O Titanic; o Garoto com Carlitos(Charles Chaplin); os vellos farowests, e as chanchadas fizeram sucesso e seus protagonista ainda hoje são conhecidos do público. Os famosos desenhos animados fazem a festa da garotada. Como é bom o cinema. Ele ameniza dores de cabeça, depressão, estresse, preocupação e proporciona um sono mais tanquilo diminuindo a perturbadora insônia. Quando alguém assiste a um bom filme, a felicidade fica estampada em seu rosto. Os Astros do cinema mudo mais conhecidos e que fizeram grande sucesso: Rodolfo Valentino; Charles Chaplin; Buster Keaton; Ramon Novarro; John Gilbert; Lon Chaney; Stan Laurel; Oliver Hardy( O Gordo e O Magro); Warner Baxter; William Boyd; Tom Mix. Na verdade o cinema é rico em personagens, inclusive carros, crianças, animais ficaram famosos através da telas. Queremos ressaltar que cinema é cultura, excetuando-se os apelativos, os que lembram a história da humanidade, da Ciência, da Filosofia, da Sociologia, da Psicolgia e das artes e de aspectos mais abrangentes. Se gostar de cinema é pecado nós iremos morrer pecando. Pense nisso!

António Paiva Rodrigues-MEMBRO DA ACI- DA ACE- DA UBT- DA AVSPE- DA ALOMERCE E DA AOUVIRCE

 

Cinema


No escurinho do cinema, eu te procurei em vão,
Foi um horror, um temor que abalou meu coração,
A ansiedade me deixava tonto, sem noção e percepção.
Onde estaria àquela hora o meu reluzente amor?
Perdi o azimute, fiquei desconsolado e intrigado.
Chorei um bocado, as lágrimas cintilavam na escuridão,
Sem compassos, sem compostura, esqueci a lisura,
Num momento de loucura supliquei em altos brados.
Vem meu amor, estou aqui perdido na sala, me cala,
Vem sentir o meu calor, o meu fervor, os meus abraços.
A plateia inerte não ouvia as minhas súplicas,
As minhas pernas tremiam e os meus braços estatizados.
De repente, num momento de inspiração ouvi a voz querida.
Queria guarida, afagos, carinhos, tinha se perdido de mim no écran da multidão.
Enfim nos encontramos, nos abraçamos, nos unimos numa energia repleta de felicidades, e descomunal.
Podemos então, nos amar desesperadamente aproveitando o silencio cinematográfico.
Aproveitando o tema “corpos em êxtases”, nos unimos num beijo ardente, caliente que nos levou a melhor sensação do amor, o gozo divinal.

Antonio Paiva Rodrigues
FORTALEZA/CEARÁ/BRASIL

 

Isabel Cristina Silva Vargas
Pelotas-RS-Brasil

Crónica

Cinema: Arte, entretenimento e educação.


Sou de um tempo que o cinema não se constituía em uma produção tão milionária em termos de custos nem no aspecto de efeitos especiais. A tecnologia não exercia o papel de hoje. O cinema produzia um encantamento diferente. Levo em consideração minha idade, o fato de residir em uma cidade do interior da metade sul do estado mais meridional do Brasil, o que implica em costumes e hábitos diferentes da maior parte do Brasil, tanto a tropical quanto dos grandes centros urbanos.
Nos cinemas os filmes passavam em mais de um cinema da mesma rede e demandavam o envio dos rolos de um para outro. Dependendo do dia e do número de sessões era possível ver o filme em casa. Meu padrinho que trabalhava nesta tarefa estendia um lençol na parede de sua residência, montava o projetor e nós tínhamos a felicidade de assistir o filme na sala, o que se constituía em uma festa. Lembro-me de filmes inesquecíveis que vi quando comecei a me abrir para o cinema e para a vida, a partir dos 10 anos de idade. com desempenhos que tocavam profundamente nossos corações. Persistem em nossa memória mesmo diante de tantos filmes da atualidade. Poderia citar épicos como Spartacus, Lawrence da Arábia, Taras Bulba. São tantos e dos mais diferentes gêneros, como Dr. Jivago, Os pássaros, O Homem que matou o facínora, O milagre de Anne Sullivan, Amor Sublime Amor, A Noviça Rebelde e tantos outros belos filmes que povoaram o imaginário de adolescentes. Posteriormente, os cinemas foram se modernizando e sendo a atração maior da cidade. Contávamos em determinadas épocas com cerca de quase uma dúzia de casas de espetáculo.
Com o advento da popularização da televisão que ganhou cores e mais tarde do vídeo e do DVD houve um retrocesso, pelo menos no interior, quando encerraram as atividades grande parte dos cinemas. As pessoas passaram a preferir a comodidade da casa, em detrimento das telas de cinema.
O cinema além de entretenimento, arte e cultura sempre teve um papel fundamental na educação. Antes, levando ao grande público obras literárias consagradas, de valor universalmente reconhecido.
Hoje, com o acesso às mídias em prol da educação, quando a tecnologia adentrou a sala de aula das escolas públicas e privadas, não raro podemos encontrar jovens produzindo cinema nas escolas, fazendo uma integração entre as disciplinas, sendo eles próprios agentes colocando na tela suas vivências, seu aprendizado, seus sonhos, produzindo conhecimento. Descobriu-se um cinema a serviço de jovens com dificuldades escolares que através de outra linguagem superaram deficiências e adquiriram autoestima sendo protagonistas de sua própria história.
Valorizaram-se as histórias curtas, as denúncias das desigualdades que permeiam a sociedade. O Cinema abriu os olhos de todos para tentar minimizar diferenças sociais tão gritantes. Passou a ser um novo modo de despertar a consciência crítica de jovens, das comunidades periféricas. Enfatizou-se a sua importância a serviço da educação.

Isabel Cristina Silva Vargas

 

 

João Pereira Correia Furtado
Praia, Cabo Verde, Africa

CINEMA

C    Com pipocas e no escuro negro
I      Isolado do mundo e da realidade
N    Num mundo da fantasia ou do fantástico
E     Encontra a sua imagem e o seu momento único
M   Mascarado talvez numa nunca vivida felicidade
A   Assim é o CINEMA, o mágico mundo da luz e do escuro!

João Furtado
Praia, 25 de Setembro de 2012
http://joaopcfurtado.blogspot.com

 

 

Lilian Andrade
Pinhalão PA Brasil

Fábrica de Ilusões


Desde os primórdios da história do cinema
As películas cinematográficas refletem e projetam
As mentalidades humanas a partir da reconstrução do real.

Seres sociais identificados em grupos e classes
Produzem suas auto- imagens nas telas
Disseminando as suas relações sociais
Oriundas de uma ideologia de manutenção do status quo.

Na difusão e re[produção] do real "a arte imita a vida"
Cuja sensibilidade humana norteia a formação de consciências
Projetando fantasias e mentalidades histórico-sociais
Dimensionando as "fábricas de ilusões"
Nas mais variadas mentes humanas.

The End.

Lilian Andrade

Livro de Visitas