MAGAZINE CEN / Setembro 2012
Tema: "CINEMA"
 
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Maria Mendes
Mateus Leme - Brasil

Cinema


Numa grande tela virtual
Quantas belezas acontecem
È tudo lindo e muito real
As cenas rolam e se tecem .

Seja nacional ou internacional !
Quantos filmes nós assistimos
Choramos ,sorrimos ,tudo legal
Nos cinemas sempre divertimos .

No escurinho dos cinemas
Rolam abraços ,beijos e amores
Os enamorados criam os esquemas
O mundo fica escuro e em cores.

Realidade ,ação ,ficção ,canções!
Quase tudo nos causam emoção !
Quando o filme acaba , as ações
Permanecem no olhar e no coração .

Parabéns aos cineastas,diretores
Aos atores, produção ,enfim ...
Vocês são todos uns amores
Cinema nunca vai ter fim .

Maria Mendes

 

 Véra Lúcia de Campos Maggioni
Santa Rosa - RS - Brasil

Cinema é arte
Véra Lúcia de Campos Maggioni®
Vera&Poesia®


O cinema é apenas uma ponte
Do existente ao visionário?
Teria sempre algum elo
Entre o concreto e o abstrato,
Entre o real e o imaginário
Nos roteiros e apresentações?
São inúmeras as conotações!
Na reprodução das imagens,
Em seus efeitos e feitos,
Em suas vozes e eleitos,
Sons, ilusões e emoções,
Tantas são as mensagens,
Prole de distintas viagens!

Cinema é arte, é espetáculo,
Dando ao sonho sustentáculo!
É tradutor, é receptáculo...

É onde se busca no enredo
Dar voz e a vez ao segredo,
Ao romance, à introspecção,
Ao drama, à comédia, à ação,
Ao que é tema de ficção
Em representação, projeção.
Em cinema, o importante é a versão,
Na magia da dança da significação!
Algumas vezes é tamanha a fiação
Na distração de um voo ou aventura,
Que até conduz aos céus a criatura.

Véra Lúcia de Campos Maggioni®
Vera&Poesia®
22 de setembro de 2012.

 

 

Joaquim Marques
V. N. de Gaia - Porto - Portugal

Cinema


Falar de cinema, para mim, é voltar aos tempos áureos da minha infância, pois eu fui um cinéfilo, a partir dessa etapa da vida, embora, a partir dos vinte anos, o vício do cinema fosse acalmando, por motivos diversos.
Como é fácil de adivinhar, eu sou do tempo dos filmes a preto e branco mas, adorava quando meu irmão mais velho me levava ao cinema com ele. Depois como eu tinha 7 anos entrava de borla e, na sala de espectáculos, se houvessem cadeiras de vago eu me sentava numa delas; no caso de ter lotação esgotada, como meu irmão, geralmente, pedia sempre um lugar para junto da coxia, eu, ora me sentava na perna dele, ora estava de pé. Adorava ver filmes de desenhos animados e de cowboys, o chamado cinema western também popularizado sob os termos "filmes de cowboys" ou "filmes de faroeste" que, compunham um género clássico do cinema norte-americano, chegando alguns deles a terem quatro e cinco episódios, demorando cerca de três horas a sua passagem; isto quando não rebentava a fita, (o que acontecia muitas vezes) e, neste caso, chegavam a ter mais de três hora e meia de duração.
Lembro ainda grandes actores, dos quais eu era fã, tais como: -- John Wayne, Gary Cooper, Gregory Peck, Randolph Scott, Robert Young, Errol Flynn, Tirone Power, Burt Lancaster, Robert Mitchum, entre dezenas de muitos outros.
Já em plena adolescência, começaram aparecer os filmes em “Tecnicolor” cada vez mais evoluídos; os de aventuras na Terra , no Ar e no Mar; os de Guerra, de Tragédias e os chamados Clássicos, com outra geração de novos actores, além do já citados.
Foram tantos os que me marcaram que, seria fastidioso estar aqui a enumera-los todos, deixo no entanto alguns tais como:
“Titânic”, “O vento Levou”, “Dez Mandamentos”, “As Sandálias do Pescador”, “Uma Cruz à Beira do Abismo”. Sissi”, “Doutor Givago”, “Cleópatra”, “Ben-Hur”, “Por quem dobram os Sinos”, “Casablanca”, “Marcelino Pão e Vinho”, “Alibá Babá” etc., etc.
Estes são alguns das centenas dos estrangeiros que eu vi.
Quanto a filmes portugueses vi-os todos desde: “Porto da Minha Infância” do Realizador Manoel de Oliveira (ainda vivo) , à “Menina da Rádio”, “Costa do Castelo”, “Fado”, “A vizinha do Lado”, “Frei Luís de Sousa”, “Grande Elias”. “Canção de Lisboa”, “Pátio das Cantigas” e, tantos outros que, pelo menos os portugueses conhecem, onde entravam artistas de grande gabarito, como: António Silva, Vasco Santana, Ribeirinho, Maria Matos, Amália Rodrigues, Laura Alves, Carmen Dolores, Eunice Muñoz, Virgílio Teixeira, Rui de Carvalho e, muitas dezena mais que o público português bem conhece.
Frequentei muito os cinemas mas a partir de certa idade, com, amigos meus, com família e algumas (poucas) vezes, com alguma namoradinha que tivesse; no entanto, sem qualquer outra motivação que não fosse ver o filme. Nesse tempo, beijar na boca em público era quase proibitivo e, esses movimentos de mãos sub-reptícios que hoje dizem haver nos cinemas, não existia; havia respeitinho, até porque as namoradinhas, geralmente, iam acompanhadas por alguma pessoa de família ou amiga. Essas brincadeirinhas de que hoje tanto falam, no meu tempo de juventude era feitas comedidamente e às escondidas.
Depois a vida mudou e começaram a aparecer as novas tecnologias com a TV, computadores e tudo mais que está sempre aparecer. Hoje, deixei quase por completo de frequentar cinemas, porque além de não ter tempo, tenho cinema em casa, no dia e na hora que quiser ver algum.

Joaquim Marques

 

 

Iraí Verdan
Magé – RJ - Brasil

A Sessão do Cinema


Naquela época, ano de 1962, os jovens dos subúrbios tinham poucas opções de entretenimento. Quando um convite surgia, era recebido com entusiasmo. Foi o que acontecera com Aline.
A jovenzinha adolescente recebera um convite irrecusável: Ir assistir a um filme no próximo sábado. Essa seria então, sua primeira vez no Cinema.
Com o romantismo e a paixão batendo à porta do seu coração, ficou eufórica para que o dia chegasse logo. E ficou se perguntando como seria o Cinema? E qual seria o título do filme?
O Cinema era ao lado da Igreja Católica, no Bairro de Jacarezinho – Rio de Janeiro. Sua irmã morava próximo, quase em frente. Aproveitaria para fazer-lhe uma visita naquele final de semana.
E com a cabecinha cheia de perguntas e bastante ansiosa, começou a se preparar para a ventura. Separou um vestido de cetim colorido, o mais novo e bonito e um sapato escarpam, cor areia. Lavou os cabelos, colocou os bobies em todas as mechas dos seus cabelos e assim ficou no dia anterior. No sábado, levantou bem cedo. Trajou-se com o vestido já passado a ferro e calçou os sapatos. Nos cabelos, o “misenplys” ficara perfeito sob o laquê. E assim, elegantemente vestida, pegou sua bolsa, que combinava com a cor dos sapatos e saiu sozinha! Naquela idade, ainda não tinha namorado...
Aline pegou o trem na estão do subúrbio onde morava e viajou por mais ou menos uma hora e meia. Finalmente, chegou à estação de Manguinhos – RJ. Desceu a grande escadaria da estação e foi direto à casa de sua irmã, que morava próximo. O casal já a esperava. O convite viera do seu cunhado Elias. Saíram então, os dois, pois a sua irmã lhe disse que já havia visto o filme que estava passando.
Ao entrarem, no auditório todo iluminado, poltronas confortáveis, sobre o carpete vermelho, em declive para a tela, Elias e Aline sentaram-se nos primeiros lugares.
Em seguida o locutor anunciou o Filme e as luzes se apagaram. E apareceu a sigla MGM – Metro-Goldwyn-Mayer, com a cara e o ronco de um leão feroz. Aline ficou muito assustada. E na grande tela o título do Filme: “Tarzan, o Filho das Selvas”. As cenas foram passando, em uma fiel harmonia: a beleza da selva, os bichos por ela nunca antes vistos. O belo mergulho do herói no grande rio, o caminhar sob o dorso do elefante e outras admiráveis cenas.
A jovem mal respirava. E assim ficou até o final do filme, que durou bastante tempo, creio que umas duas horas.
Depois ela voltou para casa, de trem, com aquelas cenas inesquecíveis em sua cabecinha, para se tornar uma fã de filmes.

 Iraí Verdan

Livro de Visitas