  

MAGAZINE CEN / Setembro 2012
Tema: "CINEMA"
Pág. 9 de 12 Págs.

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Augusta
Schmidt
Campinas/SP
- Brasil |
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Sessão
de
Cinema
Em Algum
Lugar No
Passado
bem
perto de
Notting
Hill,
Uma
Linda
Mulher,
com
Perfume
de
Mulher,
chegou a
Casablanca
acompanhada
do Dr.
Jivago,
que
trazia
nas mãos
O
Candelabro
Italiano.
Procuravam
uma sala
de
cinema
onde
pudessem
ouvir a
Sinfonia
de
Paris.
Encontraram
a Noviça
Rebelde
que
acabava
de dar
Adeus Às
Ilusões
deixando
Ghost
por Uma
Proposta
Indecente.
No Play
Art
Cinemas
estavam
também
os
passageiros
do
Titanic
que
procuravam
o
Destino
do
Poseidon
e
acabaram
encontrando
El Cid e
Ben Hur
que
traziam
a tábua
dos Dez
Mandamentos
que O
Vento
Levou.
O Maior
Espetáculo
da Terra
foi
quando
chegou a
Tropa de
Elite
para
Matar ou
Morrer,
mas Por
Amor
tudo
acabou
em Dirty
Dancing
nos
Embalos
de
Sábado a
Noite.
Na sala
ao lado,
destinada
às
crianças,
a
alegria
era
contagiante.
Em Busca
de Um
Sonho,
ET o
Extra
Terrestre
divertia
as
crianças
com A
Espada
Mágica e
contando
a
Historia
Sem Fim.
Foi
grande a
alegria
da
garotada
quando
chegaram
A Dama e
o
Vagabundo
e os 101
Dálmatas.
Vieram
de A
Casa
Verde e
com a
Chave
Mágica
deram A
Volta ao
Mundo em
80 Dias
e tudo
isso só
foi
possível
por
estarem
acompanhados
de
Aladim e
a
Lâmpada
Maravilhosa.
Por ser
o cinema
a arte
da
ilusão,
Em Busca
de Um
Sonho a
Nave Sem
Rumo
guiada
pelo
Menino
Maluquinho
passeia
com o
Pássaro
Azul até
encontrar
o
Pequeno
Príncipe
que
manda a
todos um
recado:
“Só
conheço
uma
liberdade,
e essa é
a
liberdade
do
pensamento,
por isso
só se vê
bem com
o
coração,
pois o
essencial
é
invisível
aos
olhos.”
Augusta
Schimidt |
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Donzilia
Martins
Paredes
-
Portugal
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Cinema
Sonho
Ilustrado
Apaga-se
a luz e
o sonho
começa!
No
grande
ecrã de
luz
desliza
a peça
como a
vida
toda,
ali,
ilustrada
fosse
ilusão,
perfume,
tudo e
nada.
Nos
murmúrios
do tempo
a alma
sobe
para o
sonho! E
lúdica
descobre
o quanto
a vida é
efem'ra
passagem
brincando
jogos de
dor e
coragem.
Ó quanto
bem me
canta
este
cinema!
me faz
nascer
na alma
aquele
poema
quando
criança
meu
rosto
era
jade.
Porém
meu
sonho
esvaiu-se
no tempo
em vez
de
beijos
sai-me
só
lamento
agora
p'ra
apanhá-lo
já é
tarde. |
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Eduardo
de
Almeida
Farias
Brasil |
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No
Escurinho
do
Cinema
Ah, o
cinema,
o
escurinho
do
cinema!
Quanta
saudade
daquele
distante
dia, ou
daquele
distante
começo
de
noite,
em que
eu dei o
meu
primeiro
e os
mais
demorados
beijos
do mundo
na boca
daquela
que foi
minha
primeira
namorada.
Apesar
de tanto
tempo
passado
não há
como
esquecer
aqueles
momentos.
O filme
nem o
nome e
qual o
género
se era
de amor
ou de
guerra,
também
que
importância
isso
tinha se
o
propósito,
pelo
menos
por
parte da
namorada
era
fazer
uma
sessão
inesquecível
de
beijos
ardentes.
O tal
cinema,
a casa,
ainda
hoje
existe,
chego a
pensar
que isso
se deve
àquela
noite de
“calientes
bejos”
que
devem
ter
galvanizado
e
imunizado
aquele
recinto
para que
ninguém
tenha
tido a
ousadia
de
derrubar
aquelas
paredes
à
semelhança
de
outras
casas
congéneres.
O”
lanterninha”
que
andava
sempre
alerta,
penso
não nos
viu,
pois
estrategicamente
ficamos
ao fundo
na
última
carreira
de
poltronas
e não
havia
como ele
nos
pegar no
flagra.
Não sei
se
alguém
terá
ousado
como
nós, o
certo é
que saí
com a
sensação
de ter
furtado
um
pedaço
do
paraíso
perdido
com Adão
e Eva.
Noite
inesquecível.
”Ó tempo
volta
pra
trás,
dá-me
tudo o
que
perdi”.
...
O local,
na
cidade
do Rio
Grande,
RS , à
beira de
um
canalete
adornado
com
flores,
ainda lá
está, só
não sei
se terá
testemunhado,
outros
atrevimentos
tais.
Bom
tempo,
bom
tempo.
Era ela
uma bela
jovem
que
tinha
sido
miss de
certa
identidade
importante.
Foi um
amor
passageiro
devido à
minha
mudança
de local
ainda
que na
mesma
cidade.
E ainda
bem, que
isso
aconteceu,
do
contrário
nem
quero
pensar
quanta
água
haveria
de ser
precisa
para
apaziguar
tão
incandescente
vulcão.
Amores
de um
dia,
amores
passageiros,
e que no
entanto,
nos
deixam
marcas
indeléveis,
quanto
mais não
seja
para
docemente
recordar
e soltar
um leve
e doce
suspiro.
Meus
amores
dos meus
dezoito
anos,
que
saudade!
Que
haveriam
de vir
assim à
tona
pela
provocação
do
Carlos,
com este
tema do
cinema.
Nada da
história
do
cinema,
porque
bem
melhor
que isso
é
lembrar
aquele
cantinho
escuro
lá no
fundo de
um
qualquer
cinema
que os
marotos
namorados
procuravam,
para
seus
pecadilhos.
Eduardo
de
Almeida
Farias
21.09.2012
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Gerci
Oliveira
Godoy
Porto
Alegre -
Brasil |
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Quando
pequena,
todos os
atores
eram
meus.
Podia
escolher.
Minha
irmã um
ano mais
nova,
também
escolhia
o que
mais lhe
agradava.
Ainda
bem que
nosso
gosto,
ou
melhor
nossa
paixão,
não
coincidia.
Ou
teríamos
que
repartir
o ator,
o que
seria
uma
lástima
pois
eles
eram
lindos
dos pés
a
cabeça.
Eu,
amava o
Burt
Lancaster,
ela era
caidinha
pelo
Tony
Curtis.
Havia
naquele
tempo,
60 anos
atrás,
um álbum
de
figurinhas
com as
fotos e
biografia
dos
artistas.
Uma
maravilha.
Quando
não
tínhamos
dinheiro
para ir
ao
cinema,
ficávamos
a olhar
as fotos
de
nossos
ídolos,
além dos
dois
citados,
outros
tantos
nos
encantavam,
a Rock
Hudson,
James
Stewart,
Jon
Wayne e
tantos
outros.
Também
as
mocinhas
das
telas,
elas,
nos
inspiravam
com seu
romantismo
e
beleza.
Elizabeth
Tailor,
Gina
Lollobrigida,
Audrey
Hepburn
entre
outras
alegravam
nossas
tardes
no
Cinema
Brasil,
no Cine
Miramar,
no
Avenida,
no
Pirajá,
no
Vitória,
no
Castelo,
todos
perto de
onde
morávamos
no
Bairro
Santo
Antônio.
Íamos a
pé,
felizes
tagarelando.
Quando
as luzes
da sala
se
apagavam
e o leão
rugia
era a
Metro
Goldin
Mayer se
mostrando
poderosa,
depois
vinham
os
trayles
dos
próximos
filmes,
os
comerciais
e
começava
o filme.
Um filme
para mim
inesquecível
foi A
Princesa
e o
Plebeu.
Tudo o
que eu
queria
era ser
uma
plebeia
e
encontrar
um
príncipe
que me
amasse e
me
levasse
a
conhecer
o mundo
do
cinema,
além das
telas,
além do
sonho.
Eu não
sabia
que o
sonho
seria
estar
agora
aqui,
aos
setenta
e quatro
anos
podendo
escrever,
lembrar
e
continuar
apaixonada,
não
pelos
artistas
mas pela
vida.
Gerci
Oliveira
Godoy |
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