Dom Pedro I - Rei de Portugal

 

Morreu a 18 de Janeiro de 1367
 

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

Formatação: Iara Melo
 


Logo que D. Pedro assumiu o poder, foi sua principal ideia vingar-se dos assassinos de D. Inês de Castro, Conseguiu só apanhar apenas dois – pois Diogo Lopes Pacheco pode escapar-se a tempo – mandou-os conduzir a Santarém, onde em 1358, lhes fez dar morte cruel. Diz o cronista Fernão Peres que a um foi arrancado o coração pelas costas e a outro pelo peito.
"A vingança foi consumada nos Paços de Santarém. D. Pedro mandou amarrar as vítimas, cada uma a seu poste de suplício, enquanto os cozinheiros de sua Corte preparavam um lauto banquete de cerimónia. O rei não poupou requintes de horror no castigo implacável. Mandou o carrasco tirar a um o coração pelas costas e a outro o coração pelo peito. Por fim, como sentisse que não bastava a tortura tremenda, ainda teve coragem para trincar aqueles corações que, para ele, seriam malditos para sempre".
D. Pedro l resolveu fazer a homenagem merecida a D. Inês, rainha de Portugal. Ordenou então, a transladação dos restos mortais de Coimbra para o túmulo de Alcobaça. Foi um cortejo fúnebre de imponência nunca vista; pela estrada fora, por entre povo do campo que vinha chorar à berma do caminho, seguia a multidão de gente, com círios acesos, a melhor fidalguia do Reino, senhores e senhoras, a cavalgar corcéis, a passo solene, membros do clero e burgueses, todos em traje de pesar doloroso. Ao longo da viagem, a perda da rainha foi pranteada por grupos de carpideiras que soltavam gritos lancinantes e entoavam melodias plangentes; viam-se homens com cinza na cabeça, de cabelos rapados e sem barba, na expressão pública do luto. Escudeiros vestidos de estamenha crua transportavam a urna com o ataúde de Inês, carregando aos ombros os varais escuros, precedidos de alferes com pendões abatidos. Na frente do préstimo, um franciscano segurava uma enorme cruz de pinho. No transepto da igreja de Alcobaça, D. Pedro disse o último adeus à esposa. Nunca houvera paixão assim! Até nasceu a lenda de que o rei se desvairou a ponto de fazer coroar Inês, depois de morta, e obrigar a nobreza a beijar-lhe a mão de rainha.
Nas Cortes de Elvas, em 1361, o rei tomou providências para atender a certas reclamações populares, também ficou resolvido instituir o Beneplácito régio, pelo qual, a partir dessa data, nenhuma determinação do Papa poderia ter efeito legal no Reino sem o visto e sanção do rei.
Em resposta a várias reclamações do povo, o rei prometeu ainda que seriam respeitadas as regalias dos concelhos, e que os nobres seriam intimados a obedecer aos funcionários municipais. Regularizou também questões de administração e de justiça. Nestas Cortes de Elvas, foi tomada pela primeira vez, a decisão de uniformizar os Pesos e Medidas
O governo de D. Pedro l, foi proveitoso e excelente para a paz e economia da Nação. O Reino de Portugal continuou a prosperar no seu reinado. Quando o rei faleceu, deixou os cofres públicos cheios de dinheiro. A justiça que aplicava, rigorosa e severa, era igual para todos. Por isso mereceu da História o cognome de Justiceiro. Embora arrebatado de génio, tinha um coração bondoso. O povo adorava-o.
Os seus restos mortais, assim como os de D. Inês de Castro, encontram-se em dois riquíssimos túmulos, próximos um do outro, no mosteiro de Alcobaça.

Os Lusíadas -  CANTO III
(...)

136 -  Vingança de Pedro I
     "Não correu muito tempo que a vingança
     Não visse Pedro das mortais feridas,
     Que, em tomando do Reino a governança,
     A tomou dos fugidos homicidas.
     Do outro Pedro cruíssimo os alcança,
     Que ambos, inimigos das humanas vidas,
     O concerto fizeram, duro e injusto,
     Que com Lépido e António fez Augusto.

    137 -  Pedro I, o Cru
     "Este, castigador foi rigoroso
     De latrocínios, mortes e adultérios:
     Fazer nos maus cruezas, fero e iroso,
     Eram os seus mais certos refrigérios.
     As cidades guardando justiçoso
     De todos os soberbos vitupérios,
     Mais ladrões castigando à morte deu,
     Que o vagabundo Aleides ou Teseu.

Inês de Castro, neste link
http://www.caestamosnos.org/Pesquisas_Carlos_Leite_Ribeiro/Ines_de_Castro.html

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

Envie esta Página aos Amigos:

 

 

 

 

 

Por favor, assine o Livro de Visitas:

 

 

 

Todos os direitos reservados ao Portal CEN
Página criada por Iara Melo
http://www.iaramelo.com