- Nome:  Isabel Pakes

- Profissão: Aposentada (área: Educação)

- Quer falar um pouco da terra onde mora?
Cerquilho (do espanhol: cerquilho), pequena cidade do interior do estado de São Paulo - Brasil, desenvolveu-se a partir de um cercado construído pelos tropeiros, destinado ao pouso de animais que traziam do sul do país, a serem negociados na feira de Sorocaba (1870). Renascida das cinzas quando ainda um pequeno bairro, após a explosão de um vagão carregado com material inflamável que destruiu a estação ferroviária e casas da vizinhança (1948) - um golpe que causou muita dor, mas que a garra e a fé dos seus incansáveis moradores, reconstruíram e tornaram um lugar ainda melhor, bonito, próspero e aconchegante. Tem como lema: HIC LABOR VINCIT (Aqui o trabalho vence). Seus primeiros habitantes foram portugueses e espanhóis. Mais tarde, com o surgimento das lavouras de café, atraiu muitos italianos além de alguns representantes de outros povos. Atualmente, carinhosamente camada de Cidade das Rosas, a base de sua economia é gerada nas muitas indústrias que abriga, cultiva predominantemente a cana de açúcar, oferece ótima qualidade de vida, tem o melhor Carnaval de Rua do interior do Estado e um povo (cerca de 40.000 habitantes) muito simpático e acolhedor.


- Quando começou a escrever?
Quando menina, na escola, a partir das redações.

- Teve a influência de alguém para começar a escrever?
Ouvi minha professora de 3º ano cochichar para a colega que, para a minha idade, minhas redações eram muito bem feitas, esse foi meu grande incentivo.

- Lembra-se do seu 1º trabalho literário?
Além das redações, esboços de trovas em caderninhos que se perderam no tempo.

- Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano)?
Transcendência ( livro de poesias): - Editora Scortecci, ano 1992.

- Projectos Literários para 2011 / 2012?
Publicar um pequeno conto.

- Tem livro(s) electrónico(s) (e-books)?
Não

- Como vão ser editados?
Talvez, em uma editora online.

- Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana?
Um ser em incessante construção. Como argamassa: o amor, a esperança, a  fé e a simplicidade.

- Como Escritor (a)?
Uma aprendiz constante.

- Tem prémios literários?
Sim, alguns, conquistados em Festivais de Poesia com a 1ª classificação (composição e interpretação) e uma Medalha de Honra, conferida pela Câmera Municipal de Cerquilho.

- Tem Home Page própria?
Um Blog em fase inicial de criação:
http://belpakes.blogspot.com/


- Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page ou (e)  Livro (s) electrónicos, nos nossos sites?
Começo a conhecer. Pelas primeiras impressões, pelo o carinho com que são tratados todos os trabalhos, já considero ótimas e muito proveitosas.

- Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever?
Continue, sempre colocando seus sentimentos em tudo o que escreve. Escrever exercita o espírito.

- Para terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho seu (em prosa ou em verso) ?:

 

Transcendência

 
Mergulho o olhar no fundo do espelho
e me guardo dentro dele,
que eu mesma não me possa divisar.
 
Cristalizo a minha imagem
deixo pesar essa âncora...
que eu me ausente, mas não deixe o lugar.
 
Abro minhas imensas asas,
espano o pó dos pés
e saio de mim,
diluindo-me no tempo e no espaço.
 
Leve - mais que a pluma,
livre - mais que o ar,
experimento o meu vôo e gosto!
 
Ensaio um bailado novo sobre minha sombra fria
e rio-me de sua impotência ante a mudez dos meus passos.
 
Fortaleço-me no que quero!
Liberta que estou
das tramas da carne e dos ossos,
tudo alcanço. Tudo posso!
 
Visualizo teus pensamentos e vou buscar-te.
Emaranho-me nas espirais dos teus devaneios 
e te arrasto além dos limites da tua imaginação,
onde o silêncio absoluto é a expressão mais forte da palavra
e o sentimento mais oculto se extravasa em comoção!
 
É quando tu te despes dos teus zelos e pecados
e te entregas a mim, com toda a nudez do teu eu eterno.
 
É quando te descobres SANTO
e eu te reconheço HOMEM!
e me apresso em aparar-te o pranto.
Porque preciso do sal das tuas lágrimas
com que temperar o meu depois.
 
Depois. Quando emergir do espelho...

 

para Anexo

 

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