Paulo Roberto de Oliveira Caruso

 

- Profissão: - servidor público, administrador, advogado e escritor.
 
- Quer falar um pouco da terra onde mora?: - 
 Eu moro desde junho de 2011 (quando me casei com Mônica Line Ferreira de Souza Marques, minha maior inspiração) no bairro de Icaraí, em Niterói (cidade situada no estado do Rio de Janeiro). Até então morara num bairro da capital fluminense chamado Méier, localizado no subúrbio e de longa tradição histórica. Um bairro de bela tradição acolhedora.
Icaraí, por sua vez, é conhecido por ser bela praia, irmã contígua de outras da mesma área, como São Francisco. Possui um vasto calçadão onde as pessoas se exercitam usualmente, além de abrigar o Museu de Arte Contemporânea arquitetado por Oscar Niemeyer. No bairro ademais encontram-se: uma série de restaurantes; o Campo de São Bento (de extensa área verdorosa); a Reitoria da Universidade Federal Fluminense (onde me formei administrador e advogado); além de outros pontos interessantes. Niterói é a segunda cidade mais importante do estado, sendo considerada outrossim uma das que possuem melhor qualidade de vida do país. 
 
- Quando começou a escrever?: - 
Principiei-me nas letras amadoramente aos 10 anos de idade, escrevendo dois “livros infantis” jamais publicados. Afinal, eram mui diminutos e amadores, ou seja, bem de acordo com a idade.
Hodiernamente busco ser profissional desde 15 de setembro de 2008, tendo escrito quase 20.000 textos desde tal data, sendo menos de 300 prosas e o restante poemas. Sou sonetista, trovador, haikaísta (ao estilo oriental), indrisista, glosador, escritor de poesia livre, contista, cronista e redator.
Desde que comecei a escrever ininterruptamente, decidi lutar pela verdadeira valorização da literatura com os meios de que disponho atualmente, os quais se materializam por meio: dos textos publicados em sítios e blogs; por antologias e concursos literários, por cartazes meus espalhados pela UERJ, onde labuto, e pela UFF, onde estudei; através de concursos literários que eu mesmo lanço a público; por meio de participações em Academias de Letras e Artes Plásticas, além de outras iniciativas minhas. 
 
- Teve a influência de alguém para começar a escrever?: - 
Na verdade, sem querer parecer intelectualóide, não sofri influências da poesia, dos contos ou crônicas (estas são as áreas em que atuo) para escrever quando comecei, aos 10 anos, mas sim de estórias em quadrinhos e desenhos animados. Nem quando retornei à escrita timidamente em 1993, aos 17 para 18 anos sofri influências. Nem quando novamente tentei algo até os 25 anos e depois, após novo intervalo, aos 27. Sim, passei todo esse período com apenas 159 textos, sendo 60 crônicas e 99 poemas, mas sem procurar me preocupar em ler nem ao menos alguns clássicos. Admito que se tratou de um erro crucial. 
Eu fui na verdade incentivado por um colega de faculdade de Direito chamado Diego Velasco, o qual, ao saber que eu escrevia poesia livre, me propôs escrever sonetos. Por mais que eu já os houvesse conhecido no colégio, nunca optara por tal “matematização” da poesia. Então, verdadeiramente um mundo novo se abriu ante meus olhos castanhos da terra. Comecei a ler Camões e Bocage e principiei minha aventura pelos sonetos (14 versos rimados divididos do modo 4-4-3-3 ou 4-4-2-2, daí o termo “matematização”). Daí parti para as trovas (4 versos rimados), destas para os haikais (3 versos), destes para os indrisos (8 versos, sendo 3-3-1-1), destes para as glosas (5-5). Das crônicas parti para os contos através do Concurso de Contos de Araraquara (o qual, no regulamento, indicou as formas como se constroem contos), sendo que ainda não voltei a escrever crônicas desde então, devido a meu ingente interesse pelos contos.
Desde que me integrei de modo mui mais sério à escrita então surgiram sim alguns autores que passei a admirar deveras, como: Camões (sonetos); Bocage (sonetos e odes); Edgar Alan Poe (contos); Aluísio Azevedo (romance); Izabelle Valladares (romance); Mario Rezende (contos); Sílvia Regina da Costa Lima (sonetos); Marcos Loures (sonetos); Juli Lima (indrisos); Elisa Zambenedetti (haikais ocidentais); Ivan Petrovich (haikais ocidentais); Osvaldo Júnior Pansera Waczuk (poesia livre e amorosa); Maria de Fátima Alves de Carvalho (poesia de amor à natureza); Ivana ou “Olhos de Boneca” (poesia amorosa extremamente carinhosa e delicada); Milena Campello Jorge (poesia diversificada e poesia sensual); Márcia Alencar (poesia sensual extremamente envolvente).
Entretanto, minha maior fonte de inspiração trata-se de minha própria esposa, a qual está próxima de receber 10.000 poemas meus dedicados a si. No átimo são pouco menos de 9.700 poemas.
 
- Lembra-se do seu 1º trabalho literário?: - 
Parafraseando-os, “cá estou eu” a me lembrar de meu primeiro trabalho na literatura... Minha prima mais velha nem me dá uma cópia do mesmo, o qual ela guarda cuidadosamente a sete chaves!!! (risos). Disse-me ela que o achou tão fofinho (já que eu só tinha dez anos de idade à época) que eu não o conseguirei reaver. Bem, ao menos eu tenho do segundo livro para frente, gerando uma pilha de folhas de aproximados 2 metros e 10 centímetros de altura nestes meus recentes e incessantes 3 anos e 5 meses de literatura. Meu sonho é vê-la alcançar o teto do quarto, como se fosse uma pilastra, sendo que o teto fica a 3 metros do piso do recinto... 
 
- Projectos Literários para 2012 / 2013?: - 
Ingressar em outras Academias de Letras e Artes, tentando ajudá-las, como procuro atualmente fazer no caso das 3 que passei a ingressar em 2011: ALAV (Academia de Letras y Artes de Valparaiso – Chile); ARTPOP (Academia de Artes e Letras de Cabo Frio – Rio de Janeiro) e ANBA (Academia Niteroiense de Artes, Letras e Ciências  - Rio de Janeiro).  Além disso, continuar a participar ativamente da literatura brasileira através de concursos lançados por mim e por outros autores, através de salões de pintura e literatura, participar de encontros literários e enfim editar meu primeiro livro (sim, até hoje não tive coragem de o fazer, apesar de alguns pedidos de escritores). Por fim, ajudar a Literarte, associação de que faço parte, e retribuir por tudo o que já fizeram por mim neste meio, mesmo porque temos o dever de passar adiante as dádivas a nós entregues com carinho.


 - Tem livro(s) impressos editados há mais de três anos e que não estão em e.book?

Só tenho participação em 49 antologias, mas não livro editado solo ainda, devido a meu medo de o fazer para simplesmente vender a parentes, amigos e colegas. Estou no aguardo para que meu primeiro livro tenha de fato tratamento profissional e bastante atenção por parte da comunidade literária.
 
- Conhece o novo projeto do Portal CEN, "SEBO LITERÁRIO"?: -
Conheço-o sim, sendo que fazer parte deste portal é um dos meus objetivos desde quando fiquei sabendo acerca de sua existência, no segundo semestre do ano passado. Afinal, ainda não faço parte de nenhuma instituição com sede na pátria-mãe da língua portuguesa. 
Sei que o Portal CEN, desde 15 julho de 1998 (decorei a data porque eu aniversario no dia 19 do mesmo mês), luta pela literatura, disseminando-a a vários internautas pelo mundo e que valoriza deveras os escritores inéditos. Publica material em revistas on line e busca incentivar a leitura, para que a sociedade se mantenha culta e não se encontre alienada e fácil de ser manipulada.
 
- Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana: - 
Eu aprecio futebol, sendo que por coincidência sou vascaíno (torcedor do Clube de Regatas Vasco da Gama, clube com amplas ligações com a pátria lusa). Adoro outrossim rock/heavy metal, sendo que, na verdade, esta era a minha maior paixão desde 1994, antes de eu regressar de vez à literatura. Sou caseiro, mas passei a viajar constantemente, devido aos eventos literários de que faço parte, como Academias de Letras, premiações e salões de artes. Para ser sincero, durante esses encontros é que me sinto integrado a meu meio, visto que infaustamente não consigo me sentir assim nas minhas outras carreiras já citadas. 
  
- Como Escritor (a)?: - 
Como escritor, tenho pouco menos de 20.000 textos escritos desde 15 de setembro de 2008, sendo que apenas 303 destes situam-se na área da prosa. Todavia, tento me aventurar mais e mais pela área de contos. A larga quantidade de textos se deve a meus objetivos estatísticos anuais, os quais estabeleço a cada 15 de setembro chegado, data em que se principia meu ano literário.  
Logo, desta data em 2008 a 14 de setembro de 2009 minha meta era de escrever 5 poemas por dia, sendo que consegui suplantá-la, apesar de o ter feito com bastante dificuldade. Ainda não escrevia muitas cousas que não fossem de poesia livre.  
De 15 de setembro de 2009 a 14 de setembro de 2010 estipulei 12 poemas por dia, mas alcancei ao fim a média diária de 15 poemas. Nessa época eu já conseguia vislumbrar o quanto escreveria para cada ideia, sabendo quando cada poema terminaria, visto que os sonetos, as trovas, os haikais, os indrisos e as glosas já faziam parte de minha vida. Bastava calcular quando um tema se findaria: por exemplo, eu poderia precisar de 11 sonetos para terminar um tema.  
De 15 de setembro de 2010 a 14 de setembro de 2011 a meta era 15 poemas diários, mas a média final gerada foi de 25 poemas. Escrevi ademais poucas dezenas de contos e crônicas, os quais faziam parte de meu objetivo inicial. Comecei um romance policial nos moldes de Maigret, o qual estacionei por uns tempos com 5 capítulos prontos. Tenho outro em mente, mas ainda nem o rascunhei.  
Em 15 de setembro de 2011, justamente com o objetivo de me focar na prosa, não estabeleci u’a meta estatística, mas já me encontro na média de 20 poemas por dia, tendo parado um pouco de escrever prosa. 
  
- Tem prémios literários?: -
Em 2011 eu recebi o Prêmio Interarte como um dos melhores contistas do ano (pela Literarte e pela Academia de Letras de Goiás Velho), o Troféu Destaque (pela Academia de Niteroiense de Artes, Letras e Ciências) e, em 2012, o Prêmio Literarte (em Curitiba). 
Em 2011 fui chamado por um escritor chamado Bosco Esmeraldo a comentar a minha amizade por ele mesmo, o que, segundo o autor, o deixou mui sensibilizado, fazendo que o texto passasse de comentário à categoria de prefácio. Tipo de atitude que não tem preço para mim!
Em 2011 fui chamado a prefaciar o livro “O mistério da mulher de sapatos vermelhos”, devido a minha resposta à pergunta “Qual o mistério da mulher de sapatos vermelhos?”. Mal pude acreditar, principalmente se eu mencionar que minha esposa dissera que sentia em sua mente que o texto seria com certeza usado para prefaciar o livro, devido às completas coesão e coerência com a pergunta. No dia seguinte, para meu total espanto, surgiu o convite para que a resposta à pergunta citada fosse usada como prefácio.
 
- Tem Home Page própria (não são consideradas outras que simplesmente tenham trabalhos seus)?: - 
Eu tenho dois blogs (“Literatura da Natureza” e “Erotismo com Arte”), mas minha esposa e eu temos planos de que eu construa sim um sítio solo.
 
- Conhece bem o conteúdo (enorme) do Portal CEN - "Cá Estamos Nós"?: -
Sei que o Portal CEN lida com literatura (cantinhos deliciosos com prosa e verso), mas também com geografia, história, notícias (de Portugal, do Brasil e do mundo), aulas de língua portuguesa, entrevistas, revista do Portal, pesquisas e outros assuntos mais. Na verdade ele é o mais vasto que me lembro de ter visto, sendo que só consigo compará-lo ao brasileiro Recanto das Letras. 
 
- Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ?: -
Diferentemente do que eu fiz, eu aconselharia a pessoa a ler bastante e, se possível, de modo diversificado, antes de se aventurar pelas letras, visto que isso faria que a obra deste ser humano fosse de mui melhor qualidade do que a minha inicial foi.
Eu somente comecei a ler literatura após os 33 anos, o que é absurdo em se falando acerca de alguém que se quer dizer escritor! Só o que eu lia de 1995 a 2008 eram revistas de rock, as quais, embora procurassem trazer temas literários ricos, ainda assim definitivamente jamais foram livros que atendam a um pretenso escritor. Aconselho a leitura de escritores clássicos, mas, igualmente a de desconhecidos do público em geral. Pela segunda vez em uma entrevista fiz questão de indicar escritores não consagrados entre minhas influências recentes porque, além de eu estar sendo verdadeiro com eles, considero um crime de lesa-literatura nós somente indicarmos escritores-medalhões, olvidando-nos dos colegas de luta.
 
- Para terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho seu (em prosa ou em verso) ?:

Por acaso posso enviar um original de antologia da qual participo e que estará no Salão do Livro de Paris no primeiro semestre deste ano? Afinal, eu não tenho livro editado ainda. Na verdade, estou entre os 30 semifinalistas que concorrerão a 8 vagas de edição da Associação Literarte em 2012, após havermos sido escolhidos entre mais de 300 escritores.  

 Vera amada minha

Paulo Caruso
  

 
 


Tu não trazes litanias
a meu ser acostumado
a Perjúrio e Perfídia,
o casal sempre na mídia
e no mundo inebriado
destes nossos falsos dias.
  
Os dois fazem rebentos
como pútridas sementes
em intenso farfalhar...
Tu trazes-me momentos
que transformam os repentes
em beleza a borbulhar.

 
 

Cuidando de tuas pétalas

Paulo Caruso
 

 
 


Devo ter cuidado ao tocar
tuas pétalas adocicadas,
porquanto são-me elas dadas
em assaz incauto confiar!
 
Ademais, são frágeis elas!
Mas são ávidas por afagos.
Os meus toques são bem pagos
com teus ósculos, sorrisos e trelas!
  
Devo tê-las em cuidado,
possuí-las com todo carinho
que uma flor a mim suplique.
  
Tu não tens, porém, suplicado,
porque trato-te com jeitinho.
Que em teu peito este fique!


 

2012

 

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