SEBO LITERÁRIO

autor

 

 

ODENIR FERRO

 

LIVRO DE PROSA POÉTICA
CAMINHO PELAS ESTRELAS

 

Nítidos Contrastes Reveladores


Nos dias de hoje, quando paro para refletir, ou para pensar e repensar no cotidiano dos dias plenos ou comuns sinto que a realidade vem pesar sobre os meus sentimentos. É quando então eu me sinto na obrigação íntima e pessoal de concluir no quanto está cada vez mais complicado e difícil podermos compartilhar ou mesmo pensarmos sequer em compartilharmos dos nossos sorrisos, dos nossos desejos, dos nossos anseios, dos nossos tópicos comuns, da nossa participação afetiva no tocante aos movimentos da vida, enfim, podermos compartilhar dos nossos momentos de felicidade com os nossos irmãos próximos, muito próximos ou distantes, ou muito distantes de nós.
Pessoas que como nós, vivemos a procurar os objetivos e realizações ao percorrerem os ciclos do viver onde muitas vezes em fases de muitas catástrofes naturais, vivendo sobre muitos infortúnios ocasionados por diversas desordens acarretando-lhes sofrimentos, amargores, insatisfações e infelicidade...
Nos dias de hoje, quando paro para pensar, para intuir, sentir o ar da vida que flui em torno do meu ar, muitas vezes carregado de sentimentalismos, chego a ficar aturdido pelas dissonâncias que se fazem presentes nas regências que fluem de uns para outros, dentro da criação natural dos ciclos da vivência de cada qual, quanto seres humanos que somos na constante caminhada pelas performances da vida.
Onde a felicidade bate à porta, num dado momento para uns, enquanto arranca os telhados e destrói os lares para muitos e muitos outros. Massacrando as esperanças do cotidiano comum com uma brutalidade invisível, embora tangível, com uma fúria em forma de mãos impiedosas regidas pelas forças descomunais da natureza. Destruindo desta forma, casas inteiras, cidades inteiras, devastando em segundos, lugares imensos!
Como é difícil ser feliz, estampar um sorriso no rosto, enquanto sabemos que vivemos diariamente como se estivéssemos equilibrando-nos dentro da balança imaginária da nossa sorte, a realidade da nossa vida física e espiritual, pesando os nossos destino, à borda de uma apavorante, medonho e ruidoso Vulcão intempestuoso e sempre predisposto a qualquer momento, sem pedir-nos licença, vir atormentar-nos com uma avalanche de desmoronamentos destruição e mortes...
Nos dias de hoje, paro para pensar no quanto está difícil e até chega a ser constrangedor, fartar a alma e o espírito em muitas e fortes orações para renovarmos sempre a nossa aliança com o Criador. De fartar-se de estudos e conhecimentos intelectuais e culturais, enquanto vou pensando em tantas pessoas, que muitas vezes, independentes de classes ou circunstâncias sociais, sofrem e se desesperam por tantos desajustes emocionais, sociais, culturais, intelectuais, sentimentais, e tantos e tantos e tantos outros muitos ais...
Nos dias de hoje, fico aqui parado a pensar, enquanto olho pela janela, vendo a beleza das rosas irem florindo naturalmente, desabrochando-se silencioso nas nuance verdes olivas dos gramados em tons diversificados entre luzes e sombras, dentro da negrura da noite avançando horas adentro, enquanto uma estrela ao longe, no céu longínquo, parece brilhar pra mim um tácito e submisso acordo entre ela e os meus anseios que ficam dentro de mim, estagnados a buscarem uma significativa razão e uma plena lógica para tudo isto, satisfazendo assim um acordo entre as minhas tristes comparações que vou fazendo entre mim e o meu mundo e os outros eus contidos dentro dos eus dos meus irmãos que estão vivendo as dramáticas esferas das experiências mais frustrantes, mais tristes, mais deprimentes, mais não lógicas, mais insanas, que os abatem, os atemorizam, os deixam constrangidos e impotentes para adquirirem ou readquirirem as forças para enfrentarem os desafios que a vida, num dado instante qualquer, até a eles vem e numa furiosa circunstância do momento, os fazem reféns da própria instabilidade da sorte que os amarra num turbilhão de situações sofríveis e deprimentes!
Nos dias de hoje, enquanto olho pela vidraça, cheia de minúsculas luzes foscas que incidem no vidro da janela, penso no quanto é difícil compartilhar um sorriso sequer, com os meus irmãos mais próximos ou mais distantes de mim...
É difícil e condoído pra mim, pressentir estas realidades sociais, tão a cada vez mais alarmantes, tão perturbadoramente intrigantes, gritantes!...
Eu vejo, sinto, presencio e compartilho muito amor, muita vida, muita vibração carismática e pura beleza rica de energia, ao ver todos os dias, em todas as tardes em fins de tarde, o meu pai ir alimentar com querela de milho e ração, os muitos e diversos pássaros a que vem pousarem no quintal da minha casa.
Noto que há muita poesia e muito lirismo neste amor despojado, humilde, descompromissado, mas muito subjetivo e criado numa forte textura de composições de retalhos tecidos numa vida plena de belas e significativas vivências... Que chego a acreditar que este seu gesto simples de alimentar os pássaros em fins de tarde é o resumo dos encontros, desencontros, fugas e medos! De realizações e de sonhos registrados no teor de todas as histórias que compuseram e que ainda compõem as memórias da sua história pessoal, dentro da sua experiência de vida!
Distante, embora um observador presente a toda esta encantadora e singela cena, fico eu, olhando através da minha outra janela. Vejo e absorvo para o meu íntimo, o máximo que posso, destas nuances de belezas reveladoras, aonde em cada seqüência de momento em momento em que avanço pelo tempo futuro, vai registrando dentro do meu ego as festividades alegres, encantadoras e furtivas do bater das muitas e muitas asinhas, enquanto eles bicam e bicam e fartam-se da comida...
Mas, nos dias de hoje, enquanto absorvo atento ou abstraído esta beleza muitas que até a mim vem baterem na porta da minh’alma, enaltecendo de encanto as minhas memórias, não pode deixar de pensar no quantas muitas crianças morrem de fome, devido aos abusos do poder de uns esganados mesquinhos que vivem por aí, acreditando que o Planeta é propriedade única e exclusiva deles, dos mandatários. Dos que pensam neles e só neles e em como criarem cada vez mais, sofisticadas formas de manipulação cheia de trapaças para deixar o povo cada vez mais oprimido, aturdido ou embaraçado com as realidades cheias de distorcidos disfarces e manobras políticas, onde os sentimentalismos puros, verdadeiros, ganham ares e títulos de sentimentalismos banais... Enquanto que as astúcias, as audaciosas perspicácia, as avarezas e a incontrolável ganância, acabam ganhando, através de manobras políticas, os ares de inocente de uma dignidade cheia de falsas coerências e abnegadas presteza em prol das necessidades populares.
Nos dias de hoje, os contrastes sociais estão cada vez mais frívolos e assustadores, fazendo de todas as cores, nítidos contrastes reveladores!
Nos dias de hoje, enquanto exercito a fúria e a força das minhas orações, enriquecendo e expandindo cada vez mais a minha fé em Deus e nas forças regentes do Universo, vou cultivando a minha fé em amar, apesar de tudo e acima de tudo, amar e ainda cultuar dentro e fora do meu eu, do meu estado de serem, as forças construtivas dos atos de amar, enquanto caminho pela vida, noites e dias afora...
Enquanto nas horas da realidade que me cerca enquanto penso em tudo isto, vou caminhando pela noite afora e pelas horas noturnas adentro, espantando o meu sono. Vou vigilante e atento, guardando, me resguardando, descobrindo e revelando os meus agregados segredos coniventes aos muitos segredos e anseios dos outros meus muitos irmãos humanos com eu, viventes...
Nos dias de hoje, enquanto oro, teço muitas e muitas prerrogativa e indagativas preces, sinto perto de mim os grilos tecerem suas melodiosas harmonias dentro duma paz tão pessoal e minha. Num ar tranqüilo, carismático e esplêndido, nesta noite clareada pelo luar e inúmeras estrelas que enfeitam um céu claro pela força da lua que se faz quase cheio.
Nos dias de hoje, em paz estou e em paz vivo!
E amoroso estou, enquanto oro e rogo e peço e silenciosamente clamo, por aqueles que não muito distantes de mim, ou mesmo por aqueles muito distantes de mim, padecem e sofrem, pelas intempéries do destino. Onde a vida desenha-lhes os infortúnios desconfortáveis pelas dores presentes!
Nos dias de hoje...

 

 

 

Ferramentas & Armas


O simples ato de esfregar o chão com uma vassoura, passar um rodo, usar detergente e água, é um ato necessário, útil, significativo no tocante a higienização e a limpeza.
Embora seja considerado um serviço doméstico, é de muita importância, pois se trata da limpeza do ambiente em que vivemos. Seja o escritório, seja um prédio inteiro, um restaurante, um shopping, nossa casa ou nosso corpo.
A limpeza e a faxina é muito importante e o profissional da limpeza e higienização ambiental também o é. Quando se trata de um ser humano consciente com a beleza do trabalho que faz. Ou seja:
- As mulheres e os homens da limpeza cuidam da harmonia e do equilíbrio estético dos ambientes. Eles varrem, perfumam, cuidam enfim, da aparência geral dos ambientes humanos em que atuamos direta ou indiretamente, nas mais variadas formas.
Então o escovão, o esfregão, a vassoura o rodo e assim como toda a aparelhagem de limpeza são importantes quando usados como ferramentas do dia a dia, em nossa vida prática, em nosso trabalho.
O pessoal da limpeza com suas ferramentas, limpam, cuidam, higienizam, lustram, fazendo com muito labor as suas tarefas, sempre. Continuamente, ininterruptamente. Para o nosso bem estar geral.
No início da década que compôs os anos 1980, a palavra Ecologia estava começando a pespontar seu brilho para atuar no mercado da moda. Produtos bio degradáveis começavam a darem os seus ares da graça...
Mas hoje sabemos que para a nossa limpeza e higiene pessoal, diariamente poluímos as nossas outras casa, o nosso mais importante e significativo lar: - O nosso Planeta Terra!
Não estou querendo dizer que devemos aderir a campanhas da não limpeza! Muito pelo contrário. A regra é permanecermos desenvolvendo os padrões e estilos de vida que conquistamos nos nossos dias atuais.
Apenas penso que devemos ter sempre estabelecida como regra à consciência e ação plena no tocante as atitudes ecológicas politicamente corretas no uso de tudo. Principalmente com tudo a que se refira à água!
Pois ela é um dos bens mais preciosos que temos, para compor os nossos dias com satisfação, prazer e felicidade.
Nossas atitudes comuns do dia-a-dia, é que fazem a somatória benéfica ou maléfica na composição geral que forma o todo do ambiente.
Nossa casa, nosso ambiente de trabalho, nossa cidade é o lugar do nosso habitat que desenvolvemos como sociedade ao longo dos anos no percurso do tempo afora.
E os nossos quintais e os nossos jardins são o paraíso que ainda existem para somar-se ao outro paraíso maior que é o nosso Planeta Terra!
E que continuará a existir e a se recuperar gradativamente, continuamente sempre, se soubermos como lidar com as forças que imperam nas Leis da Natureza!
Deixando-as fluírem livremente. Sem querermos dominá-las.
Nós somos capazes de construir a dinâmica da nossa existência e somos também suficientes, dignos e íntegros para encontrarmos soluções adequadas para desenvolvermos mecanismos que preservem e fortaleçam e até reintegrem o que já fora perdido do ecossistema, para uma reintegração ativa ao ambiente natural que nos enriquece de vida, prazer, satisfação e energia.
Hoje tive a oportunidade de ver duas frutas de figo da Índia, apodrecidas, sobre um bloco de concreto de cimento. As polpas já estavam ressecadas e pude notar muitas sementes de um tom vermelho escuro, sobressaindo-se e esparramando-se naturalmente, do invólucro das polpas apodrecidas.
Se ninguém plantá-las, certamente o vento, a chuva, o tempo, encarregar-se-ão de espalhá-las pelo local.
Todas, muitas, algumas ou talvez apenas uma delas, acabarão por se fincarem na terra, germinando. Dando assim, continuidades à sua espécie e as suas origens continuarão vivas...
É o milagre puro e simples da vida e ele se repete inumeráveis vezes, a cada segundo, pelo planeta todo, pelo tempo afora.
Esta é a verdadeira ferramenta da criação do Universo! Um Amor infinito!
E o que pra nosso entendimento é apenas um milagre, um processo científico, ou o nome que quisermos dar a todos os fenômenos naturais e sobrenaturais que ocorrem a cada momento, para o Criador do Universo, este mecanismo natural é apenas uma ferramenta que Ele, em sua sabedoria usa para manifestar-Se na existência natural do planeta em que vivemos!
Fiquei imaginando mais uma vez, pensando no quanto a natureza é extremamente generosa. E essa generosidade é um dos reflexos da Personalidade do Seu Criador. Do nosso Criador! Do nosso Eterno Pai!
Mas, também raciocinei que mesmo tendo essa cadeia viva e rica em biodiversidade, o Reino Vegetal está sendo um dos mais afetados com as bruscas transformações que estão ocorrendo no nosso planeta.
Precisamos preservar as espécies, inclusive a espécie humana. E preservando as outras espécies e as outras muitas origens de vida (inclusive muitas delas, desconhecidas por nós, ainda!) e que habitam conosco no nosso Planeta Terra, é que também nos preservaremos quanto espécies humanas, rumo ao futuro do Planeta afora.
Num momento em que a frase responsabilidade social está na última moda, sinceramente eu nunca vi aflorar tantas atitudes egoístas ou mascaradas, muitas desumanas até. Criando e estabelecendo assim como regras de estilo de vida como um rótulo de importância, onde fica oculta, embutida por baixo dos panos uma verdadeira farsa constituída dentro de uma hipocrisia social. Num momento em que as disputas pela permanência na fatia do mercado estão cada vez mais acirradas é possível ser ver, se sentir, se saber ou ouvir falar que muitos reis estão perdendo o trono, a majestade. E neste jogo cada vez mais acirrado pelo poder, onde a concorrência está a cada dia mais numerosa em tudo e em todos os segmentos sociais, culturais, econômicos, empresariais, enfim, em tudo do todo que engloba as manifestações da criatividade humana no sentido de construírem-se as habilidades para sobrevivermos no mercado. E este mercado torna-se a cada dia, a cada momento que passa uma verdadeira feira livre.
Parece haver uma tendência a sofrermos super exposições de tudo, onde as pessoas se expõem diariamente fazendo uma seqüência de demonstrações num show onde o ator é cada um lutando com as armas que tem e que se dispõem por lutarem sempre. E o palco dessa luta tomou dimensões gigantescas!
Pois este palco nada mais é do que o nosso Planeta Terra! E nós, seres humanos que somos, atuando dentro deste palco, somos ferramentas e armas, tanto a favor de nós mesmos quanto preservação da espécie e da continuidade da existência do Planeta, assim como também somos armas contra nós mesmos e conseqüentemente com toda a biodiversidade existente no Planeta Terra!
Estamos a cada dia mais, encurtando as nossas distâncias através da troca cultural onde o fenômeno da Comunicação em massa via globalização já é um fato consumado.
Nós, quanto seres humanos que somos, somos a somatória geral da parte integrantes agentes ativos e pensantes do planeta. E podemos ser e somos as ferramentas que podem construir modificar para melhor, transformar ou reformas ou reconstruir o nosso ambiente natural que compõe o Planeta Terra em que vivemos.
Da mesma forma em que podemos e temos também, um grande potencial para sermos as armas que poderão continuar a destruírem gradativamente o nosso ambiente.
Danificando de forma irreversível o ecossistema natural que demorou bilhões de anos para se formar e embelezar o nosso Planeta Terra em que vivemos!
Tudo depende de nós, através dos nossos atos de consciência, adaptação e integralização ao ambiente em que vivemos. Tudo depende do nosso compromisso social e dos nossos atos livres de pensarmos, de agirmos e de produzirmos movimentos nos quais nos predispusermos a adquirirmos uma postura dinâmica de ativistas sociais dentro das nossas responsabilidades sociais e culturais no sentido tocante as atitudes corretas dentro da nossa realidade atual face ao ambiente do Planeta. Devemos atuar como integrantes participantes desta causa, quanto seres humanos que somos:
- E esta atuação depende unicamente de nós mesmos. Sejamos atuantes como Ferramentas ou continuamos sendo atuantes como Armas?
Tudo depende apenas do nosso ponto de vista e de ações dinâmicas ao criarmos uma consciência expansiva, para dinamizarmos nosso campo de ação funcional para uma atitude ou para outra.
Nós já dominamos o Planeta, embora não sabemos ainda controlarmos as forças que regem os mecanismos e os dispositivos de ações dinâmicas da Natureza, no seu amplo, na sua totalidade geral, funcional.
Porque na realidade a Natureza não é pra ser controlada. A Natureza é pra ser como um rio fluindo livremente para atuar na dinâmica de tudo que compõe o todo dos processos existentes nos seus diversos campos de ações. E que formam o todo do conjunto da dinâmica existencial e funcional do Planeta.
Quanto Ferramentas Humanas que somos, devemos atuar e produzirmos, gerando harmonia e equilíbrio em prol das forças que compõem a totalidade da Natureza e não agirmos contra ela. Devemos sempre deixar a Natureza fluir livremente nos seus diversos e significativos campos de ações. Devemos deixá-la que atue livremente por todas as extensões do Planeta e por que não dizer, pelas extensões do Universo da Via Láctea afora...
A nossa própria anatomia física, corpórea, é uma massa química que produz energia física e interagem com outras biodiversidades de composições também químicas, atuantes nas diversas formas naturais que vibram vivas dentro da harmonia e do caos atuante nas diversificadas áreas e campos de ação, regentes no equilíbrio do Planeta.
Toda essa dinâmica são ferramentas que também podem ser agentes atuantes como armas. Somos, agimos e vivemos entre armas e ferramentas!
Com as ferramentas, construímos algo. Com as armas, destruímos algo ou alguém, para depois novamente com as ferramentas reconstruirmos o que havia sido destruído e assim novamente reorganizarmos a energia, dentro do caos criado. Tudo isso é feito de muitas formas, sem uma constância cronológica, sem um tempo exato ou definido ou definitivo.
As forças da Natureza, tanto quanto ferramenta ou assim como armas, atuam, agem e interagem entre si mesmas, sem estabelecerem regras dentro de um tempo para acontecerem ou fazerem acontecer ou produzirem fenômenos como as chuvas contra os brilhos raiados dos espectros solares, criando as sete cores no arco-íris...
A Natureza produz sempre, ininterruptamente, apenas uma dinâmica de ação. Construindo e destruindo e reconstruindo. E dentro desta dinâmica, nós também, quanto seres vivos e humanos que somos, atuamos, agimos e interagimos com todos os processos de vidas, existentes no ambiente dinâmico ativo e inativo à nossa volta e também dentro do nosso interior.
Seja para construirmos, ou seja, para destruirmos ou para refazermos, à nossa maneira, o que já fora antes estabelecido de outra maneira, ao criarmos ou recriarmos assim o que denominamos de novo.
E o novo nada mais é do que uma nova roupagem colorida em algo que fora antigo.
Na realidade, o tempo faz uma verdadeira reciclagem de tudo o que compõe o todo. E o antigo se torna novo, quando antigos processos se repetem e se retornam e se reformulam em forma de novos, apresentando-se de uma maneira mais convencional para as necessidades daquele determinado momento.
Assim é também, a exposição ininterrupta (muito embora, estática!) pela formulação e reformulação da dinâmica da Vida, pelo percurso do tempo agindo no Planeta Terra rumo ao Universo afora...
Perfazendo o seu curso, acompanhado de outros Planetas, numa Galáxia que denominamos de Via Láctea, com inumeráveis constelações de estrelas belíssimas, asteróides, cometas e um Sol e uma Lua para nos enriquecermos de vida, magias, mistérios, misticismos, eternidade, belezas, sonhos, realidades e amores e poesias!
E também uma profunda integralização com as forças deste Todo que sempre nos irradia eternamente de muita Luz, muito Amor, muita Fé e muita Energia!

 

 

 

Objetivo e Subjetivo


O título desta crônica me agradou! Eu gosto muito tanto de uma quanto de outra palavra e também o sentido tanto filosófico, como concreto assim como abstrativo do que elas me traduzem na dinâmica da minha vida tanto pessoal quanto a vida no seu pleno segmento geral.
É por isso que hoje, pensei em escrever algo falando do que sinto em relação a elas. Do quanto eu me harmonizo com as situações expostas por ambas e no muito que eu busco harmonizar a minha vida com ambas as situações impostas no que a mim se apresentam como sendo o resultado de uma ou de outra ou do conjunto das duas. Dentro de um determinado momento da minha cadência natural de vida que perfaz o meu dia a dia dentro do cotidiano, que na seqüência dos dias, a mim se apresentam no que denominamos de viver os dias de vida.
Na minha vivência emocional, dentro da minha óptica pessoal de como eu vejo o mundo exterior à minha volta, creio que administro e convivo mais com o subjetivo.
O meu subjetivo é a massa abstrata modeladora das minhas emoções que se acentuam as "performances" por onde se insinuam se desenham e nascem as forças geradoras das formas dos meus poemas.
Principalmente quando eles não são concretos, quando se figuram muito na linha do etéreo, do fantasioso, do abstrativo.
Os meus poemas mais abstrativos são os meus poemas que são mais subjetivos. Tenho muitos poemas subjetivos que estão guardados, inéditos. Tão inéditos que a maioria deles somente eu mesmo é quem os li. Mais ninguém.
Digo isso, pois muitos poemas meus inéditos, algumas amigas ou um ou outro amigo ou algum familiar, por alguma ocasião da minha vida, já os leram.
Outros, já não. Os poemas abstratos são muito complexos. Não para quem os cria; mas sim, para quem os lêem. Nós cremos quanto escritores que somos, nem tanto buscamos uma consagração embora ela seja importantíssima. Mas somente o reconhecimento já é fonte de felicidade e satisfação pessoal.
E tanto uma consagração quanto o reconhecimento geral é o ápice do árduo fruto que produzimos com esmero, busca da perfeição, talento, esforço, muito sofrimento, solidão, união, amor, amor, amor, muito amor a tudo!
Ser escritor, ser poeta, é essa a nossa sina. É essa a nossa luta, a nossa sorte, a nossa fama, a nossa glória.
E para que tudo isso aconteça é preciso ter talento, perseverança, luta, luta, luta, afinco, afinco, afinco, persistência que creio seja o mesmo que perseverança, e muito, muito amor.
Amor a Deus, amor à Humanidade e acima de tudo muito Amor-próprio!
Mas, voltando ao assunto subjetivo e objetivo, penso que os dois se entrelaçam em alguns momentos, dentro das linhas cognitivas do pensamento entrelaçado no espaço tempo de uma história, de várias histórias que compõem os segmentos das linhas da vida.
O subjetivo beira as areias da orla da praia do mar...
Caudaloso mar que banha as areias com as espumejantes águas nascidas entre a união do Amor Divinal com toda a essência do que no puro estado de beleza, transcende-se ao transmutar-se em sublime!
O objetivo é o prático, o acessível. É uma conquista. É o resultado final, antes idealizado dentro do nosso mundo onírico e subjetivo, e que a partir do somatório de vários fatores existentes na árdua luta do nosso trabalho, acabamos por transmutar o que é subjetivo em objetivo.
Pois para concretizarmos os nossos objetivos, antes de tudo devemos tomar como princípio atitudes diretas, práticas, racionais, planejadas. Ou seja: atitudes objetivas.
Depois compactuarmos os nossos objetivos com a possibilidade de realizarmos os nossos sonhos que traçamos como meta de vida a ser atingidos.
Então nossos objetivos se entrelaçam com os nossos mais profundos anseios subjetivos. Para depois irem se aprofundando e logo em seguida submergirem do lago das nossas experiências e vivências que estão guardadas dentro do nosso ego interior.
E depois de submergidos nas luzes da nossa realidade, transforma ou impulsiona a dinâmica da nossa vida existencial através de uma realidade objetiva.
Tudo isso acontece quando ao realizarmos alguns dos nossos sonhos a adrenalina da empolgação ilumina o nosso interior e da um brilho especial de luz aos nossos olhos.
E uma vibração de prazer ao nosso corpo, mente, espírito e coração!
Completando nossas emoções com a plena realização de alcançarmos a realidade da atuação do que antes, no mundo subjetivo, sonháramos e que depois, com a força da dinâmica do empenho emocional, físico, moral, intelectual e espiritual, realizamos nossos objetivos com muito afinco.
Objetivo e subjetivo são caminhos feitos por todos os escritores, sonhadores, amantes, poetas, romancistas, enfim, artistas, ativistas.
Assim como todos os seres humanos que tem outras formas de talentos e que se expõem ao mundo criando predisposições para expressar a harmonia, o equilíbrio em todas as facetas das nuances existentes e vibrantes nas belezas da vida.

 

 

 

O MEU POÉTICO CHÃO


Um gosto de sal na boca e o aroma da terra lavada fluindo acima dos meus pés, enquanto piso descalço nas folhas ressequidas pela estação outono.
Um espelho em forma de muitos fiascos dos raios do sol refletindo nos meus olhos mirando tudo a minha volta. E em torno de mim, fica alumiando a minha emoção. Enquanto vou transmutando as minhas esperanças, quase subjetivas dentro das minhas sensações, no objetivo transparente do horizonte logo ali!
Na espreita, me mirando, entreolhando-me entre as plantas umedecidas pelas gotículas de chuva, que agora se ressecam na brisa amena do vento tépido pela tênue e tímida luz dos reflexos vindos dos raios solares; que pouco os deixam, a espessura das folhas plenas de texturas firmes e verdes, os adentrarem floresta dentro. Para vir refletirem-se no chão.
Enlameado chão repleto de folhas outonais caídas amarelecidas. Onde eu as piso caminhando vagarosamente, pensando no meu chão.
O meu poético chão! O meu Universo construído pela minha imaginativa emoção em ação. E tracejado pelas linhas do meu coração!
Onde sempre vivo a rabiscar os esboços e faço uns planos e tracejo metas cheias de desenhos de letras. Sempre paginando e repaginando os percursos do meu viver. Ao ir desenhando-me em caricaturas coerentes com o meu profundo eu, através das linhas do meu sublime imaginário.
Pleno de força poética regida pela beleza eterna do Universo caminhando o planeta Terra entre as estrelas, rumo ao infinitivo incógnito da desconhecida imensidão.
Imensidão composta pela ígnea chama do Amor Eterno e Divinal da Sagrada Criação, que nós O denominamos reverentes e humildes, de Deus!
Enquanto piso folhas e flores ressequidas pelo tempo, espalhadas pelo chão feito um gigantesco tapete. Penso e contemplo dentro e fora de mim à beleza do incógnito expansivo da plenitude amorosa que nos presenteia de pura e radiante clareza e carisma. Feito águas puras cristalinas jorrando até a fonte do nosso amor as nuances delineada pelos contornos das composições que atuam entre o micro e o macro cosmos. Que ladeia-nos fora de nós, onde neles flutuamos, vivemos, vibramos, atuamos, enfim. Com a força da nossa vida motivando-nos a caminhar e criarmos ininterruptamente as texturas alquímicas do nosso próprio universo interior.
Rabisco uns desenhos de letras e deles extraio as palavras para compor as minhas mais complexas emoções. Por sentir a plenitude presente em todas as facetas que compõem o meu eu. Ao levar-me para fora de mim, ao ir projetando-me para fora de mim, com o meu senso criativo segurando a minha alma por um fio imaginário. Idealizado pelos sonhos das minhas memórias. Que fluem intempestivamente como se fossem uma grossa pancada de chuva inesperada, caindo pela floresta, agora!
Chuva que vem molhando meu rosto, misturando-se com as minhas grossas lágrimas e diluindo e misturando-se com o suor do meu rosto. Fico eu, estagnado por uns momentos. Sempre atento a tudo, enquanto a chuva, do mesmo instante em que veio e caiu por não mais que uns poucos minutos, para de repente, estanca-se enquanto por dentro de mim, deixo fluir o fluxo do meu sangue que o sinto fazendo corar as faces do meu suado rosto.
Enquanto a chuva para de repente, percebo que muitos grilos começam a orquestração sonora em conjunto com as cigarras, formando uma bela, melancólica e singela sinfonia que flui por todos os poros da floresta cheios de mato verde e perfumados.
Num relance de olhos, posso notar que acetinadas brumas de névoa úmida, agora emergem do plácido lago situado à minha esquerda.
Nas suas margens pode-se ver muitas flores d'água e pequenas vitórias-régias. Cujas flores de um tom rosa claro ficam expostas imponentes refletidas, no espelhado do calmo e cristalino lago.
Os pés de coqueiros estão inertes como rochas. Contemplativos mirando o azul celúreo do céu!
E os bambuzais, mais distantes um pouco dali, também refletem suas copas verdes mescladas de tons olivas, verdes musgos, indo até os tons mais amarelados e verdes claros de galhos de bambus envelhecidos ou ainda em broto. Tudo isso é possível ver do outro lado. Na margem oposta onde estou agora. E que fica entre mim e o lago. Mas que também se projeta se alonga e se mostra de forma inversa e espelhada dentro dele. Compondo uma bela imagem numa paisagem perene, flexível e quase inerte dentro dele.
Apenas pequenos movimentos de ondas pouco difusas e minúsculas, fazem movimentos circulares que estão presentes na dinâmica dos acontecimentos, devido aos pequenos pingos e respingos de algumas gotículas de chuva que ainda caem. Fazendo assim, com que estas belas imagens cênicas refletidas dentro do plácido lago, se tremeluzem de quando em quando, embora sem perderem a nitidez do foco.
Tudo em minha volta esta radiante por uma beleza sensivelmente cíclica e magnífica. E os aromas vindos da terra lavada e das plantas e do mato, após a chuva que caiu, fluem até o meu nariz, enquanto meus pés descalços vão tocando com pisadas firmes e seguras, os tapetes formados pelas folhas de outono caídas ressequidas pelo chão.
Vou assim avançando na minha caminhada.
Às vezes, eles, os meus pés, até afundam no lodo da terra ou na composição fofa dos acúmulos de muitas folhas que jazem umas sobre as outras, apodrecendo e virando esterco para fertilizar naturalmente o fértil chão.
As folhas destoam-se em vários tons de cores degradee que se apresentam desde o verde até o amarelado ouro ou ocre. E também em vários tons de pastel e até de tons marrons escuros ou terra de siena queimada ou avermelhado telha ou vinho.
São assim que se apresentam as cores do outono, com estas folhas diversas de tamanhos e formas. E que se faz de tapete natural para que eu possa continuar o meu percurso desta caminhada lenta e suave em que avanço mata adentro, com os meus pés descalços, integrando meu corpo com a força da terra.
Vou assim caminhando vagarosamente, embora sempre. Num ritmo constante, ladeira acima.
Exalando o forte perfume vindo das folhas dos pés dos enormes eucaliptos que impregnam o ar com suas fragrâncias refrescantes e energizantes.
Vou assim, avançando, seguindo o meu caminho com o meu íntimo taciturno e pleno de amor.
Tranqüilo e em paz e observador de mim mesmo e de tudo a minha volta. Adentrando firme rumo ao encontro do ritmo lento e aconchegante deste compasso sentimental que me acolheu amadurecendo os meus sentimentos exatamente por ter vindo avante, sempre avante, fincando firmes os meus pés neste meu criativo mundo amoroso e sonhador. Que nada mais é do que o meu poético chão!
Um poético chão para pisar, viver e saborear as eternas nuance projetado do infinito Universo que se expande rumo ao futuro com suas incontáveis plêiades composto por inumeráveis miríades de estrelas consteladas que o meu eu sublime vive a olhar, amar e reverenciar!

 

Gentileza, Caridade e Solidariedade

Com a altíssima velocidade que ocorre dentro do fenômeno da Comunicação atual no mundo moderno em que vivemos é preciso ter muito tato e uma boa dose de diplomacia ao falar sobre assuntos que envolvam comportamento, no tocante ao estilo de comportamento humano. E que é manifestado de acordo com a índole ou a assimilação emocional fixada no intelecto cognitivo que formou a individualidade de cada um, dentro da composição que abrange os padrões de comportamento social.
Em muitas vezes, fica bem mais fácil avaliarmos um estilo de padrão de comportamentos que envolvam o coletivo social, do que se atrever a analisarmos um determinado tópico de estilo comportamental de um determinado ser humano, apenas pela sua característica individual.
Manifesta dentro da composição comportamental através da sua individualidade.
O ser humano, na sua individualidade, quando visto pela óptica do seu contexto racional e emocional que abrange toda a sua vivência existencial, torna-se complexo. Já, quando nos olhamos através das nossas atitudes comportamentais englobadas num conjunto social humano, fica mais fácil analisarmos e avaliarmos nossos manifestos, nossas expressões, impressões e posicionamentos, em relação ao mundo externo em que vivemos. Quis fazer até aqui, uma espécie de pequena introdução para a temática desta crônica, que são aspectos culturais e psicológicos do perfil de cada ser humano, mas que reflete no contexto geral de uma sociedade, a prática destas nobres atitudes.
Ser solidário com algo, alguma causa nobres, de elevados valores culturais, sociais, ou ser solidário com alguém, engajar-se em movimentos que valorizem e dignifiquem os seres humanos e as boas causas em relação ao Planeta Terra, em geral, nos dias atuais, é bem mais fácil prazeroso e abrangente, do que no passado, creio eu.
Hoje temos muito mais recursos de força de expressão no sentido aos meios de Comunicação, para posicionarmos firmes, mediante ao levar avante as boas causas de boas atitudes que façam com que nos sintamos de bem com o mundo, de bem com a vida. Ajudar ao próximo é ajudar a nós mesmos. E ajudando-nos mutuamente, resolvemos muitas causas do Planeta, que hoje embora nos pareça sombria, incógnito, amanhã poderá ser vista com outros parâmetros, pois serão causas que poderão ser solucionadas, a partir do momento em que nos predispusermos a ajudarmo-nos mutuamente. Nós somos seres humanos, membros de uma coletividade. Nós temos a força. Nós somos a maioria e todas as minorias que estiverem querendo pretensiosamente ainda, nos manipular, nos sobrepujar, enganar, nos iludir, nos extorquir, se arregaçarmos as mangas, com certeza, e usarmos da força da sabedoria popular, com certeza, sairemos vitoriosos.
Enfim, hoje temos muito mais recursos para nos posicionarmos firmes, e construirmos um mundo mais digno, mais justo, mais amoroso, mais humano, ao praticarmos atitudes simples, mas de significativos valores, como a gentileza, a caridade, a solidariedade!
Sentirmos dentro de nós a comiseração, enfatizando com as dificuldades do próximo, estender mãos, abrirmos, escancararmos a alma, o coração, ajudar e ajudarmo-nos na construção de uma sociedade mais certa e justa, mais humana, é poder sentir a realidade de muitos dos nossos sonhos, sendo estampada no rosto pleno de felicidade, na fisionomia do nosso próximo, do nosso irmão.
Tudo isso, não é utopia e muito menos vem a ser demagogia, a partir do momento que arregaçarmos as mãos e nos predispusermos a pormos em prática as forças que interagem entre as razões conciliadas com as emoções, vistas do bom senso em relação as nossas dificuldades e as dificuldades do nosso próximo. Quem divide soma e ama e vive. E vive com qualidade de vida, pois vive em paz, vive feliz!
E eu não vejo nenhuma poesia na prática destas atitudes, ou melhor, eu não vejo apenas poesia, mas sim virtudes! Virtudes expressas através da nobreza de caráter!
E são uma imensa virtude de caráter, para qualquer um de nós, quantos seres humanos que somos praticarmos a solidariedade com o nosso próximo. Que se pensarmos bem, esta atitude não deixa de ser pura poesia, pois sermos solidários com o nosso próximo é uma atitude de extremada sensibilidade e beleza de atitude estética, ética, real, virtual, enfim, uma virtude digna de nobreza de caráter, quando estendemos as nossas forças físicas e espirituais até o nosso próximo, no sentido de o auxiliarmos.
Então, a prática da solidariedade também pode ser vista através do ângulo da óptica poética. Pois é uma atitude geradora de extremada beleza de dignidade de caráter para com o próximo e por que não dizer: - Para com uma nova qualidade de vida futura para com o destino da Humanidade, inclusive. São através dos pequenos gestos, dos pequenos detalhes, que somamos e enriquecemos a qualidade do todo.
Devemos e temos por obrigação, sermos humanitários! É importante lutarmos pela nossa Paz!
É sublime lutarmos pela Paz dos nossos irmãos! É supremo, chega ser até divino, lutarmos pela Paz Mundial!
É muito digno manifestarmos publicamente, as causas do nosso exacerbado Amor!
É nobre nos sensibilizarmos, nos engajarmos em causas sociais e humanitárias. No início dos anos 1990, na cidade onde moro, onde hoje, atualmente funciona um Restaurante, naquela época, era justamente onde funcionava um Cartório. Sempre que eu ia até lá para fazer algum serviço, como tirar xérox, autenticar documentos, quando ficava aguardando a minha vez para ser atendido, eu não me cansava de olhar (e até viajar profundamente em sonhos) para um quadro que lá ficava exposto numa das paredes. E que era distribuído por uma Imobiliária da Cidade.
Naquele quadro era possível ver uma semicircunferência simbolizando parte do planeta e sobre a linha divisória entre o planeta e o espaço, via-se várias caricaturas de seres humanos de todas as raças, homens, mulheres e crianças, todos de mãos dadas...
E também, naquele quadro, tinha a seguinte frase: "Se todos nós, nos darmos às mãos, quem então, haverá de empunhar a arma?...”
É... Pois é...! Então, é pra se pensar, se refletir, se humanizar, se amar, se aventurar e a vivermos o bem comum, sendo-nos um ser humano do bem, voltado para o bem e as causas do bem comum!
É muito importante que possamos praticar os exercícios de liberdades de cidadania e também exercermos o livre gozo de podermos expressar nossos objetivos, anseios e realizações, sem nos deixarmos, sem nos permitirmos sermos conduzidos por pessoas falsas que apenas pretendem usar da manipulação política para impedir de crescermos como cidadãos livres e soberanos que somos.
Somos dignos, quanto seres humanos que somos para vivermos e exercermos as funções da plena igualdade, real liberdade e perfeita justiça!
Quanto ao outro tópico da questão temática desenvolvida nesta crônica, é a atitude e a prática da caridade.
Muito complexo o parâmetro social do efeito que esta palavra causa, quando são exercitadas as suas funções na prática. Digo isso, não pensando no Amor de Deus e ao próximo, aos atos da benevolência, da compaixão, da virtude teologal, mas sim no sentido da esmola.
Neste sentido, ser caridoso, praticar a caridade, é, no meu conceito, uma via de mão dupla.
Esta atitude tanto pode trazer benefício, quanto malefício. Tanto para quem pratica este ato, quanto pra quem recebe o benefício (?) deste gesto.
Tudo depende de como praticamos este gesto e no emprego dele, nas causas práticas deste gesto.
Existe um termômetro cognitivo Espiritual, que, por ser tão bem elaborado pela metafísica vindas da sapiente mão da Divina Providência, que nenhum ser humano fica imune do índice da sua dosagem de avaliação: - "Trata-se da nossa vida interior, manifesta pelas temperaturas da nossa própria consciência".
E sofrer de dor de consciência é um mau terrível. - "Já vi gente chorar por esta dor e também pelo remorso na minha frente, enquanto se dizia ser meu amigo. É lamentável, profundamente lamentável"...
Então, pra resumir, caridade tem a ver com estados de consciência, creio eu. Muitas vezes um ser humano procura praticar gestos de caridade apenas para manifestar-se publicamente, socialmente, e desta forma massagear o interior do seu ego corrompido pela própria maldade existencial, que o machuca continuamente, dentro do seu mísero estado interior...
Enfim, praticarmos a caridade torna-se um ato de consciência, de manifestação individual, cuja causa enobrece o quadro social, embora seja uma prática distinta, individual.
Voluntária ou involuntariamente, as profissões exercida por médicos e médicas, enfermeiros e enfermeiras, bombeiros e outras, sintomaticamente costumam exercerem, refletirem, no quadro social, as funções das práticas da caridade.
Hoje em dia, até a profissão de professor, professora, exercem essa prática, em alguns casos. Dado a falta de recursos para se transmitir os processos cognitivos existentes na estrutura dos aprendizados culturais. Tornando desta forma, cada vez mais inviável a classe do professorado ter livre liberdade para transmitirem os seus ensinamentos de mestres, aos leigos alunos estudantes, hoje em dia! Principalmente os que freqüentam escolas públicas, de ensino gratuito.
A caridade também é uma prática comportamental muito praticada nos países que sofrem por estados de calamidades públicas e também em países com conflitos de guerras e pós guerras.
Diante do caos e das calamidades provocadas pelos horrores das guerras, os seres humanos  perdem as máscaras estruturais do convívio social. Tornam-se fragilizados e predispostos a serem uns simples e humildes mortais, diante da força da natureza ou diante da força do ódio manifestado através das guerras.
Então, deixa-se o egoísmo e o orgulho pessoal de lado e todos se unem ao estenderem as mãos e se ajudarem mutuamente. Muito embora os traumas deixados pelas guerras, nunca mais sai da mente e da individualidade de um ser humano.
A implantação dos 05 SS deu-se dessa forma, no Japão pós Segunda Guerra Mundial!
Diante do caos e da catástrofe, todos se voltaram para as causas humanitárias, se reorganizaram diante das barbáries do caos existencial e reconstruíram-se assim. Através da ajuda mútua, criando os cinco sensos, que são: autodisciplina, saúde, limpeza, ordenação e utilização. Olhando para as nossas mãos, olhando para os cinco dedos, nos lembraremos dos
05ss.
A profissão de Cientista é uma profissão de indescritível gesto de nobreza para com o Amor, sublime Amor, exercida como a busca, a procura, o resultado da descoberta de bens duradouros para toda a Humanidade!
Creio que o caminho está na Ciência! É através da Ciência, conciliada com os outros estudos, que encontraremos novas portas, novos caminhos, que se abrirá para o nosso futuro. Futuro que será construído de uma forma mais humana, mais amorosa, mais promissora, no sentido de conquistarmos ou reconquistarmos o religare (religião) a ligação entre a Humanidade com a Divindade, renovando assim as forças da Natureza e do Planeta Terra! E desta forma reconquistar a harmonia Humana e Divina através da Paz Mundial!

 

 

 

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