SEBO LITERÁRIO

autor

 

 

ODENIR FERRO

 

 

ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS!


Eu estava escrevendo outro artigo.
Uma prosa poética, que deixei a complexidade do enredo pela metade.
Pretendo continuar e terminá-la, depois...
Estou com bastantes inéditos, poemas, textos, contos e crônicas que são para compor originais de livros. Nesse meu Caminho Pelas Estrelas, eu escrevo o que creio seja harmonioso com os demais assuntos que expressam o Amor, a fé e o equilíbrio harmônico existente no nosso Planeta Terra!
É mais uma grata e imensa satisfação pra mim, estar escrevendo este livro de crônicas. Bem, como estava dizendo, eu deixei o enredo da minha prosa poética de lado, que por ora eu parei de escrevê-la, pois me dei conta que estamos nas vésperas da Páscoa!
Então eu decidi escrever algo. Falar um pouco do muito que tenho pra contar, em relação às minhas experiências vividas nos dias de Páscoa, e no quanto eu muito sinto em relação a este nobre ato de fé que tenho pelo Nosso Senhor Jesus Cristo!
Então, assim sendo, o que tenho para falar creio que não seja tanto em relação à Páscoa, ao dia da Páscoa em si, mas sim, de Jesus!
Não costumo celebrar a Páscoa pensando na morte física de Jesus, acontecida há muito tempo atrás, sendo, pois um fato consumado e histórico. Terminei de ler o livro que fala sobre o Evangelho de Judas. Muito histórico, muito reflexivo, muito mais que isso, mas não pretendo estender mais sobre minhas conclusões. Não ao menos por ora.
Por ora, pretendo falar sim, da beleza da Ressurreição Espiritual de Jesus, para a Vida Eterna.
Ele deu sua vida para nos salvar!
Oh! Quanto é belíssimo e oh! Quanto é sublime este ato de extremo e indescritível Amor pela Humanidade!
Quanto mistério há no sentido da Santíssima Trindade!
Jesus é o Glorioso Ser de Luz, que atua nas emoções vivas da vida interior que pulsa dentro de cada um de nós.
A Páscoa é a Ressurreição de Jesus para a vida Eterna.
E Ele se tornou o caminho para nos salvar. Ele é a nossa Estrela-guia!
Ele é o Portal para a nossa Eternidade...
Ele é a nossa supremacia de Luz Divinal que banha o nosso espírito de eterno e sublime estado de Amor!
Jesus é a nossa salvação. A Luz que ilumina nossa caminhada por esta vida.
A figura, a imagem, o ícone Jesus Cristo, está enraizada no nosso inconsciente coletivo.
O Amor que Ele expressa e exprime por nós, também!
E nós? Será que somos receptivos a esse Amor?
Jesus é pleno Poder. E Ele nunca esteve tão atuante e presente, como nos nossos dias atuais!
Ele está presente em nós!
Ele está no meio de nós!
Mas, será que estamos presente nele?
Na Sua filosofia, na Sua Mística, na Sua Metafísica e na glorificação espiritual que se transcende Dele?
Sei que na década que compôs os anos 1960, depois da Bíblia, o livro mais lido no mundo foi a Divina Comédia Humana, de Dante Alighieri.
Eu já li estas belas obras! Tanto a Bíblia, quanto a Divina Comédia Humana!
Sem comentários, pelo menos por ora...
Por ora, o que penso e o que tenho a dizer em termos comparativos, é que cada qual, quanto Obra Literária, somente se lendo, absorvendo o profundo conteúdo existente em cada uma das Obras, é que se pode se envolver, se resolver, se assumir em postura, diante do cultivo individual em relação à expansividade da espiritualidade adquirida pela fé pessoal, em relação à experiência adquirida através dos anos vividos nesta existência, administrando no dia a dia os valores dos seus conteúdos literários.
Apenas estou comparando a Bíblia com a Divina Comédia Humana, pois sinto na Bíblia um fascinante caminho misterioso, enigmático e indecifrável, que me arrebata espiritualmente e emocionalmente para um pleno aprendizado de fé.
Já a Divina Comédia Humana, foi escrita com um primor de talento clássico. Uma verdadeira soberania poética e literária de beleza indescritível, versando sobre o grande amor do Grande Poeta Dante por sua amada...
E também pode se disser que é os três livros, Purgatório, Inferno e Paraíso, uma verdadeira odisséia humana, aonde a beleza e a realidade poética das temáticas, vão versando sobre o amor e as condições dos estados emocionais que enfrenta qualquer ser humano, dentro da sua vivência pessoal, até conquistar o Paraíso.
E Deus, através de Jesus, se fez carne, se fez homem. O Verbo encarnado se fez homem através da figura humana de Jesus em forma de homem, para que assim Deus pudesse conhecer todas as virtudes e todas as fraquezas que compõe a vida interior da sua criação, da sua obra. Ou seja, nós! Simples seres humanos fisicamente mortais que somos! Mas, espiritualmente imortais! Pois através da crucificação, morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo foi possível pra nós, seres humanos, podermos alcançar a vida Eterna. Pois Jesus fez-se de ponte para o nosso caminho. Ele é o Portal e a nossa Ponte para a Vida Eterna!
"Ninguém chega até o Pai, senão for através de mim.”
Então, tanto na nossa realidade individual, quanto nas comparações que fiz entre as Obras Literárias: - A Bíblia e a Divina Comédia Humana, em ambas as Obras, Jesus é um fortíssimo personagem histórico atuante sempre como Grande Mestre Soberano, com plenos poderes e divinos conhecimentos de todas as existências, de todos os Reinos visíveis e invisíveis.
Sim! Jesus! Ele é o nosso Grande Mestre Divino!
Ele é o nosso Rei dos Reis! Nosso Divino Mestre que habita em nós, e atua por meio de nós, através da personificação do Verbo!
Ele é a nossa força e razão emocional para buscarmos a realização da nossa vida intensa de vivências espirituais e físicas, voltadas para os valores incompreensíveis, embora magnânimos e belíssimos da realidade da Perfeição e da Vida em Plenitude!
E não há motivo para explicarmos as razões emocionais desta Fé!
Pois a Fé é como o Amor. Não se explica...
Apenas deixa-se, permite-se, que essa intensa chama desconhecida venha envolver-se com as dimensões da alma do nosso espírito e corpo físico, e tomar-nos por inteiro.
Até arrebatar-nos para os lugares mais aconchegantes que atuam dentro das nossas emoções!
E assim, extrairmos o néctar da Vida intensa, numa fulgorosa realização em motivações de plenas belezas!
Crermos em Jesus é realizarmos dentro de nós, a vivência da soberania concreta que atua em nós, através dos mistérios existentes nos Caminhos do Amor e da Fé!
E Jesus Vive! Viva, Viva Jesus!
Ele está no meio de nós!

 

 

 

O MILAGRE DA VIDA


Eu creio que falar em milagre é tocar no efêmero, embora essencial, de tudo o que é mais Sagrado. E tudo o que é mais sagrado são todas as fontes geradoras de Vida!
A vida é um eterno contínuo verdadeiro milagre incessante de profunda e pro fusa e difusa essência constante baseada num teor tão simples que é a nossa sincronicidade e sintonia com a Estação Terra, esse nosso adorável Planeta que nos abriga juntamente com tudo o que nos envolve dentro da nossa Mãe Natureza!
A vida é um imenso Oceano quebrando suas magnânimas e mensuráveis ondas esverdejantes cheias de espumas esbranquiçadas, tecendo um rendilhado de profunda e inquebrantável fonte de Luz jorrada do infinito Supremo Amor incondicional doado a cada um de nós, infinitos, embora inumeráveis brilhantes em potencial de inteligente essência divinal e humana. Somos uma mistura de nós mesmos, dentro dessa imensa Árvore Genealógica que deu-nos raízes como herança de nossos Ancestrais! Vivemos transitando entre o divino e o humano residente dentro de nós mesmos. Assim somos nós! Esses seres supremos, embora tais quais iguais grãozinhos de brilhantes areias, tão ínfimos somos diante de magnânima grandeza do Universo!
Embora pequenos gigantes que somos, quando nos unimos, somando-nos em força inteligente e pulsante, nas vibrações propagadas pelos atos do amor, geramos o equilíbrio da Paz e do zelo, carinhoso e dadivoso zelo, por tudo o que geramos, criamos e com intenso tino, amamos profundamente, seja pela nossa própria razão e satisfação pessoal, seja também por todas as pessoas que fazem parte desse gigantesco quebra-cabeça que compõe as peças que formem esse maravilhoso e quase indecifrável universo que se chama Humanidade!
Cada qual de nós, como indivíduos únicos, que somos! Criados a Imagem e semelhança da Perfeição do Criador: vamos viajando dentro do Universo imensurável repleto de incontáveis estrelas, a bordo do nosso maravilhoso e confortável "Planetinha" Terra, vivendo e criando e recriando as nossas Histórias pessoais de experiências de vida, entrelaçada na grande engrenagem da Roda da Humanidade que movimenta o mundo, tecendo o rico e milenar calendário que se divide em séculos, décadas, anos, meses, dias, horas, minutos e segundos...
Criando assim, dentro do incógnito parâmetro da Luz emanada pelo Cosmos, um idealizado paradigma dentro da Luz do nosso Sol, incansável gerador da força condutora da vida para os nossos dias, contribuindo com prioridade, na composição incessante e laboriosamente traçada e, tão perfeita, dos caminhos que tecem os cenários que compõem a dinâmica da nossa História! A História da Humanidade!
O Registro da Vida nas páginas literais da nossa Imortalidade, dentro desse grandioso milagre que é a Vida e o próprio ato de viver em si.

 

 

 

O SAL DA VIDA


Uma pequenina estrelinha brilha no escuro,
Da noite prateada pelo opalado caído da Lua
Que rebrilha no seu rastro de luz incandescente,
No esmeraldino verdejante do mar, enegrecido
Pela noite tão repleta de brumas acetinadas,
Caídas serenadas nas areias esbranquiçadas!
Vão deixando, nas espumadas ondas quebradas,
Uma fusão entre as águas e o areal das praias!
Meu minucioso olhar veleja navegando círculos
Num estado cauteloso e amante entre a natureza
E os bilhões de grãos de areia que brilhantes, vivem
Sempre na procura do calor do imensurável Amor,
Que vive e pulsa nas vibrações da Natureza Viva!
Tecendo "ad infinitum" o milagre da visão em cores,
Focadas dentro da Luz geradora das tantas belezas
Derramadas aos turbilhões nesse magnífico cenário
Aonde o mar, constante, sempre vem saciar a sua sede
Tão sedenta sede, nesse Amor que gera o Sal da Vida!


Às vezes, penso que para algumas pessoas, é bem mais confortável e cômodo cultivar dentro de si, os ódios mesquinhos e corrosivas vinganças, que destroem e aniquilam a pureza dos teores desenvolvidos dentro da nossa alma, do que compartilhar e administrar os difíceis segmentos cognitivos gerados pela paciente aptidão do ato supremo de amar, de amar-se e de doar-se sem pré conceber, sem sub-julgar, sem magoar o nosso próximo.
Às vezes, penso que pra uns é quase que vital, destilar seus venenos, muitas vezes chegando ser até fatalmente mortais, tão corrosivos e venenosos são, contra o próximo, do que procurar lapidar as arestas da pedra bruta lascada que somos nós, tão cheios de ignorâncias mesquinhas, acreditando, dentro da cegueira gerada dentro de nós mesmos, que somos:
- Os Grandes Ases da Sabedoria!...
Oh! Quanto pequenos somos! E quanto temos ainda que aprender com o nosso próximo e muito mais ainda, com a essência da alma divina que compõe o interior de nós mesmos.
A vida é um inestimável ato sublime de amor e penso que deveríamos ir lapidando-nos, suavemente aos poucos, mas ininterruptamente, até apartar-nos das arestas das ignorâncias que sempre nos cegam e corrompe o nosso ego com os afetivos laços que cultivamos dentro dos teores dos registros de vida, gravados dentro da luz do nosso individual e eterno espírito gerado pelo Afflatus de Deus!
Devemos sempre ir cultuando e cultivando a nossa fé interior, expressando os nossos mais sublimes atos de amor para com o nosso próximo e também para com nós mesmos, até transformar-nos então, de pedra bruta lascada, em belíssimos e eternos reluzentes puros e resistentes diamantes! Pois que do pó de carbono trazido das estrelas, gerados fomos!

 

 

 

 

Razão Individual


Muitas e muitas vezes, não raro, quase que freqüente, eu gosto de ocultar-me da movimentação do cotidiano. Não raramente, gosto até de ausentar-me das facetas geradas por mim mesmo, abstraindo assim, a minh'alma nas minúcias dos pequenos detalhes que compõem as dimensões da natureza da vida dentro do meu ato contínuo de viver, nessa força quase desconhecida e indecifrável que carrega dentro de nós um pulsante paradigma que nos vem emanado da luz do incógnito que nos rodeia permeando as fases cognitivas entremeadas pelas ações dos nossos mais comuns pensamentos, até os mais complexos sentimentos que sofremos ou saboreamos dentro de nós, muitas e muitas vezes em conjunto social ou então muitas e muitas outras tantas vezes, dentro da nossa própria e íntima razão individual.
É por isso que digo que não raramente, gosto de saborear da qualidade de vida que gera um perfume carismático e enigmático que é o ato de ficar só, querendo absorver-me, sulcar e sugar-me por dentro, querendo descobrir-me dentro dos labirintos que formam as entranhas desconhecidas e conhecidas da minh'alma!
Em alguns momentos que são assim, tão intimamente meus, às vezes, até faço uma pantomima:
-Eu me ensabôo muito bem minhas mãos com sabonete, na pia do banheiro. Depois, com a espuma bem branca e cheia, faço uma máscara, ao passar suavemente minhas mãos pelo meu rosto, deixando somente os meus olhos e a minha boca, à mostra!
-Ao ficar por algum tempo assim, acabo por me sentir certo alívio que me traz um frescor e um individual tão íntimo silêncio que sai de dentro de mim, e que somente eu mesmo é que posso codificá-lo e traduzi-lo pra dentro das minhas memórias... Pois somente eu, tão somente eu, posso ouvi-lo dentro do abstraído silêncio emanado de dentro das profundezas da paz existente dentro de mim!...
-Depois, então me lavo, retiro a máscara e me componho e recomponho com as minhas antigas e novas máscaras, dentro do meu eu verdadeiro, o que ponho no exterior, para fora de mim.
Depois, no ritmo da vida, sempre que preciso vou pondo outra, depois mais outra, mais outra nova que às vezes, associo-a com outra antiga... Assim, sucessivamente, vou caminhando pela vida, sempre verdadeiro e íntegro de mim!
Até que chega de novo outra apropriada hora, em que então, desnudo-me novamente de mim mesmo, para então recompor-me dentro do meu eterno e individual momento de interno silêncio!
Assim sou eu, dentro de um pouco do muito profundo que há no poço infinito onde sempre me inovo e me extraio de dentro da alma que habita em mim! Sou assim, porque amo a mim mesmo e amo muito mais o meu próximo e o meu ato de viver sem si! Sou o grande personagem de mim mesmo, aparando as minhas arestas, para dar brilho da minha Luz interior, para poder sempre dividi-la com a Humanidade!
Sempre crio e sempre retiro as minhas máscaras sociais, para recompor-me diante delas e com elas poder visualizar-me dentro do incógnito e gigantesco espelho que move a Ciranda da Vida, compondo adentro de um imenso Carrossel que vive a bailar a eterna valsa do Amor sem fim!

 

  

 

 

EXPRESSIVO ACOLHIMENTO AMOROSO


Eu entendo a mágica dinâmica da vida e os segmentos do viver em si, como sendo compostos ininterruptamente e cheios de intensos labores, por períodos cíclicos. Nesses períodos, que abrangem o meu processo cognitivo interior, eu os defino silenciosamente pra mim mesmo (até então, agora) como sendo períodos férteis, produtivos, ou inférteis e pouco produtivos, no tocante a criação escrita, a beleza que compõe a arte das letras, cuja arte me exerce tanto fascínio e na qual, a ela, eu me predisponho com tanto expressivo acolhimento amoroso.
Aliás, voltando ao assunto períodos produtivos, férteis, onde nós estamos ou ficamos mais expansivos, são, no meu entender, aqueles momentos em que na minh'alma, eu me evidencio e também me mostro mais pleno, desnudo das amarras que me prendem dentro do mundo da introspecção.
Sem querer dizer com isso que a minha introspecção me cause improdutividade artística. Não!
Muito pelo Contrário!...
Apenas o que ocorre comigo, dentro do meu universo interior, é que na minha introspecção, eu vejo o mundo num ângulo puramente meu, impar, mais obtuso, mais circunspecto, mais intimista e mais intimidado com os segmentos circunstanciais da existência de tudo e de todos, dentro da dinâmica da vida.
Criar algo, construir algo, materializar ou densificar, por peso emotivo e dinâmico numa frase, num verso, até surgir um poema delineado por vários símbolos e ícones cognitivos, é elaborar o eterno de um sentimento, eternizando a mágica cativante e indecifrável existente no fascínio que envolve da forma sagrada, tudo o que é belo.
Construir emoções através das palavras, eternizando-as, é criar uma ponte entre o real do cotidiano para com a magia do incógnito que se constrói e auto se sustenta no abrasivo amor abstrativo que nos alinha-nos nas colunas do inconsciente coletivo da Humanidade!
Arrancar do abstrato subjetivo das palavras a força das imagens motoras que constroem as linhas dos pensamentos, apenas usando da pura intuição idearia imaginativa, formando códigos, sinais de expressões e metáforas, é como atirar-se pra dentro de um poço escuro à procura da luz que vai gerar a lucidez harmônica da razão emocional e criativa existente na força das palavras, através da cognição tracejada a partir dos nossos mais inusitados sentimentos.
Já no processo produtivo expansivo, as cores e os objetos e também os objetivos, ganham as formas e as dimensões reais, dentro da expressão característica da minha linguagem.
Meu raio de ação e observação é mais amplo em relação ao conjunto do tudo, no todo que forma a composição da realidade física, da matéria, e dos Ícones milenares, como o Sol, a Lua, Céu, as Estrelas...
Na minha concepção de ver, sentir, tocar, quando estou expansivo, é um eterno buscar criar a minha razão existencial, dentro da realidade objetiva, fugindo do meu parâmetro emocional, o máximo possível.
Assim sendo, chão fica sendo chão, tijolo sendo tijolo e casa é apenas uma casa. Procuro sentir e ver e extrair de tudo, apenas com a minha concepção visual, sem a visual emocional, a realidade objetiva materializada no aspecto característico de todos os objetos, coisas, lugares, pessoas...
Apenas descrevendo-as dentro da realidade de como elas realmente são, sem apreciá-las ou depreciá-las com a minha profundidade de relação amorosa por toda a beleza que gera a composição magnânima da vida.
Eu apenas, então, vou me situando e me compondo e compondo as situações do cotidiano à minha volta, que gravita em torno de mim, sem os aspectos e os raiados espectros das emoções tão fugitivas e furtivas da realidade.
No expansivo, procuro traçar a realidade com a visão focada no maior grau de nitidez possível, focando-a através da minha realidade artística, tal qual como ela é, como ela se apresenta dentro da nossa comunicação intelectual, seja ela individual ou coletiva.
Enfim, é assim que me divido e me componho entre os meus ciclos expansivos e introspectivos.

 

 

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