SEBO LITERÁRIO

autor

 

 

ODENIR FERRO

 

 

Caminho Pelas Estrelas


Muitas vezes eu gosto de ficar olhando para uma janela, ou seja, admirar a composição arquitetônica de uma janela.
E então, assim me disponho a pensar, refletindo sobre muitas nuances que a vida nos impõe, ou nos apresenta.
Fico a contemplar uma janela e então começo a perceber que uma janela não é somente uma separação de ambientes internos e externos de uma casa, fazendo com que a mesma continue tendo uma coligação com o ambiente externo que a cerca, através duma janela.
Sim! Uma janela separa, divide ou até unifica mundos.
Eu me refiro a pessoas, mundos, universos diferentes. E quando olho para uma janela, muitas vezes, numa associação de idéias, eu a associo aos nossos olhos. Nossos olhos são, como se fossem janelas.
Percebo que no Computador, tudo também se abre através de janelas. Links que não deixam de serem, portanto, janelas.
Mas, querendo aprofundar um pouco mais, uma janela divisa casas de outras casas, em outras casas que moram gentes, pessoas, que nós costumamos a chamar de vizinhos.
Os Seres Humanos nasceram para viverem agregados uns aos outros, mesmo que simbolicamente até, existam as separações, as cercas, as divisas, as divisões... Embora haja as janelas!
Mamíferos que somos, somos uns ávidos curiosos.
Nas janelas de nossas casas, existem as frestas...
Dizemos corriqueiramente que é para ventilar. Mas as frestas servem, e muito, para espiar, para comparar, para se exibir, para confrontarmos atitudes e comportamentos, com o nosso próximo.
Assim também se dá, com os nossos olhos, muitas vezes, através dos nossos olhares!
As janelas são apenas uns prolongamentos dos nossos estilos de vida. Nós vivemos nos espelhando nas atitudes do nosso próximo, muito embora tenhamos uma tendência a reprovarmos o que vem do nosso próximo. Nós, seres humanos que somos, na nossa grande maioria, somos uns curiosos natos. Se torna muito gostoso, ás vezes, espiarmos pelas frestas das janelas e até bisbilhotarmos a intimidade do nosso próximo.
E agora, nessa Era Globalizada em que vivemos conectados a câmeras, filmadoras, fios invisíveis, celulares que fotografam, fica tudo cada vez mais difícil de criarmos nossos oásis de privacidade.
Nessa nova realidade que o mundo virtual da Era Globalizada a nós nos impõe como condições e estilo de vida, ou melhor, praticamente como uma obsessiva condição de vida, vamos quase que inconscientes, criando, gerando, e nos adaptando aos nossos novos estilos, cada vez mais ávidos e envoltos nas pequenas sutilezas das ações subjetivas, no tocante mundo virtual em relação ao tópico que agora exponho em questão: - Privacidade!
Janelas, divisas, olhos, privacidade!
A cada dia fica mais difícil vivermos dentro das razões introspectivas da nossa própria individualidade.
Eu sou como um caracol! Sou como um avestruz! (Às vezes! Mas, muitas e outras tantas e tantas vezes, não!) Eu confesso que adoro enfiar minha cabeça pra dentro de mim mesmo e sondar, sondar, rondar a minha volta, observar, aprovar, repudiar, enfim, administrar o meu universo interior. Sempre, constantemente faço isso!
Sinto que sou um desconhecido de mim mesmo, e quanto mais eu procuro me achar, mais eu me perco e quanto mais eu me perco muito mais eu me acho, quando então eu me disponho a doar-me, a dividir-me, a repartir-me...
Então, nesse estado de viver, dessa forma, eu me acho próximo do meu próximo, compartilhando coisas, experiências, somando vidas, sentimentos, dores, amores, decepções, enfim, tudo o que for possível. E creio que tudo é possível compartilhar...
Eu procuro me dividir muito, em muitos eus, me dividindo como posso ou puder, da forma que posso ou puder, ou quiser, pois eu Amo a Humanidade! É assim que eu me sinto Humano, é dessa forma que eu me sinto vivo, habitante desse nosso Querido Planeta Terra!
Procuro muito me doar, me dividir, compartilhar, principalmente dentro da Arte de Escrever!
Escrever é Amar! Escrever é Dividir-se! Escrever é Somar!
E quem divide, soma e ama!
Eu creio, e cada vez mais vou procurando conscientizar-me disso, não ser difícil ou complicado, gerar amor e abastecer nosso mundo interior desse tão sutil e subjetivo sentimento que gera toda uma grande diferença, dentro do nosso sublime e afetuoso estado de ser: - Gerar amor dentro das profundezas de nossa alma é amar e amar-se!
Gosto de criar, personalizar, elaborar, dando um toque todo meu todo pessoal no que crio dentro do que creio. Isso dizendo não no sentido de elaborar textos, frases, construir poemas quando uma inspiração vem como um vento forte que ás vezes nem mesmo eu sei de onde vem, e vai me vibrando por dentro, impulsionando a escrever, a gerar, criar, amar, enfim, mas sim, naquilo onde eu me somo me construo aos poucos, dentro das formas mais simples, naquele jeito gostoso, prazeroso, com o contato da natureza real, objetiva, direta e prática, que nos rodeia no cotidiano dos dias.
Quando não tenho compromisso com os meus trabalhos, gosto de criar meu laser de forma que dinamize o meu dia com outros tipos de trabalho, como por exemplo, criar uma saborosa salada de frutas.
Tudo isso eu faço com profundidade de Amor, além de zelo e carinho, pois não faço só pra mim, mas sim pra mim e também e principalmente para as pessoas que amo.
Faço primeiramente um giro no supermercado olhando tudo a minha volta, escolho os morangos, as maçãs, as bananas, (o mamão tem no quintal de casa) peras, uvas, creme de leite.
Na poncheira de cristal, ponho cravos e canela com açúcar cristal. Depois as fatias das frutas picadas com tranqüilidade, na tábua de madeira. Fruta por fruta, pedaço por pedaço, vou colocando na poncheira. Depois, derramo o creme de leite com um pouco de leite comum e mexo bem, no sentido horário, com uma colher também de pau. E pronto! Cubro com papel alumínio e ponho na geladeira!
Isso me dá muita paixão, inspiração, e até prazer!
Enquanto faço tudo isso, lúcido, consciente com tudo a minha volta, o meu coração dispara e viaja pra muito além de mim, imaginando muito, sentindo muito. Eu me encontro, eu até me distancio de mim, enquanto me pego tocando nas frutas, enquanto mesmo ali, presente, fico concentrado no que desejo fazer com o máximo de riquezas de detalhes, gerando uma perfeição possível de se gerar, nos cortes feitos com simetria, na polpa das frutas.
Então assim, aparentemente abstraído, eu me pego e eu me perco pensando em muitas e muitas outras coisas. Muitas vezes eu formulo meus pensamentos por associação de idéias e quando eu estou assim, nesse estado de concentração e inspiração, num momento tão mágico e tão somente meu, eu procuro ir me aprofundando e me abstraindo, embora ciente de tudo a minha volta, criando um crivo cheio de filtros, rebuscando os valores tão belos da essência da vida, que ficaram guardados dentro de minha memória emotiva, dentro das mais profundas raízes da minh'alma. Para então, criar um sentido energético amoroso gerador de acordes sublimes, dentro desse tão afável estado onírico de vigoroso toque poético muito inspiracional.
Muitas vezes, eu me inspiro nas grandezas de tudo o que é Divino e Sagrado!
Tudo o que se concentra naquele profundo algo á mais, que atua por detrás das cortinas do palco da vida, e que gerou e ainda gera profundas raízes cognitivas nas nossas emoções e crenças geradoras dos nossos ânimos, da nossa fé, nos nossos profundos valores humanos.
Assim, então, vou a cada vez mais me aprofundando dentro de todos os valorosos aspectos que a minha consciência vai me mostrando, e vou assim entrando em uníssono com a essência primordial da vida.
Enquanto me concentro nas frutas, vou saboreando as belezas naturais, ricas de minuciosos detalhes que elas me transmitem através dos meus dedos, dos meus olhos degustativos, do meu nariz presenciando os cheiros delas misturando-se uns aos outros... Enfim, vou sentindo suas diversificadas formas, observando a luminosidade rica das suas cores tão cheias de minúsculos detalhes, pensando e sentindo e absorvendo o sabor que elas transmitem aos meus lábios, a minha boca, além, é claro, como já disse do cheiro aromático espalhado no ar, que delas se desprende misturando seus perfumes suaves e cada qual, tão característicos.
Fico ali, concentrado na exuberância das suas formas, que vou decompondo-as com o corte afiado da lamina da faca. Vou misturando suas polpas desnudas das suas cascas tão ricas em detalhes cheios de perfeição!
Tudo isso pra mim é um supremo toque, que me faz pensar e inspirar-me em tudo o que é Belo!
Tudo isso também faz parte dentro do macro que é a imensidão natural do Planeta Terra! Os detalhes mais ínfimos das nossas atitudes são talvez os contribuintes mais importantes para a geração harmônica de todo o equilíbrio natural do ecossistema do Planeta! Tudo pra mim é importante quando sinto o meu coração se transbordando numa aura magnética de sublime e amorosa sensação de paz e em perfeito equilíbrio e harmonia com a imensidão do Planeta!
Girando soberano no tempo, atravessando os quase insondáveis e incógnitos Caminhos PelasEstrelas!...
Os caminhos infinitos que vão se despontando em cada segundo da metafísica quântica do tempo, desvendando e desbravando os desafios impostos pela Aura Magnética da imensurável trajetória que o Planeta Terra faz, dentro desse majestoso eqüidistante Universo!

 

A BELEZA REFLORESCIDA NOS PÉS DE IPÊS!


As árvores dos Ipês são árvores carregadas de símbolos carismáticos de encantadora beleza, ao irem-se florindo nos tons rosa, branco, amarelo, ou roxo, nas colinas verdejantes desse nosso Brasil gigante. Árvores símbolo do País enfeitam os meses de julho e agosto, pré-anunciando a chegada da Primavera.
Eu me encanto com a profundidade da beleza que os pés de Ipês trazem nas suas floradas, para as paisagens que os cercam. Sua madeira é madeira de Lei! De valores nobres! Aliás, todas as composições das árvores dos pés de Ipês, são de procedências nobres! A mão da natureza abençoou de beleza a vida existencial dos pés de Ipês!
Estou procurando usar uma linguagem de tom coloquial simples sem os recursos de muitas metáforas ou rimas poéticas para, em tom descritivo, procurar narrar de forma simples, objetiva e direta, a beleza de uma árvore de classificação tão nobre, quanto são as Árvores dos Ipês!
E sendo final de agosto, já início de setembro, é tempo de ver, observar, sentir, até tocar o delicado suave de intensa beleza que emanam da energia singela das muitas flores que compõem, uma a uma, todas as árvores de Ipês!
As copas dos Ipês Amarelos enchem os olhos de ternura, devido à escancarada beleza que se deixa solta nos embalos dos ventos que as levam e trazem de um lado a outro, dando aos pés um balançar suave aonde os ventos, como silenciosos contribuintes, vão despetalando uma a uma, todas as flores que compõem as copas de amarelo-ouro das árvores, deixando em torno de cada árvore um tapete de pétalas douradas. Forrando o chão em sua volta, numa grande amplitude, em torno de cada árvore.
O mesmo acontece com os Ipês Rosa e Ipês Branco. Também, é claro, com o Ipê Roxo.
Desde a minha tenra infância, sempre ouvi meus tios e tias e meus pais, meus avós, comentarem ser o Ipê-Roxo, uma espécie de árvore rara. E é! A cor roxa é uma cor especial e nas pétalas das flores de Ipês, da um destaque todo especial, chegando até mesmo a ser exótico, devido à originalidade ímpar da forma como as copas floridas dos Ipês-Roxos, se apresentam destacadas, dentro dos muitos tons de verdes que as copas de árvores outras, à sua volta, se contrastam.
Todas as árvores de Ipês, nas diferentes cores, ganham destaques nas suas floradas, embora os pés de Ipês-Roxos sejam ímpares, de uma significação visual de harmonia exuberante e especial.
Árvores de madeira nobre não podem ser cortadas, felizmente, graças a Deus!
No ano passado eu tive a felicidade de acompanhar todos os ciclos de algumas delas. Seguindo a ordem cronológica, primeiro vi, no inverno, as folhas verdes irem-se amarelecendo e depois caírem.
Num determinado dia, peguei uma delas, querendo registrar aquele íntimo momento. Então escrevi uns versos românticos, amorosos, simples, e depois datei.
Guardo-a comigo até hoje! Está ressequida, mas a tinta da caneta esferográfica ainda está visível.
Está à minha espera, pra quando eu tiver inspiração, escrever o poema romântico saído de uma folha ressequida, caída de um pé de Ipê!
Via as folhas caírem, vi as flores brotarem, florirem, embelezando o local.
Depois as vi, com os ventos partirem, caírem no chão, em imensos tapetes e estragarem-se ao sol, se ressecando e depois virarem esterco para o pé vistoso, que ficava naquele local.
Vi depois, ainda, num processo ininterrupto e rápido, em questão de dias ininterruptos e algumas semanas, novas folhas irem brotando, moldando os tons de verde claro para verde musgo oliva, enquanto cresciam. E juntamente no meio delas, vi formarem várias, inúmeras vagens grandes de quase um mesmo tom verde oliva acinzentado, que depois, ressequidas pela forte exposição aos ventos e ao sol, começaram então, a racharem nas bordas laterais, onde dentro delas exibiram-se incontáveis sementes envolvidas numa espécie de folhas brancas transparentes acetinadas, que na medida em que os ventos chacoalhavam os galhos, elas se iam, dançando, dançando, girando, girando no ar, dando muitos e muitos rodopios esparramando-se num campo de ação dum raio de vários e vários metros distantes da localização do pé da árvore.
Um verdadeiro espetáculo de gratificante beleza, que a natureza ofereceu e oferece todos os anos, onde as correntes de ventos se encarregam de transportarem as sementes pra longe, com imensos potenciais de futuras novas mudas de árvores. Isso sem contar os pássaros, que também contribuem, levando-as no bico.
Sendo árvores nobres, a natureza não comediu generosidades para com essas magníficas, belas e exuberantes árvores.
Pude observar que elas têm um relógio biológico de precisão Suíça.
Falando, ou melhor, escrevendo hoje, sobre essas árvores, começo agora a recordar-me que no ano passado, para ser mais preciso, na segunda quinzena do mês de julho, estava eu amoroso, comovido, poético, intenso, profundo, me deliciando com a sábia inteligência viva e analítica e altamente científica do nobre Cientista Carl Sagan. Estava eu lendo o livro Bilhões e Bilhões, da autoria do mesmo.
Inconsciente, o Poema Cognição (A Família Humana), já estava a caminho, se formando dentro de mim.
O livro, a natureza à minha volta e os ciclos de vida das árvores dos pés de Ipês, foram fontes de altas inspirações para mim. E também Nino Chaninho, um gatinho de tristes olhos azuis vesguinhos, que tive o prazer de conviver com ele por cerca de uns seis meses.
Já estava então eu, no ano passado, terminando de ler Carl Sagan, pensando já, consciente, nos laços profundos dos processos Cognitivos que envolvem os mistérios da vida, quando pude sentir definitivamente que essa Cognição não atua somente dentro da Humanidade, mas sim, dentro de todos os Reinos da Natureza, embora com linhas Cognitivas diferentes, talvez  incompreensíveis por nós, e talvez com um grau de pureza muito mais evoluídos até, nos outros reinos da natureza, do que o nosso.
Mas, voltando aos belos pés de Ipês, tem um cena magnífica que desejo aqui, registrar retratar:
-Num determinado dia, no mês de julho do ano passado, estando eu numa sala de amplas janelas de vidro, após ter chovido e depois cessado, por volta do meio-dia, brancas nuvens reapareceram, enfeitando um céu azul que pespontava tímidos raios solares, enquanto as gotinhas miúdas da forte e repentina chuva, ainda escorriam na parte externa do vidro da janela que me divisava da parte externa do local, pois estava na parte interna da sala. Entre eu e a janela, na janela que me divisava do belo cenário de lá de fora, enquanto as gotinhas desciam, subiam vagarosas, ágeis e graciosas "joaninhas" de asinhas vermelho telha alaranjado, com pintinhas pretas.
Olhando para a cena e vendo os ipês floridos balançando no plano de fundo, tive uma ilusão de óptica que me deu a impressão de que elas desejavam estar transitando nas flores dos pés de Ipês!
Pressenti que se não fosse à placa de vidro, pois enquanto as gotinhas da chuva escorriam do lado de fora do vidro, elas subiam do lado interno do vidro, divisando os espetáculos que meus olhos viam, pois que a placa de vidro sendo invisível pra elas, transparentes pra mim, enfim, se elas estivessem em livre transito pelo ar, estariam elas lá, com total e sensível acesso as folhas e às floradas dos Ipês, saboreando a natureza e as flores, expostas ao gélido vento e aos tênues raios de sol que nas copas das árvores, agora incidia.

 

 

 

TEXTO MENSAGEM: VAMOS CELEBRAR 2010?


E a Vida é algo tão bonito de se viver, quando nos encontramos não conosco mesmos, mas com as texturas das tintas mais lindas, mais brilhantes, que estão expostas no quadro da vida do nosso próximo.
Vamos celebrar este Novo Ano que se inicia, marcando-se no calendário como sendo o ano de 2010, com muita paz e muito mais amor ainda, para celebrarmos a Vida, as conquistas e realizações, os sonhos realizados, os sonhos ainda inacabados, aqueles sonhos tão íntimos e que faltam neles, as texturas mais agressivas nas pinceladas feitas com as tintas das nossas paixões, para que eles definitivamente aconteçam e se finquem definitivamente nas raízes emocionais vibrantes destas emoções que residem dentro da alma do nosso coração.
Emoções encantadoras das paixões que se exaltam nos cantos mais sublimes do Amor pelo nosso próximo e muito mais ainda, por nós mesmos. Pois que é somente através de nós, da estabilidade organizada das nossas mais íntimas e afetivas emoções para com o bem-estar conosco mesmos, é que então poderemos Amar ao nosso próximo como a nós mesmos!
Eu sempre acreditei que eu fosse apenas um mero solitário sonhador.
E sempre acreditei que sempre vivesse de bem comigo mesmo.
Mas, surpreendo-me, ao perceber que não é bem assim...
Percebo, agradecido, que não vivo só! Eu, de repente, descubro que tenho muito mais amigos do que imaginava que tivesse. E mais importante que tudo, é que eu descubro em mim, uma qualidade. A de que eu não vivo somente pra mim. Eu vivo para as pessoas, eu me preocupo com a melhora da qualidade de vida das pessoas, sendo elas minhas amigas ou não. É incondicional!
Pois eu me reafirmo: - Eu sempre fui feliz!
Até nas minhas tristezas. (E que foram muitas!)
Mas os meus momentos felizes superaram tudo, pois sempre quis e sempre procurei seguir o Cristo! Mesmo sem merecê-Lo!
Sou um ser humano muitíssimo imperfeito, mas é notável, é incrível, é sublime, Deus me ouve, pois senti que muitas vezes, nas minhas gritantes, neuróticas, exageradas orações, peço não pra mim, mas para o meu próximo!
Sinto que Deus, Ele me deu tudo, desde cedo Ele fez com que eu conhecesse e aprendesse com as minhas íntimas verdades, a força e o sabor da minha humildade, dentro das minhas vaidades.
Então, eu sou feliz, pois luto e quero que o meu próximo, na maneira dele, igual a mim, seja também, feliz. Eu desejo que neste ano de 2010, possamos celebrar o sublime e intenso magnânimo da Vida, em todos os seus aspectos de realidades. E que sejamos, acima de tudo, irmãos em Cristo, uns para com os outros. E que acima de qualquer situação, no amemos intimamente, para gerarmos a força e o poder da capacidade de amarmos o nosso próximo!
Amém!

 

 

 

Mensagem: SÁBIAS MÃOS DA JUSTIÇA!


A perfeita essencialidade manifesta por atos de extremadas belezas é algo muito especial, nos  profundos tocantes que se manifestam nas articulações emocionais que verbalizamos, enquanto vamos apreciando a configuração dos registros da nossa existência. Criando a configuração de uma mentalidade mágica absoluta dentro do nosso íntimo afetivo. Predispondo-nos com a realidade essencial da Divindade. Que sendo concreta, manifesta-se nas formas das nossas orações ou nos nossos mais abstrativos sentimentos reflexivos. Quando somente poetizamos os registros divinais, dentro da essência mais sublime da nossa alma.
Tudo o que é tocante aos corações, profundamente belo e marcante de seguras, lógicas e pacíficas emoções, desperta a atenção principalmente quando buscamos encontrar alguma força dentro de outras afirmativas – com outras justificativas para um determinado momento da vida – onde desta maneira possamos até compreender ou até mesmo reaprender a direcionar os nossos relacionamentos com maior profundidade de harmonia. Vencendo desta forma as inseguranças e os conflitos que porventura possamos estar atravessando naquele determinado momento da vida.
Eu não sei como é possível para algumas determinadas pessoas se aventurarem a ousarem sequer intimar, impor, usando de uma forma ardilosa e agressiva para dramatizar para o seu meio, uma qualidade de razão plena de convicção num determinado assunto que sabemos que elas não têm, não dominam em questões!
E o que é pior:
-Elas sabem disso! Elas são conscientes de que não há possibilidade alguma de se criarem argumentos favoráveis a elas, pois não há condições para tanto.
Mas, mesmo assim, persistem, sofrem e se deprimem... Mas continuam tentando abusarem de todas as formas e meios possíveis, para inverterem as razões para si mesmas, criando umapseudo-realidade dentro de um patamar que elas não conseguem suportar por muito tempo; pois que a Justiça Divina ainda impera dentro dos nossos sentidos. É inevitável de que todos nos tornamos conscienciosos, seja num determinado momento ou outro, de que as razões perduram no meio daqueles que agem com as emoções galgadas nos anseios diletos de fortes cunhos tecidos pelas escritas firmes impostas pelas sábias Mãos da Justiça!
Todas as vezes que surge um determinado impasse de ordem conflitante dentro do meu eu emocional – e que este impasse esteja relacionado a algum, alguns ou muitos possíveis distúrbios ocasionados por descrenças de valores pessoais ou sociais – começo a procurar rebuscar em mim, então, um sentimento aonde eu possa refletir nos fatos. Procuro me aproximar mais detalhadamente e com muito mais afinco, sobre aquela determinada situação que porventura esteja desequilibrando as minhas íntimas emoções – até finalmente poder novamente reencontra-me com um novo amparo dentro do meu eu racional.
Buscar a harmonia e o equilíbrio dentro das forças das nossas próprias emoções internas se torna muito difícil quando temos ou precisamos agir desta forma – enquanto estivermos muitas vezes sem alternativas de outras saídas ou soluções a curto, longo ou médio prazo – sofrendo todas as desventuras possíveis na vida. Como se estivéssemos enfrentando um turbilhonado maremoto em noites de tempestades frias, e em pleno alto-mar!
Muito embora sofrer, faz parte do nosso crescimento e elevação espiritual. Mas posso afirmar com muita convicção baseada nas minhas experiências pessoais, de que noto muitos estados convulsivos e depressivos por pessoas que caminham pela vida desorientando-se por se extraviarem dos seus próprios objetivos traçados como metas de sonhos que elas pleitearam durante a vida toda para que os mesmos fossem conquistados, realizados, no percurso linear das suas vidas, mas, que num dado momento, elas acabam se frustrando. Ou por não os conquistarem para si mesmas, ou por não terem trabalhado com muito e árduo afinco para que eles se materializassem para elas.
Posso presumir que muitas pessoas buscam alguma forma de alívio ou explicações plausíveis até para os encantos mais simples que abordam as dinâmicas das leis da vida – e que, embora muito precioso, significativo, e verdadeiro – pois são os elos tonificantes e agentes das causas formadoras de uma sabedoria pessoal atuante dentro de cada um de nós e acontecendo dentro da nossa condição existencial.
Noto que muitas pessoas vivem se perturbando, sofrendo em demasia, sem se aperceberem que a força maior para enriquecer a sua existência se concentra dentro delas mesma. E a partir delas, é que o mundo à sua volta vai acontecendo.
Devemos sempre nos lembrar de que viver é um acontecimento ímpar nas experiências pessoais de cada ser humano. O que torna o significado da vida, uma essência plena, muito valorosa e verdadeira!
Todos nós somos verdadeiros. E viver é um fenômeno muito importante e se torna muitíssimo agradável e apaixonante, quando podemos – a partir de nós, sempre a partir do nosso interior – desvendar com heroísmo e bravura, todas as belezas que há e atuam dentro das excelentes essências da vida. E a cada novo passo que avançarmos em direção ao nosso horizonte pessoal, configurarmos em nós, a força vencedora da exatidão, do afinco e da satisfação sentimental pessoal. Formalizando e enfrentando todas as possíveis adversidades que porventura ou desventura, estiverem atrapalhando ou criando os muitos obstáculos dentro dos percursos da nossa grande jornada que se dispõe afetuosamente a nos mostrar, nos direcionar, nos orientar, para o encontro dos concentrados aspectos atuantes dentro destes importantes e tão sérios compromissos que se centralizam em nosso bem-querer afetuosamente, simplesmente viver!
Nós precisamos reaprender conosco mesmos, a repensar nossa vida através do exercício do reaprendizado da Fé naquilo tudo que for tocante ao sagrado, ao divino, existente dentro da realidade absoluta que se concentra nas eternas Leis da Espiritualidade aberta em vida. E que vai compondo, desta maneira, o teor da beleza vivificante que se interage entre o nosso mundo interior com o todo do universo além de nós. Formando uma equiparação que atua dentro das nossas criativas capacidades e possibilidades, inclusive até, a de repensarmos Deus e sua importância, sempre no sentido de nos fortalecermos em nossa fé tanto no âmbito geral, quanto a da que se dispõe em generalidade dentro das nossas razões e crenças íntimas – sempre em obediência e profunda reverência com a qualidade da Divindade em excelência de existência – dentro do âmbito geral que se sucede tanto com as nossas experiências pessoais, assim como também àquelas que vão aquém de nós mesmos.
Sempre se torna muito precioso o tempo de que nos dispomos para que possamos criar a possibilidade de reabilitarmo-nos, dentro dos processos cognitivos existentes inconscientes dentro do vocabulário estabelecido nas raízes verbais das nossas linguagens – enquanto vamos tecendo a generalidade de transpormos em palavras, as traduções dos nossos sentimentos.
Completando dentro das nossas capacidades intelectuais e emocionais, a conscientização que interage entre o nosso íntimo e o todo a nossa volta. Produzindo então a circulação dos elos comunicativos que temos entre os nossos aspectos íntimos de interpretação da realidade da existência geral, cadenciando um equilíbrio harmônico entre o nosso eu consciente afetivo com todo o restante dos fenômenos resultantes atuantes nos mais diversos aspectos dinâmicos da vida acontecendo simultaneamente dentro de nós e nos universos externos e alheios ao nosso. Muito embora, sempre precursor de uma suma propriedade de importância significativa para nosso bem-estar interior, tais como:
- A nossa intensa predisposição de gerarmos a capacidade que criarmos à ponderação, a tolerância, a paciência, a boa vontade, mas acima de tudo muita persistência, muita coragem, profundo interesse e dinamismo, além de muita força de vontade. Muita paciência e muita paixão e respeito pela vida própria. Além de um intenso e muito afinco e compreensão em forma de atitude, estendendo-se para o nosso próximo. Pois assim sendo, creio eu, estaremos criando laços com maiores proporções de bons e duradouros envolvimentos harmônicos e afetivos, para com todas as demais estruturas sociais que compõem as leis dinâmicas que agem dentro de toda a Humanidade!
- Pensar, agir, reagir, sonhar!
- Acreditar e realizar, é amar!
Nós sempre nos tornaremos importantes, mesmo que seja somente para conosco mesmos, se aperfeiçoarmos em nós a credibilidade depositada na confiança pessoal procurando até dar créditos de confiança além de nós, crendo com muita convicção, na esperança de realização que acontece no meio-fio existente entre os muitos repetitivos acertos enquanto vamos criando meios para nos desvincularmos dos nossos muitos erros. Sendo que o mais importante disto  tudo, é que podemos exaltar dentro desta capacidade fundamental que temos dentro de nós – o que nada mais, e tão somente é – este importante fenômeno de vivermos a vida com todas as exuberâncias da simplicidade mais acariciante e afetuosa que ela possa nos oferecer. Aprofundando o nosso ego aos elos afetivos das nossas convivências e também das nossas realizações pessoais!

 

 

 

Mensagem: NOSSO SANTO GRAAL INTERIOR


Amar é sabermos como nos encontrar mediante um amplo estágio espiritual de abnegado e refulgente sublimado esplendor! Quando imprimimos na alma, as páginas emocionais constantes no histórico emocional pregresso do nosso amor. Fazendo um importante elo entre nossa vida vibrando-se dentro da harmonia expressa nos compassos rítmicos, das batidas dissonantes do nosso coração, perante o espetáculo tão inconstante, tão insolúvel, que as narrativas emocionais da natureza humana, sempre nos dispõem, ao vivenciarmos dentro das nossas experiências de vida, os afetos e desafetos que vão espelhando-nos uns nos outros, formando um elo seqüenciado. Dentro dum aprendizado sem fim.
Aprendizado que vai se tornando aos poucos, embora gradativamente, o merecedor dos nossos mais incansáveis e sempre tão valorosos enleios pelos quais vamos desnudando os anseios dos nossos emotivos sonhos espectadores deste lírico estado de amor.
Amor que se torna um mensageiro fiel deste nosso impetuoso e espirituoso estado de amar.
Amar é poder encontrar-se feliz, ao deparar-se com as portas abertas perante uma lógica vislumbrada entre as atitudes irracionais dos nossos sentimentos comparados aos nossos desejos práticos, objetivos e diretos – ao equilibrá-los laboriosa e pacientemente, com os nossos prazeres despertos entre as razões que sempre nos mostram a realidade de se seguir em frente – caminhando com os pés fincados no chão e sempre atento às pegadas deixadas nos rastros do passado.
Enquanto seguindo em frente, avançamos mirando nossos objetivos materializarem-se cada vez mais próximos da nossa atualidade. Enquanto vamos olhando para os afetos que se encontram e se concentram ainda, no futuro da nossa realidade porvir e que vão demonstrando, desnudando-se e instintivamente, sensivelmente, apontando-nos o percurso a seguir, dentro da direção certeira dos nossos passos que vão os seguindo. Certos, coerentes, cadenciados e seguros, rumo aos incógnitos deste futuro – enquanto ao mesmo tempo vamos deixando-nos livres, impressos dentro das mais sonoras, numas horas, e noutras mais silentes, entonações pulsantes e mais vivas ou mais sangrentas do nosso impulsivo, ditoso ou abstraído coração abnegando-se! Ou sublimando-se, extrapolando-se, através de todas as essências impressas nestas perfumadas páginas impregnadas de forças cênicas! Por atuarem explosivas em tão belos e poéticos enredos que se expressam nas lógicas mais irracionais que se imprimem dentro das nossas sempre muito apaixonantes atitudes para com o bem-estar da Humanidade inteira!
Podendo desta forma, viver a satisfação emocional perante as lógicas emocionais e inspirativas, concentradas no todo do inconsciente coletivo; aonde, através do qual, nós podemos fazer da criatividade da vida, algumas expressivas liberdades, ao recontarmos as venturas e desventuras das histórias humanas entrelaçadas com as outras mais diversificadas histórias que acontecem nos enredos dos demais reinos! Traduzindo em palavras, as emoções expressadas nos ritmos das vivências que vão se sucedendo através da riqueza apaixonável que atua em cada existência. E das quais, podemos com certa dose de habilidade inspirativa e emocional, recriá-las ao recontá-las através das Artes! Usando dos recursos dos dons que temos, aproveitando através das Artes, as construções literárias, que vão se formando através da trajetória da nossa existência... E desta maneira, usar estes dons para fazermos da nossa própria vida, uma alavanca, uma ferramenta de trabalho, uma haste, um apêndice, para que possamos dar uma continuidade ou amparo aos demais enredos de outras vidas que se seguem esperançosas iguais a nós. E então, gerarmos inúmeras possibilidades de forças criativas para encontrarmos uma saída satisfatória para solucionarmos de uma vez por todas, os inúmeros conflitos existenciais que andam acontecendo por este mundo afora! Penso obstinado e esperançoso, de que isto possa ser possível ainda, apesar de tudo. Apesar das muitas crises existenciais que se perduram por aí, dentro do nosso convívio social... Devido acima de tudo, a esta muita falta de amor que anda acontecendo por aí...
Amar é um fenômeno que criamos através da interpretação dos nossos sentimentos em relação a algo ou a alguém. Assim como o desamor também é um fenômeno que se apresenta em aspectos desorganizados, fazendo com que os nossos desajustes e desassossegos se tornem um mar bravio em noites escuras de fortes tempestades acontecendo em alto-mar.
Amar é calmaria, é resplendor de alma. São encantos manifestados em pureza sobressaída de pedaços vivos da Eternidade acontecendo em torno de nós. É como se o jardim do Éden estivesse sobre os nossos pés e as cores vivas da vida fossem apenas as exuberâncias advindas das belezas etéreas das árvores e das flores harmonizadas em muitas tonalidades de cores e difusas fragrâncias esparramadas pelos ventos acariciando as resplandecências refulgentes das luzes das nossas eternas essências primaveris vivenciadas nesta cadenciada calmaria embalada de profundo êxtase desenvolto num forte clima de encantadora paixão!
Cultivando, através das nossas, as outras muitas histórias; que virtuosas e venturosas, vêm-se se assomando junto às nossas expectativas de melhorias em qualidade de vida. Fazendo-nos então, com que sejamos uma ponte, um elo, um fio, um termo equilibrado da passagem verdadeira das mensagens que vibram perpétuas entre nós! Humanos que somos harmonizando-nos com as majestosas forças imperiais da Natureza. Centralizada nas essências pluralizadas que se encontram no Éter, dentro das primícias mais sensíveis do Sublime, no Eterno espaço atemporal aonde reinam as músicas mais belas – arquitetadas dentro das belíssimas ressonâncias da musicalidade eterna – que se derrama harmônica e melodiosa, através do Etéreo vibracional lírico do estado de Amor!
Amar é podermos conquistar a felicidade de se ter o poder da prazerosa força da comunicação nas mãos. E dentro da alma do coração, poder reproduzi-la, ao privilegiadamente ler, sonhar, amar, interpretar as mais puras e as mais belas intraduzíveis emoções plenas de anseios ricos de valorosos amores vivos, fortes, dramáticos e reais. Impressos dentro da poética essencial e existencial de todos os seres humanos que ainda se preocupam com as belezas entremeadas de extremados encantos vindos do amor, da paz, da união, da melhoria da qualidade de vida do Planeta, da amizade, da família, enfim, de tudo o que for bom, belo e duradouro para a harmonia e o equilíbrio da vida. Demonstrando todas essas dignas essências, nos ímpetos mais belos! Extraídos de dentro da própria alma, ao transpô-los para o papel – enquanto tecem as construções da lógica poética impressa na dialética – sobrevindas de dentro das mais profundas essências mais belas! E que se concentram no lírico e tão sublime estado de amar que se demonstra envolto ou desenvolto na alma emocional do espírito de cada um.
Criando-se, desta forma, uma complexa cadeia de boas atitudes que possam espalhar e espelharem-se através dos labirintos dos nossos mais profundos sentimentos. Como se fossem eles, uma inesgotável fonte de água pura, límpida e cristalina. Onde nela e através dela, somente concentrassem-se, extraídos dos mais sublimes anseios amorosos de todos nós – somente o que fosse o bom, o belo e o duradouro – e numa fórmula mágica que nenhuma razão compreendida dentro do nosso mundo quântico tridimensional pudesse ser desmistificada – esta poção milagrosa fosse somente sentida, vivenciada, saboreada através desta água milagrosa que viesse a tornar-se cada vez mais, uma forte poção mágica de saciável e tonificante fonte de consumo que miraculosamente, pudesse então, melhorar a qualidade de vida da Humanidade inteira!
E assim, através desta fórmula, através desta seiva extraída de dentro do Cálice do nosso Santo Graal interior, pudéssemos equipararmo-nos, equilibrando-nos na reflexiva balança das nossas razões e emoções! Espelhando-nos diante de todos nós, através dos nossos espelhos refletindo-se nos reflexos espalhados pelo mundo, possibilitando a nós todos, visualizarmo-nos com todo o apaixonante contexto dos históricos das nossas memórias emocionais, na intensa espiritualidade múltipla existente nas qualidades mais sublimes e amorosas residentes na alma de cada um de nós! Formando um gigantesco elo abrangente, envolvente, mediante a um comum acordo feito a partir do interior de nós mesmos. Ao integrarmo-nos com a totalidade dos humanos habitantes nos demais diversos lugares deste nosso gigantesco Planeta Terra!
Criando-se assim, a harmonia da beleza condutora, no fio magnético das vidas. Numa chama iluminada que se desperta numa realidade profusa. Encontrada na equiparada comunhão entre a vida essencial com a lógica do após morte. Depositando nas chamas vivas da esperança, os teores da fé essencial baseada nas forças das crenças. Numa profunda e imensurável realidade concentrada numa continuidade vivencial espiritual, através dos espaços etéreos da Eternidade!
Criando-se assim, entre todos os povos, a possibilidade assegurada da harmonia equilibrada de vivenciarmos a partir de nós e por nós todos, a tão sonhada Paz Mundial!
E desta maneira, criarmos e recriarmos numa ordem cronológica e cadenciada, a essencialidade fundamental de se amar com toda a devoção e fervor os entrelaçados históricos desenhados nos Registros das páginas da vida de cada um. Fazendo acontecer entre nós, à realidade deste manifesto, num sentimento que se resplandece em cada profundo íntimo de alma! Acalentando-nos com uma pura comoção, na formalidade dos laços contínuos da felicidade geradora, acima de tudo, das forças mais expressivas da União humana – baseando-se na confiança recíproca entre todos os seres humanos que se predispuserem a amar – ao criarem e recriarem para si e para o seu próximo, o bem-estar que sempre advém da bem-aventurança que se concentra dentro das inexplicáveis forças que se desprendem da lírica emocional do livre estado de se viver incondicionalmente, de se ser amado e de amar e amarse, acima de tudo e apesar de tudo!
Tal como as primaveras concisas nas expressividades mais históricas de todas as Eras, aonde em cada ano, em todos os Continentes, em todos os Hemisférios, por todos os recantos do Planeta – em cada época diferente, de cada tempo, num local ou noutro do Planeta, ela renasce e renova-se nas forças carismáticas e mais belas da Natureza – assim deveremos que procedamos nós todos, diante aos tão enigmáticos, prazerosos e belos enredos que geramos através dos ímpetos emotivos do amor!

 

 

 

OS DOCES BEIJOS DOS BELOS BEIJA-FLORES


Na evolução dos meus pensamentos, que se vão entrelaçando-se uns aos outros, emendando-se numa linha contínua, pela qual vou navegando as minhas emoções pelos contextos das muitas histórias que se trafegam nas líneas ininterruptas do meu viver pensante – é o quanto então – eu vou vivendo incansavelmente procurando tracejar nas minhas silenciosas sombras de sentimentos difusos, algumas coloridas sobras das dobras que se despetalam dos arco-íris que circundam o meio-fio do horizonte, em cada final de espessas chuvas que se derramam do céu sempre tão acolhedor, amoroso e sonhador.
É assim que procuro interpretar os meus sentimentos, enquanto vou vivenciando-os, através do meu mundo interior. Vibrando-os, em todos os aspectos mais globais – sendo-os próximos a mim ou então, até os mais distantes – pelos quais vou criando sentidos interpretativos, ao trazê-los até a mim. Podendo concluir, através dos meus pensamentos, todos os teores que se concentram nas evidências destes aspectos. Sejam eles os mais reais e dramáticos possíveis, ou os meramente fantasiosos e até enfáticos e envoltos no imaginário dos ensaios cênicos, que vão lentamente se formando dentro dos meus vislumbres mais encantados, explorados dentro das inúmeras exposições de belezas acontecidas nos movimentos teatrais.
É a força impactante da vida, através do explosivo encanto da qual, vejo sendo desprendida a extraordinária exuberância da beleza colorida, em todos os lugares nos quais me concentro, direcionando os meus olhos sonhadores, dramatizando esta força impactante de vida! Força que vai induzindo, envolvendo, acariciando, enaltecendo e levando a fundo os meuspensamentos, nesta eterna e generosa fé e remansadamente sublime que se tece neste florido atapetado de encantos por onde passeiam as minhas intensas imaginações. Constantemente febril, procurando enredar-se pelos caminhos que se formam através dos muitos belos ciclos de todas as eras esta exuberante estação primaveril.
Estação que vem renovar os nossos ânimos com a generosa força da vida, reflorescendo a Natureza em todos os lugares nos quais inumeráveis atapetados de flores vão abrindo-se em pétalas e transbordando nos ares, a pureza do abrangente amor impregnado de fragrâncias misturadas pelos mais diversificados perfumes que se espalham das muitas flores que brotam em pétalas vivas! Deixando todos os lugares, como se fossem atapetados coloridos, tecidos pelas divinais mãos e regenciais da criação!
E, vivenciando em meu entendimento o sentido da palavra criação, através de uma simples associação de idéias, passo automaticamente a pensar nas complexas dimensões que atuam os sentidos mais amplos que se fazem dentro do crer e da ação e do ato de se criar, se fazer acontecer, originar, ao poder dar vida a algo ou a alguém.
Crer, sem querer vivenciar alguma crença, simplesmente por se poder crer em algo ou alguém, quando podemos despertar e despetalar, dentro de nós, os impetuosos sons harmônicos extraídos dos belos cantos jorrados da colorida força da vida desabrochada dentro da perpétua flor instalada dentro do nosso imenso universo interior. E desta maneira singular e imaginativa, poder dar plenos poderes aos sonhos ao amparar a nossa vida numa plenitude de encanto amoroso. E dentro de alguma crença, vivenciar as razões emocionais mais intraduzíveis, dentro de tudo o que se possa justificar, mesmo que sejam intimamente, para nós mesmos, amparando-nos e deixando-nos seguros, rumo ao encontro dos muitos propósitos da nossa vida.
Seguindo assim, penso também, que a Estação da Primavera, igualmente seja isto:- Uma
enorme fonte de renovação cheia de propósitos de ser crer na força da Vida, glorificando e
louvando de um Ser magnânimo, supremo e superior, bem mais, mas muito bem superior
mesmo, a todos nós!
Creio que as cores difusas das flores colorindo os jardins, assim como as radiâncias mais quentes do sol e as claridades mais transparentes dos dias, vão motivando todos os nossos apelos instintivos às nossas elevações espirituais, ao ampararmos os nossos elos afetivos com as forças da Natureza. Recriando, renovando, ou fortalecendo dentro de nós, uma consciência de crença mais forte, mais elegante e mais abrangente com tudo o que se possa referir aos tópicos mais exuberantes e tradutores das luzes e cores mais quentes que se fazem assentindo nas radiâncias espalhafatosas que se desnudam por completo, dentro da Estação Primavera!
Os enredos sinfônicos dos incontáveis pássaros, entrelaçando-se aos sons cacafônicos dos grilos, ocultados nos verdejantes matagais, que agora estão bem mais espessos, devido às muitas chuvaradas recentes que puderam contribuir com a seiva mágica da vida, no tocante aos reforços da nutrição da terra, entremeados de muitos outros insetos e bichos, vão tecendo os melodiosos encantos e harmônicos da existência!
Enfeitando o pano de fundo dos cenários das nossas vidas que passam afoitas em sempre querer viver cada qual para si, as aceleradas disritmias destes tempos sempre tão sem tempo para nada e para tudo se fazer acontecer dentro deste nosso mundo avolumado por uma procura de tudo. Que quase sempre ruma ao vazio do nada! Quando sempre afoitos, voamos sem tempo para sequer pensarmos em olharmos para os lados, rumo à busca de ao menos criarmos uma lógica plausível, dentro de alguma justificativa ao menos que se seja razoável, mesmo que intimamente, para criarmos uma leve massagem no nosso ego, num entendimento qualquer, mesmo que seja sem um aprofundado fundamento, dentro das razões do porque estamos aqui. Podendo, de esta maneira ocultar, ou até mesmo ignorar, as dádivas destas encantadoras belezas que a Natureza, de formas intraduzíveis pelos nossos vagos conceitos de beleza, carrega, desnuda-se e se expõe de forma sempre tão elegante e magnífica, através dos infindáveis Ciclos das Estações que se englobam dentro dos espaços de si.
Belíssimas borboletas festejam os encantos dos amores, espalhando-se pelos ares, as suas exuberâncias exóticas das suas existências; numas simetrias suaves, embaladas pelos deslizantes vôos de asas colorindo ainda mais, o anil azul primaveril do céu.
Sem contar, que nas belas tardezinhas, logo após o sol ir-se pondo a pino no meio-fio do horizonte, incontáveis cigarras começam a cantarem o Jazz Sinfônico Tropical!
Parecendo até, que elas carregam em seus cantos, toda a gama da força precisa de comove todos os abençoados encantos poéticos manifestos em todos os mais diversificados pores-dosol, que vão pincelando o céu com os tons mais quentes, carregando de nuanças avermelhadas, as paisagens que se fazem à espera de cada novo anoitecer, em cada nova linha do horizonte. Deixando os fins de tardes, além de melódicos, vibracionais e inspirativos, muito mais festivos, desejosos, esperançosos e coloridos.
Penso que por detrás de todas estas exposições acontecendo energeticamente sempre tão magníficas, e que ocorrem amplas, através de todas as belezas expostas e explícitas pela força primaveril em natureza aberta, existam os muitos desafios sempre tão cheios, e carregados de inúmeros mistérios. Muitos deles, incógnitos até, pelas nossas tão vãs percepções filosóficas!
Mas, a Natureza, para se exibir plena e radiante, em cada nova primavera, ano a ano, atravessando séculos compostos por eras ininterruptas, precisa de um gigantesco parto de amor, a cada nova estação que se lhe renova o conteúdo todo e pleno, dos seus coloridos tão antigos. Muito embora sempre renovados, ao despertar-se em nós, as renovações da esperança.
Trazendo-nos um caminho pleno de profundo amor e paz, ao sentirmos vibrando também, dentro do nosso íntimo, as forças constantes deste magnânimo amor despetalado num colorido vibracional intenso.
Fico meditando em quantos caminhos e descaminhos, em quantos acidentes de percursos e em desvios forçados, do seu trajeto natural, nos inúmeros obstáculos que foram precisos ser ultrapassados, muitos deles quase intransponíveis até, para que desta forma, se pudesse avançar... E chegar novamente até aqui!
Fico a pensar, no quanto foi preciso uma extremada força relutante em batalhas feitas com muitas persistências, e que se superassem, desta forma vitoriosa e plena, todas as muitas adversidades imprevisíveis, contidas dentro das muitas inconstâncias climáticas atuais. Para que enfim, a Natureza, mais uma vez, vestindo-se das suas características e tradicionais roupagens da Primavera, pudesse novamente, neste ano, assim como nos demais passados, poder chegar encantadoramente até nós, de maneira vibrante, brilhante, belíssima e vitoriosa!
Enquanto algumas pessoas denotam perigos em todos os lugares, a Natureza tem caminhado ao longo dos dias, meses, anos, séculos, milênios, atravessado todos os obstáculos. Impondo-se poderosa e resoluta, em cada novo desafiador momento, ao conseguir heróica, reprisar o seu imenso espetáculo primaveril, seja em qual Continente for, seja em qual Hemisfério for!
E eis que neste Tempo, ela chega toda exuberante e pomposa, para vir colorir o Hemisfério Sul! Sempre conduzindo através de si, todas as suas mais louváveis e contagiantes pétalas de belezas expostas em flores vívidas, exóticas, e intensamente coloridas. Fazendo até com que os arco-íris se confundam com as evidenciais tonalidades espalhadas pelas mais profusas cores nas flores que se desabrocham vivas e lindas, à espera dos doces beija-flores a virem beijarem-lhes os seus carismáticos encantos magníficos! E que se espalham pelos ares, através dos seus perfumes, desenvoltos de pétalas em pétalas!

 

 

 

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