SEBO LITERÁRIO

autor

 

 

ODENIR FERRO

 

 

ROMÂNTICO ATUAR


Navegante além de dentro de o meu compreender
Instigando à minha própria História, ao ir
De encontro ao Pathos de toda a Humanidade
Dentro dos vívidos amores queixosos toados
Aos desamores, às dores, às iras, às famas
À frente benquista, deste interagir sempre
Às faces com todas as facetas destes Hinos
Intuindo às reais percepções deste existir!
Vivificando por qual será este Logos, vindo
Vivo através das mais belas e doces nuanças
Destes indecifráveis ativos rodantes mistérios
Pelos quais, incógnitos, avançam os avultosos
Ciclos atentos do meu sempre submisso Tempo.
Querendo recompor, no meu inspirativo compor,
Todos os incontáveis diálogos, no meu sem fim!
Proporcionando puras belezas agentes e reagentes,
Aos musicais acordes, que belíssimos, vêm da Vida!
Aonde eu, nós, todos, somos tão comuns
Dentro desta caminhante lida nua sem fim
Elaborando às vívidas partes de nós, O Todo
Se compondo e recompondo-se dentro do Ethos
Interativo em todos os nossos sutis movimentos
Abrasivos ansiosos sempre e líricos na vida, e
Na morte! Sempre propondo à lei da viva sorte
Umas abrangentes regências de todos os Ciclos
Acontecendo simultâneos em todas as Estações
De todas as nossas memoriáveis conquistas
Sempre tão notáveis dentro das vigências
Inigualáveis amáveis e compostas, dentro
De todos os românticos dons do atuar
Na vida, criando os seus belos acordes
Propostos nas Ímpares Canções do Existir!
Fazendo de cada qual uma nuvem de si mesmo
Quanto humanos amando, crendo, agindo, sendo
Às somas das entregas totais aos dons do viver
Entoando estas vibrantes resplandecências, que
Saem e vibram e atuam e vingam, dentro de cada ser!

 

 

 

AMBIENTES PLANETÁRIO!


Lutar, buscar, rebuscar, eu quero,
Vívido nas mais abrasivas memórias
Algum íntimo furor do belo sentido
Brotante! Refazendo alguma felicidade
Tresloucada, atravessada, trespassada,
Dentro do mais difuso sensível de mim!
Por onde vagueiam alguns, muitos, todos,
Os invasores redemoinhos doídos atinados
Para este dinâmico profuso absurdo Tempo
Agressor! Destruidor das Memórias do Mundo,
Mudo! Ou ruidoso e veloz: – O desequilibrado
Inventor de todas as mais belas apaixonantes
Plenas sensações: – das emoções da nossa Alma!
Transgredindo todas as possíveis abortivas
Recriações do cinematográfico roteiro vivo
Da realidade transpirando as Leis Naturais
Que vão me comovendo, me despertando lúcido
Dos conturbados sonhos, para querer agredir
Esbofetear, afrontar, gritar para a Tirania
Dos abusivos Poderes irônicos e histéricos!
Que vão perturbando-nos ao tirar-nos do sono
Quando atônitos, vamos atômicos aos engodos,
Atirando-nos cheios de medos. Neste rebuscar
Algumas severas críticas das dúbias evasivas
Memórias de tudo, de todos, correndo em nós,
Tal como sangues fluídos impuros e gritantes
Aos pressentidos pulsos acolhedores das Leis
Para viver, amar, sofrer, acolhendo Impostos
Por dentro das memórias buscando acreditar
Na naturalidade de algumas antigas crenças
De outrora. Onde se colhiam os bons frutos
Dentro dos belos elaborados amadurecimentos
Reinantes ativos, nos sentimentos perfeitos
Numa paz que hoje está atrasada ou ausente!
Pois que estragada, atravessada, esvaída,
Dentro de mim, dentro de nós, ou sei lá...
O que sei, minha ela não é! Quando acordo,
Redescobrindo em mim, enfim, ela a perder-se
Dentro do Coletivo Inconsciente que é o meu
Achar-me estarrecido em meio às destruidoras
Horripilantes, descomunais, ímpias, agressões
Quer perduram além, muito além de desumanas,
Explodindo-se nos Ambientes Planetário!

 

 

 

CIRANDA DA VIDA


Olhando o céu, enquanto
Orando, amando, criando
Vou estampando na minh’alma
Os sonoros acordes do Mundo.
Enquanto O vejo, circulando,
Através das janelas abertas
Do meu reverso corpo de alma
Entreaberto pelos versos lendo
Os meus sentidos soltarem-se:
- Mudos!
Atravessando os imensos azuis do Céu,
Sentindo faiscados tênues, luminosos,
Em flechadas atiradas pelos raiados
Solares incidindo-se nos reflexivos
Brilhos expostos no vidro da janela!
Caindo assim, tão leve e suavemente,
Desanuviando a pesada aura e opressa
Destes vagos tons de luzes negregadas
Que se refratam nos retratos da Cruz!
Caindo assim, suavemente, nas minhas
Mãos que estão a escrever, os amores
Reflexivos, transgressivos, alusivos
No meu entrever onde me entrego vivo
Neste inflexível navegar atravessando
Os meus pensamentos comuns. Recriando
A arte de motivá-los a expandirem-se,
Através das Luzes dos infindos Amores
Que navegam nas ondas dos sentimentos
Mais profundos do meu eu, ao meditar,
Pensar, clamar, agir, intuir, liberar
As raízes dos encantos, enquanto aqui
Estou igual a uma rosa vermelho rubi,
Esfregando as suas pétalas nos tijolos
Do vermelho barro envolto nos cimentos.
Mesmo assim, sentindo-me bem confortável
Envolvido com os processos sensitivos,
Do meu coração condolente, reagente,
Numas pulsações mais doces, amenas,
Quase querendo ser mais felizes!
Atravessando os meus olhares agudos,
Através das almas de outras pessoas
Muitas que seguem o seu curso vivo,
Tecendo o seu destino, neste Tempo!
Tempo viajante e quase errante deste
Imenso Planeta Terra. Recriando-o,
Com o seu contínuo circular pulsar
Os estágios das esferas das Vidas!
Enquanto uns morrem, outros vivem.
Através dos que vivem, revivendo,
Os mortos, continuando avançam,
Às incontáveis sabedorias, em
Cada qual dos genes de si.
Neste momento exato impreciso,
Muitas crianças nascem, nascem!
Enquanto muitas outras perderam
Suas chamas na Vida, por terem
Estupidamente, sido abortadas!
E a Vida é um parto dentro de:
- Um indigesto aborto sem fim...!
- E a morte, é um pacto emotivo,
No qual depositamos nos bolsos
Dos Paletós de Deus, a humildade
Do nosso desgastado paletó pobre:
- Esperando com nossa desejosa Fé,
A realidade da nossa Ressurreição!

 

 

 

CAMINHOS ERRANTES (ESTRELAS!)


Às pétalas das flores tão iguais, e das folhas
Outonais. Que amarelecidas, esvaem-se ao Tempo
Quando os ventos, os vivos mensageiros,
Fazem-nas dançarem, pelas brisas mansas
Entralhando os meus remansosos silêncios!
Numa orvalhada gota, padeço respirar
Uma expansiva fortaleza intraduzível
Que se desprende do meu silêncio.
Iguais pétalas de flores, e folhas
Outonais e ressequidas pelo tempo
O Tempo, este voraz contumaz e audaz,
Que, insaciável, nunca se interrompe
Nem nas linhas, e, nem mesmo ainda,
Nas imensuráveis entrelinhas Vivas!
Por aonde escrevemos nossas páginas
Na nossa contínua história viajante
Nestes caminhos errantes, indo avante
Aos fatídicos desencantados encontros
Tão iguais, aos amarelecidos outonais
Que se estampam nas pétalas em flores
Que coloriram as nossas doces Primaveras!
Que encantaram o néctar das nossas Vidas!
Que enfeitaram os mais felizes dias, idos
Deslizados, nas outonais inconstâncias
Dos bravos ventos, lentos, passados...
Feitos de imemoriáveis históricas belezas
Regenciadas pelas circundantes caminhadas
Nas muitas tempestades, e chuvas fluentes
Nas transladações das alvoradas luzentes!
Pelos emotivos Ciclos, avancemo-nos todos!
Rumemos aos magníficos mistérios do Futuro
Entrelaçando-se aos desígnios deste Tempo!
Todas as memórias repaginando vivas glórias,
Consagradas, ao profundo Amor deste Universo
Enredando os mistérios, que estão nas vidas,
Transcrevendo-se desde o Alpha, até o Ômega!
Olhando pra o Céu, atapetado de estrelas
Amorosamente, reverencio O Estrela-Mestre
Que é o meu tão belo, admirável Cientista:
- Os seus ensinamentos perpetuam-se
Vivos, nítidos, através dos Bilhões
Bilhões, bilhões, bilhões, bilhões,
Dos enternecidos sonhos mais vivos!
Nos brilhos das Luzes dos Amores,
Perpetuando-se nas muitas Vidas!
Reconstruindo, reconstituindo, reconsagrando,
Todas as Páginas Mundiais da nossa Humanidade
No seu magnânimo e tão abnegado despojado Amor:
Repaginando todas as nossas heróicas Histórias
Consagradas, inclusive, à Cultura Brasileira!
Semeando-se pura, no Alfabeto de muitas vidas
Transfigurando-se revés do Ômega até o Alpha!
Olhando para o Céu pleno de Estrelas
Crível, aposto no que pensou o Amigo
O belo, o louvável, o nobre Astrônomo:
- Aqui, na Terra, somos todos,
Descendentes Delas! Estrelas!

 

 

 

VIDA NÃO TRAÍDA


Há olhos atentos, que se olham
Traduzindo amores na emboscada
Dentro duma vida não traída
Enquanto se trocam os belos
Silenciosos acordes fluidos
Se compondo na sinceridade
Feita nos toques calorosos
Deste romance apaixonado!
Há vãos na janela do tempo
Mostrando-se em desdobras,
Que ainda se resguardam
Em nós, daquelas sobras
Redobrando-se em muitas
Naquelas envolventes
Sonoridades da vida!
Recobrando-se em muitas
Nos essenciais retalhos
Da minha fatal condoída
Ajustada existência tão
Clemente sempre,
Ao findo amor.
Quando amando até vejo
Eu me perdendo de mim!
E me desfazendo sem fim
Mesmo sofrendo, vivendo
Ao deixar-me se repartir
Mirando através das pétalas,
A sensibilidade escancarada,
Que há no céu, no sol e mar!
Atravessando cores neste tudo
No que eu amando, não refleti
Desenhando nas flores muitas,
Das quais eu nunca as colhi!
Crendo, alguma química pudesse
Ser de composições verdadeiras
Vívidas nas amorosidades doces
Dos olhares bem cheios
Pelas forças das íris,
Que envaidecidas,
Se vissem nelas
Através delas,
Atravessando
Os espelhos
Dos nossos
Olhares...

 

 

 

AS RESENHAS DO TEMPO (O MAGO DE TUDO)


... Ah, o Tempo! O Mensageiro
O louvável, imensurável Tempo!
O atento! Este amigo velho...
Sempre embora tão implacável!
Este velho amigo, que algumas vezes
Mostra-nos o reverso de mero vilão:
- Daqueles impondo-se bem intrusos,
Enquanto aconchegam-se sorrateiros.
Para nos roubar do nosso inflado ego,
Nas mais efêmeras realidades emotivas
Resguardadas no muito do nosso coração
Quase sempre, tão medroso e resfriado
Ao ressentir-se de viver, e de amar!
De se amar, de se intuir, ao louvar!
Incrível, o Tempo é o intruso
Esfarelando entre as suas mãos
A continuidade da nossa vida.
Como se fosse ela, uma a mais
Ressequida folha por ele nele.
Enquanto ele chega fazendo cócegas,
Trazendo chagas, cessa ele, contudo!
Portanto ele se ri das nossas desgraças
Enquanto ele impõe-nos as suas ameaças.
Pois desiguais a ele imortais não somos...
Muito embora desejássemos que fôssemos.
Mas não nos deram poderes para tanto...
Entretanto, ele nos imortaliza no Todo!
Somente pelo nefasto prazer, ao nos
Tirar dos vivenciais Ciclos de Tudo!
Quando, táctil, nos rouba o sono até,
Nos mais puros ou impuros sonhos!
Criando dentro de nós o despertamento
Visando uma nova e aguerrida destreza
Passível de dar-nos implacáveis forças.
Ao enfrentarmos, suplantarmos, acolhermos,
Sintonias das superações das dores humanas
Quando confrontamos a nossa realidade
Com algumas possíveis iguais ou novas
Configuradas verdades, nas vivas vidas
Dos outros irmãos semelhantes nossos!
De repente, chegando iguais, confrontando-nos:
Que taciturnos, chegam também, confortando-nos
No Tempo da Vida, da Sina, da Sorte, da Morte!
Querendo-nos traduzir os intraduzíveis elos
Das paixões, das emoções, das irremediáveis
Ações... Desilusões, retaliações... Emoções...
- Que não nos falam dos nossos descompromissados
E os tão corajosos compromissos, neste nosso viver!
Crendo sensitivos ensaios de Amor que temos
Com o Etéreo, com o Eterno do Sublime Amor!
Que vem recontar-nos, tudo o que já intuímos,
Sobre o nosso retorno às Origens do Renascer
Das Vidas refazendo-se nos Elos da Eternidade!
... Ah, o Tempo! Este nosso velho Amigo afável,
Conduz os Segredos da Divindade do Deus do Amor
Neste Universal Amor. Enquanto este mesmo Tempo
É o Nosso Anjo Guardião que se vibra nas Vidas!
Ou sendo o nosso Anjo nefasto implacável e cruel!
O que interrompe nossos sonhos sem pedir licença.
Sem compreender as nossas mais sublimes crenças
Que se perpetualizam nos nós dos puros íntimos
Dos mais belos afetivos sons de amores, por nós
Por tudo e por todos... Neste mundo só envolvido
Com as mais profundas dores, deste mundo mudo...
Tanto, muito, cada vez mais, infeliz desumano...
- De alma somos nus seguindo de novo umas duras
Ou boas novas realidades que se vêm preenchendo
Nestes vazios. Ou enaltecendo os sentimentos felizes
Que se consagram com o Tempo. Que é ativo é mero
Ancião vilão tão intruso, obtuso, agudo, frio e maduro,
Ou O Mago de Tudo. Comandante companheiro Todo
De nós tolos envolvidos com as paixões do Mundo!
Isto é o que de melhor temos para os nossos usos:
- O desuso. Enquanto até cremos que percebemos,
Ou que sabemos, ou podemos... E as foices ceifam
A nossa realidade. Interrompendo nossos sonos...
Nos carinhosos sonhos, que estão mais reais,
Dentro do nosso fascinante mundo imaginário!

 

 

 

MUITO MAIS DO QUE H²O


Mas é muito mais por demais
Do que já é muito provável,
Que uma gota da minha saliva,
Agora molhando o céu da minha
Umedecida boca por muitas delas
Tenha sido em algum remoto dia
Cujo eu nunca poderei precisar
Com pura consciência absoluta,
Em qual exato do qual dia chuvoso,
Fizera (e faz) ela, parte da Natureza Híbrida!
Ela! Que caíra compondo variados conjuntos
Por inumeráveis finas ou grossas gotículas
Derramadas do céu chuvoso. Jorrando muito,
Aos turbilhões, em torrenciais estações,
Em águas preciosas, alimentando de Vida,
As Vidas deste exuberante Planeta Terra!
Em águas esparramadas nos Céus e terras,
Ela! Que agora estando dentro de mim,
Fizera parte da Natureza liquefeita!
Desde o ultra-uterino tecendo a Vida,
Somos puros filhos do abrigo maternal
Envoltos em líquidos protetores,
Com muitos e salutar nutrientes.
Divinamente tenros, selecionados
Pelas ricas fontes bioenergéticas
Que nos avivaram, desde a concepção,
A vencermos aptos os desafios da Vida!
Nós somos a personificação Providencial
Desta abundante vitalidade vinda d’água
Energética e pura na rica biodiversidade.
Dum mundo volátil, evoluindo de sólidos
Para liquefazer-se nos ciclos do sem fim!
Pois que nós somos muito mais do que H²O!
Nós temos a Física Quântica como um trunfo
Agindo na biosfera dum biossistema perfeito!
Somando-se em nós, estas potências Químicas!
Nas ações agentes e reagentes do Verbo Amar!

 

 

 

ANJOS GUARDIÃES


Os arvoredos esvoaçam-se em folhas,
Dum verde turmalina, esmeraldeado...
Lilases e brancas orquídeas, no prado
Da floresta, florescem-se em pétalas!
Cúpulas campanais, de luzes raiadas em prismas,
Caem dos raios solares! Tudo são obras-primas
Da natureza viva! Por Anjos guardiães, regidas.
Que ficam nas florestas, harmonizando as vidas
Da flora e da fauna; que na floresta crescem.
São cálidos Anjos, taciturnos ou festivos,
Que aos sons dos bichos, antevêem
Nas forças da natureza! Ativos...
Protegem, com irradiante luz de amor,
Todos os seres vivos da floresta.
Crivando belezas tenras no valor,
Que sai da natureza em festa!

 

 

 

UM LINDO ANJO


Nasce no céu, alvorecido em profusão,
Uma linda luz. Que doura, expande-se.
Toda, circundando na bela imensidão;
Deste planeta azul. E resplande-se,
Esta luz, ante um farfalho das asas.
Até vir, aproximando-se eloqüente,
Um lindo Anjo guarnecendo as casas,
As pessoas, as crianças, toda a gente!
Traz nas mãos a paz, uma bem-aventurança!
Extraídas da profundidade do Universo!...
Deixando em nossos corações, a esperança.
De vivermos sem guerras. Neste tão incerto
Mundo de discórdias e desavenças...
Traz também, este belo Anjo querido,
Emoções acaloradas por lembranças!
Santíssima Aliança de Jesus nascido!

 

 

para índice                  para pág 06

para índice de sebos

o autor  

Registre sua opinião no

Livro de Visitas: