|

SEBO LITERÁRIO
autor

|
VIDA EM PROFUSÃO
A luz do luar invade. Faz clarão
Na fímbria luz, da vela acesa...
E, na penumbra, faço uma reza...
Envolvendo minh'alma. Na emoção!
Dentro do meu quarto silencioso,
Aqueço um indignado; doído coração.
E peço ao Anjo da guarda, amoroso,
Complacência, concórdia, proteção.
Deixando meu espírito transcender...
Tal como a espiralada luz da vela...
Deixo minha honrosa prece ascender!...
Elevando-se na fímbria luz que cai da
lua!
Agradecido fico; ao meu bom Anjo
guardião.
Que pastoreia a minha vida, em profusão.
Por todo o bem que Ele me presenteia,
Quando sua luz me vibra. E clareia... |
|
|
ANJO DO SILÊNCIO
Fico no amor em luz, transfigurado num
fixado
Esplendor do Universo; por dentro,
queimando-me
Por inteiro, com a chama da emoção em
pura fluidez.
Esperando, na brunida noite, a alvorada
do amanhecer!
Viajando por altitudes sem fim, fico
colado
Aos sonhos, divagando-me pelos amores;
avivando
A calma temperança do Anjo do Silêncio,
na sensatez
Plácida de quem adormecer espera sonhar
ao anoitecer!
Amando, vou vivendo neste mundo
colorido.
Enriquecendo minha luz, vou, de ego
enaltecido
Pelos bens doados pelo Anjo do Silêncio;
no esmiuçado
Espaço por mim, já consagrado e tanto,
muito, usufruído.
Muito embora, tantas vezes, o silêncio
deixa-me dorido,
Assim vou, aprendendo quietudes; num
quanto sou guarido
Pelo Anjo do Silêncio; que deixa meu
peito eriçado
Pela chama da flambada emoção, neste
belo chamado!
|
|
Estes dois poemas foram classificados e
estão disponíveis em E-books,
num Site de Portugal, sendo eu,
juntamente com mais 19 outros
escritores de diversos lugares de
Portugal, Angola, e Brasil, os autores
dos poemas, cuja proposta foi: O bom e o
mal do Natal!
Um Feliz Natal para todos nós,
E que o próximo Ano de 2010, seja uma
ano glorioso para celebrarmos
a Vida!
Odenir Ferro |
|

III Concurso de Poesia Poetas em Desassossego
BIOGRAFIA
Sou Odenir Ferro. Resido na cidade de Rio Claro
(SP). Eu creio que posso desejar obter os inerentes dons em mim, em
todos os Toques carismáticos do belíssimo mais profundo Amor que o
nosso Criador, Sempre, quer revelarmo-nos através deste meu tão
humilde dom de escrever, Tentando imitar O seu
raciocínio emocional, e poder quiçá, até ver e sentir Muitos dos
Seus Códigos, através das Suas Senhas: - Inspirando-me a
traduzir-nos através dos nós dos Amores!
odenir.ferro@yahoo.com.br e
WWW.odenirferrocaminhopelasestrelas.blogspot.com
|
Tema: O bom e o mal do Natal
Título da Poesia: ACONTECIMENTOS
PARALELOS
Autor: Odenir Ferro
Oh! No seu aniversário... Tudo são luz e
paz...
No clima, entretanto, caminham os
taciturnos.
Embora na Ceia de natal sucedem-se
felicidades,
Mas, muitos solitários mendigos, muitas
crianças,
Enquanto nos aconchegos dos lares, as
harmonias
Vão desencontradas... Nas carências
deste Tudo!...
Melodias dançam estas músicas suaves!
Belíssimas!...
... Entretanto, nos Asilos, velhinhos
distantes, sonham!
Oh! Quanta religiosidade há nas músicas
do Presépio!
Muito embora, abandonadas, pessoas
amargam tristezas
Enquanto o Menino Jesus novamente
renasce ao Amor!...
Embora, contudo, nos ecos finais da
vida, os velhos crêem!...
Há nisto tudo, a lua e estrelas
consteladas enfeitando o Céu,
Em mais este ano comemorativo do
aniversário de Jesus!
Muito embora, na velocidade do trânsito
há os perigos
Nas comoventes viagens desta noite
maravilhosa, feliz!
Com embriagadas pessoas dirigindo
algumas imprudências
Enquanto presentes, abraços, beijos,
esperam o retorno
Destoando-se dos acontecimentos
paralelos perigosos...
Profundas, todas as pessoas
querem amor, felicidade, paz! |
|

III Concurso de Poesia Poetas em Desassossego
|
Tema: O bom e o mal do Natal
Título da Poesia: O UNIVERSAL
ANIVERSARIANTE
Autor: Odenir Ferro
Há estrelas caídas do imenso do Céu!
Transformadas em pedaços de Paraíso...
Através dos brilhos, e tons reflexivos,
Cintilando poesias nas luzes das
casas...
Nos amores na claridade da lua, nos
Presépios,
Com carismas despertos por Árvores de
Natal!
A extensa Via Láctea comemora o Natal de
Jesus!
As estrelas espreitam-se, dos lacrimosos
pingos.
Derramados pelos belíssimos Anjos
entristecidos
Notando algumas confraternizações
ausentes de fé
Nos diversos lugares, que estão alheios,
daquele
Que é O Universal Aniversariante imenso.
E capaz
De nos redimir e nos libertar das
opressivas dores...
Reabilitando-nos a revivermos uma pura
Vida Eterna!
Muito embora, vamos nos distraindo nos
bons festejos
Contudo, no entanto, Ele não pode
participar. Pois não há
O seu espaço nos corações aonde Ele atua
através da Fé!
Sensivelmente não há nada do que seja
espiritualidade
Mas sim, apenas um imenso festejo muito
materialista!
Com belos presentes, falsos beijos,
abraços e festas!... |
|

|
EGO TRISTONHO
Nas doídas ondas,
Sonhos navegantes
Nestes desamores,
Repartindo dores
Nas repartidas flores
Tocando desejos ateus!
Fluindo os Dogmas Judeus
Versando Amores de Deus
Avultando-se Religiões,
Indo afora ao levar-nos
Pelos sulcos dos rios...
Caídos profundos, agora,
Das luzes dos olhos meus!
Há um bolor nos porões
Das minhas memórias...!
Há os entorpecidos vãos
Nas minhas evidentes
Saliências amantes!
Nestes desalentos plenos,
No qual eu vou me afagando,
Acoito uns rancorosos vícios
Enfeitiçados pelo desalento
Avulto, nestes desassossegos
Enquanto me volto ao passado.
Rebuscando alguma sinceridade
Que até possa resgatar em mim
Umas enaltecidas cores vivas
Da Vida, que sendo A Mística,
Possa acolher, amparando-me
Nestes desalentos plenos
De desassossegos.
Que em vão vivem gritantes
No meu ego tristonho nato!
Nu, projetando-se, através
Dos desatinados desajustes
Do Amor, que ameno, encobre
Muitos desencontros sociais!
Recriando-se nestes ímpios
Tristonhos tênues em luzes
Provindas das ensandecidas
Estrelas morridas há milhões
De anos-luz atrás, das nossas
Dores. Enquanto descoloridos, vamos
Olhando-as todas:
- Impecáveis, e mortas!
Querendo dizer-nos que a Vida,
Perdura-se múltipla neste Tudo
Por aonde as ondas das Luzes
Do Amor, atravessam o que há
Dentro do tudo o que atua
Em cada um de nós! |
|

|
EU ME OLHO NA NOITE FRIA
Há uma gigantesca nuvem de amor
Com o meu inconformado olhar
Atuando na aura da minh'alma
Crendo alguma procura por ti.
Pairando, sob o céu sonhador,
Através das vivências
Que ficaram em mim!
Eu me olho na noite fria,
Talvez, procurando por ti.
A cada face nova da lua,
Estrelas espelham, e,
Saídos pelas frestas
Desta janela, há os
Sonhos meus...!
Que tão inquietantes,
Não desejam ficarem às sós.
Tristonhos, com todos esses
Desencantos que se sacodem,
Através do meu entristecido
Versejar o que a vida tem!
Rumando os meus belos encantos,
Desenho-os pelas madrugadas afora
Em algum desorganizado desta loucura
Atravessando rimas nos sentimentos
Navegantes das minhas incertezas
Aonde há os lúdicos pensamentos
Que se entristecem muito, mesmo,
Por esta sua inesperada ausência
Que me inquieta em demasia,
Nesta obstinada insistência
Que faz de mim, querer ser mero ser
Vivendo os aborrecidos desencantos.
Por ter sofrido tanto, no meu penar...
Por ter me ofuscado, me empobrecido
Dentro dos opacos brilhos do luar!
Inspirado pelas luzes das estrelas,
Que, através da janela, incendeiam
Os sonhos meus. Neste meu tão
entristecido
Estarrecido ficar. Ao repensar o meu
penar! |
|

|
AMORES ARDENTES
Eu quero ter o ecumênico liberto dos
Anjos
Para prosseguir a viagem, nesta
empreitada.
Passeando pelas vivas nuances desta
jornada
Vitoriosa, colorida, nesta esbravejante
estrada!
Quero viver a sabedoria de todos os
Imortais
Que celebram a vitória da dignidade
suprema!
Saboreando o Néctar dos Deuses, no
Além...,
Aonde a vida se farta de existência
extrema!
Deixando-me escorregar por uma suavidade
Estelar, pelas alvas nuvens desta
influente
Delicadeza acrescida pela boa correnteza
Desta fluente nobreza feita nesta
certeza
Que é o viver tecendo Histórias
envolventes
Nos indecifráveis círculos dos Amores
Ardentes |
|
|
|

|
OLHARES FURTIVOS
Extrair-lhe das flores, sonhara que
pudera...
Das pétalas, da beleza, do essencial
perfume,
Como quem quisera expelir do amor os
espinhos
Dos suavizantes remansos nas emoções
colhidas
Nas aveludadas delicadezas das notas
musicais
Que se entrelaçassem no eterno perfume
sonoro
Das canções. Entoando intraduzíveis
certezas
Profundas, belíssimas, que se extraíssem
do amor!
Como se foram os sons, eternizando-se
nos sonhos
Da beleza essencial, no perfume
evaporando-se...
Por toda a textura da pele que cobrira a
sua alma
Contracenando-se nas exuberâncias dos
corpos nossos!
Sonhara até, que pudera sentir, dentro
de nós,
A influente personalidade do seu íntimo
fulgor
Apaixonando-nos por querermos até,
bendizermos
Sermos a tonificante explosiva força do
desejo
Circundando a expressiva mítica dos
nossos olhares
Como se quiséramos dizer-nos, que
perdurara o amor
Muito mais além dos nossos encantos
apaixonantes
Que inigualarem-se, quiseram, aos lábios
nossos!
Sonhara que acreditara sua beleza viva,
altivo
No que se esvaíra da sua encantadora,
sedutora
Nudez envolta n'alguma imaginativa
sensualidade!
Ativa nesta criativa fertilidade bela,
expansiva,
Nas reflexivas expressões dos olhares
furtivos...
Compondo nossas vitrines!
Despetalando-se na Beleza...
Querendo encantarem-nos com a força do
aveludado
Desta tão abstrativa nitidez linda e
muito exposta
Nesta plasticidade estética
derramando-se sem fim
Dos desejosos nus da felicidade, se nos
amáramos,
Nos perfis todos que se desnudaram nos
sentenciando
Uma conclusiva realidade embelezando os
corpos nus! |
|
|
|

|
SONHO PERDIDO
Tarde, acordei espreguiçando-me...
Pra vida, bocejando. Saído do sono
Dormido dentro do pijama listrado.
Dum macio cetim, onde nele, deitado,
A pensar, fiquei. No sonho que eu
tive...
Aonde nele, eu te tive. Bem juntinho a
mim!
Despertei! Ressentido, e por ter
percebido
Que o que tudo tão lindo fora, fora
então,
Sem sentido. Pois fora, apenas, um sonho
meu.
Perdido em mim. Partido de nós, e vivido
sim,
Por dentro do avesso, nas imensuráveis
dobras
Do Tempo! Com este frio pavoroso,
sequenciando-nos
No que fora nós, nos distanciando das
nossas paixões!
Creio até, que por alguma fração absurda
dos ventos ruins
(É possível isto!) tenha, então, nos
levado, nós mesmos,
A atravessar uma desgraçada sentença
muito invejosa.
E até tenha nos separado da nossa
realidade em curso
Enquanto acreditávamos que a vida
perduraria
Em nós, e por nós, através do nosso
amor...
(Quanta ilusão contida em muitas
desilusões...)
Oh! Mas como a maldade é um bicho ruim!
Com alguns "seres humanos" querendo
tanto,
Serem eles, O próprio. O Maligno
indigno!
Agora, entretanto, releio umas evasivas
leituras
Reavendo os meus sentimentos que se vão
revividos
Ao relembrar-me dos nossos mais
enternecidos
Encantadores e apaixonantes momentos...
Aonde tudo parecia ser um imenso amor
Ecoando aos sons daquela Flauta Mágica
Soando nossos acontecimentos sem fim!
Com o sonho perdido, se perdurando em
nós! |
|
Registre sua opinião no
Livro de Visitas:
|
|