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SEBO LITERÁRIO
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O ipê é uma árvore do gênero
Tecoma, que pertence à família das Bignoniáceas, e pode ser
encontrada em seu estado nativo por todo o Brasil. Há muitos
séculos, a árvore vem sendo apreciada tanto pela excelente qualidade
de sua madeira, quanto por seus efeitos ornamentais, decorativos e,
até, medicinais. O ipê costuma ser plantado, também, em parques e
jardins. No Norte do país é chamado pau d’arco.
A árvore do ipê é alta e, no período de floração, fica totalmente
desprovida de folhas: elas dão lugar às flores, que podem ser
amarelas como o ouro, brancas ou roxas, e estampam belas manchas
coloridas no meio ambiente. O ipê floresce de julho a setembro, e
frutifica de setembro a outubro. Após o período da floração,
aparecem folhas digitadas, comportando de cinco a
sete folíolos. No inverno, ela se apresenta, totalmente, despida de
folhas e de flores.
Sua madeira é castanho oliva, ou castanho avermelhada, possuindo
veios resinosos escuros.
Considerada como “madeira de lei”, em outras palavras, resistente,
dura, flexível e que suporta bem a umidade, o ipê tem sido utilizado
em construções civis e navais (produção de quilhas), em edificação
de pontes, na fabricação de postes, dormentes, tacos (de assoalho),
vigas, esteios, bengalas, e outros.
Segundo as cores de suas flores, ou de sua madeira, os ipês recebem
nomes distintos, destacando-se os seguintes:
1. ipê amarelo ou ipê comum (tecoma longiflora) - pode atingir vinte
e cinco metros de altura, sendo bastante encontrado em Minas Gerais,
no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Mato Grosso e em Goiás;
2. ipê branco ou ipê mandioca (tecoma alba) - encontrado em Minas
Gerais, no Rio de Janeiro e no Paraná;
3. ipê contra a sarna (tecoma impetiginosa);
4. ipê roxo ou ipê rosa (tecoma heptaphylla) - encontrado do Piauí a
Minas Gerais, e em São Paulo e Goiás;
5. ipê do brejo (tecoma umbellata) - comum nos alagados e mangues
dos rios de Minas Gerais e de São Paulo;
6. ipê tabaco (tecoma insignis) - mais baixo que os demais, e com
ramagens abundantes.
A casca, a entrecasca e a folha do
ipê possuem propriedades medicinais. São utilizadas no tratamento de
amidalites, estomatites, infecções renais, dermatites, varizes e
certas doenças oftálmicas. Elas combatem, ainda, diarreias,
inflamações, infecções, tumores e febres. São usadas, inclusive,
como cicatrizantes.
Nem todos sabem que, dentre o universo de plantas existentes no
país, a flor do ipê foi selecionada, segundo a Lei no. 6507, de 7 de
dezembro de 1978, como a Flor do Símbolo Nacional do Brasil.
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