XII Antologia Virtual

Quarto Bloco

 
PARTICIPANTES - (QUARTO BLOCO):

 

  Jane Rossi

  Janete Sales - Dany Mary

  João P. C. Furtado

  Joaquim Marques

  Jonas Rogerio Sanches

  Kátia Pérola

  Kedma O'liver

  Luiz Carlos Leme Franco

  Luiz Carlos Martini

  Luiz Menezes de Miranda

  Luiz Pádua

  Luiz Poeta

  Manuela Baptista

  Maria Cleide da Silva Cardoso Pereira

  Maria da Conceição Rodrigues Moreira
 
 

 
 
JANE ROSSI

 

VALSA TRISTE

 

E ao som da valsa triste
Tilintavam no salão
Gotas de amor e dor
Deslizando pelo chão
Um Dó de dor e amargura
Um Ré, sem remédio nem cura
O Mi sem milagre previsto
E o Fá ao som da lamuria
Na Clave de sol apagada
Nem Lá, nem aqui tem luar
O Si não tem mais sintonia
E a valsa não tem melodia
Queria voltar ao passado
Resgatar a minha riqueza
Te prender num abraço apertado
E curar essa minha tristeza.

 

Jane Rossi

 

JANETE SALES - DANY MARY

 

Como consertar um coração partido?

 

Vai se despedaça coração partido
Esvai-se em sangue e perde o sentido
Rasga o meu peito e me abandona
Me solta, não me aprisiona!
Antes você não me incomodava tanto
Só que hoje é a razão principal do meu pranto
O que você quer eu não posso alcançar
Então morre no meu peito, antes de matar!
Aquieta-se, se silencia!
Não fale mais nada, não me deixe lembrar
Não quero mais a escuridão, quero o nascer do dia
Você é o principal motivo deste meu pesar
Você é quem domina a minha emoção
Deixe-me adormecer, tenha compaixão!
Ou então morre dentro de mim que eu preciso respirar
Sem você será um alivio, assim pelo menos eu vou deixar de amar
Hoje eu esgotei o meu estoque de lágrimas, num eterno lamentar
Mas você insaciável não quer uma gota, quer o mar!
Seu eu pudesse eu te afogava dentro de mim
Então iria perecer com o gosto do sal deste meu choro sem fim
Por eu te pertencer você vai me dominando. E isto até quando?
Se ficar sempre comigo, vai me fazer caminhar sempre chorando!
Se eu pudesse hoje eu te arrancaria com a minha mão
Porque agora no meu corpo você é só tristeza e aflição
Vai se quebra, se estilhaça e se desfaz
Assim serei livre, sem amor e sem amar
Viverei numa ilusão de felicidade e paz
Então serei uma morta viva pela vida a andar
Sem o coração dentro de mim a pulsar,
Percebo que nenhum mal eu fiz, eu até posso não ser feliz
porém eu terei a certeza de que nunca mais eu vou chorar!

 

Janete Sales - Dany Mary

 

 
JOÃO P. C. FURTADO

O MEU ALFABETO

A B C

 

A Acordei! Eram seis horas de manhã

B Belo dia, o sol estava a nascer no horizonte

C Cantarolei uma canção infantil…

D De repente lembrei-me da minha mãe

E E rezei pela sua alma, devia ser da canção

F Foi a primeira que aprendi com ela

G Grande Mulher, enorme Mãe… Que saudade…

H Hoje, ontem e amanhã, mãe querida

I  Imagem tua sempre comigo está e estará!

J Jamais, te esquecerei, jamais… Mãe…

L Levantei e fui até a janela e vi o panorama

M Meu Deus, como está verde o Cabo Verde

N Nada parecido com o mês passado

O O castanho avermelhado desapareceu

P Por magia Divina, um manto verde apareceu

Q Quero que continue sempre assim, mas… É a Natureza…!

R Recordei-me do papá, mãe, da sua calma, de seu feitio…

S Sei que ele está contigo no Céu, tu e ele, vocês merecem

T Tu abdicada mãe e ele pai perfeito e exemplar

U Uma pobreza Bíblica, ainda não eu encontrei outra igual

V Vocês são Santos, sei, estão lá porque merecem…

Z Zelando por mim, o vosso filho… Já é noite, vou dormir… Protegido!

 

João P. C. Furtado

Praia, 29 de Outubro de 2012

http://www.caestamosnos.org/autores/autores_j/JOAO_FURTADO.htm

 

 

JOAQUIM MARQUES

 

FORÇA DA MENTE

 

Quando a dor enorme me mortifica
O meu grande desejo é tão-somente
Esquecê-la, com a força da mente
Que, de maneira nobre me dignifica.
Deste modo de um peso me liberto;
O brilho da razão sempre resplandece
Iluminando meu ego, que agradece…
Quando meu desejo é caminho certo.
É nesse entendimento do intelecto
Onde vejo a razão do meu afecto
E o motivo porque estou presente.
Quando a enorme dor me aparece,
Basta usar a força da minha mente
E, de maneira subtil, a dor desaparece…

 

Joaquim Marques

 

JONAS ROGERIO SANCHES

 

SONHOS APOCALÍPTICOS

 

Eu tive sonhos proféticos
e eram mais que poéticos
e eram sinais dialéticos
onde eu vislumbrei o final.
E era um céu de dois sóis
e eram eternos arrebóis
onde choviam estrelas
como uma grande cachoeira.
E os pássaros cantavam anjos
nas vielas realejos e banjos
nas igrejas eram mil harpas
e nos lagos sinfonias de carpas.
Eu contemplava sem poder fazer nada
e, nos olhares um cáustico desespero
que fulguravam as pessoas com medo
e, no cosmos um rugir de terremoto.
E os tempos passavam remotos
os relógios já eram ignotos
somente os gritos eram os sons
e um grande temor era a sensação.
Foram tempos de apocalipses
durante os três dias de eclipse
foi o caos precedendo a harmonia
foi o princípio dos novos dias.
Então toda horda celeste se prostrou
e uma voz inaudível se fez ouvir
e, todo o verbo divino se refez em paz
e minh’alma se transfigurou e partiu.

 

Jonas Rogerio Sanches

 

KÁTIA PÉROLA

 

ATRAVÉS DA ALMA QUE É SEM FIM...

 

Sou Kátia. Apenas uma flor
que nasceu num dia qualquer
e floriu junto com as outras.
Porém sinto-me só. Sem perfume,
sem muitas cores.
Só a esperança permanece,
como todas as flores.
Sei que um dia,
minhas pétalas murcharão.
Eu serei sementes e espalharei
minha solidão aos ventos.
Para nascer, quem sabe,
outra vez, porém mais alegre
perfumosa e colorida.
Serei a Kátia, através das gerações.
Porque a alma é sem fim.

 

 

KEDMA O'LIVER

 

OLHOS DE BARRO

 

Sangue na terra
lagrimando nevoeiro
e encobrindo o caminho,
homens bons e maus,
pesadelos, sons, sonhos...
fios transparentes os unem
nada fica parado.
Enquanto a água escorre
na linha do tempo
a vida segue
escalando sons e imagens...
a criança desperta o sorriso dos anjos,
repousando em almofadas
esquecidas nas curvas do globo;
o homem caminha na gaiola do tempo,
o velho canta a história,
relembrando a magia do viver
espalhando flores
onde ficaram suas fantasias...
No velho baú,
recordações guardadas
da aurora de seu viver...
e no branco do espelho
reflexos da circunferência do mundo
encenando em seu tablado,
fixado entre o caos e o ocaso,
artes escondidas das mentes
insanas ...
ou não.

 

Kedma O'liver

 

LUIZ CARLOS LEME FRANCO

 

O LÁPIS QUE QUERIA MUDAR DE COR

 

Um lápis castanho, descontente com sua cor pouco requerida quis mudar para outra qualquer.

- Amarelo, pensou, chama mais á atenção, é mais enxergável.

- Ou verde? Rabispinta-se muito com verde, as árvores e grama. É de paz, mas quem escreve com verde?

- O vermelho, forte, marca bem, embora seja uma cor escura como a minha.

- E o azul. Por que não? Cor do céu, do mar, das imensidões. Todos escrevem em azul.

Mas sou lápis. E quase ninguém escrevinha mais com ele. Só pinta.

- Que tal o preto? Não é cor, é feio, mas marca bem.

Com estes indecisamentos procurou palpites. Falou com a caneta:

- Qual a cor que escrevedores mais adotam?

Recebeu como reposta:

- Azul, e preto segundando, Por quê?

O lápis explicou sobre o seu angustiamento e a caneta lhe disse que hoje em dia existe computador para todas as escritas e usa-se caneta apenas para algumas assinaturias.

- Para melhores sugerências vá ao ordenador, disse.

Lá foi o estilete de grafita ‘marrom’ saber a opinião do instrumento que mais escreve.

- Sou apenas um lápis castanho, para poucas utilidadezas, e não estou contente com minha cor. O que acha de eu mudá-la? Para qual?

O computador disse que não se mudava de coloração assim de repente. Achava que nem seria possível, mas informou que iria se comunicar com seu paint para não deixar o escrevente sem resposta.

O programa disse ser inócuo o lápis mudar de cor porque com as cores básicas ou, primárias, azul, vermelho e amarelo faz--se qualquer matiz de cor e com vermelho, verde e azul faz-se qualquer cor-luz, segundo a teoria das cores. Também sabia que nem se usa mais lápis, ainda mais de cor.

Este instrumento de desenheiro, cada vez apreensivo e mais em baixa com as respostas que vinha coletando, resolveu então aposentar-se e escondeu-se no fundo de uma gaveta inusada.

Sua madeira de apoio apodreceu na escrivaninha úmida.

O lápis foi, por alguém, posto em uma lixeira e foi virar adubo orgânico a alguma árvore que seria, no futuro, usada na confecção de outro lápis que poderia ser de outra cor.

luizcarloslemefranco

LUIZ CARLOS MARTINI

 

PEQUENO SER

 

Vai ela e o naco de folha
Veloz, miudinha e singela
A cruzar meus caminhos
Sem ondas com sua vela
O vento derruba, até fere
Cada tropeço, é recomeço
Inocente soluço da roseira
Perdida pro meu aborreço
Vai com seu motu próprio
Pequenina de vida difunda
Revelar-se na alma deste e
Prantear na furna profunda

 

Luiz Carlos Martini

 

Restinga Sêca/RS - Brasil

 

LUIZ MENEZES DE MIRANDA

 

TE ACHEI

 

Na vida há coisas simples
Simples como eu
Importante como você
Busquei no horizonte
Uma maneira de ser feliz
Mas, nada encontrei.
Busquei no verde
A esperança
Mas era outono
Com árvores desnudas
Busquei no mar
Mas a ressaca
Nada trouxe
Apenas levou
Busquei na noite
Um sonho lindo
Mas, não adormeci.
Vivi insônia
Busquei então
Onde a razão
Não pode alcançar
E fui dentro de mim,
Bem fundo do meu eu
E, quase sem querer
Te descobri
Por entre letras mágicas
E risos escondidos
Paz de espírito
Te achei amor.

 

 

LUIZ PÁDUA

 

COMPANHEIROS DA SOLIDÃO

 

O futuro é tão distante
Quão difícil encontrá-lo na escuridão
As noites são minhas amantes
Companheiras diletas da solidão,
O meu passado para trás ficou
E o futuro além, sempre ausente
Machuca o coração de quem amou
Você eternamente.
Paro para descansar
Do passado tão presente
Ainda preso em minha mente.
Vou seguindo as folhas de outono
Essas que me fazem lembrar
Sem você o inverno vai chegar.

 

Luiz Pádua

 

LUIZ POETA

 

CARICATURA

 

Não me leias como quem disseca um feto.
Há afeto em cada linha do que eu diga;
Há rumor no meu silêncio mais completo;
Há amor na minha dor mais inimiga.
Não te oponhas à minha informalidade,
Nem me ponhas na redoma mais seleta;
O que escrevo é com personalidade;
Afinal, mais do gente, eu sou poeta.
Não me vejas com a câmera indiscreta
Que vasculha cada um dos movimentos
Que eu dou... quando um poema se projeta
Do meu ser, ele carrega sentimentos.
Vira as setas incisivas que tu portas
Para as portas do teu próprio coração...
Quando as mágoas abrem todas as comportas,
O rancor transforma a dor em turbilhão.
Só assim tu sentirás o que só sente
O carente coração de um artista
Ante a crítica cruel e inconsequente
De um doente e tolo caricaturista.
...

 

Luiz Poeta

 

Luiz Gilberto de Barros – às 19 h e 7 min. do dia 2 de outubro de 2010 do Rio de Janeiro

 

MANUELA BAPTISTA

 

NO ENTRELAÇO

 

É no entrelaço
De um abraço
Que te enlaço
Bem juntinho ao coração.
Não sei dizer
Porque o faço
Se é amor ou devoção
Mas sei
Que ao olhar-te
Me embaraço
Ao recordar a paixão
Vivida por curto espaço
No tapete ou no colchão
Mas o entrelaço
Deste abraço
Não é um abraço devasso
Pois não há devassidão
No enleio deste abraço.
Só ternura e emoção!

 

Manuela Baptista

 

MARIA CLEIDE DA SILVA CARDOSO PEREIRA

 

AS FADAS, A JOVEM E O COLIBRI

 

Era uma vez, um florido, vasto e lindo jardim
Onde moravam borboletas, abelhas, fadas e colibris.
Tudo era alegria, um verdadeiro paraíso!
E havia uma menina que sabia de tudo isso.
Todos aguardavam a visita de Samira,
Que era gentil e uma verdadeira amiga.
Era uma festa a sua chegada!
Quem a recebia era a Rainha das fadas.
Samira era boa menina e gostava de ajudar.
As fadinhas traziam sementes para ela plantar
E, prontamente, Samira começava.
Ainda mais florido o jardim ficava!
Mas o tempo se passou e a menina se esqueceu
Daquele mágico jardim e de tudo o que lá viveu.
De menina, Samira tornou-se adulta.
E, gente grande, parece que tudo anula.
M as as sementes que a menina havia plantado,
Cresceram com o amor e todo o cuidado
Que cada fadinha tinha.
Era uma forma de lembrar a doce menininha...
Até que um dia, perto dali,
Voava o mais belo colibri
Que, na verdade, era o príncipe encantado.
Ele estava a voar por todos os lados.
Foi quando uma fada o percebeu
E notou que era diferente de todos os do jardim.
Voou para perto dele e o recebeu
Dizendo: " Que também seja teu o nosso jardim!"
"Bela fadinha, pobre peregrino sou eu,
Um terrível encanto me aconteceu.
Tudo porque eu não dei real valor
A tudo o que o bom Deus me ofertou.
E, cego por minha ganância desenfreada,
Quis tornar-me feiticeiro para atrair muitas riquezas.
Foi quando, da Floresta Encantada,
Surgiu a Mãe Natureza.
Ela me disse que o meu anjo da guarda
Estava triste e cabisbaixo
E que, por causa das minhas faltas,
Eu o afastei do meu lado.
Dali por diante, eu deveria aprender uma lição.
Mas não dei ouvidos, lancei poderoso feitiço de minhas mãos.
E o feitiço se voltou contra mim,
Tornei-me um monstro terrível, de tão ruim.
Mas a Mãe Natureza, vendo o que aconteceu,
Pegou um pote com barro e o levou para Deus
E pediu que ele me moldasse outra vez,
Com um novo coração talvez...
'Visto sua grande maldade, o farei pequenino,
Pois precisa de humildade em seu caminho.
Nasceu príncipe, mas agora será um colibri
Até que reconheça que todo o poder pertence a Mim.
Somente o amor verdadeiro
Poderá transformá-lo ao que era.
Não sejas tolo, nem traiçoeiro,
Ou tornarás a ser a terrível fera.'
Prometi mudar e ser benevolente
Para ser príncipe novamente.
A Mãe Natureza muito me ajudou
E, até este jardim, me guiou.
Disse-me para encontrar a meiga donzela.
Diga-me, fadinha, se sabes quem é ela".
"Sim, eu sei quem é, majestoso colibri.
Mas, há tempos, ela desapareceu daqui.
Adulta tornou-se e nos esqueceu...
Mas o seu amor, entre nós, floresceu.
Aquelas lindas flores, foi ela quem plantou.
Tudo era belo e radian te... Até que nos deixou..."
Pobre fadinha, estava a chorar
De saudade da amiga que partira sem avisar...
Foi quando, de repente, uma moça surgiu.
Ela cantava, tristemente, " Meu coração se partiu
Por minha ingênua e doce ilusão
De acreditar numa dolorosa paixão".
"Samira voltou!", disse a Rainha das Fadas.
"E vejam só como está mudada!
Por onde andaste, meiga criança?
Por que nos tiraste de tua lembrança?".
"Querida Rainha, sofri por uma paixão,
Por um jovem que não correspondeu ao meu coração.
Ao fim, eu soube que se tornou feiticeiro
E, ainda assim, o busquei pelo mundo inteiro.
Mas agora que voltei, não sairei mais daqui.
Quero voltar a ser quem era, quero voltar a sorrir"
Nesse momento, o príncipe reconheceu seu erro,
Pois viu que o amor da jovem era verdadeiro.
Ele a rejeitou por ela viver na pobreza,
Pensava que ela fosse oportunista e interesseira.
Foi quando a fadinha pediu que Samira cuidasse do colibri
Que, de muito longe veio, e buscou abrigo ali.
Samira, sem de nada saber,
Acolheu o pequeno colibri em suas mãos.
Tamanha a ternura a envolver
O colibri e a linda jovem em um só coração!
Então, num suave aconchego,
Samira aproximou o colibri do coração.
Carinhosamente, deu-lhe o beijo
Que iniciou a maravilhosa transformação.
Então, arrependido por todo o mal que gerou,
O príncipe pediu perdão e ofertou seu amor
À linda jovem que, de seu egoísmo, o libertou.
E, para sempre, sua vida mudou.
Agora, naquele jardim, só há felicidade!
Nele, floresce o amor de verdade.
O príncipe e a princesa serão felizes pela eternidade.
E fadas e anjos afastam do jardim toda a maldade.

 

Maria Cleide da Silva Cardoso Pereira

 

MARIA DA CONCEIÇÃO RODRIGUES MOREIRA

 

(MARIA MOREIRA)

 

ESTRELA DO MAR

 

Estrela do mar,
Mar de estrelas a brilhar
Neste firmamento de Deus
De graças veio encantar!
É artista de talento apurado
Faz do simples ao sofisticado
Com empenho garra e força
Nas festas dá seu recado!
Maristela é seu nome
De benção é bem dotado
Nome de origem latino
E de belo significado!
Criação e criador
nesta terra veio morar
Para cumprir seu destino
E o seu nome propagar!
Maristela estrela do mar
Se puder me desculpar
Vou ficar aliviada
pois no seu aniversário
Não deu para te visitar!
Cantei e recitei versos
De andorinhas à faisão
Comprei flores e cartão
Na hora de sair... Deu não!
Só tratei de resguardar
Todas as flores pra te dar.

 

Maria da Conceição Rodrigues Moreira (Maria Moreira)

 

 
 

 

 

 

 

 

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