Nome:
Maria do Carmo Fernandes de Vasconcellos
Figueiredo
"nick" da Net: Carmo Vasconcelos (Carminho)
Aposentada da F. P. – tradutora e
revisora literária
Morada:
Odivelas/Portugal
Quer falar um pouco da terra onde mora? Breve História do Concelho A origem do nome Odivelas está como o
nome de tantas outras freguesias e
concelhos de Portugal, envolto numa
lenda que perdura pelos séculos. A propósito do nome desta cidade,
conta-se que D. Dinis tinha o hábito de
deslocar-se à noite a Odivelas onde se
encontrava regularmente com raparigas do
seu agrado. Certa noite, sabendo a
rainha do que se passava resolveu
esperá-lo e quando o rei fazia o seu
percurso para o encontro, a rainha
interpelou-o e eis que proferiu as
seguintes palavras: "- Ide vê-las senhor....." Afirma-se que de "Ide vê-las", por
evolução, teria surgido o nome Odivelas. Os filólogos dão porém, outra
explicação: a palavra compõem-se de dois
elementos: "Odi" e "Velas". A primeira é
de origem árabe e significa "curso de
água". A segunda é de origem latina e
refere-se às velas dos moinhos de vento,
que existiram nos outeiros próximos e
dos quais podemos ainda ver vestígios. O
curso de água ainda se mantém hoje. Os dólmens das Pedras Grandes e das
Batalhas, na Freguesia de Caneças, o
Castro da Amoreira na Freguesia da
Ramada, os vestígios romanos encontrados
na Póvoa de Santo Adrião, os achados
árabes no sub-solo da Paiã, na Freguesia
da Pontinha, confirmam o território como
uma zona fértil e agradável, onde, ao
longo dos séculos, o Homem sempre se
comprazeu em viver. Mas o «motor de arranque» do
desenvolvimento da região parece ter
sido o Rei D. Dinis, ao decidir erguer, em
Odivelas, um Mosteiro, onde uma plêiade
de cultas freiras se fez ouvir para além
das grades, quer pelos seus célebres
Outeiros, quer pelos livros que
escreveu, ou ainda atraindo, ao Mosteiro
e às suas imediações, reis, príncipes e
artistas. É no Paço de Odivelas, em 1415, que D.
Filipa de Lencastre, já no leito de
morte, abençoa os três filhos mais
velhos (D. Duarte, D. Pedro e D.
Henrique) que partem dali, a cavalo, em
direcção ao Restelo, onde embarcam para
Ceuta. É no Convento que se representa pela
primeira vez, em 1534, o «Auto da
Cananeia», de Gil Vicente, encomendado
pela abadessa Violante, irmã de Pedro
Álvares Cabral. Enquanto isso multiplicam-se férteis
quintas na Pontinha (na Paiã chegou a
haver um cais para escoar os víveres
para Lisboa), na Póvoa de Santo Adrião,
em Caneças. Os seus proprietários, de
uma forma ou de outra, surgem amiúdes
ligados à cultura. É o caso do pintor
Vieira Lusitano que foi o centro de uma
romântica e atribulada história de amor
com uma das filhas dos donos da Quinta
dos Falcões, na Pontinha. Anos depois, será a Póvoa de Santo
Adrião a ter como proprietário de uma
das suas quintas, o pintor Pedro
Alexandrino que não só deixou algumas
obras na igreja local, como as espalhou
por Lisboa - na Sé, no Palácio de
Queluz, no Museu dos Coches. O Padre António Vieira fez um dos seus
sermões no Convento de Odivelas, a 22 de
Junho de 1668. Almeida Garrett ocupa o
preâmbulo da «Lírica de João Mínimo» com
uma descrição de um passeio ao Convento,
entrecortada por várias dissertações
sobre poesia.
|
|
|
|
|
Chafariz de El Rei |
Fonte dos Passarinhos |
Centro Cultural Malaposta |
Quando começou a escrever ?
Desde criança. Boa aluna a Português, as
minhas redacções escolares faziam a
diferença de quem já amava a palavra
escrita. Porém, a escrever sentimentos
em jeito de poesia, comecei em 1995.
Teve a
influência de alguém para começar a
escrever ?
Muita leitura na adolescência, prosa e
poesia, creio que foram factores
importantes. Um irmão mais velho (hoje
poeta e escritor) talvez explique algum
factor genético.
Lembra-se do seu
1º trabalho literário (se puder, indique
o título)
Lembro muito bem.
E ainda o conservo. Era um poema de
amor. Chamava-se “Quisera eu…” Tinha eu
18 anos.
Foi divulgado
(como) ?
Esse nunca foi
divulgado
Tem livro (s) impresso (s)?
Impresso em papel:
1 Livro de Poemas: “Geometrias
Intemporais” – ano 2000 – Vega Editora –
Lisboa - Portugal
Tem livro (s) electrónico?
Projectos literários para este ano de
2007 ?
Mais um livro de
poesia em curso, continuar a escrever e
esperar o que acontece
Fale-nos um pouco
de si, como pessoa humana :
Difícil falar de
nós próprios; Considero-me uma pessoa
privilegiada por Deus, pois consigo
juntar numa só e insignificante
criatura, multifacetadas aptidões.
Mulher e mãe que tem conseguido
ultrapassar as pedras do caminho sem
perder a fé e a esperança, a calma e o
sorriso. Viúva há 12 anos. 2 filhos
homens, 1 neto Pensamento positivo
sempre! Mulher trabalhadora até se
aposentar, que pacientemente esperou a
hora de dar livre curso à escrita
latente em si desde sempre. Que consegue
ainda juntar as tarefas de mãe e avó,
com a tradução e revisão de obras
literárias, portuguesas e estrangeiras.
E que mantém a fé no Amor em todas as
suas vertentes, a esperança num mundo
melhor de Justiça Social, Fraternidade
Amor Universal e Aperfeiçoamento Humano.
Um mundo onde o “Ser” substitua o “Ter”.
Onde deixem de existir: a “Inveja”, a
“Vaidade”, a “Prepotência”, a
“Humilhação do fraco pelo mais forte”,
“A Fome”, “A Guerra” etc. etc. Um mundo
onde a Cultura, em todas as suas
vertentes, seja reconhecida e protegida
como um bem essencial à formação das
gerações vindouras.
Como Escritor (a)
?
Sinto-me feliz.
Não espero ser célebre, mas tenho
recebido muitas provas de carinho e de
estímulo. E, principalmente, porque a
escrita me tem proporcionado momentos
únicos de catarse e de encontro comigo
mesma. Muitos amigos também. Isso me
basta.
Para se inspirar
literariamente, precisa de algum
ambiente especial ?
Não há momentos
especiais para captar uma ideia
inspiradora. Ela simplesmente nos chega
de várias formas, desorganizada, e às
vezes nos momentos mais inoportunos, se
não temos uma caneta à mão. Mas, para
lapidar uma ideia e transpô-la para o
papel, de forma organizada, coerente,
legível, e com a possível beleza
estética e linguística… pessoalmente,
escolho a noite com todos os ruídos do
silêncio.
Tem prémios literários ?:
Bastantes, sim.
Fastidioso enumerá-los aqui.
Tem Home Page própria (não são
consideradas outras que simplesmente
tenham trabalhos seus).
Conhece as vantagens que os Autores do
CEN têm em ter sua Home Page ou (e)
Livro (s) electrónicos, nos nossos sites
(preços, condições e divulgação) ?
Realmente, nunca
explorei esses pontos
Que conselho daria
a uma pessoa que começasse agora a
escrever ?
Que guarde, anote,
não desperdice todas as ideias que lhe
pareçam dignas de transformar em
mensagens para o Mundo. Que estude a
língua mãe profundamente – nada mais
inestético que um poema ou uma prosa com
erros linguísticos. Eles desfiguram
muitas ideias verdadeiramente geniais.
E, sobretudo, que tenha a coragem de não
as manter ignoradas. O mundo precisa
cada vez mais de escritores e de poetas
que o iluminem, seja em forma de
denúncia, de crítica, ou simplesmente de
beleza.
Para terminar este
trabalho, queira fazer o favor de
colocar quatro pequenos (e originais) trabalhos
seus (em prosa ou em verso) : (em
anexo)
|
|
|
|
Índice de autores
Anexo
Sebo LiterárioI
Sebo LiterárioII
Sebo Literário
III
Sebo Literário
IV
Antologias
Ebooks
Grande Entrevista
Aniversário2012
Entrevista-Os
confrades da Poesia
|