O
VÉRTICE LUMINOSO DA PIRÂMIDE
(Romance)
por
Carmo
Vasconcelos
"O homem de acção raramente escreve o seu diário; é quase
sempre mais tarde, do fundo de um período de inactividade,
que ele recorda, anota e, na maior parte dos casos, se
espanta." (Marguerite Yourcenar)

BIOGRAFIA
Carmo Vasconcelos
nasceu em Lisboa/Portugal, onde reside até hoje. Desde
sempre cultivou a paixão pela leitura e pela escrita. É
autora de um livro de poemas intitulado "GEOMETRIAS
INTEMPORAIS", publicado em papel no ano 2000, e tem outros
livros de poemas aguardando publicação, bem como romance,
palestras, conferências e ensaios.
E-Books – 16
(9) “O VÉRTICE LUMINOSO DA PIRÂMIDE” (2 Volumes – Romance);
“ROMPENDO AMARRAS”, “MEMORANDO DE FOGO”, “DESPIDA DE
SEGREDOS”, “LUAS E MARÉS” e “SONETOS ESCOLHIDOS I – II – III
” (3 Volumes) (Poesia)
Ver em: http://www.delnerobookstore.com/bibliotecas_virtuais/carmo_vasconcelos
(7) “VAI MINHA PENA” E “PASSOS PARA A E ETERNIDADE” –
Poesia;
“A FASE MÍSTICA DE FERNANDO PESSOA”; “O HOMEM E O UNIVERSO”;
“REENCARNAÇÃO, CARMA E EVOLUÇÃO” (Ensaios)
“O VÉRTICE LUMINOSO DA PIRÂMIDE” (Romance - 2 Volumes)
Ver em:
http://circulodograal.com/site2/index.php?option=com_content&view=article&id=80&Itemid=31
Inéditos, muitos, alguns espalhados por jornais e revistas e
inseridos em diversas Antologias. Pela sua participação em
vários Jogos Florais teve o privilégio de ganhar numerosos
prémios e menções honrosas.
É membro da Associação Portuguesa de Poetas (onde já
integrou os Corpos Directivos) e do Cenáculo Literário
Marquesa de Valverde, nos quais já colaborou como júri de
concursos literários. Participante assídua dos encontros da
Associação Fernando Pessoa, em Lisboa, aí foi distinguida
com um trabalho de sua autoria, intitulado "A FASE MÍSTICA
DE FERNANDO PESSOA".
Amante da Filosofia e da Psicologia, eterna buscadora,
estudante de esoterismo e misticismo, é membro da Ordem
Rosacruz-AMORC (Grande Loja do Brasil), onde teve a honra de
ser nomeada “Mestre Auxiliar” e, mais tarde, indigitada para
“Mestre” (cargo que não aceitou), do Capítulo AMORC de
Lisboa, que ajudou a inaugurar em 1979.
Entre outras, proferiu uma palestra na Livraria-Galeria
Verney, em Oeiras, (Portugal) que teve por tema "O HOMEM E O
UNIVERSO" e na Net, uma conferência, seguida de debate,
intitulada "REENCARNAÇÃO, CARMA E EVOLUÇÃO"
Ver em:
http://carmovasconcelosf.spaces.live.com
A par da sua escrita tem-se dedicado à tradução e revisão
literária de obras portuguesas e estrangeiras, entre outras:
“DRÁCULA – O REGRESSO” de Freda Warrington – Editora Século
XXI (tradução)
“O ESTRANHO CAVALEIRO DO LIVRO SAGRADO” de Anton Dontchev -
Vega Editora (revisão da tradução de Zdravca Naidenova)
“O ÚLTIMO UNICÓRNIO” de Peter Beagle – Vega Editora
(tradução)
“AREIAS MOVEDIÇAS”, de Krassim Krastev – Vega Editora
(revisão da tradução de Zdravca Naidenova) e orelha do
Livro.
É autora de vários Prefácios.
Ver em:
http://carmovasconcelosf.spaces.live.com
Fez parte da Comissão Organizadora do Encontro Zero da
Lusofonia, em Murça/2006. Ver em:
http://www.joaquimevonio.com/n03.htm
Como Directora de Eventos Literários da Academia Virtual
Sala de Poetas e Escritores (AVSPE), patrocinou:
Em 2007, o Evento "Sonetos", na AVSPE. Ver em:
http://www.avspe.eti.br/eventos/namorados/soneto.html
Em 2010: Foi organizadora e jurada dos Jogos Florais AVSPE/2010,
ver em:
http://www.avspe.eti.br/eventos/jogos/JogosFloraisDiplomas.htm
Organizadora do Evento Poético “Dilemas”, ver em:
http://www.avspe.eti.br/eventos/dilema/apresentacao.htm
E do Evento “Trov (adejando) na AVSPE, ver em:
http://www.avspe.eti.br/eventos/trovas/convite.htm
Em 2011: patrocinou e organizou o Evento “Falar de Teatro de
Poesia”, ver em:
http://www.avspe.eti.br/eventos/teatro/DiaInternacionaldoTeatro.htm
É também Directora Cultural da Revista Internética “EISFLUÊNCIAS”.
Vide:
http://eisfluencias.ecosdapoesia.org/
É Representante para a Língua Portuguesa da Revista Virtual
“DESTAQUE”, do Mural dos Escritores.
Carmo Vasconcelos é Membro da Associação Portuguesa de
Poetas – APP; Patrono da Academia Virtual Sala de Poetas e
Escritores – AVSPE; Membro convidado da Academia Poçoense de
Letras e Artes – APOLO; Autora na Varanda das Estrelícias,
Portal Cen, Poetas Del Mundo; Recanto das Letras,
Luso-Poemas, Ceci.Poemas, O Melhor da Web, UniRio, Blog de
Efigênia Coutinho, ArtCulturalBrasil (Reino da Poesia),
António Miranda (Poesia de Ibero-América); Sites de: Vera
Mussi; Carlos Lemberg; Lígia Tomarchio; Mural dos
Escritores; Imprensa Revista Zap; Portal do Poeta
Brasileiro; Confrades da Poesia; Círculo do Graal;
Sentimentos e Artes; Geleia General
Seguem alguns links:
http://www.avspe.eti.br/poetas/carmo.htm
http://www.apoloacademiadeletras.com.br/ambienteautor.php?npg=1
http://www.joaquimevonio.com/espaco/carmo_vasconcelos/carmovasconcelos.htm
http://www.caestamosnos.org/Autores/Carmo_Vasconcelos.htm
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_europa.asp?ID=1650
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/Carminho
http://efigeniacoutinhoamigospoetas.blogspot.com/2009/02/apresento-escritora-carmo-vasconcelos.html
http://artculturalbrasilreinodapoesia.blogspot.com/2009/01/carmo-vasconcelos.html
http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/portugal/carmo_vasconcelo.html
http://ceci.poemas.com.br
http://www.veramussi.com.br/
http://www.crlemberg.com.br/poeta/carmo/carmo.htm
http://www.ligia.tomarchio.nom.br
http://www.jornalista.eunanet.net/
http://portadopoetabrasileiro.blogspot.com/
http://www.osconfradesdapoesia.com/Biografia/CarmoVasconcelos.htm
http://circulodograal.com/site2/index.php?option=com_content&view=article&id=80&Itemid=31
http://gruposentimentoseartes.feelingsarts.com.br/carmo/indicecarmo.htm
http://geleiageneral.blogspot.com/

Com a
minha gratidão a todos os companheiros de estrada, vivos e
mortos, que, presentes ainda entre nós ou religiosamente
guardados na minha memória, contribuíram para a elaboração
e publicação deste livro.
A autora
Carmo Vasconcelos

INTRÓITO
A
"O
VÉRTICE LUMINOSO DA PIRÂMIDE"
Por Armando Figueiredo (Dr.)
Tornou-se moda e escola comum entre os cultores da Arte
Narrativa, depois da voga simbolista, na prosa, na
prossecução da rebeldia à escola neo-realista, escrever com
as mais variadas conotações simbólicas, tendo alguns autores
recorrido às recônditas áreas da subconsciência. Freud deu
azo a que toda esta revolução literária tivesse funcionado
nessa correnteza, uma vez considerados os avanços
conseguidos no estudo dos comportamentos diferenciados e
condicionalismos sociais patológicos, áreas do saber e
conhecimento às quais foram buscar material para a escrita
romanesca e poética, igualmente consideradas. A vaga dos
escritores alegóricos aparece depois de Marcel Proust. E
ainda que este não tivesse atingido a feitura artística de
Boris Vian ou de Vergílio Ferreira (da sua 2.ª fase), ou de
José Saramago - não os desmerecendo, bem colocada a questão
no seu tempo cronológico, cultural e social, diferentes
óbvia e consequentemente - sendo aquele consagrado mestre,
dos melhores - diga-se para que não subsistam dúvidas, no
seu estilo próprio e na sua idiossincrasia.
Em presença da narrativa O VÉRTICE LUMINOSO DA PIRÂMIDE, não
é muito importante fazer alusão aos mestres da Literatura e
da Linguística. A simplicidade é a tónica, e a leitura
fácil. Recorre a algumas analepses para a tornar mais
atractiva e rendilhar no gosto, o carácter de surpresas
esporádicas, ou seja, de suspense bem comedido; o tecido
textual é, todavia, comparável à narrativa camiliana ou
queirosiana ou dinisiana ou garrettiana. Nada de intrincadas
costuras elaboradas no emaranhado elíptico de avanços e
recuos discursivos e narrativos (mais ou menos barrocos - 'après-la-lettre'),
como esses que foram muito costurados à laia de William
Faulkner ou de António Lobo Antunes.
A narrativa é para ser lida, neste caso, ao jeito de crónica
de usos e costumes enraizados nesta Lisboa dos tempos
modernos, à qual se juntou o prazer da escrita com as suas
cores e esboços bordados artisticamente pela pena de Carmo
Vasconcelos.
A narrativa da história de Carmen é, deste modo, um
mergulho no tempo centenário que começa praticamente na
deflagração da 2.ª guerra mundial e estende-se até aos
nossos dias.
É uma narrativa bem escrita numa linguagem cuidada. A autora
é uma poetisa premiada, e a sua obra O VÉRTICE LUMINOSO DA
PIRÂMIDE enquadra a narração no seu tempo histórico com
referência aos episódios mais marcantes do século passado,
expondo o seu ponto de vista na apreciação dos conflitos
sociais e ideológicos. Recorre esporadicamente à astrologia
para definir caracteres e detém-se amiúde na descrição dos
usos e costumes da época em que são narrados e da sociedade
lisboeta, com especial incidência numa pequena burguesia que
luta pela sobrevivência do remedeio, em contraste com outra
média e alta, que esbanja dinheiro até se arruinar, e
consequentemente perder o estatuto da sua média. Embeleza o
fio da meada discursiva com um lirismo muito próprio,
recurso endógeno que lhe advém da alma de poeta, perpassando
ainda por toda a narrativa uma tentativa de aproximação de
conceitos místicos apropriados, caracterizando-a como algo
que tem muito a ver com o carma hindu, ou seja, a prova
existencial que leva a que os humanos atinjam estados de
progressiva perfeição anímica em ciclos sequenciais até
atingir o fim da espiral na forma divina.
Estamos em presença, possivelmente, mais da simplicidade de
Fernando Namora, John Steinbeck, Ferreira de Castro,
François Mauriac, José Cardoso Pires, Albert Camus,
Branquinho da Fonseca ou Somerset Maughan. E nesta lisura
escorreita duma viagem pelo caudal dum discurso sem muitas
curvaturas, diríamos à moda duma leitura crítica de Roland
Barthes que o prazer está quando abrimos a obra e nos
prendemos ao desenrolar dos acontecimentos. O prazer de ler
é o sinónimo figurado de abrir, entrar e agarrarmos a
fraseologia que nos diverte o espírito e o imaginário nele
criado. Quando isso acontece, vamos na alegria duma viagem
longa, e ao mesmo tempo tão breve que deixa alguma saudade!
Quem quiser passar algum tempo a ler O VÉRTICE LUMINOSO DA
PIRÂMIDE, sairá com a sensação de que a viagem na sua
duração, valeu a pena, e até gostaríamos que ela
continuasse.
Para uma apresentação da obra, a simplicidade da narrativa
de Carmo Vasconcelos exige a simplicidade da exposição
exegética, para que não haja discrepância ou dissonância
entre autora e feitor do intróito, este que se sente honrado
pelo convite de responsabilidade muita, e que naturalmente
envolveu uma sua escolha (e agora um aparte: ela teria
certamente, a meu ver, outras escolhas mais prestigiantes e
merecidas, a que não recorreu por razões que só ela poderá
fazer valer).
Armando Figueiredo (Dr.)
http://daniel.cristal.planetaclix.pt/index.html

INTRODUÇÃO
Esta é
uma história que abrange várias gerações. A saga de uma
família, de há cem anos a esta parte. Nela existe tragédia,
farsa, comédia e drama, num misto de risos, lágrimas,
sonhos, vitórias e decepções. Sempre presentes, o amor e o
desamor em todas as suas facetas. E como esquadros do tempo:
História e Poesia. Mas nela descobrirão, sobretudo, um grato
e fervoroso amor pela dádiva Divina que é a Vida.
Peça e actores extraídos das memórias de uma amiga muito
íntima – ficção ou realidade? – Que só agora se dispôs a
expulsar demónios e a reaver deuses.
Seu nome? Chamar-lhe-ei “Carmen”. Vamos conhecê-la!
A autora
Carmo Vasconcelos



|
FORA
DO TEXTO:
(Fenghuang (chinês tradicional: pinyin: fènghuáng) são
pássaros chineses mitológicos que reinam sobre todos os
outros pássaros. Os machos são chamados de Feng e as
fêmeas de Huang; Em tempos modernos, entretanto, tal
distinção de gênero não é feita mais e Feng e Huang são
unidos em uma entidade feminina única para que o pássaro
possa ser comparado com o dragão chinês, que tem
conotações masculinas. O Fenghuang também é chamado de "
Galo de Agosto" (chinês tradicional: 鶤雞; pinyin: o kūnjī)
já que ele às vezes toma o lugar do Galo no zodíaco
chinês. No mundo ocidental, é comumente tratado como a
fênix chinesa.
A Fenghuang tem conotações muito positivas. Ela é um
símbolo de alta virtude e graça. A Fenghuang também
simboliza a união de yin yang. Aparece em tempos
pacíficos e prósperos mas se esconde quando o problema
está perto. Shan Hai Jing - capítulo 1 Nanshan Jing
registra que cada parte do corpo da Fenghuang simboliza
uma palavra, a cabeça representa a virtude (德), a asa
representa o dever (義), as costas representam a
adequação (禮), o abdome diz fé (信) e o peito representa
a clemência (仁).[4]
Na China antiga, elas muitas vezes podem ser encontradas
nas decorações de casamentos ou realeza, junto com
dragões. Isto é porque os chineses consideravam o dragão
e a fênix um símbolo de relações felizes entre marido e
esposa, outro yin comum e metáfora yang.
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Fenghuang ) |

Livro de Visitas
   |
|