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MITOLOGIA GREGA
(Deuses, Guerreiros e Lendas)
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Olimpo |
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história fabulosa dos deuses, semideuses e dos heróis da
Antiguidade. Ou seja, a Ciência dos Mitos. O nascimento
e a função do mito constituem para os antropólogos e
psicanalistas, de Malinowski até aos trabalhos de Freud
(Moisés e o Monoteísmo, 1939), de Jung, e exercem seu
impacto entre os fenomenólogos. Segundo estes (M. Eliade),
os mitos encarnam fenómenos fundamentais da vida: o
amor, a morte, o tempo, etc., e certos fenómenos como as
florestas, as tempestades, têm sempre um mesmo valor
simbólico, seja qual for a civilização considerada. C.
Lévi-Strauss põe em xeque essas interpretações ao propor
um novo método, a análise estrutural que faz de cada
mito um conjunto de variáveis combinatórias. Este
descreve a vida sensorial de cada povo, sua maneira de
comer, de caçar, etc., bem como a sua vida social ou
ritual. O mito é, para cada povo, um modo de “contar”
sua maneira de ser (parentesco, filiação, produção), na
sua especialidade, e na sua relação com o meio natural
onde vive. A Mitologia Grega, é um conjunto de crenças e
práticas ritualistas dos antigos gregos, cuja
civilização formou-se por volta do ano 2000 antes de
Cristo. É composta basicamente de um conjunto de
histórias e lendas sobre uma grande variedade de deuses.
A mitologia grega desenvolveu-se plenamente por volta do
ano 700 antes Cristo. Nessa data já existiam três
coleções clássicas de mitos: a Teogonia, do poeta
Hesíodo, a Ilíada e a Odisseia, do poeta Homero. A
mitologia grega possui várias características
específicas. Os deuses gregos assemelham-se
exteriormente aos seres humanos e apresentam, ainda,
sentimentos humanos. A diferença em relação a outras
religiões antigas, como o hinduísmo ou o judaísmo,
consiste em não incluir revelações ou ensinamentos
espirituais. Práticas e crenças também variam
amplamente, sem uma estrutura formal, como uma
instituição religiosa de governo, nem um código escrito,
como um livro sagrado. Os gregos acreditavam que os
deuses tinham escolhido o monte Olimpo, em uma região da
Grécia chamada Tessália, como sua residência. No Olimpo,
os deuses formavam uma sociedade organizada no que diz
respeito a autoridade e poder, movimentavam-se com total
liberdade e formavam três grupos que controlavam o
universo conhecido: o céu ou firmamento, o mar e a
terra. Os doze deuses principais, conhecidos como
Olímpicos, eram Zeus, Hera, Hefesto, Atena, Apolo,
Ártemis, Ares, Afrodite, Héstia, Hermes, Deméter e
Posídon. A mitologia grega enfatizava o contraste entre
as fraquezas dos seres humanos e as grandes e
aterradoras forças da natureza. O povo grego reconhecia
que suas vidas dependiam completamente da vontade dos
deuses. Em geral, as relações entre os humanos e os
deuses eram amigáveis. Porém, os deuses aplicavam
severos castigos aos mortais que revelassem conduta
inaceitável, como orgulho complacente, ambição extrema
ou prosperidade excessiva. A Mitologia Grega era
assunto principal na aprendizagem das crianças da Grécia
Antiga, como meio de orientá-las no entendimento de
fenómenos naturais e em outros acontecimentos que
ocorriam sem o intermédio dos humanos. Com a tecnologia
precária da época, as ciências – como a medicina, a
física, a matemática, e outras áreas voltadas para os
estudos racionais – tinham muito menos desenvolvimento
que áreas como a filosofia e, por isso, os gregos usavam
a imaginação para atribuir a causa dos fenómenos ao seu
redor. Fundamentalmente, os poetas da Grécia Antiga —
tidos como pessoas escolhidas pelos deuses para relatar
suas histórias — escreviam textos que não explicavam
racionalmente a origem das coisas, mas utilizavam
lendas, isto é, histórias imaginárias, para
interpretá-las. Para o povo grego, embora a sabedoria
plena e completa pertencesse aos deuses, os homens
poderiam desejá-la e amá-la, tornando-se filósofos.
O Oráculo de Delfos foi um grande local sagrado da
Grécia Antiga, dedicado ao deus Apolo (deus da luz, sol,
profecia e verdade). Ele localizava-se no sopé do Monte
Parnaso (região central da Grécia). No centro do oráculo
havia um grande templo em homenagem ao deus Apolo. Os
gregos recorriam ao oráculo para perguntar aos deuses
sobre problemas quotidianos, questões de guerra, vida
sentimental, previsões de tempo, etc. Os gregos
acreditavam que os deuses ficavam neste oráculo, junto
com ninfas e musas, orientando as pessoas. O Oráculo de
Delfos tornou-se, na antiguidade clássica, um dos mais
importantes centros religiosos da Grécia Antiga. Hoje,
suas ruínas atraem muitos turistas do mundo todo. |